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25 de mar. de 2014

Não é assassinato, é sobrevivência

   Para mim, videogame sempre foi, mas ultimamente está sendo cada vez mais reconhecido como arte ao invés de uma simples forma de entretenimento. Se você discorda dessa ideia, convido você a pensar duas vezes. 


   The Last Of Us é um jogo em terceira pessoa com elementos survival horror (não, o jogo não dá medo) desenvolvido pela magnífica Naughty Dog, mesma desenvolvedora da saga Uncharted e, acredite se quiser, Crash (aquele jogo do play 1 da raposinha sorridente). 
   TLOU se passa em um mundo pós-apocalíptico, em um mundo desolado por uma mutação causada por um fungo chamado cordyceps, que na verdade é um fugo real que assola diversos tipos de inseto. Se você quer ter uma noção de como esse fungo age e como o hospedeiro fica após ter sido completamente dominando, sugiro que realize uma rápida pesquisa no google. Você não vai ser arrepender, é bem legal. 
   Enfim, não vou perder meu tempo falando sobre o fungo em si porque essa não é a ideia do post.
   O jogo começa mesmo, em Boston, narrando a história do protagonista Joel, que perdeu sua filha vinte anos atrás em uma cena de partir o coração. Joel é um homem amargo, que não superou a morte da filha e vive dia após dia apenas com o intuito de sobreviver, nada mais. Junto com sua parceira Tess, ele trafica armas neste mundo cheio de seres infectados, bandidos, quarentenas, grupos militares que aplicam rigorosamente uma lei contra os infectados e até mesmo uma milícia rebelde que se denomina Vaga-lumes. Ingredientes que não podem faltar em uma boa e velha história aonde o mundo é um lugar completamente arruinado.

   

   Tess diz a Joel que um certo infeliz roubou algumas armas deles (que também são roubadas) e o convence a ir atrás do indivíduo que eles descobrem mais tarde que entregou as armas para Marlene, a líder dos Vaga-lumes. Vários eventos ocorrem e culminam no encontro de Joel e Ellie, a outra protagonista. Ellie é uma adolescente de catorze anos que parece a Ellen Page e que nasceu e cresceu no mundo pós-fungo e sabe muito pouco sobre o anterior, aonde as crianças de sua idade frequentavam escolas, passeavam no shopping, roubavam dinheiro dos pais para poderem se embebedar entre outras aventuras da juventude.
   Marlene, propõe uma oferta a Joel e Tess. Ela diz que se eles entregarem Ellie para um grupo de Vaga-lumes no centro de Boston, devolverá em dobro a quantia de armas roubadas. Relutante, Joel é convencido por Tess a aceitar a missão e assim a jornada se inicia, onde logo depois, é descoberto que Ellie é uma infectada que não foi transformada em um ser mutante como os outros por alguma razão e acredita que sua imunidade pode resultar em uma cura para a raça humana.

O mais interessante de The Last Of Us não é o maravilhoso e detalhado mundo em qual a história foi desenvolvida, e sim o seu lado humano, influenciado por livros como A Estrada de Cormic Mccarthy e filmes como Extermínio, dirigido por Danny Boyle. Basicamente, ao longo do jogo, Joel e Ellie estabelecem um laço extremamente forte e podemos perceber que a garota começa lenta e implicitamente, a se tornar substituta de Sarah, falecida filha de Joel. Os dois não são lá grandes amigos no começo do jogo, mas logo percebem de que a presença um do outro se torna essencial para poderem sobreviver ao horror de viver em um mundo como aquele, aonde Ellie aprende, precocemente, que você simplesmente precisa não apenas fazer decisões e escolhas difíceis, mas também entender que para você poder sobreviver, outros devem morrer. É aí que jaz o aspecto mais forte do jogo na minha opinião. Os personagens são extremamente bem desenvolvidos e são capazes de demonstrar suas emoções de uma forma demasiadamente humana, capaz de entreter, chocar e emocionar o jogador ao longo da campanha. Tudo isso turbinado com as maravilhosas dublagens realizadas por grandes nomes como o Troy Barker (Catherine, Bioshock Infinite), Nolan North  (Uncharted, Deadpool) Ashley Johnson (Ben 10 e... Ben 10) entre outros. 
   Outro aspecto interessante de The Last Of Us é que ele consegue realizar algo que poucas histórias pós-apocalípticas conseguem, que é acertar em cheio ao mostrar a verdadeira natureza humana. No jogo, é difícil definir quem é bom e quem é ruim. As pessoas são diferentes e reagem as situações extremas de formas diferentes, coisa que faz você pensar duas vezes antes de apontar e dedo e fazer acusações e o final é a plena representação desse dilema. O jogo termina com um ar melancólico, mas realista que deixa você coçando a cabeça e se perguntando "quem está correto e quem está errado?". 

   Em questão aos aspectos físicos, The Last Of Us merece aplauso. Tudo foi desenvolvido com o máximo de cuidado e dedicação. 
   O mundo é diversificado e detalhado, levando você a esgotos, cidades abandonadas entre outros locais cobertos de vegetação, demonstrando que a natureza clamou o que é dela por direito. 
   A dublagem, como citei é poderosa e impecável. 
   A trilha sonora é magnífica, composta pelo talentoso Gustavo Santaolalla que compôs a trilha sonora de diversos filmes de sucesso, como Biutiful, Brokeback Mountain, Babel e diversos outros. 
   A jogabilidade é pratica e tudo responde muito bem. Ela utiliza o aspecto "survival" de forma inteligente, que faz você ter cuidado com seus mantimentos e fazer estratégias para não ser destroçado pelas criaturas e outros inimigos. 
   Sim, TLOU é sem dúvida um dos melhores jogos que eu já joguei e um dos melhores já feitos, bem sucedido em praticamente todas as suas tentativas, provando que um jogo é sim uma forma de arte para ser levado a sério e que videogame é uma excelente ferramenta não apenas para testar as suas habilidades, mas também é uma plataforma para se contar uma boa história. Coisa que Beyond Two Souls falhou miseravelmente, mas esse assunto talvez fique para outro dia xD.

   A Naughty Dog não se satisfez com apenas um jogo, decidindo ampliar ainda mais seu universo, com um uma sequência sendo considerada, uma dlc, uma HQ, um documentário e agora um filme sendo criados. 
   A Dlc chamada "Left Behind" e conta a história de Ellie e sua Amiga Riley, em que os eventos ocorridos se passam antes dos acontecimentos do primeiro jogo. A Dlc também é excelente, expandindo ainda mais o personagem da Ellie e suas relações. A história narra um encontro das amigas em uma zona de quarentena e possui os mesmos aspectos positivos do jogo em relação a história e a jogabilidade.

   A HQ se chama American Dreams, que foi lançada antes da Dlc mas conta os eventos anteriores aos acontecimentos desta. A HQ tem apenas quatro edições e infelizmente eu só encontrei em inglês, mas ela foi escrita pelo roteirista do jogo, Neil Drukmann e desenhada pela artista Faith Erin Hicks, criadora de uma webcomic chamada de "Demonology 101" e vale a pena dar uma conferida se você entende a língua.
   Um documentário sobre os bastidores do jogo foi lançado em 2014, com o nome de "The Last Of Us: Grounded" e conta sobre o processo criativo, a dublagem, a trilha sonora e cobre até mesmo outras informações curiosas.

   O filme, que foi anunciado dia 06 de março de 2014, vai ser produzido pelo mestre Sam Raimi (Homem-aranha, Uma noite alucinante, Arraste-me para o inferno) e será escrito por Neil Druckmann, que como já citei, é um dos diretores e roteirista do jogo. De acordo com Neil, o filme adaptara o mesmo enredo do jogo e promete ser a melhor adaptação cinematográfica de videogame já feita, que, cá entre nós, não deve ser uma tarefa muito difícil de se realizar.

   Bom companheiros, por hoje é só. Espero que tenham curtido esse humilde texto a respeito de um dos jogos mais aclamados e respeitados atualmente. Como um bônus, vou deixar o link do citado documentário, que dá para ver completo no youtube no canal ofician da PSN (Ps: Só para quem entende inglês.)





4 de mar. de 2014

Uma Análise Sobre o Antigo e o Novo Robocop

Olá pra vocês! Espero que estejam muito bem.
A postagem de hoje vai fazer eu me sentir muito mais velho do que sou. Veja bem, eu SEMPRE falo sobre coisas que foram criadas muito antes de eu nascer como se tivesse testemunhado sua estréia no mundo, mesmo que a maioria delas eu apensas tenha conhecido através de VHS/DVD/Pirate Bay etc.

Eu nasci na década de 90 e até meados dos anos 2000 eu era uma criança estranha e medonha que conhecia vagamente algumas coisas da cultura pop, hoje eu sou um adulto estranho e medonho que conhece vagamente uma vida social saudável e cria postagens sobre coisas estranhas e medonhas neste blog estranho e medonho para pessoas.... lindas e... cativantes.... ^ ^

E desde pequeno eu conheço Robocop, claro que não fazia muita distinção entre a qualidade do primeiro ao terceiro filme, mas hoje é claro que vou analisar o único que pode ser realmente considerado um filme marcante e até mesmo formador de opiniões que é o primeiro dirigido por Paul Verhoeven.


Robocop saiu em 1987 e contava a historia de Alex Murphy, um policial da obscura e suja cidade de Detroit, que acaba morrendo e tendo seu corpo completamente destruído em um tiroteio contra uma gangue. Os restos de Murphy são imediatamente mandados para fazerem parte de um projeto da nova corporação que agora tem total controle sobre as forças policiais de Detroit, a OCP (Omni Consumer Products), que pretende criar uma nova cidade em cima da velha Detroit chamada Delta.
Murphy acorda então como uma máquina, construída junto de alguns dos seus restos mortais, porém tendo somente seu rosto com aspecto humano, todas as suas emoções foram retiradas e dele restou apenas seu trabalho como um policial, agora blindado e incansável.

Robocop era um filme que usava de uma frieza absurda para uma produção tão abrangente, não se tratava de um filme B, era um projeto ambicioso porém de orçamento modesto que trazia uma crítica ao imperialismo que marcaria uma geração inteira, e curiosamente (mas sem nenhuma surpresa) um público infantil considerável, o que rendeu duas continuações água com açúcar.

A forma como tudo parece ser manipulado pelo presidente da OCP com aquela crueldade e superficialidade direcionada a importância à vida humana faz você pensar no quão próximos de bonecos nós somos para algumas corporações. O filme também flerta com a hipocrisia e cinismo do povo americano, mostrando notícias e um programa de humor nas TVs da cidade, onde tudo parece sensacionalista, alterado e coisas que deveriam ser sérias se tornam piada para o povo.
 

Quanto ao protagonista, pode-se dizer que a trama gira em torno da esperança de que ele recupere sua humanidade e que seu lado humano (ou o que sobrou dele) consiga ter o controle sobre a máquina.
Robocop surgiu em uma época onde a tecnologia era temida por muita gente, as pessoas morriam de medo só de imaginar que o futuro fosse tomado por máquinas e que estas se tornassem muito superiores ao resto da população em termos trabalhistas e intelectuais. O reflexo disso no filme de 87 é que ele chega até mesmo a ser bizarro com uma visão exagerada, porém realista de como robôs tendem a ser usados no futuro, e podemos até mesmo dizer que algumas coisas estavam certas quanto a utilização de máquinas de combate.

Os efeitos especiais eram tão bonitos que o filme não conseguiu ficar datado, até mesmo a movimentação em stop-motion do robô assassino ED-209 é um charme a parte hoje em dia, sem falar que torna o maldito muito intimidador.
A armadura de Robocop que o ator Peter Weller usava nas filmagens era extremamente desconfortável, pesada e quente, ele é considerado até hoje um dos atores a fazer um dos papéis mais difíceis do mundo, e o próprio Peter afirma que poucos atores sofreram ou vão sofrer como ele em um estúdio.

Robocop teve um impacto inacreditável na época em que saiu, as pessoas estavam depressivas e sem motivação em plena era Raegan, com as grandes industrias intimidando qualquer vestígio de crescimento ao seu redor.


E então chegamos ao filme Robocop de 2014

Eu confesso que estava atolado em preconceito quanto a esse filme, o trailer que havia saído um tempo antes do lançamento simplesmente me deixou decepcionado e eu não esperava nada além de um mero blockbuster.

Então percebi que ele estava sendo muito bem elogiado, e até mesmo recebi uma certa insistência de um amigo para deixar meu preconceito de lado (mas isso é um pouco difícil quando a insistência vem de uma pessoa que acha filmes atuais melhores do que os antigos). E é por causa disso que antes de falar do novo Robocop eu pretendo fazer uma observação sobre o cinema atual e o das décadas passadas.

O que você espera de um filme hoje em dia? Quando você vai ao cinema, espera ver alguma coisa além de CGI nos efeitos especiais, ou uma história que por mais que marque você será esquecida pela maioria?
Uma coisa que ficou mais do que clara nos últimos anos é que a partir do momento em que Hollywood percebeu que entramos em uma era onde QUALQUER coisa pode criar vida nas telonas, uma onda massiva de mesmices enlatadas choveu nas bilheterias, o resultado foi que aos poucos nos acostumamos e praticamente nenhum filme nos surpreende mais, porque...oras, você SABE que não existem mais monstros impossíveis de serem criados, cenários fantásticos são maravilhosamente ultra-detalhados, e isso é o mínimo que alguém espera de um filme fantástico.
Por um lado, podemos dizer que atingimos um grande novo patamar dos efeitos visuais, mas por outro já podemos dizer que é o mesmo que estar sonhando e sabermos que é um sonho, já que a técnica de criação será sempre a mesma.

Então, imagine agora em tempos modernos, onde todo mundo está acostumado com tecnologia e a sua maior preocupação é se o motoqueiro que entrega a sua pizza errar o caminho.
O quanto um Robocop significa hoje em dia? E mesmo que ele tenha uma crítica forte a fazer, ela vai ter algum efeito sobre a população?

Acreditem em mim, o novo filme se enquadra logo na segunda situação acima.
Eu devo dizer que fico muito orgulhoso que o remake de Robocop tenha sido dirigido logo por José Padilha, consagrado graças ao marcante Tropa de Elite. Fico mais orgulhoso ainda ao perceber que o diretor brasileiro não tentou recriar o filme de 87, mas sim fazer um equivalente para os dias modernos, tendo um outro ponto de vista e um alvo de crítica muito mais socialista.

Agora Alex Murphy não morre crivado de balas, ele tem seu corpo inutilizado graças a explosão de seu carro, tramada por uma gangue da qual mandou seu parceiro para a UTI em um tiroteio. Detroit é um linda cidade futurista que se encontra dividida entre a aceitação de robôs policiais nas ruas e a aversão da maioria às máquinas.
Para conseguir uma aceitação do público, a ideia de uma máquina com mente humana é cogitada e o projeto Robocop entra em ação graças ao financiamento da OCP com um genioso médico que trabalha com próteses mecânicas de altíssima complexidade.
O maior diferencial aqui é que o nosso novo Robocop começa exatamente como um humano, sendo limitado apenas pelo fato de seu corpo ser de metal e suas expressões faciais estarem reduzidas, o rosto de Murphy também é mostrado com muita frequência, um contraste ao filme antigo onde o personagem so tinha sua boca visível.
É curioso ver como agora, justamente quando a historia mostra uma máquina precisando receber aceitação do público, o produto vendido é quase inteiramente humano.
Nós temos também um destaque para a família do protagonista, que ao invés de abandoná-lo, procuram uma chance de fazer as coisas voltarem a ser o mais próximo do que eram antes.

Agora não temos uma programação americana mais cínica e estúpida na TV, no lugar vemos um noticiário sensacionalista que tenta convencer a população americana a aceitar o uso de máquinas, a ideia funciona e conseguimos ter uma boa noção de como a informação que nos é passada quase nunca condiz com a realidade.
O desprezo pelo valor humano é tão bem explorado quanto no filme clássico, me arrisco até a dizer que é muito mais bem embasado, nós sabemos muito bem o que é importante para cada personagem na trama e na maioria das vezes vamos nos identificar com certas atitudes e reações tomadas por eles.

O aspecto do Robocop foi o que incomodou muita gente, eu mesmo digo que não só neste filme mas em qualquer outro filme moderno a tecnologia futurista que nos é apresentada não me agrada nem um pouco, tudo é polido, tudo reflete, tudo é simplista, exatamente como a tecnologia que temos agora (é a lógica das coisas eu sei, faz todo sentido um robô policial ser ágil e mais leve do que pesado e lento, mas o que é atual é tão sem graça... >.<).

O novo Robocop é de longe um filme muito menos frio e também triste em poucos aspectos, ele se foca em um lado frenético da ação em alguns momentos e mesmo trazendo uma crítica totalmente contextuada e até mesmo mais forte para os nossos tempos muito provavelmente não vai significar muito para os telespectadores atuais. Como eu disse, nós estamos em uma geração onde nada mais impressiona e as coisas tendem a piorar cada vez mais, o surgimento de tantos remakes, reboots e adaptações já comprova isso.  


Então é isso minha gente, eu recomendo o filme, se você está pensando no que ver no cinema eu acho que Robocop é uma boa pedida, tente vê-lo como um outro filme, uma versão moderna e não o mesmo de 87, eu garanto que será satisfatório.



26 de fev. de 2014

Top 10 Monstros Mitológicos Favoritos do Augusto

Sim, post de top, vocês já sabem que estou tentando apenas não deixar esse mês sem postagem, mas.... qualé.... pode ser legal, é meio clichê fazer listas de monstros hoje em dia mas me deem um desconto, eu amo monstros, até porque muitos deles não são monstros de verdade, porque, acreditem é um comportamento que define um monstro e não a aparência dele (isso não é moralismo, so pra avisar).

Certo, pra mim aqui ainda são 23:57 de um domingo como qualquer outro, estou meio chateado e entediado, isso significa que a lista pode sair boa. Ou que eu vou publicar isso alguns dias depois.

Começando com...

10º
O Krampus recebeu uma postagem exclusiva aqui neste último natal, pra falar a verdade eu to meio que de saco cheio de falar destas criaturas já, mas eu as acho muito interessantes por fazerem parte das festas natalinas de antigamente.
O Krampus era o antigo ajudante do Papai Noel, pode-se dizer que é um lado um pouco mais sinistro do natal que durou por muito tempo na Europa, e, até hoje existem muitos jovens se fantasiando desses bichos e assustando pessoas na véspera por lá.
Tecnicamente o trabalho de um Krampus era punir crianças más enquanto o São Nicolau presenteava as boazinhas, certamente existiam muito poucas crianças mal-criadas naquela época.
No entanto, as origens da criatura nunca foram reveladas, até mesmo o fato de se parecer com um demônio é passado sem muita explicação. Pessoalmente eu só me interesso por eles exatamente porque nunca esperaria encontrar uma relação tão estranha assim com a festa mais aconchegante e fraternal do mundo, é o mesmo que descobrir um segredinho sujo que a mamãe guardou por anos no fundo daquela cômoda velha (não te aconselho a ir lá olhar)
                                                                                                                 


Hydra/ Hidra de Lerna é o nome desta magnífica criatura, ela tem tudo o que eu gosto em um monstro, é assustadora,  visceral, cruel e muito poderosa. É originária da mitologia grega, sendo um dos maiores desafios de Hércules, já que sempre que o herói se livrava de uma das cabeças, mais duas nasciam, tornando a maldita muito mais perigosa, ela se parece com um enorme lagarto com varias cabeças semelhantes a serpentes, a Hydra original vivia em um pântano, posteriormente, vários estilos literários adotaram a criatura, fazendo mudanças consideráveis nela, como retirar o seu poder de regenerar as cabeças decepadas ou dando-lhe o poder de cuspir ácido/veneno/água ou qualquer outra coisa, a Hydra sempre será associada a água, independente de ser de um pântano ou até mesmo de um oceano. No entanto esta criatura nunca foi mais do que mais um "problema" em qualquer tipo de história, esse bicho geralmente é morto e nunca mais se fala dele.




Banshees são as anunciantes da morte nas lendas irlandesas, não são necessariamente criaturas ruins, uma Banshee é uma criatura da mesma casta que as fadas, porém negra e com formas que variam entre  a de uma bela jovem, uma pessoa mal-trapilha ou uma mulher esbelta.
Banshees geralmente aparecem a noite, próximas a lugares mórbidos para anunciar a morte de algum indivíduo, elas podem emitir um som melancólico capaz de ser ouvido de longe por quem estiver predestinado a morte precoce, em algumas versões da lenda, dizem que a Banshee grita sempre a mesma quantidade de vezes relacionadas aos dias que restam de vida para a pessoa que a ouve ou a avista, já em outras historias ela surge como uma profeta e apenas faz uma previsão de morte, esta criatura existe somente no folclore celta.
Eu tenho um grande interesse pelas Banshees pelo fato de serem misteriosas e quase desconhecidas, provavelmente o único tipo de fada que eu aprecio e tenho vontade de incluir em alguma de minhas historias. O fato de não serem malignas também me interessa, pois me faz ver suas habilidades como uma mera profissão.


                                                                                                                                               7º
Sereias me encantam demais. A propósito, o post mais visto do blog (clique e leia) é exatamente de um filme sobre sereias (imagem usada no top também), e apenas esclarecendo algumas coisas, estas criaturas estão longe de serem dóceis e perfeitinhas como a Madison daquele filme com o Tom Hanks que passava na sessão da tarde, Sereias são selvagens e extremamente perigosas.
Mais uma vez na mitologia grega, as pessoas acreditavam em criaturas semelhantes a lindas mulheres que misturavam características de pássaro ou de peixe, elas tinham uma linda voz e eram capazes de fazer qualquer pessoa rumar para a morte ao vê-las cantar, seja atirando seu navio contra rochedos ou simplesmente se atirando na água e seguindo a criatura até morrer afogado.
O que me atrai nelas é que por mais frágeis que possam parecer, elas são terríveis, quase como dragões, pois as chances de sobrevivência a um encontro com uma são poucas.




                                                                                                                                                    6º
 Vampiros! Sim, vampiros em sexto lugar! Espero que esteja se remoendo de raiva, ainda mais que coloquei uma foto do Cedrico aqui do lado.
Então, so por estarem nessa lista, já significa que gosto deles, na verdade vampiros são os monstros mais complexos e interessantes que existem, o problema... é que eles são humanos demais.
Um vampiro é o retrato de tudo aquilo que a igreja quer que uma pessoa não seja, ele é o cúmulo de uma maldição e a representação máxima de um parasita que ao mesmo tempo é um formidável predador, isso não soa humano pra você?
As pessoas mais devassas, as mais sádicas e hoje em dia as mais bobas sempre se imaginaram como vampiros, vivendo a margem da justiça dos homens, fartando-se com o precioso elixir da vida que corre nas veias de cada ser vivo, se sustentando de um vício e ainda assim sendo verdadeiros leões urbanos.
Vampiros devem ser umas das criaturas mais antigas já inventadas, desde o começo do folclore no mundo, quase todas as nações tinham uma versão diferente dos chupadores de sangue em suas histórias para assustar crianças, por isso é meio difícil dizer exatamente como deveria ser um verdadeiro vampiro, no entanto a famosa historia de Bram Stoker, Drácula acabou definindo mundialmente os vampiros como criaturas devassas e charmosas, capazes de viver eternamente desde que pudessem sorver sangue, no entanto, Stoker em momento algum disse que vampiros definhavam a luz do sol, este detalhe que hoje em dia é tão ligado a eles foi se afixando com o passar dos anos.



Zumbis!
E.... ignorando o que o título da postagem sugere e o que toda a lista até aqui sugere, eu lhes informo que não gosto de zumbis.
Então é isso, acabou o post, vocês foram enganados, nada pra se ver aqui... circulando...circulando...


OK, ok, babaquices a parte, eu realmente não gosto de zumbis, e sinceramente, não consigo imaginar como alguém acha um ser humano em decomposição que anda e come alguma coisa maneira. MAS, a ideia de uma historia que podemos tirar usando estas criaturas como ferramente de roteiro é quase ilimitada, e do mesmo jeito que surgem bombas colossais de merda por aí como Guerra Mundial Z, também temos filmes marcantes e feitos com muito cuidado como O Extermínio (sobre infectados na verdade) e um jogo muito especial que é o The Walking Dead feito pela Tell Tale Games.
As possibilidades e situações que surgem em um apocalipse zumbi são sempre arrepiantes, tente imaginar como seria ver a pessoa mais importante pra você transformada em uma carcaça patética que manca e geme.... e pior, tente se imaginar decidindo o que fazer com ela, se vai matá-la ou se vai deixar seu corpo vagando por aí. Tenso não é?
Os zumbis antigamente eram relacionados a magia, geralmente feiticeiros de vodu reanimavam corpos depositados nos pântanos africanos, e com o avanço dos séculos, outras historias foram incluindo os zumbis em suas crenças, mesmo que como criaturas secundárias como os Ghouls, que geralmente são escravos de vampiros ou de magos necromantes.


                                                                                                                                               
                                                                                                                                                      4º
Hellhounds ou Cães Negros são monstros da mitologia inglesa, eles tem o mesmo papel que as Banshees, só que o cumprem de uma forma muito mais assustadora.
Quando uma pessoa tem uma vida suja demais ou faz um pacto com qualquer tipo de demônio em algum ponto de sua vida, um Cão Negro vem busca-la quando sua hora chega, estas coisas caçam suas vítimas em qualquer terreno, independente até mesmo de ser solo sagrado, farejam pessoas e podem ser vistos somente por quem tem sensibilidade espiritual aguçada ou por sua própria vítima, quando encontram o alvo eles avançam em alta velocidade em sua direção e o atacam fazendo com que se incendeiem por completo e morram entre dores de dentadas e queimaduras fatais.
Assim como as Banshees, Hellhounds seguem seu papel na natureza e não são essencialmente maus, algumas historias até mesmo relatam de pessoas que foram salvas por um enorme cachorro de olhos vermelhos que desapareceu misteriosamente logo depois, dizem que quando uma pessoa avista um Cão Negro mas este apenas a encara e depois some significa que seus dias estão contados e que o monstro a levará em breve, que esta morrerá de forma fatal ou que terá uma vida amaldiçoada até o fim. O que todas as historias tem em comum, é que eles sempre tem uma aparência fantasmagórica e costumam desaparecer tão rápido quanto aparecem.



Kitsune simplesmente significa Raposa, no Japão estas criaturas são como o Saci aqui pra gente, so que muito mais poderosas, elas assumem a forma de mulheres e vivem escondidas entre os homens, seja para zuar a vida de alguém ou para ficar com quem amam, quanto mais velha uma raposa fica, mais caudas ela tem, podendo chegar até nove, estas caudas são capazes de gerar fogo assim como também consegue atirá-lo pela boca. Algumas tem poderes de raios entre os de criar, invadir e manipular sonhos, gerar ilusões, voar, ficar invisivel ou se transformar em uma gama de outras coisas.
Sempre cultuadas e admiradas, raposas são de fato criaturas incríveis, podem viver para sempre e mesmo estando relacionadas a deuses xintoístas que favorecem os humanos, seu comportamento é neutro, podendo estar a favor ou contra ao que mais lhe convir.

                   
                                                                                                                                                    2º
Lobisomens precisavam estar no topo, é claro! Porque eu adoro Lobisomens, e é obvil que eles so perdem para o primeiro colocado desta lista.
Assim como os Vampiros, Lobisomens existem em diversas culturas e são os metamorfos mais famosos que existem. Infelizmente, as pessoas começaram a perder a imagem do lobisomem como a de uma criatura aterrorizante para ganhá-la como a de um ícone de força e poder bruto.
As primeiras fontes de informação sobre as lendas foram mais uma vez na Grécia, quando Licaão, rei de Arcadia começou a sacrificar estrangeiros em nome de sua religiosidade, o que não agradou nem um pouco a Zeus, este então se disfarçou de peregrino e hospedou-se no palácio de Licaão, Zeus esperou para que o rei da cidade tentasse matá-lo, mas ao invés disso enfureceu-se mais ainda quando recebeu restos de sacrifício cozidos para o jantar. Zeus então transformou o rei de Arcádia em um lobo e desde então a imagem de um homem que se torna lobo tem sido vista como uma maldição ou doença, gerando também o nome Lycantropia para o ato da metamorfose.
Lobisomens surgem de várias formas na cultura popular, e mesmo que estejam em baixa hoje em dia todo mundo sabe alguma coisa sobre eles, como fraqueza a prata, transformação somente na lua cheia, maldição passada através da mordida e características de bípede. Eu não sei exatamente porque tenho essa obsessão por lobos e por híbridos, mas eu os considero criaturas fantásticas desde que me conheço por gente.



Dragão, com certeza.... aaaaahhhhhh por quê todo mundo ama dragões? Esses animais que surgiram em tantas culturas e independente de qual delas se esteja falando eles sempre serão um simbolo de poder.
Dragões podem ter características variadas, podem cuspir fogo, voar, falar, serem super inteligentes, usarem poderes mágicos e podem ser a forma alternativa de feiticeiros temidos.
Quase toda história épica tem um dragão ou uma criatura derivada de um em algum momento, eles vão abalar a coragem de um herói, ou vão ajudá-lo em algum ponto ou até mesmo vão ser aquele animal burro mas poderoso que guarda a entrada de um tesouro inestimável.
Não tem muito o que se falar sobre eles, todo mundo já sabe pra que serve um dragão, e eles se encaixam em várias temáticas, o que os torna muito versáteis.
Não da pra ter certeza de como alguém imaginou um dragão nos primórdios da civilização humana, provavelmente a descoberta de algum pedaço de fóssil de dinossauro junto a criatividade ignorante do ser humano gerou este bicho, o que é algo pelo qual devemos agradecer hoje em dia, mas sabiam que os europeus realmente tinham medo deles? Vilarejos queimados tinham a culpa pelo incêndio muitas vezes atribuída a um desses monstros.
Por outro lado no oriente os dragões sempre foram deuses, dos mais poderosos, daqueles responsáveis por coisas importantes no mundo e muitos sacrifícios eram feitos a eles.

Bom, por hoje é só, acho que até que escrevi bastante. Até a próxima postagem, da qual eu não tenho a mínima ideia do que fazer.


                                

21 de jan. de 2014

O Majestoso Conto de Um Louco em Uma Caixa Azul

Olá a todos! Finalmente chegou a vez da postagem especial sobre Doctor Who.

Desta vez não houve postagem de ano novo pelo mesmo motivo que não houve postagem de aniversário do blog em Outubro: Eu não senti que poderia escrever alguma coisa relevante, já não basta uma postagem tapa buraco de Natal.
Pra falar a verdade, andei pensando muito em deixar o Guardião em hiato por tempo indeterminado, mas eu não vou fazer isso, eu detesto quando essas coisas acontecem, quando amigos de infância mudam e viram outras pessoas, quando sonhos são substituídos, quando promessas são esquecidas e quando alguma coisa que gostamos é deixada de lado por conta do ânimo que vai nos abandonando com o tempo.... mas não EU, eu quero sempre estar aqui, sempre ser uma versão melhor, mas ainda reconhecível de mim. Este blog surgiu em boa hora pra mim, me fez sentir bem por estar escrevendo para sei-lá-quem e agora eu me comprometo a continuá-lo.




E é com um grande orgulho que eu faço uma postagem de homenagem a maior série de ficção científica já criada.

Então.... o que é Doctor Who?
Doctor Who é um seriado que estreou em 1963 pela BBC e contava a historia de um alienígena humanoide de nome desconhecido e sua netinha conhecida como Susan Foreman, se intitulando apenas como Doctor, o protagonista não era mais do que um velho excêntrico que havia fugido de seu planeta natal Gallifrey em uma TARDIS (Time And Relative Dimensions In Space), uma máquina do tempo com a forma de uma cabine telefônica da década de 60 capaz de cruzar não apenas o vórtice temporal como também viajar pelo espaço e aterrissar em qualquer ponto do universo, a TARDIS tem como principal característica ser enorme por dentro e ter o exato tamanho da cabine telefônica por fora. O Doctor nos é apresentado como um velho egoísta e covarde porém muito inteligente e inventivo.


Quando Willian Hartnell, o ator que interpretava o Doctor precisou abandonar o seriado, a ideia de que um substituto poderia manter a série em alta foi cogitada, sendo então adicionada a Regeneração como característica da raça do personagem (Time Lord), agora toda vez que seu corpo estivesse fraco demais ou sofresse algum ferimento grave, um hormônio era liberado, trocando e renovando cada célula do corpo, lhe dando uma nova aparência, personalidade e peculiaridades distintas.
Nós tivemos 13 atores interpretando o protagonista da série até então, cada um com sua maluquice e carisma totalmente únicos, como a habilidade para música do 2º Doctor, o Aikido Venusiano do 3º, o vício em balinhas de goma com formato de bebês do 4° e assim  por diante.

Com o passar dos anos, a popularidade do Doctor foi crescendo, tanto no universo do seriado quanto na vida real e o personagem foi passando a representar cada vez mais tudo aquilo que um verdadeiro super-herói poderia ser, com a diferença de que seu verdadeiro superpoder era sua inteligência e sua única arma uma chave-de-fenda-sônica, o Doctor foi ganhando cada vez mais conhecimento sobre o universo e suas infinitas raças, viajando e salvando vidas, derrotando adversários clássicos e novos e gradualmente convertendo-se em um protetor imbatível que, graças a sua TARDIS podia estar em todos os lugares.

Uma das características mais fortes, no entanto é o fato de quase sempre estar viajando com um humano (na maioria das vezes mulheres) para lhe auxiliar, tendo admitido seu grande apreço pela raça humana desde sua segunda encarnação o Doctor deposita em seus companheiros de viagem uma grande confiança.  

A série parou em 1989, continuando somente em poucos materiais alternativos, em 1998, a Fox quase obteve os direitos de Doctor Who, produzindo um filme para fazer um teste com o público.
Doctor Who: O Filme foi um fracasso e a 8ª regeneração do Doctor (Paul McGann) acabou sendo a mais breve de todas, mesmo que considerada a única coisa boa do filme.
Os direitos retornaram para a BBC e em 2005 a série voltou pra ficar, sendo chamada por alguns fãs de New Who, a historia havia dado alguns pulos para o futuro, deixando obscuro todos os feitos do 8° Doctor desde os acontecimentos do filme.

A 9ª encarnação (minha favorita) é interpretada por Christopher Eccleston) e para os antigos fãs, alguma coisa no mínimo diferente já podia ser notada, o Doctor estava estranho, mais do que o normal, mais escorregadio do que o normal, mais cheio de segredos e também apresentava uma personalidade explosiva as vezes, seja lá qual tenha sido o fim da 8ª regeneração, coisa boa com certeza não foi.

Não muito depois do episódio piloto, descobrimos que houve uma guerra entre os Time Lords e a mais terrível raça guerreira do universo, os Daleks (criaturas semelhantes a polvos, protegidas por uma enorme carapaça robótica), Daleks são criaturas cujo único propósito é conquistar e reinar absolutas, escravizando as raças mais jovens e EXTERMINANDO as mais evoluídas. O único jeito de parar a guerra foi mandando o seu planeta natal pelos ares, junto com os Daleks.
E então sabemos o que esperar da nova série.


Desde 2005, nós tivemos o 9°, 10°, 11° e agora o 12° (que na verdade não são bem isso, mas não vou entrar em detalhes, se quer entender ASSISTA) e cada um deles recebeu um destaque assombroso, muito maior do que as regenerações do seriado clássico (competindo até mesmo com o lendário 4° Doctor), Doctor Who agora tinha uma nova leva de fãs e também foi agradando muitos dos fãs antigos, a série tinha um fôlego renovado e estava pronta para surpreender de novo com roteiros ousados e as situações mais mirabolantes sendo explicadas de formas científicas.

O Doctor também acabou passando uma imagem muito mais solitária, mesmo tendo grandes acompanhantes o ajudando, consequentemente vários erros e sentimentos de culpa o assolaram desde a extinção de sua própria raça. Sendo ele agora O Time Lord e sua TARDIS modelo 40 sendo A TARDIS, pois são os únicos restantes no universo.

Até agora temos sete novas temporadas, e a oitava começa esse ano, estreando Peter Capaldi como o atual Doctor.


Por quê Doctor Who é tão especial?

Bom, existem inúmeras razões que tornam esse show tão importante para o seu público, o protagonista abrange 70% dessa importância e é na minha opinião um dos melhores personagens já inventados.
Imagine como seria poder viajar pelo espaço-tempo, conhecer outros mundos, raças e até mesmo personalidades históricas do nosso mundo. O ruído costumeiro da TARDIS pousando/decolando começa a soar tão familiar aos seus ouvidos (assim como o ruído da Chave-Sônica) que você acaba sorrindo toda vez que o ouve, sabendo que o Doctor está chegando para resolver qualquer problema, seja lá qual for.

Mas nem tudo são flores na série, aliais nas primeiras 5 temporadas flores serão o de menos na historia, uma das principais coisas que eu aprendi sobre o Doctor é que ele não é perfeito e por mais cruel que isso soe, ele faz seu caminho sobre uma ponte de sacrifícios, seja de pessoas que deram suas vidas para que ele continuasse ou seja de pessoas que morreram por causa dele, sempre haverão vítimas, e o máximo que o personagem pode fazer é aceitar este fato e seguir em frente, pois não importa quantos ele perca, as coisas sempre seriam piores se ele não estivesse por perto.
Isso me fez pensar muito a respeito de solidão, dever e felicidade, são coisas que as vezes estão separadas mas sempre teremos respingos de uma interferindo na outra.

Os episódios de Doctor Who sempre são imprevisíveis, mesmo com uma prévia, você nunca sabe ao todo o que te espera, pode ser um episódio na idade média, no futuro, em
outro planeta, envolvendo espíritos, lendas urbanas, monstros mitológicos e na maioria das vezes os dois clássicos inimigos do Doctor, Daleks e Cybermans, plot twists são extremamente comuns e muitas vezes um episódio pode se mostrar mediano e de repente salvar o seu dia monótono em apenas cinco minutos finais ou até mesmo um episodio mais frenético te deixar pensando por horas em alguma cena em específico.

Recentemente o seriado completou 50 anos e ja está a um bom tempo no Guinness Book como a mais longa série de ficção científica do mundo.
Podemos contar sempre com alguns episódios especiais também que são um pouco mais longos que o normal e apresentam mudanças muito significativas para a história, e também temos um especial de natal todo ano, onde geralmente o Doctor acaba regenerando (o que faz com que o personagem adore e odeie o natal com a mesma intensidade).
Um final para o show nunca foi pensado e aparentemente podemos ter até mesmo mais 50 anos de Doctor Who pela frente, nossos netos poderão estar acompanhando o Doctor e seus ajudantes pelo espaço-tempo enquanto você reclama que no seu tempo as regenerações eram melhores. ^^



Então, se você ja assiste Doctor Who,  provavelmente não achou nenhuma novidade no post, mas pudera, não há novidade pra quem acompanha, eu apenas apresentei o seriado aqui, quero ver se apresento Doctor Who pra alguém, e também tem o lance de isso aqui ser uma homenagem, é o agrado que eu faço a série que tanto gosto.

E pra finalizar a postagem, deixo o vídeo que fiz pro meu canal no YouTube eu ja tinha postado ele antes, mas não vejo problemas em fazer de novo, não é o meu melhor desenho, mas é o meu vídeo mais assistido, agradeço aos Whovians que viram e gostaram.



Abraço a todos vocês...e não pisque... PISQUE E VOCÊ ESTÁ MORTO!

























27 de dez. de 2013

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Olá meus caros! Como vão todos? Eu espero que bem, hoje é dia de falar sobre o segundo filme da trilogia O Hobbit, pra quem ainda vai ver não precisa se preocupar, eu deixarei avisos evidentes de spoiler quando for fazer um, mas é aconselhável que esteja pelo menos por dentro da história do livro.

Peter Jackson já se mostrou ser o melhor diretor que os filmes inspirados no trabalho do Tolkien poderiam ter, ele não se contenta  em apenas reproduzir o que as páginas do livro descrevem, muito menos estragar tudo fazendo só o que seu ponto de vista diz que vai ser bom, nosso caro diretor sabe recontar as histórias ao seu próprio modo sem tirar o contexto nem a proposta original, elevando tudo a um novo patamar do entretenimento cinematográfico.

A historia é a continuação direta do primeiro filme(duh) e se foca na dificil jornada de um acomodado hobbit chamado Bilbo Bolseiro que é convencido a partir em direção a uma montanha gigante para ajudar um bando de anões a recuperar seu magnífico tesouro roubado pelo último dragão da Terra Média.

Que orgulho, consegui resumir tudo em três linhas ^ ^

A questão, já citada aqui na minha postagem sobre o primeiro filme é sobre como um livro tão simples e rápido rende uma nova trilogia de quase três horas cada filme.

Claro que muita coisa precisa ser inventada, muitas cenas precisam ser estendidas e outras, talvez de menor relevância, reduzidas.


Aqui, começamos com a introdução ao personagem Beorn, o troca-peles que oferece abrigo aos anões, ao mago e ao hobbit, Beorn curiosamente teve uma participação curta, eu poderia dizer que sua participação consegue ser menor do que a do livro, o que não é um problema, o personagem é interessante nas duas mídias, mas acho que ele ficou grandioso demais no filme para ser resumido a uma simples ferramenta de roteiro, por sorte, vamos ter a chance de vê-lo em combate no terceiro filme, e isso provavelmente vai valer muito a pena.

Meu próximo destaque agora é para a floresta sombria, e o que me fez perceber a liberdade que a equipe de design do filme está tendo, na trilogia do anel esta floresta provavelmente seria retratada da forma mais realista possível, muito semelhante a uma floresta comum, apenas com o fato de que seria muito densa e obviamente escura, mas não em O Hobbit! O lance que mais me agrada nestes novos filmes é que eles não são carimbados com aquele ar de "O SENHOR DOS ANÉIS". Na verdade muitas vezes pensamos estar assistindo a uma magistral partida de D&D convertida em filme, tudo está cheio de variedade, sem uma arquitetura padronizada, o lado caricato e exagerado da Terra Média é trazido a tona, o resultado é uma floresta sombria retorcida, uma Cidade do Lago parecendo uma versão gótica de Veneza e o melhor dragão já visto no cinema.




É claro que tem gente que não gostou do filme, ainda mais depois da ridícula cena que o pessoal do Nerdcast fez ao ficar um programa INTEIRO de mimimi por conta de seus gostos pessoais terem sido frustrados, e muita gente foi nessa onda de odiar o trabalho só porque é diferente do livro.

Bom, eu também digo que ele é diferente do livro, e mais, digo que é MELHOR do que o livro. Claro que é opinião minha e isso não implica nada.
Mas pense por um instante, por quê você se obrigaria a gostar mais de alguma coisa so porque ela veio antes e é cult? A historia do livro está lá, contada de forma clara e é exatamente igual, a diferença são as sub-tramas e as cenas de ação, ou vai me dizer que os anões deveriam chegar até a montanha apenas contando com a sorte, assim como foi no livro?

Existem duas críticas negativas que tenho a fazer no entanto.
A primeira é sobre o uso da CGI. O primeiro filme parece ter efeitos melhores do que este, mas não entenda errado, como um todo ele é fantástico, algo do nível de AVATAR, mas quando você presta atenção nos detalhes eles parecem irreais demais, assim como os orcs, que ficariam mais legais se fossem feitos com atores e maquiagem, como na trilogia do anel, o Smaug pode te deixar de boca aberta por todo o tempo em que ficar em cena, tudo no dragão está muito bem-feito, mas suas escamas ficaram tão sutis que as vezes ele parece que não as tem.

A segunda é SPOILER, mas não é nada crucial, então pode ir ver o filme, ele já está recomendadíssimo.

Existe um romance entre o anão mais novo do grupo Kíli e uma elfa chamada Tauriel, esta personagem foi inventada para o filme e eu não tenho reclamações quanto a ela, o problema disso tudo é exatamente o romance.
Eu não vou dizer coisas estúpidas do tipo "anões e elfos não devem ficar juntos", "isso não tem no livro, por tanto é uma merda", "romance é desnecessário". O que eu quero dizer é que o romance precisa repercutir em algo, é claro que ainda é cedo para dizer isso pois temos mais um filme pela frente, só que tudo indica que esta historia está lá só pra dar um sentido para o Kili ser relevante, o que me frustra, pois muitas outras desculpas poderiam ser inventadas. A questão é que não tem graça ver um amor inusitado surgir em um filme só para mudar conceitos de nerds grotescos.
Se Peter Jackson fez isso só porque achou que ficaria legal, foi uma bola fora.
                                            ACABARAM OS SPOILERS 




Então é isso, já faz um bom tempo que estou com esse post parado aqui, mas o importante é que finalmente terminei ele. Estou pensando em fazer um mega-post sobre Doctor Who, contando um pouco da historia e falando sobre o grande e misterioso alienígena que protagoniza a série, mas ele só virá ano que vem.


















25 de dez. de 2013

Especial de Natal do Guardião!

Olá amados leitores! Hoje é Natal, aquele dia vermelho e verde  onde fingimos estar bem com todo mundo e comemos dezesseis vezes mais do que de costume.

Hoje também é dia de falar bobagens, então.... a minha postagem sobre O Hobbit: A Desolação de Smaug vai ter que esperar um pouco mais.
Quem sabe dia 26... quem sabe.

Pois bem, o que eu poderia escrever de interessante o suficiente aqui para segurar sua atenção até o fim da postagem?

Hmmm.... >.< desgraça...  isso é difícil.
Vamos falar de algo sombrio sobre o Natal então, eu sou bom nessas coisas e somando ao fato de que acho essa data uma droga exatamente por não ter neve aqui e nem gente que sabe fingir se importar direito, acho que posso fazer um post bem bacana.

Senhoras e senhores... eu lhes apresento (ou não) ao Krampus!


 AHAAAAAA por essa você não esperava!

Você aí, criança rebelde, vivendo sua vida no limite e mostrando o dedo do meio para adultos moralistas (bom trabalho), saiba que a turminha do Noel está de olho em você! E não falo de Elfos baixinhos e nem de renas mágicas escravizadas, eu me refiro a esta notável criatura que se encaixa perfeitamente bem na descrição de um demônio da era pré-cristã. Krampus são contratados de São Nicolau e fazem exatamente o oposto dele nas vésperas do natal.

Então, você realmente acha que não ganhar presentes de graça é o maior castigo que uma criança levada pode receber? Bom, nos padrões da sociedade moderna pode ser que sim, mas aqui estamos falando de países como Noruega e Alemanha de antigamente.

Tecnicamente, a alguns séculos atrás, uma pessoa só podia ser boa ou má, e isso valia também para os pimpolhos, logo, usar um monstro para representar um castigo era a coisa mais normal do mundo, então as crianças REALMENTE faziam de tudo para não receber a visitinha de um Krampus durante a madrugada e evitar a traumatizante experiencia de ir averiguar quem estava comendo os biscoitinhos da mamãe na calada da noite e dar de cara com um capeta coberto de pelos e cheio de correntes e sinos.

 
FELIZ NATAL BITCHES! Existem muitos deles, quem precisa de renas?

São Nicolau, por sua vez era um santo que se vestia como um bispo e ajudava crianças, dando-lhes presentes e acolhendo necessitados, mais tarde, graças a Coca-Cola aquela imagem do velho de barba branca vestindo vermelho acabou tomando o lugar do original e assim surgiu o Papai Noel, ou Santa Claus em alguns países, foi nesse momento que o natal ganhou um ícone que agora representava não apenas a Russia, Grécia e Noruega como também todo o mundo, Papai Noel é um dos personagens da cultura popular mais conhecidos que existem, e é claro que tanta popularidade assim não poderia ser possível se algumas alterações não fossem feitas.
Trenó, renas voadoras, elfos ajudantes e Polo-Norte são as características indiscutíveis do senhos Noel, que agora apenas deixava as crianças levadas no vácuo ao invés de contar com a ajuda de um Krampus.

Em alguns países europeus a lenda do Krampus é bem viva e ainda faz parte do natal, alguns jovens tem o costume de se fantasiarem destes monstros na véspera e saírem metendo medo em todo mundo, o que torna esta época um pouco mais radical para crianças e mães.

No geral, esta parte do folclore vindo dos Alpes foi banida exatamente por conta de parecer pesada demais para se usar já na década de 50, quando grupos como Christian Social Party fizeram uma propaganda negativa da criatura, na tentativa de deixá-la de fora das datas natalinas.

No final das contas eu percebo que o natal nem sempre foi uma festa tão cheia de fofices e biscoitos de gengibre como é hoje, mesmo sabendo que Jesus Cristo nem sequer nasceu no dia 25 de dezembro e que a data foi roubada, pois pertencia a outra festa religiosa.

Então é isso pessoal, não é um post grande, muito menos "especial", eu so queria fazer alguma coisa neste natal, mostrar que ainda estou aqui e me preparar para a postagem de ano novo, veja isto aqui com um "bônus".  ^^

Desejo um feliz natal a todos!