Páginas

21 de jan. de 2014

O Majestoso Conto de Um Louco em Uma Caixa Azul

Olá a todos! Finalmente chegou a vez da postagem especial sobre Doctor Who.

Desta vez não houve postagem de ano novo pelo mesmo motivo que não houve postagem de aniversário do blog em Outubro: Eu não senti que poderia escrever alguma coisa relevante, já não basta uma postagem tapa buraco de Natal.
Pra falar a verdade, andei pensando muito em deixar o Guardião em hiato por tempo indeterminado, mas eu não vou fazer isso, eu detesto quando essas coisas acontecem, quando amigos de infância mudam e viram outras pessoas, quando sonhos são substituídos, quando promessas são esquecidas e quando alguma coisa que gostamos é deixada de lado por conta do ânimo que vai nos abandonando com o tempo.... mas não EU, eu quero sempre estar aqui, sempre ser uma versão melhor, mas ainda reconhecível de mim. Este blog surgiu em boa hora pra mim, me fez sentir bem por estar escrevendo para sei-lá-quem e agora eu me comprometo a continuá-lo.




E é com um grande orgulho que eu faço uma postagem de homenagem a maior série de ficção científica já criada.

Então.... o que é Doctor Who?
Doctor Who é um seriado que estreou em 1963 pela BBC e contava a historia de um alienígena humanoide de nome desconhecido e sua netinha conhecida como Susan Foreman, se intitulando apenas como Doctor, o protagonista não era mais do que um velho excêntrico que havia fugido de seu planeta natal Gallifrey em uma TARDIS (Time And Relative Dimensions In Space), uma máquina do tempo com a forma de uma cabine telefônica da década de 60 capaz de cruzar não apenas o vórtice temporal como também viajar pelo espaço e aterrissar em qualquer ponto do universo, a TARDIS tem como principal característica ser enorme por dentro e ter o exato tamanho da cabine telefônica por fora. O Doctor nos é apresentado como um velho egoísta e covarde porém muito inteligente e inventivo.


Quando Willian Hartnell, o ator que interpretava o Doctor precisou abandonar o seriado, a ideia de que um substituto poderia manter a série em alta foi cogitada, sendo então adicionada a Regeneração como característica da raça do personagem (Time Lord), agora toda vez que seu corpo estivesse fraco demais ou sofresse algum ferimento grave, um hormônio era liberado, trocando e renovando cada célula do corpo, lhe dando uma nova aparência, personalidade e peculiaridades distintas.
Nós tivemos 13 atores interpretando o protagonista da série até então, cada um com sua maluquice e carisma totalmente únicos, como a habilidade para música do 2º Doctor, o Aikido Venusiano do 3º, o vício em balinhas de goma com formato de bebês do 4° e assim  por diante.

Com o passar dos anos, a popularidade do Doctor foi crescendo, tanto no universo do seriado quanto na vida real e o personagem foi passando a representar cada vez mais tudo aquilo que um verdadeiro super-herói poderia ser, com a diferença de que seu verdadeiro superpoder era sua inteligência e sua única arma uma chave-de-fenda-sônica, o Doctor foi ganhando cada vez mais conhecimento sobre o universo e suas infinitas raças, viajando e salvando vidas, derrotando adversários clássicos e novos e gradualmente convertendo-se em um protetor imbatível que, graças a sua TARDIS podia estar em todos os lugares.

Uma das características mais fortes, no entanto é o fato de quase sempre estar viajando com um humano (na maioria das vezes mulheres) para lhe auxiliar, tendo admitido seu grande apreço pela raça humana desde sua segunda encarnação o Doctor deposita em seus companheiros de viagem uma grande confiança.  

A série parou em 1989, continuando somente em poucos materiais alternativos, em 1998, a Fox quase obteve os direitos de Doctor Who, produzindo um filme para fazer um teste com o público.
Doctor Who: O Filme foi um fracasso e a 8ª regeneração do Doctor (Paul McGann) acabou sendo a mais breve de todas, mesmo que considerada a única coisa boa do filme.
Os direitos retornaram para a BBC e em 2005 a série voltou pra ficar, sendo chamada por alguns fãs de New Who, a historia havia dado alguns pulos para o futuro, deixando obscuro todos os feitos do 8° Doctor desde os acontecimentos do filme.

A 9ª encarnação (minha favorita) é interpretada por Christopher Eccleston) e para os antigos fãs, alguma coisa no mínimo diferente já podia ser notada, o Doctor estava estranho, mais do que o normal, mais escorregadio do que o normal, mais cheio de segredos e também apresentava uma personalidade explosiva as vezes, seja lá qual tenha sido o fim da 8ª regeneração, coisa boa com certeza não foi.

Não muito depois do episódio piloto, descobrimos que houve uma guerra entre os Time Lords e a mais terrível raça guerreira do universo, os Daleks (criaturas semelhantes a polvos, protegidas por uma enorme carapaça robótica), Daleks são criaturas cujo único propósito é conquistar e reinar absolutas, escravizando as raças mais jovens e EXTERMINANDO as mais evoluídas. O único jeito de parar a guerra foi mandando o seu planeta natal pelos ares, junto com os Daleks.
E então sabemos o que esperar da nova série.


Desde 2005, nós tivemos o 9°, 10°, 11° e agora o 12° (que na verdade não são bem isso, mas não vou entrar em detalhes, se quer entender ASSISTA) e cada um deles recebeu um destaque assombroso, muito maior do que as regenerações do seriado clássico (competindo até mesmo com o lendário 4° Doctor), Doctor Who agora tinha uma nova leva de fãs e também foi agradando muitos dos fãs antigos, a série tinha um fôlego renovado e estava pronta para surpreender de novo com roteiros ousados e as situações mais mirabolantes sendo explicadas de formas científicas.

O Doctor também acabou passando uma imagem muito mais solitária, mesmo tendo grandes acompanhantes o ajudando, consequentemente vários erros e sentimentos de culpa o assolaram desde a extinção de sua própria raça. Sendo ele agora O Time Lord e sua TARDIS modelo 40 sendo A TARDIS, pois são os únicos restantes no universo.

Até agora temos sete novas temporadas, e a oitava começa esse ano, estreando Peter Capaldi como o atual Doctor.


Por quê Doctor Who é tão especial?

Bom, existem inúmeras razões que tornam esse show tão importante para o seu público, o protagonista abrange 70% dessa importância e é na minha opinião um dos melhores personagens já inventados.
Imagine como seria poder viajar pelo espaço-tempo, conhecer outros mundos, raças e até mesmo personalidades históricas do nosso mundo. O ruído costumeiro da TARDIS pousando/decolando começa a soar tão familiar aos seus ouvidos (assim como o ruído da Chave-Sônica) que você acaba sorrindo toda vez que o ouve, sabendo que o Doctor está chegando para resolver qualquer problema, seja lá qual for.

Mas nem tudo são flores na série, aliais nas primeiras 5 temporadas flores serão o de menos na historia, uma das principais coisas que eu aprendi sobre o Doctor é que ele não é perfeito e por mais cruel que isso soe, ele faz seu caminho sobre uma ponte de sacrifícios, seja de pessoas que deram suas vidas para que ele continuasse ou seja de pessoas que morreram por causa dele, sempre haverão vítimas, e o máximo que o personagem pode fazer é aceitar este fato e seguir em frente, pois não importa quantos ele perca, as coisas sempre seriam piores se ele não estivesse por perto.
Isso me fez pensar muito a respeito de solidão, dever e felicidade, são coisas que as vezes estão separadas mas sempre teremos respingos de uma interferindo na outra.

Os episódios de Doctor Who sempre são imprevisíveis, mesmo com uma prévia, você nunca sabe ao todo o que te espera, pode ser um episódio na idade média, no futuro, em
outro planeta, envolvendo espíritos, lendas urbanas, monstros mitológicos e na maioria das vezes os dois clássicos inimigos do Doctor, Daleks e Cybermans, plot twists são extremamente comuns e muitas vezes um episódio pode se mostrar mediano e de repente salvar o seu dia monótono em apenas cinco minutos finais ou até mesmo um episodio mais frenético te deixar pensando por horas em alguma cena em específico.

Recentemente o seriado completou 50 anos e ja está a um bom tempo no Guinness Book como a mais longa série de ficção científica do mundo.
Podemos contar sempre com alguns episódios especiais também que são um pouco mais longos que o normal e apresentam mudanças muito significativas para a história, e também temos um especial de natal todo ano, onde geralmente o Doctor acaba regenerando (o que faz com que o personagem adore e odeie o natal com a mesma intensidade).
Um final para o show nunca foi pensado e aparentemente podemos ter até mesmo mais 50 anos de Doctor Who pela frente, nossos netos poderão estar acompanhando o Doctor e seus ajudantes pelo espaço-tempo enquanto você reclama que no seu tempo as regenerações eram melhores. ^^



Então, se você ja assiste Doctor Who,  provavelmente não achou nenhuma novidade no post, mas pudera, não há novidade pra quem acompanha, eu apenas apresentei o seriado aqui, quero ver se apresento Doctor Who pra alguém, e também tem o lance de isso aqui ser uma homenagem, é o agrado que eu faço a série que tanto gosto.

E pra finalizar a postagem, deixo o vídeo que fiz pro meu canal no YouTube eu ja tinha postado ele antes, mas não vejo problemas em fazer de novo, não é o meu melhor desenho, mas é o meu vídeo mais assistido, agradeço aos Whovians que viram e gostaram.



Abraço a todos vocês...e não pisque... PISQUE E VOCÊ ESTÁ MORTO!

























27 de dez. de 2013

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Olá meus caros! Como vão todos? Eu espero que bem, hoje é dia de falar sobre o segundo filme da trilogia O Hobbit, pra quem ainda vai ver não precisa se preocupar, eu deixarei avisos evidentes de spoiler quando for fazer um, mas é aconselhável que esteja pelo menos por dentro da história do livro.

Peter Jackson já se mostrou ser o melhor diretor que os filmes inspirados no trabalho do Tolkien poderiam ter, ele não se contenta  em apenas reproduzir o que as páginas do livro descrevem, muito menos estragar tudo fazendo só o que seu ponto de vista diz que vai ser bom, nosso caro diretor sabe recontar as histórias ao seu próprio modo sem tirar o contexto nem a proposta original, elevando tudo a um novo patamar do entretenimento cinematográfico.

A historia é a continuação direta do primeiro filme(duh) e se foca na dificil jornada de um acomodado hobbit chamado Bilbo Bolseiro que é convencido a partir em direção a uma montanha gigante para ajudar um bando de anões a recuperar seu magnífico tesouro roubado pelo último dragão da Terra Média.

Que orgulho, consegui resumir tudo em três linhas ^ ^

A questão, já citada aqui na minha postagem sobre o primeiro filme é sobre como um livro tão simples e rápido rende uma nova trilogia de quase três horas cada filme.

Claro que muita coisa precisa ser inventada, muitas cenas precisam ser estendidas e outras, talvez de menor relevância, reduzidas.


Aqui, começamos com a introdução ao personagem Beorn, o troca-peles que oferece abrigo aos anões, ao mago e ao hobbit, Beorn curiosamente teve uma participação curta, eu poderia dizer que sua participação consegue ser menor do que a do livro, o que não é um problema, o personagem é interessante nas duas mídias, mas acho que ele ficou grandioso demais no filme para ser resumido a uma simples ferramenta de roteiro, por sorte, vamos ter a chance de vê-lo em combate no terceiro filme, e isso provavelmente vai valer muito a pena.

Meu próximo destaque agora é para a floresta sombria, e o que me fez perceber a liberdade que a equipe de design do filme está tendo, na trilogia do anel esta floresta provavelmente seria retratada da forma mais realista possível, muito semelhante a uma floresta comum, apenas com o fato de que seria muito densa e obviamente escura, mas não em O Hobbit! O lance que mais me agrada nestes novos filmes é que eles não são carimbados com aquele ar de "O SENHOR DOS ANÉIS". Na verdade muitas vezes pensamos estar assistindo a uma magistral partida de D&D convertida em filme, tudo está cheio de variedade, sem uma arquitetura padronizada, o lado caricato e exagerado da Terra Média é trazido a tona, o resultado é uma floresta sombria retorcida, uma Cidade do Lago parecendo uma versão gótica de Veneza e o melhor dragão já visto no cinema.




É claro que tem gente que não gostou do filme, ainda mais depois da ridícula cena que o pessoal do Nerdcast fez ao ficar um programa INTEIRO de mimimi por conta de seus gostos pessoais terem sido frustrados, e muita gente foi nessa onda de odiar o trabalho só porque é diferente do livro.

Bom, eu também digo que ele é diferente do livro, e mais, digo que é MELHOR do que o livro. Claro que é opinião minha e isso não implica nada.
Mas pense por um instante, por quê você se obrigaria a gostar mais de alguma coisa so porque ela veio antes e é cult? A historia do livro está lá, contada de forma clara e é exatamente igual, a diferença são as sub-tramas e as cenas de ação, ou vai me dizer que os anões deveriam chegar até a montanha apenas contando com a sorte, assim como foi no livro?

Existem duas críticas negativas que tenho a fazer no entanto.
A primeira é sobre o uso da CGI. O primeiro filme parece ter efeitos melhores do que este, mas não entenda errado, como um todo ele é fantástico, algo do nível de AVATAR, mas quando você presta atenção nos detalhes eles parecem irreais demais, assim como os orcs, que ficariam mais legais se fossem feitos com atores e maquiagem, como na trilogia do anel, o Smaug pode te deixar de boca aberta por todo o tempo em que ficar em cena, tudo no dragão está muito bem-feito, mas suas escamas ficaram tão sutis que as vezes ele parece que não as tem.

A segunda é SPOILER, mas não é nada crucial, então pode ir ver o filme, ele já está recomendadíssimo.

Existe um romance entre o anão mais novo do grupo Kíli e uma elfa chamada Tauriel, esta personagem foi inventada para o filme e eu não tenho reclamações quanto a ela, o problema disso tudo é exatamente o romance.
Eu não vou dizer coisas estúpidas do tipo "anões e elfos não devem ficar juntos", "isso não tem no livro, por tanto é uma merda", "romance é desnecessário". O que eu quero dizer é que o romance precisa repercutir em algo, é claro que ainda é cedo para dizer isso pois temos mais um filme pela frente, só que tudo indica que esta historia está lá só pra dar um sentido para o Kili ser relevante, o que me frustra, pois muitas outras desculpas poderiam ser inventadas. A questão é que não tem graça ver um amor inusitado surgir em um filme só para mudar conceitos de nerds grotescos.
Se Peter Jackson fez isso só porque achou que ficaria legal, foi uma bola fora.
                                            ACABARAM OS SPOILERS 




Então é isso, já faz um bom tempo que estou com esse post parado aqui, mas o importante é que finalmente terminei ele. Estou pensando em fazer um mega-post sobre Doctor Who, contando um pouco da historia e falando sobre o grande e misterioso alienígena que protagoniza a série, mas ele só virá ano que vem.


















25 de dez. de 2013

Especial de Natal do Guardião!

Olá amados leitores! Hoje é Natal, aquele dia vermelho e verde  onde fingimos estar bem com todo mundo e comemos dezesseis vezes mais do que de costume.

Hoje também é dia de falar bobagens, então.... a minha postagem sobre O Hobbit: A Desolação de Smaug vai ter que esperar um pouco mais.
Quem sabe dia 26... quem sabe.

Pois bem, o que eu poderia escrever de interessante o suficiente aqui para segurar sua atenção até o fim da postagem?

Hmmm.... >.< desgraça...  isso é difícil.
Vamos falar de algo sombrio sobre o Natal então, eu sou bom nessas coisas e somando ao fato de que acho essa data uma droga exatamente por não ter neve aqui e nem gente que sabe fingir se importar direito, acho que posso fazer um post bem bacana.

Senhoras e senhores... eu lhes apresento (ou não) ao Krampus!


 AHAAAAAA por essa você não esperava!

Você aí, criança rebelde, vivendo sua vida no limite e mostrando o dedo do meio para adultos moralistas (bom trabalho), saiba que a turminha do Noel está de olho em você! E não falo de Elfos baixinhos e nem de renas mágicas escravizadas, eu me refiro a esta notável criatura que se encaixa perfeitamente bem na descrição de um demônio da era pré-cristã. Krampus são contratados de São Nicolau e fazem exatamente o oposto dele nas vésperas do natal.

Então, você realmente acha que não ganhar presentes de graça é o maior castigo que uma criança levada pode receber? Bom, nos padrões da sociedade moderna pode ser que sim, mas aqui estamos falando de países como Noruega e Alemanha de antigamente.

Tecnicamente, a alguns séculos atrás, uma pessoa só podia ser boa ou má, e isso valia também para os pimpolhos, logo, usar um monstro para representar um castigo era a coisa mais normal do mundo, então as crianças REALMENTE faziam de tudo para não receber a visitinha de um Krampus durante a madrugada e evitar a traumatizante experiencia de ir averiguar quem estava comendo os biscoitinhos da mamãe na calada da noite e dar de cara com um capeta coberto de pelos e cheio de correntes e sinos.

 
FELIZ NATAL BITCHES! Existem muitos deles, quem precisa de renas?

São Nicolau, por sua vez era um santo que se vestia como um bispo e ajudava crianças, dando-lhes presentes e acolhendo necessitados, mais tarde, graças a Coca-Cola aquela imagem do velho de barba branca vestindo vermelho acabou tomando o lugar do original e assim surgiu o Papai Noel, ou Santa Claus em alguns países, foi nesse momento que o natal ganhou um ícone que agora representava não apenas a Russia, Grécia e Noruega como também todo o mundo, Papai Noel é um dos personagens da cultura popular mais conhecidos que existem, e é claro que tanta popularidade assim não poderia ser possível se algumas alterações não fossem feitas.
Trenó, renas voadoras, elfos ajudantes e Polo-Norte são as características indiscutíveis do senhos Noel, que agora apenas deixava as crianças levadas no vácuo ao invés de contar com a ajuda de um Krampus.

Em alguns países europeus a lenda do Krampus é bem viva e ainda faz parte do natal, alguns jovens tem o costume de se fantasiarem destes monstros na véspera e saírem metendo medo em todo mundo, o que torna esta época um pouco mais radical para crianças e mães.

No geral, esta parte do folclore vindo dos Alpes foi banida exatamente por conta de parecer pesada demais para se usar já na década de 50, quando grupos como Christian Social Party fizeram uma propaganda negativa da criatura, na tentativa de deixá-la de fora das datas natalinas.

No final das contas eu percebo que o natal nem sempre foi uma festa tão cheia de fofices e biscoitos de gengibre como é hoje, mesmo sabendo que Jesus Cristo nem sequer nasceu no dia 25 de dezembro e que a data foi roubada, pois pertencia a outra festa religiosa.

Então é isso pessoal, não é um post grande, muito menos "especial", eu so queria fazer alguma coisa neste natal, mostrar que ainda estou aqui e me preparar para a postagem de ano novo, veja isto aqui com um "bônus".  ^^

Desejo um feliz natal a todos!




24 de nov. de 2013

O Mundo Do Autor Pt.6



Como vão meus caros? Espero que bem, essa postagem talvez seja grandinha (TALVEZ), e serve exatamente para postar minhas ultimas atividades relacionadas ao meu progresso como desenhista.

Eu fiquei uma quantidade considerável de tempo sem escrever o mundo do autor, talvez uma atualização ou outra poderia ter sido feita, mas no final das contas está tudo aqui... e agora.

Começando etão que eu fui no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ) e conheci muitos artistas fantásticos, alguns autores de webcomix, outros de mídia física e recebi diversas críticas construtivas sobre meus trabalhos, para a minha felicidade, o TRICK teve uma quantidade razoavelmente alta de elogios, e foi em BH que eu tive a ideia de alterar o nome para Black Dog, essa é a nova capa:


A outra novidade a respeito do meu mangá é que agora ele se tornou um webmangá, e pode ser lido no Calaméo, eu cheguei a conclusão de que preciso conseguir a atenção de um público antes de tentar vender o meu trabalho, então cliquem aqui e leiam a historia até agora. É sério... LEIAM. Isso deu trabalho e quero que a maior quantidade de pessoas possíveis conheçam, e me digam o que acharam.

Quanto ao blog, eu decidi transformar o nome O Guardião das Páginas em uma marca minha, começando com essa página do Facebook : Guardian of Bitches. Deem uma curtida.... por mim ^^. Lá também vai ser o local principal onde o Black Dog terá seus links de leitura postados.

Envolvendo ainda a página do face, o Guardião também é um canal no Youtube. Um canal de desenho! Mais precisamente um canal de speed draw.


Eu sou um mega fã de Doctor Who, na verdade eu troco muitas coias por um episódio inédito de Doctor Who... e eu perdi a estréia do Day of the Doctor... :( sabe, eu vou acertar minha testa contra a parede, e não sei quando vou parar.


Então... eu estou melhor! Com um pouco de náuseas e uma dor-de-cabeça forte m-... sangue... (limpa com um pano)... mas eu me sinto realmente melhor, o próximo vídeo é de Devil May Cry (o clássico e o novo), não sei se você aí tem paciência de ver estes 3 vídeos que vou postar, mas garanto que o próximo é o mais legal deles!



Miniatura

Sim, isso é uma foto, você não clicou antes de ler aqui ne?
O Blogger tem alguns problemas com vídeos recentes e tals, então vou ter que colocar o link do vídeo pra ver no Youtube mesmo. AKIRA <------------------clica br="">

E por fim, mas não menos importante, Tale of the Grim Reaper... eu não sei se já falei como foi o trabalho com a segunda tentativa de fazer esse projeto meu e do roteirista Carlos, mas tudo foi ó... uma merda... não, brincadeira, na verdade temos um mangá em japonês que precisa ser refeito de novo, mas quem já leu alguns mundo do autor anteriores sabe que isso faz parte do meu padrão de desenvolvimento. Pelo menos posso saber que essa será melhor do que a anterior assim como a anterior era melhor do que a primeira versão. E quando estiver pronta... adivinhem só.... Shonen Jump de novo! Mesmo que a nossa amiga tenha desistido de encarar o editor por nós. Mas acho que dessa vez vamos entrar no torneio, como todo bom mangaká ¬ ¬ ....

Então, acho que é isso, no final das contas ate que foi curta a postagem, eu estou empolgado com as novas investidas, esperançoso com o futuro e ardendo em chamas infernais por ter perdido a estreia do especial de 50 anos.

Até a próxima meus caros.




26 de out. de 2013

Top 5 - Mídias Populares Supervalorizadas

Hoje é dia de Top! Então preparem-se para ficarem putos comigo e para ver sua série/livro/game favorito aqui e espumar de raiva :D

Mas antes de começar, o que é supervalorização?
É quando alguma coisa ou até mesmo alguém é posto em um pedestal de valorização, recebendo uma aclamação muito maior do que de fato deveria receber por conta de estar na moda ou por ter adquirido alguma fama de "intocável".

Então vamos a lista, lembrando que não é porque eu considero algumas coisas aqui supervalorizadas isso signifique que eu não goste delas.

                                                                      5° Lugar:
Pokémons são adoráveis, todo mundo sabe disso, principalmente aquele nerd que coleciona fitas desde o Game Boy clássico e um dia vai mostrar com muito orgulho para o seu pimpolho como a série não mudou em praticamente nada desde 1996. Mas e os outros? Já percebeu que o que resta é o público que apenas defende Pokémon cegamente só porque se simpatiza com essas criaturinhas ou o resto do pessoal que se pergunta frequentemente: Por que essa porra não inova?
É óbvio que a resposta é simples, assim como o 3° lugar dessa lista, Pokémon é uma fonte inesgotável de dinheiro, é potencialmente ilimitada até, a Nintendo consegue se sustentar com mais do mesmo desde que foi criada (eu admiro muito isso, ao mesmo tempo detesto, mas também já me diverti muito com os clássicos então não posso dizer que a Nintendo é uma vadia), a base de fãs de Pokémon é muito vasta, e por mais que a franquia esteja desgastada, vamos ter colecionadores e supervalorizadores enriquecendo os cofres da Nintendo e da Game Freak porque "Pokémon é sagrado". 


                                                                    4° Lugar
Ok ok, eu sei que é comum hoje em dia todo mundo descer a lenha em RE, mas uma das coisas que eu mais vejo também são comentários do tipo "a Capcom devia voltar a fazer RE como antigamente, aquilo sim era jogo de terror".
Ah sério.... isso não é nenhuma brincadeira por parte dos velhos fãs? Quando Resident Evil saiu, ele era um divisor de águas no gênero do terror em jogos, ele tinha gráficos, trilha sonora e terror muito acima do esperado, quando saiu Silent Hill um novo padrão de terror surgiu e não importa o quanto alguém goste mais de RE do que de SH, este segundo sempre vai dar mais medo. Mas a questão é que muitas coisas boas foram sendo aproveitadas em Resident, todo mundo adora o 1, 2 e 3, mesmo que eles só deem alguns sustos hoje em dia. Mas diferente do terror nos cinemas, nos jogos o processo de qualidade parece inverso, enquanto Hollywood sofre com filmes de horror que mais parecem blockbusters, temos games cada vez mais realistas e perturbadores saindo. Agora me responda, como tornar Resident Evil um game de terror em 3ª pessoa de novo vai fazer dele algo melhor do que Outlast? O único motivo pelo qual MUITAS pessoas jogariam é porque... porque é Resident Evil... é por causa do nome da franquia, que já devia ter acabado à muito tempo com o 4° título, mas esse nome (ou Biohazard) sempre será supervalorizado, por exemplo, veja o sucesso que os filmes ridículos conquistaram.

                                  
                                                                           3° Lugar
No Japão, a meritocracia é levada muito a sério, o que faz de Masami Kurumada um monstro.
É curioso o fato de que ele zerou a vida apenas por criar CDZ, seus desenhos são feios e suas historias são entupidas de valores morais, praticamente nenhum mangá do Kurumada foi um estouro, mas só o fato de ele render milhões a Shonen Jump todo ano com a revenda de Cavaleiros faz dele um dos mangakás mais importantes de todos os tempos, não importa o quanto o mercado esteja saturado de produtos do Seiya e sua turma, sempre tem lugar para mais, e mais e mais e mais e mais and over and over and over again.
E sabe porque isso acontece? É uma mistura de certos detalhes que indiretamente tornam as coisas a favor dessa franquia. Uma delas é o apelo de colecionador, sim aquela vontade que você tem de estar mais próximo da obra que você tanto admira, e olha só... tem uma caralhada de cavaleiros diferentes representando constelações diferentes com armaduras diferentes, cor de cabelo diferentes e muitos com condutas diferentes, todo mundo tem o seu preferido e aposta alto nele. Assim como Pokémon, CDZ é potencialmente ilimitado e pode viver para sempre com a certeza de que seus fãs ou simpatizantes vão consumir mais do mesmo sem se importar com isso pois o fato de ser uma franquia antiga automaticamente a torna melhor do que todas as porcarias que lançam hoje em dia.  


                                                                        2° Lugar
HA! Eu acho que to pedindo pra ser apedrejado!
O que o Tolkien e o Lovecraft tem em comum?
Ambos criaram livros de sucesso que são mais divertidos de serem debatidos do que lidos.
Se não fosse pelos filmes do Peter Jackson, a saga do anel seria apenas uma série de livros muito famosa, mas agora ela é uma franquia arrasadora que nunca vai sair de nossos corações e almas, passando por gerações e inspirando novos autores que poderão, com muito esforço tentar chegar aos pés de J.R.R. Tolkien.
O problema disso é que O Senhor dos Anéis é um exemplo de como você não deve escrever um livro hoje em dia. Eu diria que 4/10 de toda a população que leu essa saga fez isso porque constava em seu currículo nerd, e não porque realmente acharam que seria uma experiencia que valeria o esforço. 
O primeiro livro da saga saiu em 1954, e naquela época era comum os livros serem extremamente cultos e enjoativos, curiosamente com pouca informação sobre o que realmente interessa.
A Terra Média é uma das invenções literárias mais grandiosas que eu conheço, Tolkien criou muitas coisas que enriquecem esse mundo como pucos que eu poderia imaginar, mas além disso... o que é que tem em LotR que o torna tão único entre os demais livros? Seria o fato de ter ganhado 3 filmes de puro sucesso? Acho que não né... bobagem... todos sabemos que uma simples historia do bem vencendo o mal é o que torna essa saga tão épica!


                                                                        1° Lugar

E enfim chegamos ao primeiro colocado deste top!
Dragon Ball Z era o meu desenho preferido quando eu era criança e eu cresci tendo ele como uma das coisas mais legais que eu já vi na TV.
Mas então eu percebi, que DBZ é a mídia mais supervalorizada de todos os tempos e independente de eu considerá-lo ou não uma desenho ruim (o que não é o assunto do post) é assustador o amor exagerado que muitos dedicam a ele.
Certo, começando com o fato de que Akira Toriyama sempre gostou de escrever historias com humor e fantasia, DBZ não fazia parte de seus planos inicialmente, tanto que era impossível deduzir que Goku era um alienígena na série clássica, simplesmente porque ele não era, não precisava de uma explicação pra sua cauda ou para as transformações em Oozaru, mas então veio o sucesso, e Toriyama decidiu exagerar tudo.
Mas a verdade é que DBZ ainda é cômico em vários aspectos e as vezes se parece com uma paródia, cheia de explicações que não fazem sentido nem mesmo na trama e clichês internos.
O problema disso é que os fãs (TODOS!) levam DBZ a sério, totalmente a sério, acham de fato que Goku é o melhor protagonista que um anime ja teve, mesmo que ele não faça nada além de lutar e seja burro como uma porta, comparam os personagens da série com os de outros desenhos e dizem que estes são melhores por serem mais fortes e não admitem que alguém não goste de DBZ, dizendo que é um anime de macho.
Eu penso que uma parcela dos fãs dessa série fazem parecer que os amantes de Dragon Ball são trogloditas sem educação, detalhe que não me incomodaria nem um pouco se eu não tivesse que lidar com posts estúpidos no Facebook sobre como Dragon Ball Z é o melhor e ponto final.
E por essas e outras, eu o considero a mídia popular mais supervalorizada da atualidade.


Caso você discorde de alguma colocação (ou de todas) ou concorde, deixe um comentário, como sempre, comentários ofensivos ou sem base de argumento serão apagados.    







                        





3 de out. de 2013

O Mundo Perdido (1998) - Encontrar o Platô é Mais Fácil do que o Filme

Olá vocês, tudo bem? Esses dias me lembrei que quando era criança eu costumava alugar um VHS com uma certa frequência, tratava-se de um filme B chamado Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World, ou apenas conhecido como O Mundo Perdido.



Quem assistiu a série homônima que passava na Record pode estar se perguntando se não falo da mesma obra (principalmente porquê ambos tem o mesmo professor Summerlee). Mas eu realmente me refiro a um dos vários filmes que o livro do Conan Doyle recebeu.
Eu poderia falar de muitas outras coisas mais famosas relacionadas ao Mundo Perdido, mas quero ressaltar que esse filme tem um valor muito grande pra mim, ele tem péssimos efeitos especiais, atuações simplórias e uma história que parece faltar alguma coisa, mas mesmo assim eu gosto demais dele, era um dos meus filmes de dinossauros preferidos, talvez por ter um ar mais sinistro que os outros do gênero.

Vamos ao roteiro:
Maple White era um cientista (eu acho) que depois de meses de viagens e pesquisas duras finalmente descobriu a localização de um planalto que fica nas geladas terras mongóis, a muralha natural do lugar de dificílimo acesso foi explorada pelo homem e seu companheiro nativo, e, não tardando muito Maple encontrou o que parecia ser um ovo de Pterodáctilo, mas durante sua comemoração enquanto ouvia música clássica no gramofone e ignorava seu amigo temeroso um bando de morcegos pré-históricos acordaram e os atacaram, Maple caiu do planalto e sobreviveu por algum tempo depois, mas só o suficiente  para ter uma última conversa com seu amigo George Edward Challenger, e despertar-lhe uma obsessão pelo lendário elo perdido.
Challenger então retorna para a Inglaterra e mesmo se tornando alvo de chacota insiste na existência do planalto e de seus habitantes preservados no tempo, durante uma conferência ele termina propondo uma expedição até a Mongólia novamente, nesta expedição estão presentes o caçador John Roxton, o jornalista Edward Malone, o antropologo Arthur Summerlee e a filha de Maple, Amanda White.

Todo o começo do filme segue com uma boa fidelidade ao livro original, os personagens e seus motivos são os mesmos, a primeira personagem inventada na expedição é Amanda, assim como a Marguerite Krux do seriado, elas existem apenas nessas mídias e não existe nenhuma menção sobre ambas no livro (o que poderia fazer alguma diferença, já que o livro é chato pra cacete). A segunda acompanhante do grupo que foi inventada pra história é a Djena, uma garota mongol que mais tarde acaba virando a paquera de Malone, diferente da Veronica do seriado, Djena é bem inútil e só serve pra ser atacada e desmaiar logo depois, mas isso não a torna uma personagem irritante, ela só não é uma loira selvagem que anda semi-nua e senta porrada nos dinos.
Mas por quê eu estou comparando o filme com a série de 1999?  
Porque ele serviu de inspiração pra mesma, até mesmo o nome do Conan Doyle no título, mas a questão é que esse filme só passou na TV e depois foi publicado em VHS, ele não tem nem 1/30 da fama que o seriado que veio depois dele ganhou, o que o faz uma raridade.

Depois que os personagens chegam na Mongólia, as coisas começam a seguir seu rumo próprio para o filme, começando que, essa é a única adaptação do livro em que o platô não fica no Brasil escondido na Floresta Amazônica.
Os habitantes da região são Neandertais, uma tribo de humanoides extremamente agressiva e que cultuam um bizarro Tiranossauro que tem ponto de caça próximo ao local onde o balão da expedição cai, aqui não tem nenhum homem-macaco, muito menos índios vivendo no planalto.

A trama do filme segue bem interessante até a metade, depois disso começa a ficar meio sem foco, a falta de dinossauros também acaba se tornando um problema e o lugar perigoso em que o grupo se encontra passa a não parecer tão ameaçador, até o final a trama já não lembra mais em nada a historia original, isso não é um problema, eu mesmo gosto bem mais do desfecho deste filme do que do livro, mas não da pra evitar a sensação de vazio e que o filme poderia oferecer muito mais.

Quanto a trilha sonora, o filme tem uma quantidade pequena de músicas, porém o tema principal dele é ótimo, pena que eu não encontrei a intro em nenhum lugar (nem procurando pelo nome do  compositor).

Os efeitos são realmente precários, o uso de computação gráfica foi um tanto quanto mal utilizado, principalmente porque nessa época era uma técnica ainda em desenvolvimento. O resultado disso é que temos algumas misturas de dinossauros animatrônicos muito simples que de um corte de cena pro outro se tornam feitos de CGI com modelos muito diferentes, alguns detalhes de design são estranhos também, como os braços grandes de Dromeossauro do T-Rex ou os espinhos na cauda do Brontossauro.

Por fim, a versão de 1998 de The Lost World deve ser a mais odiada pelos fãs do trabalho do Conan Doyle, mas por alguns motivos pessoais acabou se tornando um dos meus filmes favoritos de dinossauros, eu não sei se gostaria dele se o visse pela primeira vez recentemente, mas uma coisa é certa, ele consegue manter um clima bem interessante, mesmo nas partes que poderiam ser melhores. Essa postagem é quase um favor que faço a mim mesmo por guardar aqui as minhas informações sobre essa pérola meio rara. A versão menos conhecida no entanto, acredito que seja a de 1992, essa nem mesmo o Google acha muita coisa (o que me deixou com muita vontade de assistir).

Por fim deixo um trailer meio cafona, mas que foi o único  que consegui abrir no blog, até a próxima!