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22 de fev. de 2012

Em nome do Rei dos Monstros

De volta mais uma vez, mas não com apenas uma análise, agora a coisa será um pouco diferente, simplesmente porque ao invés de criar um "review", eu vou simplesmente FALAR SOBRE.

E sobre o que vou falar sobre?
Talvez o título ja signifique alguma coisa pra você, se assim como eu é um devoto fã do grande rei:


GODZILLA


 O Guardião das Páginas não é um blog feito especialmente para a cultura japonesa... na verdade eu o criei para falar de tudo o que gosto, mas também levar conhecimento de trabalhos que admiro muito para quem quiser dedicar um tempo aqui nesse espaço, no entanto a cultura da terra-dos-olhos-puxados sem sombra de dúvidas é a que mais me agrada, tanto que meus desenhos são no estilo Mangá (aliás, tenho que começar a postar os desenhos que prometi no dia em que inaugurei essa bagaça), e é claro que um dos ícones mais cultuados da cultura pop japonesa não poderia ser deixado de lado (apesar de que eu só estou fazendo isso porque realmente adoro Godzilla) aqui na minha coleção de "filmes estranhos"

Então dê play na música abaixo e entre no clima desta homenagem que faço a este clássico do cinema Kaiju 

Godzilla/Gojira apareceu pela primeira vez em 1954, em um filme homónimo, ele representava todo o medo que os japoneses passaram durante a 2° Guerra Mundial e uma ameaça Atômica.
O monstro, por incrível que pareça, fez um sucesso tão grande quanto sua própria altura (50 metros na época) e ganhou a atenção de todo o Japão, que pareceu sentir uma espécie de apreço pelo gigante devastador e sua rajada radioativa que não poupava nada nem ninguém pelo seu caminho.
O visual de Godzilla sempre foi o mesmo, no entanto a cada dez anos a Toho Co. sempre mandava novos designers "reinventarem" o monstro, ao todo são 28 filmes que são divididos em três temporadas, elas são: Showa, Heisei e Millennium.
Godzilla era realmente mal feito na primeira temporada, tanto seus movimentos quanto o próprio design eram extremamente escrotos, no entanto com a chegada da era Heisei ele ganhou novos ares e uma personalidade mais animalesca e por fim quando Millennium estreou em 2000 víamos um Godzilla muito mais mal encarado e grotesco. 
Showa
Além disso, para certos filmes ainda foram criados novos modelos do monstro, como é o caso do último título Final Wars.
Godzilla talvez tenha se tornado um grande ícone por ser quase indestrutível mais por sua persistência do que por seus poderes, ele era um vilão que tinha um grande orgulho da terra que destruía, por isso não deixava nenhum outro monstro destruir em seu lugar.
Heisei
Durante a era Showa, Godzilla acabou se tornando muito bonzinho, ele só aparecia para matar o monstro que estava destruindo o Japão e depois retornava para o MT. Fuji ou para o oceano, para o bem da criatura, dez anos depois o Godzilla que todos viam era muito mais parecido com um animal mal-humorado e ranzinza do que aquele velho herói que todos conheciam, tanto que muitas vezes dois ou mais monstros tinham que se unir para derrotá-lo antes que sua ira levasse o país as cinzas. E adivinhem... não só os japoneses como também o resto do mundo aprovou isto, afinal de contas o nosso querido lagartão rabugento ainda não havia se vingado por seu destino cruel e atormentador.
Millennium
 Aliás, seria meio estranho falar de Godzilla sem contar pelo menos a origem do monstro, pois bem... estima-se que Godzilla tenha vindo de um Tiranossauro, mas que por não terem muita certeza da espécie acabaram apelidando de Godzillasaurus, ele era um dinossauro pacifista e patriota que acabou sendo vítima da radiação emitida pela bomba nuclear durante a Segunda Guerra Mundial, não se sabe muito bem porque ele desconta sua raiva no Japão desde então se os culpados pelo ataque foram os americanos, uma das teorias é que ele esperava não ser envolvido no ataque ou que talvez os japoneses que estavam lutando em sua ilha o tivessem ajudado depois de levar uma saraivada de tiros de canhão dos estrangeiros e sair todo f**ido do campo de batalha. Algum tempo depois, com o término da guerra, surge então uma criatura colossal do meio do oceano e começa a estraçalhar tudo o que vê pela frente. A verdade é que Godzilla sempre estará punindo o povo japonês por algum motivo que só ele sabe, mas que também será sempre o herói que protege a Terra de ameaças quase tão ou até mesmo muito mais destrutivas do que ele.


E por falar em ameaças, é claro que não podia deixar de citar os tão famosos e poderosos rivais de Godzilla, então vai aí uma pequena descrição de três de alguns mais famosos (lembrando que muitos monstros sofreram alterações e muitos tiveram um re-make tanto no visual quanto no seu filme de origem).




Começando pelo mais legal
King Ghidorah é um dragão tricéfalo que nasceu no lugar de Gdzilla em uma realidade alternativa em que Godzillasaurus foi substituído por três pequenas criaturas chamadas Drats graças a viajantes do tempo americanos que disseram que em 2204 o Japão seria maior potência mundial. Ghidorah começa a destruir tudo de novo e os japas não tem outra escolha a não ser expor o dinossauro a radiação para criar um novo Godzilla maior e mais forte para ter alguma chance contra o dragão. King Ghidorah depende praticamente de seus poderes para lutar, já que não possui braços, cada cabeça dispara raios amarelos, as asas criam tempestades e o corpo do monstro ainda consegue alterar a gravidade com campos eletro-magnéticos. Fora isto resta-lhe suas três bocas cheias de dentes, as duas caudas e as patas musculosas. Ele é de longe um dos monstros mais poderosos de Godzilla, quase matando-o em praticamente todas as suas aparições.


Gigan foi o primeiro monstro que conseguiu tirar sangue de Godzilla ao invés de faíscas, tudo graças a serra que ele tem na região do peito a da barriga. Gigan é o inimigo mais violento e desaforado de Godzilla, tem uma personalidade de mercenário, em seu primeiro filme faz parceria com King Ghidorah (que na época era mostrado como um monstro espacial assim como o Gigan) para atacar Tókio por ordem do pessoal de Nebulosa M, que tiveram seu planeta corrompido por poluição e não restava quase mais nenhum recurso. Godzilla precisou se aliar a um velho rival Anguirus para por um fim nos dois invasores.



Escolhi o Destoroyah (é isso mesmo) porque ele foi o inimigo mais perturbador da história de Godzilla, tendo várias formas que variam de centímetros para metros rapidamente, a única forma de pará-lo parecia ser iniciar uma batalha entre ele e Godzilla, no entanto o monstro que enfrenta o demônio é Godzilla Jr. (seria como o filho de Godzilla, só que menor e mais fraco). A criança faz de tudo para parar o monstro, mas seus esforços sempre parecem resultar em vão. Neste filme podemos ver Godzilla realmente enfezado, a ponto de usar seu raio atômico em aspiral vermelha (a forma mais poderosa do ataque) até fazer Destoroyah jorrar sangue, sem dúvidas a batalha mais cruel e agonizante para o grande G, pois ele sofre danos terríveis feitos pelo chifre que fica na testa de seu inimigo e também porque ele perde sua amada cria. Godzilla vs Destoroyah deveria ter sido o último filme de Godzilla, isso porque mesmo que no final não sobre pedra sobre pedra, a historia dele parecia ter finalmente chegado a um limite, mas depois ele foi estranhamente reencarnado no próximo filme e assim a saga continuou por mais um tempo até o Final Wars.
                              
28 filmes não são fáceis de se protagonizar, e Godzilla que o diga. Até ganhou uma estrela na calçada da fama... muito bem merecida na minha opinião.
Foram tantos monstros, batalhas e versões que fica difícil saber quantos inimigos o grande G teve. O curioso sobre essas rivalidades é que uma ora ou outra alguns monstros se aliavam a ele pelo bem do planeta, já que os tipos de criaturas eram classificadas entre: Defensores da Terra (monstros naturais que protegem o planeta por o considerarem sua casa como a Mothra e o Rodan), Mutantes (criaturas que surgiram por causa de experimentos ou resultados de radiação como o próprio Godzilla ou Destoroyah) e Alienígenas (vindos de outro canto do universo como destruidores ou mutantes de outro planeta como o antigo King Ghidora e Mogera). Ironicamente, Godzilla já chutou o traseiro de todos eles pelo menos uma vez e mesmo assim ja recebeu o título de defensor da terra mesmo sendo um mutante.
2012 já chegou e ainda paira entre os fãs uma esperança de que a Toho Company continue Godzilla usando CGI no lugar de maquetes e marionetes de borracha (o que eu acho muito mais criativo porém extremamente falso). Segue abaixo uma lista de curiosidades a respeito do universo criado pela Toho.

* Godzilla já morreu diversas vezes, mas mesmo assim voltou como outras versões ou até mesmo como vilão em Godzilla vs Space Godzilla (que embora todo mundo negue, eu tenho certeza de que foi o antigo Godzilla que estava "boiando" pelo espaço depois de sua luta contra Biollante);

* O primeiro Godzilla foi morto para sempre pelo exército, o monstro que vemos mais tarde enfrentando monstros inimigos é um filhote que nasceu do Godzilla original. A versão americana até fez uma homenagem no final de um último filhote eclodindo de um ovo;

* Quando o filme Godzilla foi lançado em 1954 era considerado uma produção com efeitos acima do esperado para a época;

* King Ghidorah voa mais por causa de seu poder de manipular gravidade ao seu redor do que por suas próprias asas, que são muito pequenas para o tamanho e formato de seu corpo que não tem aerodinâmica nenhuma;

* King Kong já enfrentou Godzilla;

* O rugido de Godzilla é o mais famoso do mundo, soando quase soberano sobre qualquer outro;

* Godzilla é um ser tanto aquático quanto terrestre, porém ele não nada, e sim anda em pé no fundo do oceano;

* Entrou para o Guiness Book como personagem que possui mais filmes da história;

* O primeiro filme é praticamente um re-make de uma raridade chamada The Beast of (insira um número) Photons;


Assim como conheço tiozões e até jovens que adoram Super Sentai, eu mesmo me declaro um super fã de Godzilla. Pretendo criar outras homenagens a filmes ou seriados que adoro, mas acho que não poderia começar de outra forma se não pelo querido Godzilla.
E se você não viu nenhum filme do grande G e quer se arriscar eu recomendo que comece pela temporada Heisei, a partir do momento que se acostumar com os "defeitos especiais" os filmes parecerão muito interessantes e divertidos.
Então até mais leitores... talvez eu poste algum desenho da próxima vez e dê uma introdução no meu primeiro Mangá.


10 de fev. de 2012

Você Acredita em Sereias?

Olá leitores... o blog ficou um tempo sem postagens novas, mas agora vou tentar dar uma pausa menor entre elas e torço para que o Lucols também arranje um tempo para postar com mais frequência.

O assunto de hoje é um filme que, ao meu ver deveria ser classificado como "Cult", mas que por não ter passado nos cinemas foi simplesmente ignorado e a maioria das pessoas não fazem nem a menor ideia de que ele exista.


                                         The Mermaid Chronicles Part1: She Creature 

E lá vou eu mais uma vez falar de um filme de terror desconhecido e provavelmente sem graça por se tratar de um tema tão batido e "desgastado" pela mídia que são as sereias.
Mas eu garanto pelo menos que não se trata de um filme qualquer, principalmente porque ele é, na verdade um re-make de uma película da década de 60 rodada em preto e branco chamada She Crature, este longa veio para o Brasil com o nome um pouco exagerado de A Criatura da Destruição.


Quando eu era criança, as sereias eram umas das criaturas mitológicas que mais me chamavam a atenção... no entanto, com o passar do tempo comecei a relacioná-las ao mesmo tipo de natureza das fadas: uma criatura que apesar de bela, não tem nada de especial a não ser uma característica animal que as difere dos seres humanos. Mas o re-make de 2001 de She Creature veio para mudar esta minha visão, porque a sereia mostrada na história se compara mais a categoria dos Dragões: Criaturas que estão acima da capacidade humana, mas que mesmo assim devem ser vistas como animais, com instintos e até mesmo uma certa maliciosidade herdada de séculos de existência, com certeza um animal a ser temido e acima de tudo, respeitado...
É interessante ver que mesmo sendo um filme de horror, é a imagem mais antiga e clássica que alguns povos tinham de sereias (tirando o fato de serem pássaros ao invés de peixes) que prevalece para tornar tudo meio macabro.
Começando pela aparência da nossa querida criatura... bom, ela se parece com uma bela moça de uns 21 anos que, ao invés de ser uma mulher perfeita da cintura para cima e um "peixe" da cintura para baixo mistura um pouco de cada, suas mãos tem membranas, de suas costas saem uma leve barbatana serrilhada e seu corpo simplesmente segue com uma cauda escamosa com barbatanas laterais e a ponta bifurca em duas nadadeiras gigantes que se assemelham a pés distorcidos, ao todo é um belo ser, mas que de longe podemos ver que de humano não tem nada.

Então, agora que ja temos uma pequena descrição da sereia, posso seguir com uma introdução:

Não sei exatamente em que ano a história se passa, mas tem como presumir que estão em torno do final de 1800 por causa da arquitetura e das armas.
Angus e Lillie são um casal circense que usam da criatividade para criar números teatrais envolvendo criaturas místicas com a intenção de enganar pessoas pela Irlanda a fora, mesmo para o casal e os funcionários que sempre fazem um bom número, o dinheiro que recebem não parece render muito.
Lillie faz o número da sereia durante o espetáculo, ela fica dentro de um aquário gigante e vazio com uma fantasia enquanto um dos funcionários faz funcionar um gramofone, tocando uma gravação que lembra um dos tão famosos cânticos que não poderia faltar em qualquer referência a estes seres.
Durante o vislumbre de Lillie, um velho parece mais encantado do que os outros ao ver a cena, voltando mais tarde e descobrindo que a moça na verdade é apenas uma pessoa comum que estava fazendo um número, ele fica indignado e parece passar mal de tanto desgosto, depois pede desculpas e diz que ja deve voltar para sua casa, Lillie então, por ter um bom coração convence seu noivo Angus a acompanhar o velho até sua moradia.
Ao chegar, descobrem que o homem mora de frente para o mar, em uma enorme mansão com aparência de castelo, ele os convida para entrar e beber alguma coisa, e, aceitando o convite, Angus e Lillie se veem dentro do que poderia se chamar de uma casa típica de filmes de terror, o velho revela que era marinheiro e começa a falar sobre sua maior fascinação, que são nada mais nada menos do que sereias.
O tempo passa e antes de deixar suas visitas partirem, o senhor decide mostrar seu maior troféu para o jovem casal, que, inexplicavelmente é uma sereia de verdade e ainda por cima viva. No momento em que a encara, Lillie pode jurar que vê a criatura balbuciar alguma coisa enquanto a fita de forma estranha. Mas quem mais parece obcecado com o ser é Angus, que pergunta ao velho marinheiro por que ele não tenta ganhar dinheiro com a sereia, o velho revela que ela é extremamente perigosa e que já quebrou o vidro do tanque e matou sua esposa, por isso a acorrentou e cercou seu aquário gigante com grades apenas para ter o prazer de vê-la morrer de fome ou por falta de liberdade.
Não conformado com a escolha do marinheiro, Angus decide voltar a mansão com dois de seus funcionários amigos e sequestrar a sereia, porém o velho os pega com a mão na massa e no meio de uma discussão e uma tentativa inútil de expulsar os intrusos ele acaba tendo um infarto, deixando tanto a mansão quanto a sereia a vontade para Angus e seus capangas. Eles apenas desmaiam a criatura com um dardo tranquilizante e a levam embora.
Angus então convence Lillie a viajar para as Américas logo no dia seguinte, e deixa para mostrar a sereia só depois que o navio zarpa alegando que o velho havia dado a criatura para ele, relutante mas sem escolha, a moça acaba aceitando a situação.
A viagem corre bem por alguns dias, até que coisas estranhas começam a acontecer, uma delas é o sumiço de um marujo que ocorreu bem na noite em que a sereia se soltou, porém os tripulantes não suspeitam que mesmo que o ser que eles carregam a bordo seja dócil e bonito, ao mesmo tempo esconde um instinto animalesco e um ódio mortal dos humanos que o cercam.



She Creature, mesmo sendo um re-make tem a história diferente do original (ainda bem) que se tratava de um homem que hipnotiza uma mulher e faz ela regredir para um ancestral primitivo que se parece com uma lagosta gigante.
O terror dado se refere mais ao clima e aos cenário que o filme proporciona, porque é um pouco difícil não torcer para a sereia, a qualidade da imagem é muito bonita e o ângulo de fotografia é muito preciso, como um todo, o longa é muito bem produzido, não pecando em nenhum termo técnico, a história é bem bolada e mostrada de uma forma que lembra um diário-de-bordo-visual feito por Lillie, que não sabe se sente medo, raiva ou compreensão pela sereia.
Quanto aos efeitos especiais... bom... o responsável por eles Stan Winston (responsável também pelo movimento de muitas criaturas famosas como os dinossauros de Jurassic Park ou o lendário Alien) fez um trabalho maravilhoso com Animatronics e maquiagem, a computação gráfica é quase nula, e quando aparece é apenas para quebrar um galho, já que não é das melhores. Eu pessoalmente não gosto (mesmo) de CG em filmes de terror e neste temos uma bela (trocadilho) surpresa no final que mostra a competência do designer deste filme.  


Por fim, vou citar o nome do diretor que é  Sebastian Gutierrez, até onde sei ele é considerado um bom diretor, embora não tenha muitas obras e eu não tenha visto nenhuma delas além desse filme. É uma pena que assim como sugeria o título The Mermaid Chronicles Part1 não teve uma continuação e aparentemente não vai ter mais, talvez pela falta de sucesso com o público por não ter tido uma divulgação melhor.


Deixo com vocês a gora o trailer do filme, infelizmente é muito difícil encontra-lo para download dublado ou legendado principalmente agora com o fechamento do Megaupload. Mas para os amantes de um bom filme Cult que sempre estão procurando uma boa obra pra assistir eu recomendo esse excelente Thriller.

  

29 de jan. de 2012

Sobre o Mascote do Blog

Pessoal... esta postagem é apenas uma explicação, portanto apenas leiam para entender a última atualização.


Eu lhes apresento:              Nottorius - o Lobisomem português
Nottorius é o novo mascote do blog, ele é um Lobisomem que se parece muito com um Husky Siberiano obeso e desinteressado, mas não se enganem, ele é um excelente protetor para o Guardião (isso soou meio sem noção...), Nottorius fala Português de Portugal porque eu não queria dar a minha voz pra ele e as vozes brasileiras que tinham disponíveis não ficavam legais, daí pensei -por que não um Lobisomem português...?- espero que consigam entender o que ele fala e que ele seja muito bem aceito. Qualquer mensagem sobre o novo mascote, você pode deixar nesta postagem mesmo, acho que não tenho mais o que falar dele, mas para ouvi-lo falar do blog é só clicar no botão de Play (e pelo amor do santo negão Po Po não vá clicar na foto acima pensando que é o original, ele se encontra a direita do blog, junto dos outros Gadgets). 

28 de jan. de 2012

Histórias interessantes acontecem no badalado bairro hippie de Mission Hill



Mission Hill foi um desenho estadunidense que estreou na WB em 1999 e foi ao ar até 2002 no bloco Adult Swin do Cartoon Network. De modo geral, o desenho retrata a vida de Andy French, um vendedor de colchões de 24 anos que sonha em ser cartunista. Andy divide um apartamento com seus dois colegas de quarto: Jim, amigo desde os tempos do colégio, é extremamente alto e demonstra a maioria de seus sentimentos com um simples "Ok", Jim é um agente publicitário que ganha grandes quantidades de dinheiro por apelar no marketing direcionado para a geração Y. Ele também possui um vasto conhecimento na área tecnológica, sabendo lidar com todos os tipos de utensílios eletrônicos. Curiosamente, Jim não parece se importar muito com todo o dinheiro que possui. A outra "Roomie" é Posey, uma garota meio hippie que só parece se interessar pelas suas plantas e sempre julga uma pessoa pela sua "luz interior". Andy vive tranquilamente até o dia em que foi fazer uma visita para os pais que estão de mudança para pegar Stogie, seu cachorro alcoólatra que parece conseguir digerir qualquer coisa, desde cigarros até controles remotos. Quando Andy chega lá, tem uma surpresa ao que ver seu irmão Kevin, um cdf que tirou mais de 140 ponto no seu teste de aptidão, está com as malas prontas e seus pais dizem que ele vai se mudar com Andy até conseguir entrar na universidade de Yale. Andy diz para seus pais que isso não vai acontecer porque este odeia Andy e afirma que ele vai atrapalhar a vida dele, mas aceita relutantemente depois de sua mãe dizer que Kevin o adora.

Mission Hill é um desenho mais direcionado para o público adulto, retratando questões morais e sexuais. Ao longo dos episódios, vemos Kevin tentando se adaptar na mesma vida adulta que seu irmão leva e Andy tentando se encaixar em algum emprego pois é frustrado por não conseguir ser um cartonista.
O estilo do desenho é bem legal (diferente de muitos desenhos atualmente que parecem serem feitos com pressa e sem paixão nenhuma), vemos a cidade fictícia de cosmopolis como uma daquelas cidades noturnas coloridas norte-americanas, com várias placas de Neon destacando diverso bares de Jazz e baladas.

Tirando os principais, Mission também possui alguns personagens importantes que fazem várias aparições ao longo da série. Entre eles estão os outros moradores do prédio de Andy: O casal homossexual de 60 anos, Gus e Wally e o casal Natalie e Carlos e seu bebê no qual o nome nunca foi dito. Também temos a meio-namorada de Andy, Gwen e os dois melhores amigos nerds de Kevin, Toby e George.



Apesar dos episódios terem premissas inteligentes e divertidas, o seriado possui apenas 18 episódios, 13 deles sendo oficiais e 5 que ficaram apenas em animatics devido ao cancelamento da série.

Eu posso afirmar sem hesitações de que Mission Hill é um dos meus desenhos prediletos e até hoje não me conformo com o fato de ele ter parado na primeira temporada. Mesmo com apenas 13 episódios sem contar com os animatics, recomendo a todos que tiverem a oportunidade de assisti-lo.

19 de jan. de 2012

100% Tamer

Olá leitores, mais uma análise sobre um Mangá. Mas desta vez será um mangá meio raro... na verdade nunca o encontrei pra vender. Por isso vou disponibilizar o link para um outro blog caso alguém queira baixar a primeira parte do mangá para conferir.


                                                         Digimon V - Tamer 01

  O pessoal que assistiu a série Adventure deve se lembrar que o líder do grupo de sete crianças que foram parar no Digital World se chamava Taichi (Tai aqui no Brasil), bem... lhes apresento Taichi, mas não é Kamiya Taichi (o do Agumon), este é Yagami Taichi. Embora eles tenham o mesmo visual, suas personalidades são diferentes, este Taichi se parece muito com o Gon do Hunter x Hunter, ele simplesmente parece não ter noção do perigo e encara qualquer desafio sem pestanejar, mesmo que seu inimigo seja maior e mais poderoso. Outro aspecto que difere é que seu companheiro Digimon é um V-Dramon e não um Agumon.


Desde pequeno era muito viciado em Digimon, na verdade nunca deixei de ser, pessoas que criam Digimons, não importa os meios que usam são chamados de Tamer. Para quem pensa que Digimon é apenas um anime que se inspirou no tão cultuado Pokémon saiba que esta franquia existe a muito mais tempo do que a série animada (realmente não é velho como Pokémon), os Digimons sempre estiveram presentes na minha vida, sendo por meio de cartas e principalmente jogos. É com muito orgulho que digo que além de evoluir muitos Pokémons, já evolui muitos Digimons no meu passado (e ainda evoluo). Com certeza é uma franquia que deve ser explorada para ser apreciada, mas que infelizmente foi alterada e infantilizada por americanos e teve ajuda de brasileiros, três exemplos interessantes são:

Brasil                 Japão

Digimundo = Digital World

Digiescolhido = Tamer

Digievolução = Shinka
Confesse que generalizar tudo com "Digi" no início torna qualquer palavra tosca e infantilóide, sem falar que as únicas que deveriam começar assim são Digimon e Digivice (Digital Device).



Este mangá que vou falar agora foi escrito por Hiroshi Izawa e desenhado por Tenya Yabuno, publicado em 98 e terminado em 2003, conta a historia de um garoto fã de V-Pets (Virtual Pets) que possui um Digimon não catalogado, o que faz com que seja desclassificado em um grande torneio de Digimon Tamers do qual estava ansioso para participar.
Taichi não entende por que seu V-Dramon foi acusado de ser um Digimon inventado e enquanto verifica se há problemas com seu V-Pet é absorvido para dentro do aparelho e consequentemente cai no Digital World.
Ao chegar no outro lado, Taichi é recebido por nada mais nada menos que seu próprio Digimon, chamado Zeromaru (carinhosamente tratado apenas por Zero).
Taichi então começa a explorar o Digital World lado a seu fiel companheiro, enquanto andam acabam se batendo com um Gabumon chamado Gabo, fugindo de um Tortomon. Taichi e Zero decidem enfrentar o monstro mesmo com as advertências de Gabo de que os Digimons daquela área são muito poderosos.
Usando de pura estratégia, Taichi e Zero vencem rapidamente seu inimigo, impressionando Gabo e convencendo-o a levá-los a seu mestre.
O mestre de Gabo vive em uma grande mansão que se parece muito com um santuário (muito semelhante a Ice Sanctuary do Digimon World de 1999 do PS 1), ele é um poderoso MagnaAngemon (HolyAngemon no Brasil) e após certos diálogos prolongados e algumas batalhas acaba dizendo que Taichi é uma espécie de escolhido Humano, cujo parceiro Digimon proveniente de uma espécie desconhecida deve derrotar um d'Os Sete Lordes Demônios que está levando o Digital World pelo caminho da destruição, seu nome é Demon (lê-se Di-Môn) e esconde poderes inimagináveis muito além de qualquer Digimon existente.
Taichi simplesmente aceita a missão porque não quer que seu parceiro e o mundo cheio de criaturas que ele tanto gosta seja destruído, saindo assim em uma jornada para coletar os únicos objetos capazes de lhe permitir ficar cara a cara com o Lorde Demônio, mesmo que não tenha poder suficiente para impedi-lo.




Este mangá mesmo sendo bem antigo consegue ter um traçado muitas vezes melhor do que muitas temporadas que eu já vi, as vezes tudo parece meio cômico demais e outras horas vemos os Digimons de uma jeito todo detalhado e bonito.
A história, embora clichê, consegue prender porque é simples e os personagens são bem carismáticos, para quem gosta, nem que seja um pouco de Digimon vale a pena ler esta raridade que nem é mais comentada quando se fala nesta franquia.

Quanto ao anime de Digimon, eu só tenho a dizer que mesmo que a dublagem as vezes jogue cenas ótimas por água a baixo, confesso que acho que a primeira temporada tem ótimas vozes brasileiras, mas que não chegam a ser perfeitas quanto a versão original (diferente de DBZ, que tem uma dublagem brasileira muito melhor que a japonesa). De todas as temporadas, recomendo sempre a primeira, a terceira e a quinta, pois Digimon 02 é praticamente o Adventure de movo, o Digimon Fronteira perdeu a graça ao colocar Humanos que evoluem para Digimons e agora o   Digimon Xros Wars mesmo tendo uma ótima história e uma qualidade de animação superior aos outros perdeu muitos pontos ao fazer os Digimons dos protagonistas se fundirem em um Megazord.


O link para o blog prometido está aqui. Eu sugiro que para facilitar as coisas, você clique e arraste para selecionar a página, isso vai melhorar sua visão dos links. Do lado de "Volume Completo" tem o link para baixar em português, basta clicar e fazer o download.




    

9 de jan. de 2012

Sangue Frio? Quem não tem não sobrevive.

Salve! Meus bons leitores!
Primeira postagem do ano, desejo um bom 2012 pra vocês e que nunca percam o pique que os move neste mundinho infectado por humanos medíocres e iludidos.
Mas como o blog é de entretenimento, não quero me perder em reflexões pessoais sobre pessoas e mundo.

Não se esqueça de votar na enquete a direita que vai até o fim do mês, se não tiver uma quantidade significativa de votos, não farei nenhuma mudança. Claro que não será culpa sua, a menos que você não vote. HE HE.


O ano começa com a crítica sobre um Mangá, que apesar de famoso, não teve uma boa divulgação aqui no Brasil (como qualquer outro Mangá).



                                                           Gantz


Este Mangá escrito por Hiroya Oku conseguiu se tornar famoso em todo o mundo por misturar Jogos Mortais com Arquivo X e uma pitada de Hentai. De longe, um dos desenhos mais sangrentos do mundo, destaca-se inicialmente pelo belo traçado, que difere muito dos demais.

A primeira coisa que uma pessoa deve esperar ao começar a ler Gantz, é que as "explicações" são as últimas coisas a serem tratadas, pois todos os acontecimentos são como sonhos vistos por uma câmera de Reality Show com regras de Jogo de Estratégia Online. Vamos a introdução da história.


Kei Kurono é um típico cara individualista que acha o mundo e as pessoas uma grande droga, ele não pensa no bem dos outros, não quer salvar o planeta e muito menos se envolver com qualquer um, a menos que seja uma das garotas gostosas que posam para revistas masculinas. Quando Kurono para em uma estação para esperar o Metrô percebe que perto de onde está se encontra um velho amigo de infância, Masaru Katou. Nas memórias de Kurono, Katou não ficou com uma boa imagem, já que diferente dele, nunca deixou de se importar com os outros, fazendo coisas inusitadas e mal-pensadas o tempo todo.
É tentando evitar cruzar olhares com Katou para não chamar a atenção que Kurono não percebe de imediato um mendigo bêbado que acaba caindo na linha do Metrô. Um tempo depois, quando ninguém parece disposto a fazer  nada, Katou pula na linha e começa a ajudar o velho, nesse momento ele vê seu velho amigo parado na estação e chama para que ele ajude.
Mesmo sem saber porque, Kurono se vê ajudando no resgate do mendigo enquanto pensa no quanto se sente inútil fazendo um papel heroico por um morador de rua bêbado e boca-suja.
Quando estão quase jogando o velho de volta para a plataforma, a luz e os sons do metrô começam a ficar intensos no fundo do túnel, até que, com o mendigo salvo resta apenas para os dois pularem de volta, porém, o maior medo se realiza quando o trem atinge uma distancia da qual não deixa outra escolha se não correr na direção oposta do túnel.
As pessoas ao redor ficam paralisadas de medo e repulsa ao verem a máquina acertar em cheio os dois jovens e a cabeça de Kurono passar voando entre elas.
Depois de um tempo, os dois se veem em uma sala com outras pessoas que de alguma forma também foram mortas, o lugar parece ser um apartamento em qualquer lugar da cidade, mas com o diferencial de que não há como sair pelas portas e janelas porque estão trancados de forma sobrenatural. No canto da sala encontra-se o objeto mais curioso que é uma grande esfera negra que claramente não faz parte do cenário normal que os cerca.
Aos poucos eles vão se conhecendo e entre diversas discussões e debates para chegar a uma conclusão do que está acontecendo, a esfera negra começa demonstrar atividade, chamada de Gantz por um rapaz que parece estar la a mais tempo do que os outros, a esfera se abre nas laterais, mostrando um arsenal de armas customizadas e caixas contendo um estranho traje que lembra uma fantasia de borracha, dentro da esfera também encontra-se uma forma de vida muito parecida com um humano, porém não esboça sinal de vida, mesmo tendo pulso.
Na superfície negra da esfera começam a surgir mensagens e algumas explicações como o fato de suas vidas agora pertencerem a Gantz e que vão ter que cumprir missões para que um dia possam ter uma vida normal de novo.





A introdução da trama já consegue deixar claro o quanto Gantz é bizarro, mas resumindo de forma geral o que os personagens terão de fazer é participar de missões para livrar áreas de criaturas Alienígenas, independente se são bons ou maus. Para cada Alien derrubado e missão completa, o "jogador" aumenta seu Score, e os que atingem um certo número alto conseguem ser libertados, no entanto pelo que parece poucas pessoas ou nenhuma conseguiram esta façanha porque morreram nas mão de algum inimigo.
O Grupo central da história vai fazendo de tudo para sobreviver enquanto muitos jogadores novos vão surgindo e muitas vezes sendo aniquilados em suas primeiras missões.


De um ponto geral sobre Gantz, é realmente fabulosa a imaginação de Hiroya Oku, ele começou a escrever em torno do ano 2000 e conseguiu criar os mais variados tipos de situações, cenários e inimigos para os personagens, mesmo que sua obra seja um pouco confusa, ela ainda consegue ser facilmente digerida, pois o que importa mesmo em Gantz é saber como a próxima missão será lidada ou até onde os personagens vão aguentar a torturante tarefa ficar em guarda o tempo todo sabendo que podem ser teleportados para um outro combate.
Chega a ser até mesmo engraçado ver o quanto todos eles são tratados como personagens de algum jogo de computador. Um bom exemplo é que quando todos voltam para o apartamento depois de uma missão, todos os ferimentos são regenerados, até mesmo mutilação. Outro detalhe curioso é que mesmo depois que acabam a tarefa e podem voltar para suas casas eles percebem que na verdade não há mais nada que esperar de suas vidas a não ser uma próxima chamada.

Quanto a parte psicológica, devo destacar que é um dos pontos mais altos em Gantz, pois todos eles não poderiam ser mais humanos, a menos que realmente fizessem isso com humanos de verdade. Cada personagem não tem apenas uma personalidade própria, tem também gostos, defeitos, hábitos e carácter, o que os torna as vezes meio repugnantes em certos momentos.

Destaque também para o apelo erótico, que na verdade vai mais além do que mostrar peitos e bundas, Gantz é um dos poucos mangás populares que conseguem abordar temas tão cheios de tabus de forma displicente, como é o caso das mutilações com direito a ossos, tripas, veias e litros de sangue expostos. No entanto, tudo isto foi posto com a intenção de causar o efeito impactante imediato, ou seja, as cenas de sexo são simplesmente para exitar as coisas, mesmo que façam parte da historia, é fácil perceber que não tem nenhuma outra finalidade (muito bem aproveitada) a não ser abusar da beleza "farta" de algumas personagens e as cenas de "GORE" são simplesmente para dar medo ou passar da forma mais realista o quão tenso é o momento pelo qual os caçadores estão vivendo. Claro que sem isso, Gantz ainda seria bom, mas não seria impactante e consequentemente, seria só mais uma historia a se sustentar por enredo e traçado.