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23 de jul. de 2012

Slender...


Slender Man ou "Homem Esguio" para leigos, é uma creepypasta criada no fórum americano http://www.somethingawful.com/ em um concurso de photoshop chamado "paranormal creatures" e se trata de uma criatura descrita como um tipo de humanoide alto e magro que usa um terno negro e possui um rosto sem feições. De acordo com a lenda, ele pode esticar seus membros a distâncias inumanas e possui vários "tentáculos" negros que saem de suas costas que servem para paralisar e hipnotizar suas vítimas.
De acordo com as lendas, Slender Man gosta de capturar crianças ou pessoas que exercem grande fascínio sobre sua figura. A ideia do concurso era alterar uma foto de aparência normal com manipulação digital, tornando-a bizarra e/ou assustadora. Uma lenda foi criada dizendo que crianças que estavam presentes na foto em que o Slender Man aparecia no fundo desapareceram misteriosamente.
Como toda boa lenda urbana, não tardou a ocorrerem boatos de avistamentos na vida real, muitos deles descrevendo Slender em lugares com neblinas densas ou florestas de grandes extensões.
Aparentemente, a lenda ficou muito mais famosa do que esperado, pois logo logo começou a surgir várias diversificações da lenda, fanarts, jogos e até mesmo mockumentaries no youtube retratando a figura estranha. Tenho que admitir que eu mesmo possuo um estranho fascínio sobre a criatura e sempre achei que ela daria um bom filme de terror. 
Enfim, agora vou falar um pouco da minha web-series favorita que se chama Marble Hornets, que conta a história de Jay, um estudante de cinema que possui um amigo chamado Alex que estava trabalhando em seu primeiro longa metragem. Alex some depois de um tempo e Jay decidi visitar seu amigo em resposta do súbito sumiço dele. Alex responde vagamente e entrega todas as suas fitas de seu projeto intitulado Marble Hornets para Jay, dizendo que nunca mais quer ver aquilo novamente. Jay então, decidi analizar as fitas sem fazer ideia no que iria se meter. Lógico que ela é sobre o Slender. Os vídeos são postados no canal do youtube gradativamente, e nunca foi mencionado que era fake. Isso pra mim é o charme da série. Vou postar aqui o primeiro entry pra quem quiser ver, mas vou avisando que não tem legenda e é preciso entender inglês perfeitamente para entender. Esse é só uma introdução, a história começa de verdade no Entry #1, todos os vídeos pode ser localizados no canal oficial da série.


A série já possui mais de 60 vídeo e não tenho idéia de quando vai acabar, alguns são bem curtos e outros já são mais longuinhos, podendo atingir até 10:00 min ou mais. Também foi lançando um joguinho chamado Slender em que é possível fazer o download de graça no baixaiki http://www.baixaki.com.br/download/slender.htm

Eu  tenho que admitir que existem várias creepypastas idiotas (acho eu por culpa da modinha que isso se tornou) mas tem algumas que como a de Slender Man, que são realmente interessantes de se pesquisar. Talvez eu até faça outro post sobre isso. Enfim espero que o post tenha ficado bom.




20 de jul. de 2012

O Rock é do Diabo? Sem Problemas, se o Derrotarmos Podemos Pegá-lo só pra Gente

Olá a todos, espero que estejam muito bem, dia 23/07 (segunda feira) finalmente ficarei sabendo o que a Shonen Jump achou do mangá que eu estive desenhando estes meses, (e que meses demorados, diga-se de passagem) se tudo der certo, eu e meu chapa Carlos vamos ter nosso primeiro trabalho publicado no Japão, mas mesmo que eles não gostem, eu prometo que semana que vem farei uma postagem falando sobre nosso projeto Tale of the Grim Reaper e postarei algumas imagens da nova versão feita por mim.

O post de hoje é sobre um velho filme de comédia do qual todo bom rockeiro (ou não) já deve ter visto e provavelmente dado muita risada.


                   TENACIOUS D: THE PICK OF DESTINY / UMA DUPLA INFERNAL






OK, acho que muitos ja assistiram algum filme que tivesse o Jack Black no elenco, ele é um ator bem carismático, com uma voz bem bacana (o dublador brasileiro dele também é ótimo) da qual emprestou para "Po" o panda de Kung Fu Panda.

Jack também é o vocalista-guitarrista/violonista de sua banda Tenacious D, que tem como único membro oficial (além dele mesmo, é claro) seu grande amigo Kyle Gass (vocalista-guitarrista/violonista... WTF), sendo que todo o resto da banda é contratado.
Em 2006, o filme da banda entrou em cartaz nos cinemas americanos e provavelmente foi lançado diretamente em DVD aqui no Brasil.
Antes de mais nada, é bom ressaltar que parte da trama mostrada no filme (de preferencia o que é mais facil de se acreditar) é baseada de fato na história real da banda.

Jack é um garoto gordo e porra-louca que vive deslocadamente com sua família religiosa, o que significa que seu gosto por Rock'n Roll é visto com maus olhos.
A trama começa com Jack cantando um som completamente sujo e obsceno para seus pais e seu irmão na hora do jantar, resultando em um castigo clássico dos pais americanos (sem telefone, sem TV, sem Posters de bandas etc.), Durante uma oração para o Poster do mítico Ronnie James Dio (curiosamente o único que sobrou), Jack vê a imagem de seu ídolo se mover e lhe revelar uma grande profecia. Completamente inspirado e cheio de coragem, o garoto foge de sua casa e parte em uma jornada em busca de alguém que o ensine o verdadeiro Rock'n Roll.
Alguns anos mais tarde (não me pergunte como), Jack, agora um adulto chega em Hollywood e durante uma passeata acaba se esbarrando com Kyle Gass, que trabalha de músico de rua para conseguir alguns trocados. Jack fica impressionado com a performance do homem com o violão e começa a acompanhá-lo.
Conversa vai, conversa vem, os dois acabam descobrindo que tem uma marca de nascença semelhante, só que em nádegas diferentes, e ao juntá-las (sim isso mesmo) as marcas (que se parece com uma tatuagem) formam a palavra Tenacious D, então os dois acreditam que devem criar uma banda com esse nome e decidem tentar se tornar músicos famosos, mesmo que não tenham praticamente talento nenhum.
Vendo algumas revistas antigas, Jack percebe que todos os grandes Rockeiros que conseguiram entrar para o Hall da Fama usavam a mesma palheta, o que gera uma grande dúvida- seria possível que o Rock'n Roll apenas surtiu efeito por causa de um objeto mistico usado por certos "gênios" da historia da música?-
Jack e Kyle vão descobrir.

Cogumelos!!...


Não é o segredo do Rock, mas com certeza é a fórmula do filme. Nada parece ter sentido, a realidade e a ficção se misturam de forma tão descarada e cínica que é impossível não se deixar levar pela receita repleta de "orégano" do longa. Os dois protagonistas conseguem ser extremamente carismáticos, e como eles são amigos na vida real também a sincronia entre os dois fica muito bem interpretada ao longo da história.
É curioso ver que, mesmo que Jack Black e Kyle Gass sejam mostrados como músicos ruins, a trilha sonora do filme é simplesmente demais, claro que toda feita pela "dupla infernal".
No final das contas, Tenacious D: The Pick of Destiny é um filme que não passa uma lição de moral nem boa nem má, sendo classificado apenas como besteirol, pois até mesmo os pontos que deveriam ser fortes acabam resultando em palhaçada depois. Por isso eu o recomendo para quem quer apenas dar boas risadas, ouvir boas músicas e ver o grande Ronnie James Dio demonstrando todo seu poder vocal em uma cena memorável... R.I.P Dio.


Para terminar o post, deixo aqui a música Kickapoo que praticamente abre o filme e conta com a já mencionada cena de Dio, até a próxima.


       

16 de jul. de 2012

Água, Terra, Fogo, Ar... Desprezo?

Olá meus caros errantes (ou não) leitores, hoje me deu vontade de falar de um desenho (Anime, tanto faz), que passou há alguns anos na globo e também já foi um trunfo para a Nickelodeon na TV a cabo. E é claro que estou falando de Avatar: Alenda de Aang/The Last Airbander.

Uma das coisas que mais me irritam na internet é ficar lendo comentários escrotos de pessoas se lamentando  que os desenhos de hoje não são mais tão bons quanto antigamente, isso faz com que esta postagem não seja exatamente sobre Avatar, ela pode servir para falar de modo geral sobre como desenhos bons ainda circulam por aí e a maioria não faz a menor ideia que existam ou simplesmente detona.

Os desenhos de hoje estão em decadência, isso é fato, mas esta é uma verdade que abrange apenas o mundo dos cartoons, pois tanto séries animadas quanto longa metragens com Super-Heróis e afins sempre pipocam por aí, o problema é que o nosso público perde mais tempo reclamando sobre o que já passou que não consegue nem mesmo olhar para o que seria interessante passar.

Avatar: The Last Airbander é uma das melhores animações que existem, e esta afirmação apesar de parecer exagerada da minha parte é a melhor que consigo encontrar para esta série. Juntemos alguns fatos importantes que contribuem para isso:

*Personagens diferenciados, tanto no caráter quanto na aparência e filosofia de vida;
*Uma trama simples mas envolvente, que não se prende a um motivo tolo e batido, não tenta popularizar estilos diferenciados, tudo se passa de forma natural e ainda sim nos mostra um grande conflito envolvendo governo e opressão;
*Tem um humor extraordinariamente original, sem apelações e sem forçar a barra;
*Cada personagem cresce de alguma forma diferente, sem exageros e sem precisar adquirir poderes novos para se sentirem mais capazes (mesmo que consequentemente acabem adquirindo);
*Passa muitas belas lições de respeito, trabalho em equipe, amizade, força de vontade e caráter sem forçar para o lado emocional.

Eu poderia citar uma lista com mais itens aqui, mas acho que não é necessário. Quando eu assistia esta série, eu realmente vibrava durante as lutas, aprendia um bocado com os personagens e me maravilhava o tempo todo com a genuinidade dos cenários. Conheci muitas pessoas que gostavam da mesma forma que eu, mas depois que Avatar acabou, a maioria parece simplesmente ter esquecido de como foi legal.
O grande problema nisso é que não são os desenhos atuais que estão ruins, pelo contrário, existem séries tão boas atualmente quanto as que passavam no final da década de 80 e durante a de 90, mas todos estão tão apegados a elas que esquecem de dar uma chance ao que pode ser um grande sucesso aqui no Brasil. Certo dia eu estava comentando com um amigo meu que o Anime que mais chegou perto de Dragon Ball Z em questão de lutas foi o Bleach, meu amigo concordou, mas disse que Bleach nunca chegaria aos pés de Dragon Ball Z porque não tem personagens tão carismáticos. Mas ele tem razão, não é?... Claro... QUE NÃO!!!!

E por que eu afirmo isso também? Simples, porque Dragon Ball Z não tem nada além de visual, os personagens não só são extremamente rasos como também se tornam inúteis a cada saga, depositando sua fé e esperança nas costas de um único homem, do qual não parece estar nem aí com o futuro de p**ra nenhuma, mas sim fazendo o que qualquer um com tais poderes faria pela Terra. Super, mega fãs de DB me desculpem, este Anime fez a minha infância também e eu devo muito a ele, tanto que fiz uma homenagem no blog. Mas essa é uma verdade que a maioria omite ou simplesmente nunca se deu conta, se você não está convencido disso, pare e reflita sobre estes fatos:... por que tudo em DBZ é tratado de forma tão vulgar? Desde a morte de pessoas comuns até a de personagens importantes e a destruição de um planeta inteiro para que depois tudo seja trazido de volta por um desejo, por que todos os vilões tem planos e objetivos semelhantes e obtusos? Por que... ah esquece, não é pra isso que fiz o post, mas o que quero dizer é que DBZ não é melhor que Bleach e nem vice e versa, mas Dragon Ball Z não ganha pontos por mostrar homens bombados atirando massas de Ki para fazer uso de toda sua "*odeza" salvando um mundo onde só algumas cidades são mostradas e todas as pessoas que aparecem são as mais imbecis e vazias possíveis.
Apenas para parar de falar de Dragon Ball.... Akira Toriyama, escreveu diversos mangás, e eu posso perceber com uma grande facilidade que o foco do autor sempre foi o humor, quando a primeira parte de DB ainda passava na TV eu podia perceber que Goku, apesar de pequeno tinha muito mais personalidade e objetividade do que sua versão adulta das sagas Z e GT, provavelmente por insistência da editora e dos fãs, Toriyama transformou sua divertida aventura por um mundo cômico atrás das sete esferas em uma ladainha repetitiva de "vilão do MAU tentando dominar o mundo" e "guerreiro aposentado (sim, porque ele até se casou com a mulher mais insuportável da face da terra e constituiu família) tentando aumentar o poder para deter o MAU e salvar a humanidade..." again, and again, and again...

Minha infância a parte, não gosto de me queixar do que aparece de novo, mas como disse antes, os cartoons sofreram demais com essa modernização das coisas, eu pessoalmente fico triste de ver as versões mais atuais de Tom & Jerry ou Pica-Pau. Parece que toda a malícia do desenho foi drenada, os  personagens se tornam vazios, chegando a parecer palhaços que levam a mais ridícula pancada apenas para fazer o mais discreto grupo de crianças bobas darem pequenos sorrisos.


Os canais de TV atualmente tem deixado de lado o entretenimento para o público infantil, consequentemente as animações que sempre agradaram aos de idade mais avançada acabam sendo cortadas sem dó nem piedade. Mas isto, em grande parte também é culpa do pessoal que reclama demais. Nós podemos chegar a uma conclusão de que, enquanto houver internet, boa parte das coisas que fizeram nossa infância ainda estarão disponíveis para serem revistas e nos proporcionar aquela nostalgia maravilhosa, claro que não é a mesma coisa que assistir na Televisão, mas mesmo assim é ter o conteúdo ali, pronto para ser assistido.
Será que aqui, no nosso país, um remake de Thundercats (ou até mesmo um reprise do original) conseguiria uma audiência parecida com a de épocas remotas? Quem assistiria? As crianças de hoje em dia estão acostumadas com outros padrões de animações e o pessoal que sente tantas saudades está trabalhando, cursando ou os dois em períodos proporcionais. Por isso emissora nenhuma vai se dar ao trabalho de tentar resgatar algo que tenha se tornado relíquia  e pela falta de interesse dos mais jovens de agora, as programações da TV aberta estão cada vez mais fracas e as da TV a Cabo cada vez mais limitadas a seriados bobos (nem todos), cartoons extremamente sem sal e animes mal dublados.

Mas mesmo assim... e quando surge uma série como Avatar? A maioria ignora, dizem que não é tão bom quanto "qualquer outra coisa que passava na década retrasada", e ainda existem os pais que dizem que por envolver batalhas violentas, o desenho se torna impróprio para menores, ignorando qualquer lição de carácter que aquilo possa ensinar. Com isso é mais um ponto negativo que a animação recebe, e por isso não se acha mais entretenimento de qualidade na Televisão... além de certos programas de humor, mas isso é uma outra história.

Para encerrar o post, apenas avisando (como se ninguém soubesse) que não vai tardar muito para a Nickelodeon lançar a continuação de Avatar, desta vez intitulado a Lenda de Korra, é uma sequela diferente da animação original, eu vi alguns trailers e a proposta realmente me empolgou, agora... se a TV brasileira, tanto aberta quanto a cabo (da qual tenho quase certeza) passarem essa série e mais uma vez for mais um desenho esquecido... bom, aí minhas palavras serão apenas confirmadas, mesmo que isso não dependa dos marmanjos que podem assistir online mais tarde, mas sim do pessoal que chega da escola e senta na frente da TV enquanto espera o almoço.

26 de jun. de 2012

Contemplem o Mago!!

Oláááá mais uma vez, hoje tive vontade de falar da figura mais querida por este que vos fala que é... o mago!!

Sim aquele ser frágil e as vezes mostrado como um velho vestindo trapos, que na maioria das vezes consegue derrubar um dragão, mas não ganha de um simples guerreiro mesmo que este não consiga matar o dragão.
A imagem do mago me chama a atenção desde que eu era pequeno, aquele ser que mesmo preso ao corpo humano (ou de alguma outra raça mortal) consegue usar poderes dignos de deuses e até mesmo bater de frente com eles.


Na maioria das vezes, os magos são retratados como pessoas fechadas, rancorosas, orgulhosas e obscuras porque estas características sempre foram direcionadas á indivíduos que sabem coisas da qual estão além da compreensão de muitos e por isso não são capazes de confiar em outras pessoas  que, muitas vezes se mostram ignorantes ou covardes.
Claro que muitos magos foram mostrados ao longo dos tempos como personagens maus, pois assim como os dragões eles são seres que abrangem todo tipo de representação como.
Poder, Sabedoria, Conhecimento, Perdição, Controle, Escuridão, Luz, Paz, Guerra, Covardia, Coragem, Aperfeiçoamento, Mau-Agouro, Sorte etc...

Deixo aqui um vídeo muito divertido, ele é um clipe musical interpretado por Patolino, que incorpora impecavelmente um mago overpower e demonstra quantas coisas legais podem ser feitas com magia.
Este vídeo foi traduzido para o blog Gafanhoto Verde, eu não pedi permissão ao dono para postá-lo porque está no YouTube também, então achei que seria bom avisar, ele não tem direitos autorais mas mesmo assim prefiro citar a origem da tradução pois sou muito grato ao dono deste blog.^^




22 de jun. de 2012

Enquanto Puder Tomar Chá Preto, Matar Pessoas Não é Problema

Olá meus queridos leitores, eu voltei, passei um tempo sem postar nada exatamente porque estava em crise de criatividade (na verdade entrei em crise absoluta), porém estou agora mais disposto para postar minhas bobagens.

Logo no início do blog, eu fazia umas pequenas postagens sobre coisas que gostava e já me sentia satisfeito com elas, uma dessas postagens foi sobre meu mangá favorito Hellsing e eu terminei dizendo que faria mais coisas sobre este tema.

Então... decidi falar sobre os fantásticos OVAs que começaram a ser lançados em 2006. Para quem não sabe, um OVA é um episódio independente sobre algum anime, por isso é comum encontrar uma qualidade maior no produto e uma redução considerável na censura, alguns tem a duração de um filme e outros podem ser até mesmo menores do que um simples episódio. Como o anime do Hellsing se tornou uma grande decepção para os fãs, foi necessário criar uma nova sequência inteira em OVAs com história paralela a do mangá, e desta vez foi acertado em cheio, pois a nova sequencia foi muito bem aceita e algumas pessoas já até descartaram o anime original.

Uma "nova" e breve introdução a trama.
Integra Fairbrook Wingates Hellsing é uma jovem inglesa dona de uma mansão que herdou de seu pai Richard, e junto com o nome que carrega vem a responsabilidade de manter, dirigir e ocultar do resto do mundo uma organização também chamada de Hellsing, que consiste em um batalhão de soldados bem treinados para caçar e matar vampiros. No entanto, Integra também possui uma criatura extremamente perigosa e poderosa que vive nas profundezas da mansão, nada mais nada menos do que um vampiro de mais de 500 anos chamado Alucard, do qual obedece apenas as ordens da moça.
As coisas começam a ficar estranhas quando Integra percebe que vampiros de classe baixa começam a aparecer aos montes e demonstram um comportamento fora do comum, o que deixa a impressão de que alguém está criando estas criaturas em um laboratório. Através de segredos de uma organização inimiga comandada pela igreja católica chamada Judas Iscariotes uma suspeita sobre a volta de um até então extinto batalhão nazista conhecido como Millennium é levantada, e muito provavelmente uma nova guerra poderá ser iniciada, só que desta vez com vampiros formando o exército inimigo.


Com uma premissa simples e semelhante a história de um filme dos anos 80, Hellsing quebrou barreiras e se tornou sucesso mundial por motivos até mesmo estranhos, a questão é que a narrativa passa de forma rápida e direta, não deixando muito tempo para que possamos conhecer melhor os personagens  e isso nos faz ficar imaginando várias coisas sobre o comportamento deles em situações não mostradas durante a trama.

Os OVAs foram feitos com uma qualidade de animação muito superior a de qualquer anime que passe na TV aberta, mesclando no início umas doses de 3D que mais tarde foram aprimoradas, a trama continuou intacta em comparação ao mangá.

Com certeza uma das coisas que mais chama a atenção nesta história é a existência de um anti-herói tão frio, poderoso e cruel quanto Alucard, afinal de contas ele esconde um passado sombrio e doloroso, o que nos faz ficar matutando o tempo todo sobre a origem de seus poderes até então ilimitados e sua estranha devoção a Integra pois desde o início sabemos que Alucard trabalhava para Richard antes da atual líder nascer e que quando jovem, o mordomo da família, Walter C. Dornez se aliou a ele para por um fim a Millennium durante a 2° Guerra Mundial, nessa época a organização só conseguia criar Ghouls (zumbis criados quando um vampiro bebe o sangue de uma pessoa do mesmo sexo ou que não é mais virgem) e por isso foi facilmente dizimada. Durante o decorrer da história, vemos Alucard demonstrar poderes e atitudes que nos deixam sempre boquiabertos como se regenerar de mutilações, atravessar paredes, se transformar em animais, ficar imune a balas, ser obliterado e se reconstituir de restos de sangue entre outras façanhas cabulosas. Em contraste com tudo isso, ainda podemos ver o vampiro demonstrando sentimentos que as vezes pareciam ter morrido junto com sua humanidade no início de sua segunda vida, como a vontade de dar uma segunda chance de seguir em frente para a policial Celas Victoria transformando-a em vampira depois de lhe dar um tiro no peito para matar um vampiro que a fazia de refém, Alucard também demonstra incapacidade em fazer algum mal a Celas, que agora é sua serva por livre e espontânea vontade (já que para ser uma vampira completa e livre ela só precisa beber sangue), em alguns momentos ele parece se irritar com a garota, mas sempre se conforma com o jeito que ela ainda vê as coisas, quando se lembra de seu passado costuma chorar sangue involuntariamente.E para que isso não vire uma lista longa e chata, é curioso ver como ele admira os humanos, dizendo que apenas humanos podem derrotar os monstros, um dos motivos pelo qual obedece a Integra tão fielmente é que depois de 30 anos ressecado, Alucard foi reanimado pelo sangue da mesma quando ela ainda era uma criança e logo percebeu que ela seria uma pessoa poderosa e determinada, o que me leva a crer que boa parte de sua devoção seja por admiração e a outra por Integra se parecer muito com uma certa pessoa pela qual Alucard já fora apaixonado quando humano.

Entre figuras cômicas e divertidas, Hellsing ainda consegue passar alguma seriedade, não por mostrar sangue por toda parte mas sim por retratar um insano Major Montana, comandante da Millennium de forma tão intensa, eu sempre me arrepio ao ler o seu discurso sobre como ele ama a guerra, isso me faz vê-lo como uma máquina assassina, mesmo que seja baixinho, fraco e obeso, seu exército não se limita a penas vampiros comuns, temos outras aberrações como o onipresente Shrodinger ou a vadia tele-cinética da Zorin Blitz.

Já que citei o fato de Hellsing ter sangue por toda parte, porque não falar do quesito "violência" na obra. Bom, pra quem viu Elfen Lied e acabou se acostumando com as mutilações de forma que isso pareceu normal mais tarde, devo dizer que Hellsing leva isso muito menos a sério, vemos personagens perderem membros sem que as veias estiquem ou os ossos fiquem a mostra, o sangue voa como suco de tomate e todos parecem sentir um décimo da dor que deveriam realmente estar sentindo, eu na minha opinião acho isso muito divertido, é quase impossível ficar arrepiado com as mortes em Hellsing porque elas são assustadoramente anormais, beirando o cômico.

Trilha sonora, efeitos de ambiente e dublagem foram levados totalmente a sério, se havia algo que o anime tinha como trunfo era a equipe de dublagem e a galera que trabalhou nos OVAs conseguiu levar as mesmas vozes para o projeto maior, as músicas são próprias e grandiosas, curiosamente toda a trilha sonora de Blues que havia no anime não combinaria com os OVAs.
Cada personagem em Hellsing tem uma voz única e muito bem encaixada, fora a dublagem japonesa, destaco a versão em inglês que dá um show a parte.


Toda a atmosfera é sombria, os tons de vermelho são bem explorados também, os personagens são completamente desproporcionais, tendo mais perna do que tronco e cabeça juntos e os braços esticados até a altura dos joelhos (se estes não estivessem mais em baixo), isso os deixa meio desengonçados quando estão simplesmente andando, porém é muito bacana vê-los em combate, seus movimentos ficam com um charme único.


Hellsing se tornou minha série favorita por vários motivos, um deles é que ala não precisa de trilhões de capítulos para me fazer sentir apreço pelos personagens ou pelo ambiente (Inglaterra 1999) em que a trama passa, claro que gosto de muitos trabalhos que tem trilhões de capítulos, mas admiro muito a falta disso em Hellsing, outro motivo que levo bem em conta é que gosto das personalidades apresentadas, algumas características se repetem em vários personagens como as luvas e óculos, mas isso se torna um detalhe com o passar do tempo, nenhum mordomo vai ser tão legal quanto o Walter (e sim, ele chuta o traseiro do Alfred) e nenhuma mulher durona que se veste com roupas de homem vai ser tão legal quanto a Integra, isso porque suas personalidades e características são bem trabalhadas e embora não se desenvolvam muito ainda sim podem agradar qualquer fã pela série toda.


Até agora existem 9 OVAs, e com certeza estão trabalhando no décimo (e último) para que ele saia ainda esse ano. 


Para encerrar o post deixo uma luta entre Alucard e o nazista geneticamente alterado Tulbalcain Alhambra 
no Rio de Janeiro, se você for menor de idade não recomendo esse vídeo, assim como para pessoas que se impressionam fácil ou não gostam de ver sangue.








20 de jun. de 2012

O lado negro da Disney...

   Não, isso não é uma Creepypasta apesar do nome kkk.   Eu tive a ideia de fazer esse post quando por  algum motivo me lembrei do filme O Corcunda de Notre Dame e cheguei a conclusão que apesar de ser uma animação da Disney, ele retrata alguns assuntos bem pesados como descriminação e religião. Até mesmo quando o juiz Frollo canta sua canção "Hellfire" (Fogo do inferno), podemos ver a forma da cigana dançando nas labaredas, o que é uma metáfora do desejo intenso que Frollo sente por ela. Isso torna de longe, O Corcunda de Notre Dame, a animação mais sombria da Disney, não tanto que nem o livro, mas o suficiente para um desenho infantil.            Mas não acaba por aí. Esses dias eu assisti outro filme que havia visto na infância mas não me lembrava direito. Este é: "The Black Cauldron" (O Caldeirão Mágico). Esse filme deu um trabalhão pra Dysney na época. Tanta coisa deu errado que nem vale a pena mencionar aqui. Tudo o que vou dizer é que esse filme foi a animação mais cara que a Disney já produzira e as críticas desceram o pal no filme. Tudo porque o tema era sombrio demais. De um certo modo eles tinham razão, olha só para o Vilão da história:                      




Enfim, esse é o Rei de Chifres. Sua meta era encontrar um caldeirão negro que possuía a alma do feiticeiro mais maligno da história para criar um exército de mortos vivos e dominar o mundo. Tudo isso em plena idade média, no maior estilo Dungeons & Dragons. Bom, eu vi o filme, ainda possui varias fórmulas infantis, tipo o herói, a princesa e o animalzinho de estimação, que nesse caso é uma porquinhas com poderes mágico. Tem até o animal falante de espécie desconhecida que ajuda na busca. Mais tenho que admitir que possui algumas cenas tensas que deram ao filme a classificação PG (talvez não recomendada para crianças), a primeira animação da Disney a receber tal. A animação é bem legal, bem dark, tinha até o Tim Burton no time (isso explica muita coisa rsrsrs). Mas não vou dizer que é um filme excelente pois a direção possui cortes muito grotescos e o roteiro é meio falho. O filme arrecadou US$21 milhões de bilheteria, um fracasso de bilheteria,  pois o filme custou US$25 milhões. Esses dois não são os únicos. Tarzan também é um filme que possui alguns assuntos delicados, e a cena de  morte mais chocante da Disney, no qual Clayton morre enforcado nos cipós quando tenta va desesperadamente se livrar deles. Até mesmo ursinho Pooh possuí um visual meio triste e o burro mais depressivo do mundo. Mas não quero exagerar nos exemplos para o post não ficar muito longo. Vou deixar vocês com um vídeo que é a prova do que estou falando. Ele se chama A Torradeira Valente e esse é uma cena musical do filme um pouquinho desanimadora. O nome da canção é "Worthless" (Inútil).