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26 de out. de 2012

Em Terra de Deuses, Humanos São Porcos

Decidi falar de um dos melhores trabalhos do Hayao Miyazaki hoje, este que provavelmente é o filme mais conhecido dele.

                                            SEN TO CHIHIRO NO KAMIKAKUSHI


A Viagem de Chihiro, como ficou conhecido por aqui e em Portugal ou Spirited Away (meu favorito) na versão em inglês, foi lançado no Japão em 2001 e ganhou o Oscar de melhor animação em 2003, e isso não é atoa, já que quando o assunto é animação o estúdio Ghibli simplesmente faz o melhor pra época.

Hayao Miyazaki ficou famoso por conseguir criar histórias que não precisavam contar com um apelo filosófico totalmente dramático para nos fazer crescer junto com seus personagens, conseguimos gostar deles apenas tendo uma pequena demonstração de seu caráter realista. O crescimento sempre faz parte de seus filmes e mangás também, tirando o tão aclamado Princesa Mononoke (do qual eu não consegui gostar) onde os personagens estão lá apenas para dar sentido a lição de moral do filme. Chihiro é mais um grande filme que nos leva a crescer junto com a protagonista.

Vamos a historia
Chihiro é uma guria de dez anos pessimista e medrosa que está se mudando contra a vontade com seus pais para uma nova cidade no interior.
Diferente da filha, os pais Akio e Yuko são pessoas empolgadas e extrovertidas, tendo que parar o carro ao chegar em frente a um túnel cuja entrada é bloqueada pela estátua de uma entidade oriental, a família segue a pé pelo escuro lugar até alcançar o que parece ser o interior de uma igreja abandonada, Chihiro está morrendo de medo e seus pais precisam convencê-la a continuar em frente com frequência. Além da construção a família se depara com um belo campo cheio de pedras salientes e casas abandonadas, e mesmo com a bela visão, a menina continua pessimista quanto ao lugar. Por fim, além de uma escadaria o que surge a diante é uma pequena vila feita do modo mais tradicional oriental possível, tudo no lugar parece intocado, mesmo que ainda deserto o tempo simplesmente não chegou lá.
Curiosamente todas as casas ao redor parecem restaurantes, com excessão do grande prédio que se estende na outra extremidade da rua. Os pais de Chihiro ficam encantados quando descobrem que em uma bancada próximo a eles tem um maravilhoso banquete, sem pensar muito a respeito da situação, os dois começam a comer com o pretexto de que vão pagar depois que os donos voltarem. Chateada com o comportamento dos pais, Chihiro se distancia deles e vai em direção ao grande prédio, quando ela está se aproximando da entrada um garoto surge apressado em sua direção gritando que ela deve deixar a cidadezinha antes do anoitecer, o que aparentemente será em poucos minutos.
Chihiro volta apressada para perto de seus pais apenas para descobrir, horrorizada, que eles se tornaram enormes porcos.
Depois de fugir do local, e tentar voltar pelo caminho por onde veio, a menina fica confusa ao ver que todo o lugar por onde ela e seus pais andaram pela tarde esta coberto de água, neste momento uma balsa trazendo a primeira leva de espíritos aporta na "ilha" e Chihiro mergulha em um pesadelo do qual nunca deveria estar vivendo.
Voltando para perto da cidade, Chihiro é encontrada pelo mesmo rapaz que a mandou fugir do lugar, ele se apresenta a ela como Haku e explica que aquele prédio grande no final da cidade é uma Casa de Banhos para deuses gerenciada por uma poderosa feiticeira chamada Yubaba, ela é tirana e não vai admitir a presença de Chihiro naquele lugar e para que ela consiga viver em paz ali antes de tudo precisa conseguir um emprego, desta forma nem mesmo Yubaba poderá fazer algum mal a ela.
Seguindo os conselhos de Haku, Chihiro ruma em direção a uma monstruosa escadaria ao ar livre que desce para os aposentos de Kamaji, uma entidade que tem a forma de um velho com quatro longos braços que podem se esticar a longas distancias, Kamaji trabalha coordenando uma fornalha que precisa ser aquecida a noite inteira para que a água dos clientes da casa de banhos fique sempre quentinha, ele também é responsável pelas válvulas de água, puxando as cordas certas para que as banheiras certas se encham andares acima.
Chihiro insiste para Kamaji lhe arrumar um trabalho, no entanto o velho espírito se recusa a arrumar um lugar para a garota pois todas as vagas estão preenchidas. Neste momento aparece Lin, uma jovem muito semelhante a um ser humano (e diga-se de passagem o mais perto de um que você pode ver nesse filme... além do Haku, é claro), e seguindo as ordens de Kamaji, leva a pequena Chihiro para um encontro com Yubaba.
Uma vez no escritório da velha bruxa, Chihiro começa a perceber o grande preconceito que os humanos sofrem dos seres de outras dimensões, Yubaba simplesmente odeia ela por causa da ação de seus pais, que agora aguardam na fila do abatedouro junto com outros que ousaram comer a comida dos deuses. Depois de falar demais (a maior especialidade de Chihiro), a velha perde a paciência rapidamente, pois tem que cuidar de um bebê gigante que nunca deve sair de seu quarto. Dessa forma, ai invés de ser castigada, a menina recebe um emprego de serviçal, e assim como todas as almas que trabalham para Yubaba, ela tem seu nome tomado pela feiticeira, que simplesmente guarda algumas sílabas para si e deixa apenas uma restante: "Sen" (as letras mudam seu som dependendo da ordem de colocação no dialeto japonês).
Sem se lembrar de seu verdadeiro nome, Chihiro, ou melhor... Sen perde sua liberdade e simplesmente passa a trabalhar para Yubaba, ela sofre com o preconceito das entidades que precisam dividir o ambiente com ela e aos poucos percebe que sua vida está acabada. Acabada até Haku voltar para ajudá-la, dizendo-lhe seu verdadeiro nome e a fazendo se lembrar que quem realmente é, desta forma Chihiro se vê livre do encanto da dona da casa de banhos.
Decidida a trazer seus pais de volta a forma humana e sair daquela dimensão, a garota encara problemas do qual jamais sonhou ter, adquire uma coragem além das próprias expectativas e principalmente, aprende a se preocupar com quem está ao seu redor...

É obvil que a historia passa lição de moral, ela fica tão na cara que nem precisa ser citada aqui. Mas como muitos sabem, Miyazaki não faz nenhum trabalho que não tente te apontar alguma coisa até o final, isso pode ser uma experiencia irritante e desnecessária como Mononoke ou uma bela crítica ao pessoal velho de espírito como no Castelo Andante do Howl (do qual eu já falei sobre). Felizmente o mesmo acontece em A Viagem de Chihiro, que consegue ter um roteiro que se sustenta até o final e nunca abre brechas para quem está vendo começar a questionar profundidade dos personagens.


O filme tem uma fluidez impressionante que não é vista somente na animação, tudo ganhou uma cara própria, a maioria dos cenários se assemelham a arquitetura feudal chinesa mesclada com referências da japonesa e é simplesmente muito bonito. Os personagens são bem construídos e logo de cara podemos perceber que escondem muitos mistérios. E... aproveitando que estou falando destes mistérios, vou fazer uma única crítica negativa ao filme, que é sobre o fato de certos personagens parecerem ter uma relação muito maior com o passado da protagonista e no final simplesmente tudo era muito menos complexo do que se imaginava. (ALERTA DE SPOILER ADIANTE): Os dois maiores exemplos disso são Haku e Sem Rosto. Eu juro que desde quando Haku disse para Chihiro que sentia que a conhecia ha muito tempo mas que não sabia porque e levando em conta o quanto eles se tornam íntimos tão rápido eu pensei que ele era algo como um irmão mais velho da garota que morreu afogado (por conta dos flashes de memória de Chihiro) quando ela era pequena demais para se lembrar de alguma coisa e os pais preferiram esquecer o fato para não sofrerem mais e para que a menina crescesse sem traumas. Mas a verdade é que Haku simplesmente salvou Chihiro de um afogamento quando ela era muito pequena, ela simplesmente caiu em cima dele enquanto ele descansava no fundo do rio na forma de dragão. Com certeza a visão que eu imaginei da historia é bem mais tensa, porém podemos levar em conta que algo do tipo não teria um peso suficiente para ser descartado da trama.(ACABAM OS SPOILERS AQUI)


Uma das coisas que mais me chamou a atenção, de fato foi que nenhum personagem é vilão, isso também acontece em vários outros trabalhos de Miyazaki, porém não de uma forma tão legal quanto essa, no princípio, Haku retrata Yubaba como uma velha terrível e maldosa e diz que Chihiro não deve cair nas mãos dela antes de conseguir um emprego, no entanto é a própria Yubaba quem decide no final das contas colocar a garota pra trabalhar na casa de banhos, é claro que ela faz coisas cruéis com o passar da historia, mas temos que levar em conta que ela é uma entidade com muito provavelmente séculos de existência nas costas, logo seu comportamento não admite falhas eu deslizes e nem sequer podemos cobrar um comportamento humano da parte dela. Mas não apenas Yubaba, como quase todos os personagens da história aparentam ser maus no princípio e com o passar do tempo vamos nos acostumando com eles.

A mudança no comportamento de Chihiro com o desenrolar do filme com certeza é o que mais satisfez o público, claro que de certa forma é um pouco estranho ela virar uma heroína valente de uma hora pra outra sem nem ao menos exitar antes de fazer as primeiras loucuras, mas confesso que é bem legal ver uma menina que até alguns dias tinha medo do escuro caminhar em uma calha velha suspensa á vários metros prestes a se soltar para salvar seu namorado/dragão-coisa-lobo/guardião/feiticeiro de levar um chute direto para o inferno dado por sua patroa... que aparentemente não acha grande coisa o fato de ter um DRAGÃO como servo.

Então é isso meus caros, eu espero que tenham gostado desse post, é meio estranho falar desse filme como se ele fosse novo, mas é a melhor forma de se falar sobre ele, para quem já conhece (que provavelmente é a maioria esmagadora) essa é mais uma análise positiva (claro que positiva, não costumo falar de coisas que não gosto) e para quem não viu fica uma ótima recomendação para um fim-de-semana.

Como de costume, deixo o trailer aqui abaixo:




E agora uma notícia sobre o blog:
O Lucas, que até então tinha desaparecido, mas que voltou recentemente me perguntou se eu gostaria que além das postagem corriqueiras ele fizesse posts com histórias escritas por ele mesmo.
Há um bom tempo atrás eu fiz uma votação aqui apontando algumas coisas que poderiam ser adicionadas ao Guardião, a votação foi um fiasco, mas o que eu quero ressaltar aqui é que entre os tópicos tinha a opção "contos". Então, posso dizer que isso apenas foi adiado.
Para o pessoal que curte uma boa leitura isso pode se tornar um ótimo passatempo, já que as historias serão divididas por capítulos que vão durar quantos posts forem necessários.





7 de out. de 2012

Neo-Tóquio Está Prestes a E.X.P.L.O.D.I.R

Olá, como vão vocês?
Umas férias do blog, das pessoas e das preocupações e tudo se resolveu pra mim... não... mentira... mas eu agora tenho paciência pra escrever de novo ^ ^.

Nos últimos meses eu descobri duas coisas muito legais, uma delas é o famigerado Gangnam Style, do qual todo mundo já viu o vídeo, já cantou (ou não) e provavelmente já tentou dançar (ou não), enquanto a outra já foi citada na postagem anterior cheia de bla bla blás que eu fiz (mas que não me arrependo) que é AKIRA.

Sim, AKIRA finalmente ganha vez aqui no blog, e se você não tem a menor ideia do que seja essa obra não se preocupe, porque eu pretendo falar tudo o que sei sobre o mangá e o filme em animação, ambos concebidos pelo grande-todo-poderoso-mestre Katsuhiro Otomo (do qual eu comecei a pagar pau assim que li as primeiras páginas do mangá).

Antes de mais nada, eu não terminei de ler o mangá, isso porque ele tem mais de 2000 páginas e eu percebi que essa postagem não sairia nunca se eu fosse esperar minha leitura terminar, porém eu já passei bem da metade da história e conheço o bastante para fazer uma matéria bem elaborada e sem spoilers (em excesso).


AKIRA foi um marco na história dos mangás, da ficção científica, dos desenhos e da animação. Todos os méritos em um período de tempo relativamente curto pois a franquia ia quebrando tabus e records a cada passo que dava e ainda hoje é considerada uma das maiores obras literárias do mundo.

Mas por que tanta coisa assim?
É bem simples, a história trata de um assunto até bem explorado nos dias de hoje que é o próximo passo da evolução humana, no entanto nenhuma outra história mostrou isso de forma tão tensa e bizarra quanto AKIRA.

Trama:
Toda a historia se passa em 2019 em uma cidade chamada Neo-Tóquio, erguida depois que a Tóquio original foi destruída na III Guerra Mundial por conta de uma explosão colossal que a mandou inteira pelos ares, deixando apenas uma cratera de proporções épicas no local.
Kaneda Shotaro é um Cyber Punk líder de uma temida gangue de motoqueiros, que com sua super-ultra- foda moto modificada mete o terror em Neo-Tóquio, principalmente quando estão perseguindo o bando dos Palhaços (tão ou mais temidos quanto eles). Tetsuo Shima é um dos membros do grupo de Kaneda e melhor amigo do líder, durante um rolê até a cratera do que um dia foi Tóquio (todos acreditam que aquele foi o lugar onde a bomba que deu final a guerra atingiu), os garotos  observam o fim do caminho e decidem voltar ás pressas pela estrada principal porque naquele espaço não restou nada de interessante e o clima que circunda o local causa calafrios de morte, no meio do percurso, Tetsuo acaba atropelando uma criança que cruza seu caminho, no entanto o garotinho sai ileso e a moto de Tetsuo explode. Antes de bater ele lembra apenas de perceber que o menino tinha um número 26 tatuado na palma da mão direita.
Momentos depois surgem alguns soldados no local, o garoto misterioso que além de Tetsuo, só Kaneda viu desaparece e logo depois os homens levam Tetsuo com eles.
Durante algum tempo, Kaneda e o resto da turma ficam preocupados com o amigo, ao ver de repente o mesmo garoto que causou o acidente de Tetsuo, Kaneda decide seguí-lo para acertar as contas e se mete em uma grande encrenca envolvendo um grupo de rebeldes liderado por um homem chamado Ryo e sua "irmã" Kei e um pessoal do governo liderado por um estranho coronel, ambos também estão atrás do menino, que de alguma forma tem a pele toda enrugada como a de um velho e em certos momentos demonstra ter algum tipo de poder tele-cinético.
Kaneda finalmente sai com vida das perseguições e dos tiroteios, e, como prêmio consegue roubar uma pílula estranha que ele identifica como algum tipo novo de droga inventada pelo governo para aquele garoto de pele enrugada, ele a leva para uma garota que trabalha de auxiliar de enfermeira em sua escola e a pede para analisar o comprimido. Depois de criar certas teorias sobre os acontecimentos da noite passada, Kaneda é avisado de que Tetsuo finalmente voltou, mais estranho, porém afirmando que está bem. Para festejar o retorno do amigo, Kaneda propõe uma festa mesmo com Tetsuo dizendo que deve voltar ao hospital de onde saiu.
Quando volta a enfermaria para pegar um saquinho de drogas com sua namoradinha enfermeira, a menina pergunta onde Kaneda conseguiu aquela pílula que a entregou pela tarde, pois ela tem uma composição nunca vista antes, capaz de matar qualquer um que a ingira.
Durante a "festinha" de motoqueiros, a gangue dos Palhaços ataca e um grupo acaba pegando Tetsuo, um sujeito o derruba da moto e logo depois foge junto de sua galera quando o resto do pessoal do Kaneda aparece, um dos caras é pego e Tetsuo começa a espancá-lo com a intenção de matar. Kaneda e Tetsuo discutem.
No dia seguinte, na escola o mesmo coronel que causou tantos problemas para Kaneda na noite retrasada aparece a procura de Tetsuo, que é tirado de sua sala para comparecer na diretoria, logo o "hospital" que o rapaz mencionou era na verdade um laboratório de pesquisas do governo.
Ao virar um corredor, Kaneda vê o general e seus homens andando com Tetsuo em direção a saída, ao ver o general, Kaneda sai em disparada começando uma nova perseguição, enquanto Tetsuo é levado de volta para o laboratório para continuar com uma estranha bateria de exames, Kaneda procura chegar próximo a fonte de uma explosão e se encontra de novo com o grupo de oposição ao governo e depois de algumas discussões consegue o direito de fugir com eles (tentando assim conseguir alguma informação).
Durante a noite, Tetsuo começa a sofrer de terríveis dores de cabeça, e aos poucos seu raciocínio vai decaindo até o ponto em que ele simplesmente sai de sua sala e mata um guarda rasgando-o ao meio com tele-cinese, fugindo logo depois. Além de Tetsuo existem mais três pessoas naquele lugar que desenvolveram o mesmo tipo de poder, porém em escalas menores, elas se parecem com crianças, porém enrugadas por causa do efeito das drogas que eram usadas para inibir a evolução constante de suas habilidades e também para curar as intensas dores de cabeça causadas pela potencia de sua tele-cinese, estas crianças são Masaru(número 27), Kiyoko(número 25) e o menino que causou o acidente de Tetsuo, Takashi(número 26), Tetsuo acaba sendo considerado o número 41.
Uma vez livre, com dores de cabeça insuportáveis, com sua sanidade diminuindo cada vez mais e desenvolvendo poderes psíquicos impressionantes, Tetsuo começa a se tornar alguém terrivelmente perigoso, principalmente depois que descobre que não é o primeiro a ameaçar a segurança de uma cidade inteira e consequentemente do mundo, não antes... do lendário Akira.


Durante vários momentos a historia passa pelos nossos olhos como um filme, levando em conta agora a parte técnica do mangá, Katsuhiro Otomo conseguiu se destacar como um profissional único do gênero, seus desenhos simplesmente são lindos, os personagens fogem de qualquer padrão que se conhece sobre mangás, algumas vezes parecem caricatos, mas isso apenas deixa suas expressões mais bem trabalhadas. Todo o jogo de luz e sombra é invejável, o nível de detalhismo das páginas deixa qualquer um de queixo caído (o cara ilustra a mão uma cidade inteira vista de cima, acidentes de carros onde  podemos ver desde o vidro até o motor e o banco do carro se destroçando, a parte de dentro de muitos edifícios entre outras coisas mais variadas), como eu disse antes, a expressão dos personagens é muito boa, o interessante é que eles são muito simples, seus rostos, cabelos e olhos são desenhados de forma bem parecidas (com excessão dos personagens velhos), o que dificulta um pouco para diferenciar no início homens de mulheres.

A forma como a trama é contada nos envolve de maneira bem mágica, algumas vezes ela se mostra meio cansativa por ter muitas perseguições, tiroteios e explosões, mas tudo acaba sendo compensado com uma ou duas cenas de batalhas e diálogos reveladores que mudam toda a visão da história.

Todos os personagens (que conseguem ficar vivos pelo menos) acabam crescendo com o passar do tempo, não só fisicamente, mas sua forma de comportamento, vemos personagens covardes se tornando corajosos, heróis se tornando vilões, "uma garota que queria apenas sobreviver se tornando uma heroína durona", o punk que pensava apenas em si mesmo demonstrando que pode ser leal com os amigos em momentos críticos e assim por diante. Cada personagem desenvolve características sutis ao longo do roteiro que uma hora ou outra paramos para pensar e vemos o quanto eles estão diferentes (geralmente com a mesma meta, porém diferentes).

Toda a ambientização do mangá é convincente. Tudo bem, 2019 não vai ser assim de jeito nenhum, porém o que eu quero dizer é que a tecnologia parece de fato funcionar, não é como se tudo estivesse lá para enfeite (mesmo que esteja). Mas temos que levar em conta que AKIRA foi escrito em 1982 e só foi terminar em 1990, nessa época tinha gente que pensava que nos anos 2000 os carros já flutuariam, Otomo ousou ao criar um futuro onde a maioria das coisas não pareceu ter exatamente evoluído mas sim ganhado um novo visual, uma performance melhor, a moto de Kaneda é um bom exemplo, ela é bem futurista, mas as motos do resto do pessoal da sua gangue parecem bem normais, no filme é dada a desculpa de que ele "customizou" ela para ser usada direito apenas por ele, enquanto que no mangá nunca foi explicado porque a moto de Kaneda era tão diferente, mesmo que em ambos o personagem tenha um grande xodó por ela.

AKIRA faz algumas alusões as coisas que de fato vivemos na nossa realidade, o curioso é que a obra não tem um conteúdo filosófico sofisticado e muito menos super profundo, algumas coisas são postas em jogo como o fato de que o homem se importa mais com seu status e glória do que de fato usufruir de novos conhecimentos e que por conta disso deixa de dar importância a coisas pequenas mas que já poderiam ser consideradas fascinantes. Depois de um tempo de leitura (ok... depois de muito tempo) começamos a nos perguntar se os personagens estão realmente exercendo seu devido papel na trama, pois de fato ninguém é bonzinho na historia, mas mesmo assim ambos os personagens tem suas próprias justificativas para se intrometer em um assunto tão delicado quanto aquele, seja algo particular ou um dever abrangente como salvar o Japão e o mundo.

A realidade vivida pelos personagens é bem crua, Neo-Tóquio é um lugar perigoso, sujo e muito estranho, as drogas imperam, sempre aparecendo como as famosas cápsulas de cor vermelho e branco (ou seria amarelo? Não me lembro), os personagens que compõem a gangue de Kaneda não as usam como uma válvula de escape porque suas vidas em si já são uma válvula de escape, as drogas apenas intensificam isso


E depois exercem um papel ainda maior quando passam ser a válvula de escape para as dores de Tetsuo.


Falando agora sobre o filme.
O filme foi feito em 88, dirigido pelo próprio autor do mangá, conseguiu se tornar um épico mundial, foi transmitido aqui no Brasil pela Locomotion e posteriormente pela Band, ambos com dublagens diferentes, atualmente eu não sei se a TV a cabo o exibe.
A questão é que mesmo eu assistindo ao filme e achando ele muito bom, tive que considerar que foi muito mais do que uma versão "reduzida" do mangá, o filme AKIRA é praticamente uma recontagem da mesma historia, muito, mas MUITO mais simples, com um apelo sentimental e psicológico mais bem explorado e uma mudança radical no comportamento e personalidade de cada personagem. Kaneda ja começa como um rapaz mais heroico e menos retardado, Kei é praticamente a donzela em perigo, Akira não existe mais (COMO ASIIIIIIIIIIIM!!!?), Lady Miyako é apenas um fanático religioso que se parece com ela, Tetsuo sempre quis a moto do Kaneda ...,...,... etc.
E mesmo assim a animação é uma das melhores que eu já vi, como um filme de 1988 podia ter uma animação tão fluida? Contar uma história tão séria e sangrenta?
Não é atoa que consideraram tanto o trabalho AKIRA como um todo uma das maiores obras cinematográficas e quadrinizadas de todos os tempos.

Ok pessoas, acho que a postagem está chegando ao fim, mas antes eu ainda tenho uma surpresa aqui.
O filme AKIRA está disponível no You Tube.
O que eu encontrei foi postado por XNerdBr, então todos os créditos pelo upload do filme vão para esta pessoa. Se não me engano a dublagem usada é a da Band, ela não é das melhores mas tem seus momentos.
Eu vou postar o filme aqui, ele está completo e tem 2hrs e 17 min, é um filme relativamente longo, mas eu garanto que vale a pena, para quem assistir e gostar eu aconselho a ler o mangá quando tiver a chance, ele vai muito mais além da animação. Não recomendo se você tiver menos de 16 anos e nem se for do tipo que se impressiona fácil.




Assista em tela cheia ou vá direto para o You Tube clicando no ícone que fica na parte inferior do player  












    

16 de jul. de 2012

Água, Terra, Fogo, Ar... Desprezo?

Olá meus caros errantes (ou não) leitores, hoje me deu vontade de falar de um desenho (Anime, tanto faz), que passou há alguns anos na globo e também já foi um trunfo para a Nickelodeon na TV a cabo. E é claro que estou falando de Avatar: Alenda de Aang/The Last Airbander.

Uma das coisas que mais me irritam na internet é ficar lendo comentários escrotos de pessoas se lamentando  que os desenhos de hoje não são mais tão bons quanto antigamente, isso faz com que esta postagem não seja exatamente sobre Avatar, ela pode servir para falar de modo geral sobre como desenhos bons ainda circulam por aí e a maioria não faz a menor ideia que existam ou simplesmente detona.

Os desenhos de hoje estão em decadência, isso é fato, mas esta é uma verdade que abrange apenas o mundo dos cartoons, pois tanto séries animadas quanto longa metragens com Super-Heróis e afins sempre pipocam por aí, o problema é que o nosso público perde mais tempo reclamando sobre o que já passou que não consegue nem mesmo olhar para o que seria interessante passar.

Avatar: The Last Airbander é uma das melhores animações que existem, e esta afirmação apesar de parecer exagerada da minha parte é a melhor que consigo encontrar para esta série. Juntemos alguns fatos importantes que contribuem para isso:

*Personagens diferenciados, tanto no caráter quanto na aparência e filosofia de vida;
*Uma trama simples mas envolvente, que não se prende a um motivo tolo e batido, não tenta popularizar estilos diferenciados, tudo se passa de forma natural e ainda sim nos mostra um grande conflito envolvendo governo e opressão;
*Tem um humor extraordinariamente original, sem apelações e sem forçar a barra;
*Cada personagem cresce de alguma forma diferente, sem exageros e sem precisar adquirir poderes novos para se sentirem mais capazes (mesmo que consequentemente acabem adquirindo);
*Passa muitas belas lições de respeito, trabalho em equipe, amizade, força de vontade e caráter sem forçar para o lado emocional.

Eu poderia citar uma lista com mais itens aqui, mas acho que não é necessário. Quando eu assistia esta série, eu realmente vibrava durante as lutas, aprendia um bocado com os personagens e me maravilhava o tempo todo com a genuinidade dos cenários. Conheci muitas pessoas que gostavam da mesma forma que eu, mas depois que Avatar acabou, a maioria parece simplesmente ter esquecido de como foi legal.
O grande problema nisso é que não são os desenhos atuais que estão ruins, pelo contrário, existem séries tão boas atualmente quanto as que passavam no final da década de 80 e durante a de 90, mas todos estão tão apegados a elas que esquecem de dar uma chance ao que pode ser um grande sucesso aqui no Brasil. Certo dia eu estava comentando com um amigo meu que o Anime que mais chegou perto de Dragon Ball Z em questão de lutas foi o Bleach, meu amigo concordou, mas disse que Bleach nunca chegaria aos pés de Dragon Ball Z porque não tem personagens tão carismáticos. Mas ele tem razão, não é?... Claro... QUE NÃO!!!!

E por que eu afirmo isso também? Simples, porque Dragon Ball Z não tem nada além de visual, os personagens não só são extremamente rasos como também se tornam inúteis a cada saga, depositando sua fé e esperança nas costas de um único homem, do qual não parece estar nem aí com o futuro de p**ra nenhuma, mas sim fazendo o que qualquer um com tais poderes faria pela Terra. Super, mega fãs de DB me desculpem, este Anime fez a minha infância também e eu devo muito a ele, tanto que fiz uma homenagem no blog. Mas essa é uma verdade que a maioria omite ou simplesmente nunca se deu conta, se você não está convencido disso, pare e reflita sobre estes fatos:... por que tudo em DBZ é tratado de forma tão vulgar? Desde a morte de pessoas comuns até a de personagens importantes e a destruição de um planeta inteiro para que depois tudo seja trazido de volta por um desejo, por que todos os vilões tem planos e objetivos semelhantes e obtusos? Por que... ah esquece, não é pra isso que fiz o post, mas o que quero dizer é que DBZ não é melhor que Bleach e nem vice e versa, mas Dragon Ball Z não ganha pontos por mostrar homens bombados atirando massas de Ki para fazer uso de toda sua "*odeza" salvando um mundo onde só algumas cidades são mostradas e todas as pessoas que aparecem são as mais imbecis e vazias possíveis.
Apenas para parar de falar de Dragon Ball.... Akira Toriyama, escreveu diversos mangás, e eu posso perceber com uma grande facilidade que o foco do autor sempre foi o humor, quando a primeira parte de DB ainda passava na TV eu podia perceber que Goku, apesar de pequeno tinha muito mais personalidade e objetividade do que sua versão adulta das sagas Z e GT, provavelmente por insistência da editora e dos fãs, Toriyama transformou sua divertida aventura por um mundo cômico atrás das sete esferas em uma ladainha repetitiva de "vilão do MAU tentando dominar o mundo" e "guerreiro aposentado (sim, porque ele até se casou com a mulher mais insuportável da face da terra e constituiu família) tentando aumentar o poder para deter o MAU e salvar a humanidade..." again, and again, and again...

Minha infância a parte, não gosto de me queixar do que aparece de novo, mas como disse antes, os cartoons sofreram demais com essa modernização das coisas, eu pessoalmente fico triste de ver as versões mais atuais de Tom & Jerry ou Pica-Pau. Parece que toda a malícia do desenho foi drenada, os  personagens se tornam vazios, chegando a parecer palhaços que levam a mais ridícula pancada apenas para fazer o mais discreto grupo de crianças bobas darem pequenos sorrisos.


Os canais de TV atualmente tem deixado de lado o entretenimento para o público infantil, consequentemente as animações que sempre agradaram aos de idade mais avançada acabam sendo cortadas sem dó nem piedade. Mas isto, em grande parte também é culpa do pessoal que reclama demais. Nós podemos chegar a uma conclusão de que, enquanto houver internet, boa parte das coisas que fizeram nossa infância ainda estarão disponíveis para serem revistas e nos proporcionar aquela nostalgia maravilhosa, claro que não é a mesma coisa que assistir na Televisão, mas mesmo assim é ter o conteúdo ali, pronto para ser assistido.
Será que aqui, no nosso país, um remake de Thundercats (ou até mesmo um reprise do original) conseguiria uma audiência parecida com a de épocas remotas? Quem assistiria? As crianças de hoje em dia estão acostumadas com outros padrões de animações e o pessoal que sente tantas saudades está trabalhando, cursando ou os dois em períodos proporcionais. Por isso emissora nenhuma vai se dar ao trabalho de tentar resgatar algo que tenha se tornado relíquia  e pela falta de interesse dos mais jovens de agora, as programações da TV aberta estão cada vez mais fracas e as da TV a Cabo cada vez mais limitadas a seriados bobos (nem todos), cartoons extremamente sem sal e animes mal dublados.

Mas mesmo assim... e quando surge uma série como Avatar? A maioria ignora, dizem que não é tão bom quanto "qualquer outra coisa que passava na década retrasada", e ainda existem os pais que dizem que por envolver batalhas violentas, o desenho se torna impróprio para menores, ignorando qualquer lição de carácter que aquilo possa ensinar. Com isso é mais um ponto negativo que a animação recebe, e por isso não se acha mais entretenimento de qualidade na Televisão... além de certos programas de humor, mas isso é uma outra história.

Para encerrar o post, apenas avisando (como se ninguém soubesse) que não vai tardar muito para a Nickelodeon lançar a continuação de Avatar, desta vez intitulado a Lenda de Korra, é uma sequela diferente da animação original, eu vi alguns trailers e a proposta realmente me empolgou, agora... se a TV brasileira, tanto aberta quanto a cabo (da qual tenho quase certeza) passarem essa série e mais uma vez for mais um desenho esquecido... bom, aí minhas palavras serão apenas confirmadas, mesmo que isso não dependa dos marmanjos que podem assistir online mais tarde, mas sim do pessoal que chega da escola e senta na frente da TV enquanto espera o almoço.

22 de jun. de 2012

Enquanto Puder Tomar Chá Preto, Matar Pessoas Não é Problema

Olá meus queridos leitores, eu voltei, passei um tempo sem postar nada exatamente porque estava em crise de criatividade (na verdade entrei em crise absoluta), porém estou agora mais disposto para postar minhas bobagens.

Logo no início do blog, eu fazia umas pequenas postagens sobre coisas que gostava e já me sentia satisfeito com elas, uma dessas postagens foi sobre meu mangá favorito Hellsing e eu terminei dizendo que faria mais coisas sobre este tema.

Então... decidi falar sobre os fantásticos OVAs que começaram a ser lançados em 2006. Para quem não sabe, um OVA é um episódio independente sobre algum anime, por isso é comum encontrar uma qualidade maior no produto e uma redução considerável na censura, alguns tem a duração de um filme e outros podem ser até mesmo menores do que um simples episódio. Como o anime do Hellsing se tornou uma grande decepção para os fãs, foi necessário criar uma nova sequência inteira em OVAs com história paralela a do mangá, e desta vez foi acertado em cheio, pois a nova sequencia foi muito bem aceita e algumas pessoas já até descartaram o anime original.

Uma "nova" e breve introdução a trama.
Integra Fairbrook Wingates Hellsing é uma jovem inglesa dona de uma mansão que herdou de seu pai Richard, e junto com o nome que carrega vem a responsabilidade de manter, dirigir e ocultar do resto do mundo uma organização também chamada de Hellsing, que consiste em um batalhão de soldados bem treinados para caçar e matar vampiros. No entanto, Integra também possui uma criatura extremamente perigosa e poderosa que vive nas profundezas da mansão, nada mais nada menos do que um vampiro de mais de 500 anos chamado Alucard, do qual obedece apenas as ordens da moça.
As coisas começam a ficar estranhas quando Integra percebe que vampiros de classe baixa começam a aparecer aos montes e demonstram um comportamento fora do comum, o que deixa a impressão de que alguém está criando estas criaturas em um laboratório. Através de segredos de uma organização inimiga comandada pela igreja católica chamada Judas Iscariotes uma suspeita sobre a volta de um até então extinto batalhão nazista conhecido como Millennium é levantada, e muito provavelmente uma nova guerra poderá ser iniciada, só que desta vez com vampiros formando o exército inimigo.


Com uma premissa simples e semelhante a história de um filme dos anos 80, Hellsing quebrou barreiras e se tornou sucesso mundial por motivos até mesmo estranhos, a questão é que a narrativa passa de forma rápida e direta, não deixando muito tempo para que possamos conhecer melhor os personagens  e isso nos faz ficar imaginando várias coisas sobre o comportamento deles em situações não mostradas durante a trama.

Os OVAs foram feitos com uma qualidade de animação muito superior a de qualquer anime que passe na TV aberta, mesclando no início umas doses de 3D que mais tarde foram aprimoradas, a trama continuou intacta em comparação ao mangá.

Com certeza uma das coisas que mais chama a atenção nesta história é a existência de um anti-herói tão frio, poderoso e cruel quanto Alucard, afinal de contas ele esconde um passado sombrio e doloroso, o que nos faz ficar matutando o tempo todo sobre a origem de seus poderes até então ilimitados e sua estranha devoção a Integra pois desde o início sabemos que Alucard trabalhava para Richard antes da atual líder nascer e que quando jovem, o mordomo da família, Walter C. Dornez se aliou a ele para por um fim a Millennium durante a 2° Guerra Mundial, nessa época a organização só conseguia criar Ghouls (zumbis criados quando um vampiro bebe o sangue de uma pessoa do mesmo sexo ou que não é mais virgem) e por isso foi facilmente dizimada. Durante o decorrer da história, vemos Alucard demonstrar poderes e atitudes que nos deixam sempre boquiabertos como se regenerar de mutilações, atravessar paredes, se transformar em animais, ficar imune a balas, ser obliterado e se reconstituir de restos de sangue entre outras façanhas cabulosas. Em contraste com tudo isso, ainda podemos ver o vampiro demonstrando sentimentos que as vezes pareciam ter morrido junto com sua humanidade no início de sua segunda vida, como a vontade de dar uma segunda chance de seguir em frente para a policial Celas Victoria transformando-a em vampira depois de lhe dar um tiro no peito para matar um vampiro que a fazia de refém, Alucard também demonstra incapacidade em fazer algum mal a Celas, que agora é sua serva por livre e espontânea vontade (já que para ser uma vampira completa e livre ela só precisa beber sangue), em alguns momentos ele parece se irritar com a garota, mas sempre se conforma com o jeito que ela ainda vê as coisas, quando se lembra de seu passado costuma chorar sangue involuntariamente.E para que isso não vire uma lista longa e chata, é curioso ver como ele admira os humanos, dizendo que apenas humanos podem derrotar os monstros, um dos motivos pelo qual obedece a Integra tão fielmente é que depois de 30 anos ressecado, Alucard foi reanimado pelo sangue da mesma quando ela ainda era uma criança e logo percebeu que ela seria uma pessoa poderosa e determinada, o que me leva a crer que boa parte de sua devoção seja por admiração e a outra por Integra se parecer muito com uma certa pessoa pela qual Alucard já fora apaixonado quando humano.

Entre figuras cômicas e divertidas, Hellsing ainda consegue passar alguma seriedade, não por mostrar sangue por toda parte mas sim por retratar um insano Major Montana, comandante da Millennium de forma tão intensa, eu sempre me arrepio ao ler o seu discurso sobre como ele ama a guerra, isso me faz vê-lo como uma máquina assassina, mesmo que seja baixinho, fraco e obeso, seu exército não se limita a penas vampiros comuns, temos outras aberrações como o onipresente Shrodinger ou a vadia tele-cinética da Zorin Blitz.

Já que citei o fato de Hellsing ter sangue por toda parte, porque não falar do quesito "violência" na obra. Bom, pra quem viu Elfen Lied e acabou se acostumando com as mutilações de forma que isso pareceu normal mais tarde, devo dizer que Hellsing leva isso muito menos a sério, vemos personagens perderem membros sem que as veias estiquem ou os ossos fiquem a mostra, o sangue voa como suco de tomate e todos parecem sentir um décimo da dor que deveriam realmente estar sentindo, eu na minha opinião acho isso muito divertido, é quase impossível ficar arrepiado com as mortes em Hellsing porque elas são assustadoramente anormais, beirando o cômico.

Trilha sonora, efeitos de ambiente e dublagem foram levados totalmente a sério, se havia algo que o anime tinha como trunfo era a equipe de dublagem e a galera que trabalhou nos OVAs conseguiu levar as mesmas vozes para o projeto maior, as músicas são próprias e grandiosas, curiosamente toda a trilha sonora de Blues que havia no anime não combinaria com os OVAs.
Cada personagem em Hellsing tem uma voz única e muito bem encaixada, fora a dublagem japonesa, destaco a versão em inglês que dá um show a parte.


Toda a atmosfera é sombria, os tons de vermelho são bem explorados também, os personagens são completamente desproporcionais, tendo mais perna do que tronco e cabeça juntos e os braços esticados até a altura dos joelhos (se estes não estivessem mais em baixo), isso os deixa meio desengonçados quando estão simplesmente andando, porém é muito bacana vê-los em combate, seus movimentos ficam com um charme único.


Hellsing se tornou minha série favorita por vários motivos, um deles é que ala não precisa de trilhões de capítulos para me fazer sentir apreço pelos personagens ou pelo ambiente (Inglaterra 1999) em que a trama passa, claro que gosto de muitos trabalhos que tem trilhões de capítulos, mas admiro muito a falta disso em Hellsing, outro motivo que levo bem em conta é que gosto das personalidades apresentadas, algumas características se repetem em vários personagens como as luvas e óculos, mas isso se torna um detalhe com o passar do tempo, nenhum mordomo vai ser tão legal quanto o Walter (e sim, ele chuta o traseiro do Alfred) e nenhuma mulher durona que se veste com roupas de homem vai ser tão legal quanto a Integra, isso porque suas personalidades e características são bem trabalhadas e embora não se desenvolvam muito ainda sim podem agradar qualquer fã pela série toda.


Até agora existem 9 OVAs, e com certeza estão trabalhando no décimo (e último) para que ele saia ainda esse ano. 


Para encerrar o post deixo uma luta entre Alucard e o nazista geneticamente alterado Tulbalcain Alhambra 
no Rio de Janeiro, se você for menor de idade não recomendo esse vídeo, assim como para pessoas que se impressionam fácil ou não gostam de ver sangue.








15 de mai. de 2012

Nas Garras do Destino

Olá a todos, como já faz um tempo que não dou as caras por aqui, decidi falar de um Anime, coisa que deixei um pouco de lado no blog.

Antes de mais nada, quero agradecer a todos os meus amigos que me apoiaram e incentivaram a minha jornada em busca de uma publicação na Shonen Jump. Pois a todos vocês que de alguma forma demonstraram que torcem por mim, seja por meio de um simples(mas valioso) "gogo entrar na Jump!!" do Lucas Garibaldi, um grande poema (clique) dedicado a todos os desenhistas feito pelo meu velho amigo Caio S. Cordeiro (me incluindo na lista de homenagem), a incentivação da guria retardada que eu tanto amo mas não vejo há meses, e a todos que conversam comigo diariamente e sempre me desejam sorte, digo com orgulho que nosso projeto está rumando a passos vigorosos, e que se as coisas continuarem desta forma eu e Carlos conseguiremos sim publicar na Jump, então... obrigado, pois cada incentivo funciona como uma dose de combustível para que eu desenhe com mais gosto ainda. Aí vocês vão ter que me aguentar fazendo O mundo do autor 5,6,7,138...

Indo a postagem que é o que interessa agora.
A bola da vez será um dos maiores sucessos da Clamp.

                                                             xxxHOLiC




Holic é uma série de mangás que foi lançada praticamente de forma paralela a Tsubasa, da qual eu não vi ainda, ambas as historias se passam não apenas no mesmo mundo como também seus eventos são simultâneos, o que faz com que alguns personagens de ambas se misturem as vezes, porém isso acontece apenas com o mangá.

Watanuki Kimihiro é um rapaz sério e atrapalhado com cara de nerd que por algum motivo estranho consegue ver fantasmas e atraí-los com a mesma intensidade que um cara gordo e suado atrai zumbis durante uma infestação.
Durante o assédio de alguns espíritos inquietos, Watanuki acaba chegando em uma estranha residência, seguindo em direção a entrada sem exatamente saber porque suas pernas não obedecem a seu comando de dar meia volta e cair fora.
Mais tarde vem a descobrir que o lugar se trata de uma loja, sua proprietária Ichihara Yuuko, é uma enigmática feiticeira, acompanhada por suas ajudantes gêmeas Maru e Moro a mulher barganha a sorte e o destino de outras pessoas que assim como Watanuki entram no estabelecimento sem nem ao menos saber para onde estão indo.
De forma quase que obrigatória, Watanuki acaba barganhando com Yuuko seu dom de enxergar espíritos em troca de serviços para a proprietária até que isto equivalha a um preço equivalente.
A cada dia que passa na vida do jovem estudante desde então, coisas bizarras e curiosas começam a acontecer, cada cliente que entra na loja traz consigo algum tipo de cina, dom ou maldição do qual é resolvido no final de forma simples ou até mesmo levando o indivíduo a morte. Aos poucos, outros personagens relacionados a Watanuki começam a entrar na trama, como o distraído Shizuka Doumeki, do qual o jovem nutre rivalidade e seu interesse amoroso Himawari Kunogi, estes dois são do mesmo colégio que o protagonista e exercem funções espirituais importantes no decorrer ha historia.
Não poderia falar de uma obra da Clamp sem falar do Mokona, pois é em Holic, além de referências a outros mangás da série como Chobits ou X1999, este bicho estranho pelo qual as Otomes piram também participa do elenco principal, fazendo uma ligação com o Mokona de Tsubasa, fora isto ele é chatinho e barulhento, porém não tem uma voz irritante, o que o torna aceitável e as vezes até mesmo engraçado.

Com uma arte ousada que beira o abstrato e faz os personagens parecerem manequins vivos, Holic chama a atenção exatamente por todos os detalhes visuais, que na minha opinião são o grande charme do desenho (se você é daquelas pessoas que ficam de mimimi dizendo que Anime não é desenho, saiba que está tentando se convencer de algo tão controverso quanto a velha historia de que peixe não é carne). É engraçado ver que enquanto tantos Animes começam a incluir 3D conforme o tempo avança, Holic usa o 2D de forma criativa e extremamente a seu favor (não tanto quanto South Park, claro) para que fique mais semelhante ao traçado do Mangá.
Yuuko a esquerda
Enma Ai a direita
A abordagem da trama realmente é diferenciada de muitas outras que já vi, centrando em crendices e lendas antigas orientais sem apelar para o exagero ou sem ter que desviar a proposta que o ambiente retratado oferece. Nesse caso, assim como Jigoku Shoujo, Holic é mais um destes Animes que assistimos e não conseguimos mais parar mesmo que seus acontecimentos (pelo menos no início) pareçam isolados. Aliás por falar em Jigoku Shoujo... foi só eu que percebi que a Yuuko parece uma versão adulta da Enma Ai?


Holic também conta com um elemento muito bem vindo que é o humor, porém é um humor um tanto quanto diferente, sendo que ele se sustenta mais para o lado do protagonista Watanuki, que, como foi dito antes é um cara muito atrapalhado e ainda por cima azarado (seu azar tem uma explicação, porém não vou dá-la), então podemos esperar cenas engraçadas que surgem de seus encontros com espíritos, sua forma desengonçada de se mover quando está nervoso ou até mesmo sua ótima dublagem oriental cheia de balbuciados e os mais variados sons de frustração, no entanto eu não sei como é Holic dublado portanto não posso dizer se o desenho perdeu ou não este detalhe na versão brasileira.

A trilha sonora é muito boa, cumpre perfeitamente bem seu papel e consegue fazer um clima mudar rapidamente de humor para tensão e quem sabe até mesmo terror, a abertura da primeira parte é uma das melhores que já vi, tendo uma musica muito viciante e divertida chamada 19sai(juu-kyuu-sai).

O mangá de Holic (ou xxxHOLiC, ou não vi porque manter os xizes durante o post) teve apenas uma unica sequencia, seu título teve uma leve mudança depois de um certo volume porém voltou a ser o que era mais tarde e terminando junto de Tsubasa, o anime foi duvidido em duas temporadas, a primeira xxxHOLiC e a segunda xxxHOLiC Kei, ambas vieram antes de um filme de estréia chamado Sonho de uma Noite de Verão.

Para encerrar a postagem deixo a já mencionada abertura da série, espero que tenham gostado. Até a próxima.

8 de mar. de 2012

Além do Túmulo

A postagem de hoje será sobre um anime baseado em um jogo. No entanto ele tem uma das historias mais improváveis e cheias de reviravoltas que eu conheço.

E é claro que falo do universo caótico de:


Gungrave é um anime que começa lançando o telespectador em um mundo pós-apocalíptico cheio de monstros criados em laboratório e um homem incrivelmente forte chamado de Beyond The Grave que mete bala nesses bichos, algo muito comum para uma historia baseada em um jogo de PlayStation 2, a única coisa que sabemos é que Beyond está protegendo uma menina que lhe traz lembranças passadas e agora luta contra a organização que está criando os seres que ele mata. No entanto, do segundo episódio em diante nos deparamos com o passado da história, isso quando Beyond The Grave era um rapaz normal membro de uma gangue que apenas tentava sobreviver em tempos extremamente difíceis enquanto trabalhava em um restaurante, seu nome era Brandon Heat, um garoto mudo e de bom coração que não se separava de seu melhor amigo Harry MacDowell e que sempre fora apaixonado por uma bela moça chamada Maria, mesmo que seu pai  pareça não aprovar.
O que pensamos ser apenas um flash do passado antes de voltar a pancadaria futurista do primeiro episódio se mostra como o ritmo que a trama segue quase até o final. Isso no início parece decepcionante, mas com o passar do tempo vai agradando muito, pois os personagens são muito bem desenvolvidos, quase vivos.

Bom... pra começo de conversa, a historia é toda voltada para o assunto da máfia. Isso mesmo. Mas eu já chego lá.
Brandon vive em paz com a gangue da qual faz parte, eles são como uma família e cuidam uns dos outros. Uma das coisas que mais gostei foi o fato de Brandon não falar, mas mesmo assim tem tanta personalidade quanto os outros, senão até mais, empatando com seu melhor amigo falador Harry.
Sendo a trama focada nesses dois, eles são os únicos a sobreviver quando todo o resto da gangue é chacinada, decididos a se tornarem fortes, os amigos entram para uma organização chamada Millenion.
Muito tempo então começa a se passar na historia, mesmo que você acompanhe cada segundo e vamos vendo aos poucos Harry se tornando um homem de negócios enquanto Brandon vira um assassino profissional.
O crescimento dos dois é muito claro durante o desenrolar da historia, tanto no visual e na voz quanto na personalidade e mentalidade, Brandon é o que mais demora mudar, preservando seu jeito mais "bruto" e falando apenas quando é muito necessário, no entanto podemos ver um claro afastamento entre ele e Harry, resultado de seus cargos. Brandon trabalha feito um condenado, morando em um muquifo e ainda corre o risco de ser baleado enquanto seu velho camarada simplesmente fica em segurança dentro da mansão.
Mas como o protagonista é Brandon, o que vemos no primeiro episódio, é em volta dele que o mundo parece estar girando, e isso não precisa ser exatamente uma coisa boa. Para começar... todas as pessoas que ele conhece vão morrendo aos poucos, seu cargo vai subindo constantemente por causa de sua  formidável habilidade com armas de fogo e logo Harry começa a sentir inveja do amigo.

Não posso falar mais do que isso para não estragar surpresas ao longo trama, já fiz spoilers suficientes.
Gungrave é um anime excelente na minha opinião, nunca vi o desenvolvimento de personagens ser levado tão a sério. A impressão que temos é que o passado deles realmente foi ha muito tempo e chegamos a sentir um pouco de remorso por não vivenciar mais aquilo, aos poucos vamos associando os acontecimentos do passado com a realidade do primeiro episódio.

Quanto aos termos técnicos de Gungrave não há do que se reclamar, a série foi ao ar no Japão em 2003 então podemos concluir que é um pouco velha, mas isso reflete apenas na textura da animação, os movimentos são bem trabalhados e o traçado dos personagens é bem legal (destaque para o visual de Beyond The Grave, que entra no padrão dos personagens overpower com sobretudo, chapéu e uma arma em cada mão), a única coisa que me desagradou em certos momentos foram os olhos. Estes, dependendo do personagem acabam não combinando com o design deles e fica meio sem graça, as vezes muito grandes mas sem expressividade, em contrapartida os olhos de outros ficaram perfeitos e transmitem bem a personalidade de seus donos, como é o caso de Brandon Heat.

Uma coisa que a série consegue passar com facilidade é a noção de tempo, as vezes isso pode ser tanto massante como também angustiante, uma vez que você tem a sensação que as coisas estão tomando um caminho muito diferente e nunca mais vão se acertar, um exemplo é quando Brandon está começando a trabalhar para o Big Daddy (que é como o Don Corleone da  Millenion) e simplesmente se afasta de Harry e Maria, neste momento o rapaz entra em uma fase de extrema pobreza e toda a impressão que temos é que ele nunca mais vai ver nenhum dos dois. Claro que a historia da seus saltos e quando menos esperamos tudo começa a mudar novamente. E como disse antes Gungrave é cheio de reviravoltas.

Aliás, o ritmo e até mesmo o figurino dos personagens se encaixariam perfeitamente bem em uma série de TV em carne e osso, eu só não digo filme porque seria difícil  compactar 26 episódios cheios de informações em uma hora e pouco. Um bom exemplo é o filme O Ultimo Mestre do Ar, que parece ter sido feito as pressas para abarcar todo o Livro da Água.

Enfim, para terminar, vou levar em conta que Gungrave me surpreendeu muito por começar com uma atmosfera pronta e que de certa forma poderia até mesmo ser aproveitada, mas que de repente se torna uma história relacionada a máfia, lembrando que eu mesmo não tenho gosto para estes temas, mas admito que adorei ver a forma como isto foi mostrado e como tudo se relaciona depois de um certo tempo.
Nem todos vão gostar disto e com certeza podem preferir que fosse tudo uma sequencia do primeiro episodio, mas as coisas não funcionam desta forma, por exemplo, Gungrave seria mais um anime de ação desenfreada que iria se manter apenas pelo design pós-apocalíptico e pelo jeitão do ressuscitado Beyond The Grave.
Não posso dizer nada sobre o jogo porque não sei nem como ele é, mas parece ser menos focado no passado dos personagens, o que deve torná-lo uma espécie de Devil May Cry apenas com tiros.

Assista Gungrave apenas se for uma pessoa paciente e que gosta de um bom desenrolar de historia, do contrario pode se decepcionar.
Até mais, deixo agora a abertura brisada da série







   

12 de dez. de 2011

A Melancolia Que Haruhi Me Provoca

E mais uma postagem sobre anime que faço aqui. Este do qual falarei agora quebra a barreira da sanidade e até mesmo da realidade, sendo o mais próximo de Matrix que cheguei a ver em um anime.
Com vocês... a história sem pé nem cabeça de Suzumiya Haruhi no Yuutsu.




Não é difícil ver imagens dessa jovem mocinha em todo tipo de papel-de-parede ou banners de sites e blogs sobre o assunto. Sempre tive um pouco de curiosidade de saber afinal quem era Suzumiya Haruhi e sobre o qual assunto trataria sua série de origem, porque estava mais do que claro que a personagem era uma espécie de "mascote" do mundo Otaku.

Neste fim-de-semana matei minha curiosidade assistindo 19 episódios seguidos. E... eis a análise que preparei no final das contas:


TOTALMENTE "MINDFUCK" é a palavra que melhor se encaixa na descrição desta série. Sempre achei que depois de Death Note nunca mais veria um anime que fosse capaz de me fazer ficar de queixo caído apenas observando a história e vendo como coisas simples acabam sendo usadas das formas mais apelativas, surpreendendo de forma radical.
Com certeza o que mais vai dar trabalho nessa crítica serão os spoilers, dificílimos de esconder, já que todas as coisas mostradas servem para algo mais tarde, mesmo que a ordem dos episódios seja aleatória (tirando alguns que são sequenciais). Suzumiya Haruhi no Yuutsu não trata de um assunto diretamente voltado para o espectador, como o já mencionado Matrix, mesmo assim nos faz pensar muito sobre a realidade em que vivemos.

Kyon é o apelido do rapaz que nos narra a história, seu nome, curiosamente não é mencionado, mas com certeza não faz muita diferença. Sua vida começa a mudar drasticamente depois que ele entra no ensino médio e conhece no primeiro dia de aula a excêntrica e mandona Suzumiya Haruhi, que, apesar de bonita, sempre está sozinha, por alegar que não gosta de pessoas "normais" e que um dia vai poder conhecer personalidades fora do comum como Aliens, Viajantes do Tempo e Paranormais.
Mesmo sendo louca, Haruhi é muito carismática e logo nos acostumamos com ela, quanto a Kyon, ele é um protagonista fora do comum para o padrão dos animes que assisti até então, pense em um personagem colegial que não sangra o nariz ao ver garotas semi-nuas, responde diretamente as perguntas complicadas (mesmo que a maioria das respostas seja: -Não entendi nada), não sente vergonha ao falar com qualquer pessoa, não faz gestos exagerados ao perceber que disse besteira... enfim... é como uma pessoa normal... que se envolve com alguém extremamente anormal.
No meio de uma conversa, tentando convencer Haruhi de que o mundo é apenas formado pela ciência, Kyon acaba levando a garota a ter a ideia de montar uma espécie de clube, onde casos sobrenaturais são tratados (sim, como uma Devil May Cry) do qual ela vem a batizar mais tarde como SOS Dan (Brigada SOS-Dane-se o significado). Para usar uma sala do colégio como clube, é necessário provar que o clube a ser fundado será útil, convenientemente, na sala de Literatura há apenas uma garota, o que faz com que esta seja fechada por falta de membros, Haruhi faz um trato com a tal para usarem a sala em troca de mentir que são membros do clube de Literatura.
Yuki Nagato, a garota que cedeu a sala não parece se importar com o fato de Haruhi ser barulhenta e chata, sendo até mesmo aceita mais tarde como membro oficial do SOS Dan.
Mais tarde Haruhi aparece na companhia de uma menina do segundo ano chamada Mikuru Asahina, ela se torna mais um membro do clube.
E por fim, o misterioso Itsuki Koizumi, que entra de muito bom grado para o grupo.

Cada um dos três novos integrantes tem personalidades características bem variadas e escondem cada um um grande mistério, Nagato é completamente neutra, não esboça sentimentos e fala apenas o necessário;
Asahina é muito tímida, sente vergonha de quase tudo e todos, sendo ainda por cima atrapalhada, porém atenciosa e bonita;
Koizumi está sempre sorrindo e com os olhos semicerrados, ele é o mais relaxado, o que causa desconfiança em Kyon.
                                                          SPOOOOOOOOOOOILER

Os eventos que começam a ocorrer na trama variam de suspeitos até insanos, todos de certa forma relacionados a Haruhi, no entanto, a garota nunca é afetada por eles, muito menos desconfia que o mundo a sua volta está mudando de forma extraordinariamente anormal.
Muitas teorias começam a surgir sobre o que possa ser estes poderes que a menina possui, sempre alterando a realidade de acordo com seus sentimentos, uma destas teorias é que talvez tudo o que se conhece do mundo possa ter sido criado por ela, mas não conscientemente. O grande problema agora é que Haruhi está completamente entediada com a atual situação das coisas, e isso significa que o mundo como todos conhecem corre grande perigo, podendo desaparecer e ser recriado de acordo com as vontades da garota.


Com certeza... de tudo o que falei sobre este anime, nada chocou tanto quanto o que acabei de por aqui em cima... certo? Na verdade isto é apenas a ponta do Iceberg, porque Suzumiya Haruhi no Yuutsu é formado por fatos, como disse antes, nem todos o sepisódios são sequenciais, mas o que mais surpreende é que quando menos se espera estamos filosofando de uma forma completamente diferente do habitual, como:

*E se o mundo foi criado em apenas alguns anos e tudo o que sabemos simplesmente foi implantado na nossa cabeça?;

*Existem mais de uma realidade, com mais de uma história acontecendo sem que seja a minha?;

*E se os Déjà Vus que tive são, na verdade lembranças de um dia que se repetiu mais uma vez na minha vida?;

*Eu sou um Alien?;

*Será que o tempo já ficou parado o equivalente a décadas ou até mais do que isso, e depois voltou ao normal após anos e nem percebemos tal fenômeno?
   
Estas e outras perguntas "não" serão respondidas em Suzumiya Haruhi no Yuutsu, mas com certeza você terá algumas outras se começar a assistir.

- Eu posso te deletar durante o sono e você nem vai perceber! ^ ^

Este anime pode parecer palhaçada para muitos espectadores céticos, fanáticos religiosos, gente "normal" e até mesmo pessoas frescas que querem ver mais um repeteco. Claro que também  há quem simplesmente não vai se agradar com o jeitão de  Suzumiya Haruhi no Yuutsu por não se identificar na série ou por não gostar de ficção científica, mas isso é completamente comum e frequente.

O ponto é que muitas coisas começam a surgir em mente quando se assiste a esta série, sem falar que os personagens são bem carismáticos e muitas vezes engraçados (principalmente o Kyon e a Haruhi).

Para quem aceita verificar se o que disse é verdade e viver um pouco na mente de Nagaru Tonigawa (autor do Light Novel da série) deixo apenas a dica:

No episódio 12, começa o que se pode chamar de "teste de resistência", não quero dar detalhes para não estragar a surpresa, mas afirmo que você como espectador, sentado aí de boa, nunca pensou ter de passar por uma situação tão forçada (e por que não dizer exaustiva) na frente de seu computador/TV. Mas vale a pena. Tudo para poder ter um pequeno vislumbre do quão bem pensada foi a história desta trama.

...Tenha Medo...

12 de nov. de 2011

Vamos Conquistar... as Esferas do Dragão!!

OK pelo título da postagem já da pra perceber sobre o que vai ser o assunto desta vez... mas antes de tudo, dê um play no vídeo abaixo:


Pronto? Tornei seu dia um pouco mais feliz? Se a resposta é sim fico contente com essa nostalgia toda. Afinal de contas... se você assistiu este desenho... você teve uma infância de ouro. Não estou falando que hoje em dia não existam mais bons animes, mas é que o nível de dublagem decaiu de forma inacreditável ultimamente, e até as aberturas que eram um ponto alto acabaram ficando toscas e sem sentido. O jeito é virar Otaku e assistir tudo o que vier pela frente em japonês mesmo, já que o Brasil não investe mais tanto em cultura Nipônica.

Decidi falar de Dragon Ball pelos seguintes motivos:
* Ultimamente o pessoal só se lembra da saga Z e GT; 
* Dragon Ball é um ponto de referência para qualquer anime do tipo Shonen antigo e atual, por isso nunca deve ser esquecido;
* Tava com vontade de escrever sobre algo mais descontraído e repentino, mas com conteúdo bom.

A história de Dragon Ball é bem simples se levarmos em conta as sagas Z-Cell/Majin Boo e GT(da qual não gostei tanto, mas que vale a pena pelo final emocionante). Basicamente se resume as aventuras de um menino selvagem e grotesco (foi mal Goku adulto... mas é a pura verdade *____*) que viaja pelo mundo ao lado de uma garota ousada e reclamona (a Bulma foi assim por muito tempo) para coletar as lendárias sete Esferas do Dragão, que dão o direito de invocar o grande deus Dragão Sheng Long e realizar qualquer desejo (desde que não seja desejos infinitos... ele não quer trabalhar escravo). Depois de um tempo, no entanto, a história muda para um treinamento rigoroso que Goku vai se submetendo e bandidos poderosos que ele vai derrotando em sua constante evolução que mais tarde o daria o título de homem mais forte do universo.

Mesmo sendo simples... Dragon Ball conta um a bela historia, impressiona e nos faz querer vive-la junto do protagonista (quem nunca tentou soltar um Kame-Hame-Ha?). 


O mangá de Dragon Ball foi criado pelo mestre Akira Toriyama em 1986, muitos não sabem, mas Akira se inspirou em uma velha lenda chinesa conhecida como Jornada ao Oeste (existe um filme com Jet Li e Jack Chan baseado nessa lenda chamado O Reino Proibido), esta historia tem uma versão Japonesa e nela os personagens receberam nomes diferentes (talvez eu conte sobre ela mais tarde), principalmente o rei macaco Sun Wukong teve seu nome adaptado para Son Goku. Daí já temos como fazer uma relação entre o personagem Son Goku de Akira Toriyama e Son Goku-Rei Macaco.

Futuro Herói do Univérso
Por falar em macaco, parece que não foi só no nome e na habilidade de se tornar um Oozaru que o autor se inspirou, Goku quando era criança (pela primeira vez) se parecia em todos os aspectos com um primata, principalmente quando estava de perfil.
Mais tarde, ao crescer no fim de Dragon Ball, sua aparência começa a ficar mais humana, exceto pela cauda.

A pergunta que ainda faço constantemente é se ele tinha toda a história preparada em mente quando começou a fazer o roteiro de sua "galinha dos ovos de ouro". Quem assistiu Dragon Ball com certeza se fez a mesma pergunta, já que ninguém conseguiria imaginar Super Sayajins e todo tipo de ataques arrasadores no início da trama. Já era um milagre o jovem garoto macaco conseguir lançar o seu tão famoso Kame-Hame-Ha (mesmo assim apenas de vez em quando) que tornava tudo ainda mais surreal e mostrava um pouco do quanto Akira podia brisar. Eu acredito que a partir do momento em que surge Pícolo, com todo seu poder de destruição, a série deixa de ser apenas um conto sobre esferas e lutadores que combatem por motivos pessoais, para um tremendo épico de combates mortais pelo destino do planeta e da vida que habita nele.



Se você refletir por um segundo, verá que hoje em dia são poucas coisas que um Anime de ação tem que não lembre DB, claro que muitos outros temas e características surgiram depois, mas pense em:
Um personagem comilão, choque de dois ataques poderosos, canalizar energia ao redor do corpo, gente tarada e pervertida, monstros gigantes, personagens que se transformam para ficar mais fortes, cenas de voo com nuvens e montanhas por todo lado, a morte de alguém que volta mais tarde ainda mais poderoso (?) entre outras porradas de incentivos para futuros mangakás criarem trabalhos excelentes.   
Com isto, podemos concluir que Akira Toriyama estava a frente de seu tempo quando pensou algo no estilo de Dragon Ball e criou uma marca registrada no traço de sua arquitetura e monstros que poucos outros conseguiram igualar.

Agora, tanto seu Dr. Slump quanto DB e DBZ (não cito o GT porque foi dirigido por outra pessoa, embora tenha a historia feita pelo Toriyama) estão velhos e muitos os consideram até mesmo mal desenhados e infantis em comparação com o que se tem hoje. Eu não julgo estas pessoas, afinal eu também admito que existem coisas cansativas e ultrapassadas na primeira fase de Dragon Ball, já que estou acostumado com uma interação entre personagens mais "rápida", coisa que não existia em desenhos tão antigos como este. Mesmo assim, falar mal deste Anime é como falar mal do Senhor dos Anéis do Tolkien, é tão clássico que mesmo que se passem cem anos (o que não falta muito para O Senhor dos Anéis) ainda sim vai ser bom começar tudo de novo.  
   
E para encerrar o post, que não ficou grande como o do Wolf's Rain, mas que me satisfez bastante... deixo minhas boas memórias e memórias de Akira Toriyama que se transformaram neste maravilhoso mundo de Dragon Ball. Eu me lembro de assistir este Anime no SBT junto de Mega Man (que aliás, acho que merece um post aqui no Guardião) e ficar triste toda vez que o episódio acabava.



30 de out. de 2011

Sekirei... temos que pegar...?

E aqui estou eu de volta, depois de algum tempo sem postar nada, voltei pra falar de um anime meio inusitado que assisti durante as férias de Julho.

                                                                   SEKIREI

Sekirei é um anime feito quase que completamente de idéias tiradas de outros trabalhos onde tem pessoas que fazem parceria com alguma outra raça e partem em aventuras, enfrentando adversários semelhantes em termos de força ou até mesmo superiores. Posso citar Pokémon e Digimon como os mais influentes desse tipo infantil (Kodomo), porém, a última coisa que Sekirei vai ser é para crianças.

Imagine um sistema de mestre e ajudante, como em Pokémon, agora pense que os monstros de luta são na verdade garotas gostosas com poderes sobre humanos que lutam entre si para conseguir alcançar a glória junto de seu parceiro, igual a Zatch Bell!, elas precisam ser "pegas" assim como os pokémons, mas no lugar de pokébolas usa-se um... beijo.   



É clima de Halloween e eu aqui falando de amor..., mas não tenho do que me arrepender muito.

Se não houvesse esse clima romântico e sensual em Sekirei, com certeza esta série teria sido um fracasso total, mas do contrário, o que as vezes parece ser um plágio acabou por dar um toque único a historia sem pé nem cabeça desse anime.


Minato Sahashi é um rapaz que apesar de muito esperto (e sortudo) foi reprovado duas vezes no teste para entrar para a faculdade. Meio desiludido e se achando um fracassado, Minato anda olhando para baixo, o que o impede de ver uma linda garota caindo em sua direção...
Fim da vida normal de Minato.

Começo de uma historia louca.
A garota parece estar fugindo de duas mulheres com poderes de relâmpago, ela tem uma enorme força e agarra Minato, levando-o junto dela na fuga desesperada. Sem um motivo aparente a jovem começa a ficar eufórica perto do rapaz, e quando eles chegam em um beco, encurralados por suas perseguidoras, a menina avança sobre Minato e lhe dá um beijo, despertando assim seu poder total e espantando as adversárias que parecem perder o interesse em lutar.
Sem entender nada, Minato acorda no dia seguinte em seu apartamento e encontra a garota da noite anterior do seu lado, a memória retorna trazendo a lembrança do beijo e da pequena batalha no beco. Ao acordar, a menina se apresenta como Musubi, Sekirei N° 88 e diz que Minato é seu Ashikabi e que os dois devem ficar juntos para sempre. Sem suspeitar de nada Minato já estava sendo vigiado por câmeras escondidas de uma organização chamada MBI, conhecida em todo o mundo por ser responsável por aparatos tecnológicos da última geração e por controlar a cidade de Tókio inteira, tendo sua cede bem no centro desta.
O presidente da MBI, Minaka Hiroto entra em contato com Minato através da TV (e interage com ele) e lhe explica que o rapaz agora faz parte do "Plano Sekirei", sendo Musubi apenas uma das 108 Sekireis espalhadas por Tókio. O plano consiste em uma espécie de torneio entre as Sekireis, onde elas terão de encontrar seus Ashikabis e despertar seu poder por completo, o Ashikabi que conseguir sobreviver com sua Sekirei ao fim do torneio poderá "ascender" junto com ela para o céu.


Parece um desses contos folclóricos que as velhas civilizações gostavam de acreditar e ficar contando para seus jovens. Mas o que importa aqui é se Minato vai conseguir dar conta de uma situação dessas.
Mesmo tendo 108, um Ashikabi pode conseguir quantas Sekireis ele quiser (conseguir beijar), mas para isso elas precisam sentir algo por ele, senão vão fugir ou atacar (mesmo que a maioria goste de humanos).
Com o passar do tempo, Minato vai conseguindo mais Sekireis para perto dele, sempre respeitando-as e as tratando como parceiras, não como armas, isto faz com que ele sonhe em viver com todas para o resto de sua vida, no entanto até mesmo ele sabe que chegará um dia em que suas próprias Sekireis terão de se enfrentar para poder ascender junto dele, e isso se elas sobreviverem as batalhas contra outros Ashikabis e suas respectivas parceiras. Mesmo depois de tantas Sekireis aparecerem na historia e o clima pouco a pouco começar a lembrar Love Hina, é impossível não se apegar a todas as belas e variadas Sekireis (mesmo tendo alguns homens dessa espécie) e imaginar as do Minato derrotadas ou lutando entre si é algo que definitivamente ninguém que assiste a esta série vai querer ver.

Apenas esclarecendo algumas coisas... bem... Minaka Hiroto, fundador da MBI é um Nerd Otaku que conseguiu, sabe-se lá tanto respeito e com sua grande descoberta (as Sekireis) decidiu fazer um "MMLRPG"
(Massively Multiplayer Live RPG-acabei de inventar) em Tókio. O curioso nisso tudo é que quando uma Sekirei perde uma batalha, a marca que aparece em sua nuca ao beijar pela primeira vez seu Ashikabi desaparece e esta fica inconsciente, logo depois os helicópteros da MBI aparecem e levam o corpo para "reiciniá-lo" ou "reprogramá-lo", a Sekirei é instantaneamente removida do jogo e seu Ashikabi nunca mais a vê.

Até agora o anime tem apenas duas temporadas que são Sekirei e Sekirei Pure Engagement, não ha previsão para o lançamento da terceira.

Vejamos um pouco sobre Minato e suas Sekireis na primeira temporada:

Sahashi Minato: Protagonista da série, não tem nada em especial, considerando-se no começo um desafortunado e possível fracassado. Ao conhecer Musubi, começa a ver a vida de forma diferente, porém demora adquirir confiança em si próprio.Minato tem uma personalidade calma, ele é envergonhado e tenta ao máximo evitar confusões, nunca se aproveitou de suas Sekireis (o que eu acho que qualquer um já teria feito) e sempre evita qualquer aproximação furtiva das garotas, mesmo gostando delas, talvez se sinta envergonhado ou ache poligamia meio bizarro. 
Musubi: A mais simpática, ingênua e alegre das Sekireis do Minato. Por ser muito simples, tem o dom de encorajar o rapaz, pondo muita fé nele e vendo-o como um grande homem. Musubi tem como poder a sua força e agilidade, é péssima em ataques de longo alcance, adora lutar e colocar suas habilidades a prova. Por ser a primeira Sekirei alada por Minato, é a mais querida por ele, mesmo que isso não seja claramente mostrado. Musubi tem um sonho e um plano além de "ascender" junto de seu Ashikabi um dia que é libertar as Sekireis presas no laboratório da MBI para que elas possam viver junto de seus "donos" em paz e sem correr o risco de ter de lutar entre si por este propósito novamente. Musubi é a sekirei n° 88
Kusano: Esta é apenas uma criança, chama Minato de Irmãozão. Kusano estava presa dentro de uma floresta nos arredores da MBI, ela era conhecida como "Garota Verde", por ter o poder de controlar a natureza, conseguiu salvar Minato e Musubi durante uma queda fatal através de uma velha árvore. Mais tarde a menina usou a mesma para contatar a mente de Minato e pedir ajuda. Depois de uma inesperada batalha  contra outra sekirei que queria levar a menina para seu mestre, Minato resgatou Kusano de dentro da floresta que fora criada por ela mesma para se proteger de ser alada pelo Ashikabi da sekirei que a estava perseguindo. Kusano é alada mais tarde por Minato com um selinho que rouba dele. Mesmo sendo criança tem uma personalidade forte e é muito corajosa. Sekirei n° 108

Matsu: Provavelmente a mais pervertida das 108 Sekireis, seu poder é a inteligencia, que,  muito bem aplicada aos computadores transforma a garota em uma Hacker extremamente habilidosa. Além disso ela pode fazer armas, cálculos em velocidades inacreditáveis e consertar aparatos tecnológicos de ultima geração. Matsu ficou um bom tempo observando Minato de seu "esconderijo" e mesmo chegando a conclusão científica de que ele seria uma pessoa destinada ao fracasso, também concluiu que o amava. Dando um jeito de ficar a sós com ele, Matsu tenta se aproveitar de Minato, mas é interrompida pela proprietária da pensão onde eles estão hospedados. Sem desistir, ela faz uma outra visita surpresa ao seu quarto e lhe rouba um beijo, tornado-se assim mais uma de suas Sekireis.
Matsu, mesmo não tendo nenhum poder sobrenatural, provou ser uma das mais úteis Sekireis da trama. Ela é a n° 02

Tsukiumi: A Sekirei da água, é a mais durona já mostrada, no começo tinha raiva de Ashikabis porque achava errado uma Sekirei "pertencer" a alguém, seu objetivo era provar que podia vencer sem ter um amor pelo qual lutar. Ao descobrir que estava reagindo ao Minato, decidiu que ia matar o rapaz, mas na hora acabou sendo salva por ele do ataque de Sekireis inimigas. Relutante, Tsukiumi chega a conclusão de que precisa amar também e aceita ser alada por Minato.
Vive de cara amarrada, tem ciúmes das outras Sekireis e replica que Minato é seu "marido", graças a ela as Sekireis de Minato começam a ficar competitivas pela atenção do garoto e não dão nem um segundo de paz pra ele. Mas mesmo com isso, Tsukiumi é mais uma Sekirei indispensável na historia, pois até mesmo ela tem seu lado delicado e gentil. Sekirei n° 09




Sekirei acaba viciando com o tempo, mesmo não sendo tão conhecido por aqui, já se tornou um dos meus favoritos. Depois que você se apega aos personagens é impossível esquece-los.
Este anime, assim como a maioria, foi inspirado em um mangá, do qual eu ainda não procurei, mas sei que é escrito por uma mulher chamada Sakurako Gokurakuin que é especialista em Yaois (mangás que tratam de assuntos homossexuais, na maioria das vezes o público alvo são meninas), ela simplesmente decidiu fazer um mangá para homens e acertou em cheio. Eu também sei que o anime saiu um pouco (ou muito) da historia original, mas ainda quero esperar a terceira temporada sair para depois ler o mangá de uma só vez.
E para terminar... assista Sekirei, não só por que você é pervertido ou pervertida, mas porque vale a pena conhecer esta historia e estes ótimos personagens e ver no que vai dar o Plano Sekirei.

Pra fechar com chave de ouro
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