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3 de ago. de 2012

Bynary Overdrive

Olá mais uma vez, a postagem de hoje é sobre um vídeo que me chamou a atenção em dois pontos, mas antes eu já vou esclarecendo que é um AMV (Anime Music Vídeo), ou seja, é um vídeo editado com música de fundo e cenas de um (ou vários Animes), no entanto, este AMV recebeu uma atenção especial, seu criador tem o nick "Nostromo" e faz vários vídeos usando músicas eletrônicas de todos os tipos.

Eis porque este me chamou a atenção.
*O Anime escolhido é um curta metragem chamado Dimension Bomb, feito pelo estúdio 4° C, a animação é impecável e me faz sonhar em um dia ver animes comuns com uma qualidade destas, este curta é um dos muitos que compõem um DVD especial lançado por esse estúdio chamado Genius Party Beyond, que contém obras de diferentes animadores do estúdio.
*Embora não seja muito fã de música eletrônica, a canção usada no vídeo simplesmente me encantou, a sincronia é surpreendente. A música se chama Get a Hold of Yourself, e foi criada por Sugar Jesus (não sei quem é direito, a informação sobre ele é meio escassa).

Enfim eu só tenho a postar o vídeo abaixo, e desejar uma boa viagem com esta animação um tanto quanto abstrata. Uma boa sexta e fim-de-semana a todos


 Agora tem como colocar em tela cheia (não sei se são todos assim)

2 de ago. de 2012

Quando a Primeira Trombeta Tocar...

Postagem um tanto quanto inesperada hoje, pois quero falar de um livro.
Para quem ainda não conhece, para quem já ouviu falar, para quem não gostou e principalmente para quem já leu e adorou...

                                                A BATALHA DO APOCALIPSE

ATENÇÃO!! ANTES DE COMEÇAR A LER, TENHA EM MENTE QUE AS PALAVRAS QUE SEGUEM ABAIXO SÃO APENAS PARTE DA MINHA OPINIÃO SOBRE O LIVRO. EU NÃO SOU CRÍTICO E MUITO MENOS ESCRITOR PROFISSIONAL,  PORTANTO NÃO ENTENDA COMO UMA CRÍTICA ABSOLUTA.

Confesso que quando tive este livro em mãos há uns meses atrás, hesitei muito antes de começar a lê-lo. De fato, pensava mesmo que ia encontrar uma monstruosa referência cristã/católica, misturada a fatos ofuscados e passagens bíblicas que no final levaria a um desfecho medíocre que mostraria nada mais do que a interpretação do autor sobre a última parte do Novo Testamento.
No entanto, quando comecei a ler a história e me deparei com a primeira descrição sobre o poderoso Arcanjo Miguel e como o nível hierárquico é definido no mundo celestial acabei percebendo que a trama nada mais era do a genuína reprodução de um mundo épico criado pela mente de Eduardo Spohr (autor) misturado com fragmentos de culturas e crenças que prosperaram ou simplesmente foram ignoradas com o passar dos anos.

Minha maior surpresa foi descobrir que o sujeito inseriu uma dose cavalar de cultura popular ao seu trabalho, dando nomes as técnicas dos anjos e descrevendo seus poderes como quem descreve movimentos especiais durante uma partida de RPG, claro que em certos momentos eu até considerei isto um tanto constrangedor, porém divertido em outros. Vamos a sinopse do livro e depois tudo o que tenho a dizer sobre ele.

Ablon é um dos mais poderosos generais celestes, um Querubim honrado e valente que é capaz de embater até mesmo contra as forças do destino para alcançar a justiça.
De acordo com a historia do livro, Deus criou a Terra após ter vencido um adversário negro nas místicas Batalhas Primevas, para poder encarar a tal criatura (Tehom) ele criou os Arcanjos, que conseguiram massacrar seus oponentes negros, servos da tal entidade. Depois de derrotar a ameaça, a construção da terra foi demarcada com a contagem de "sete dias", dos quais representavam períodos distintos, depois de criar toda a sua obra prima, Deus entrou em um grande estado de sono, do qual seria acordado apenas no final do último dia, que diferente dos outros seria marcado com a evolução humana e junto com seu despertar viria o apocalipse.
No entanto, enquanto Deus dormia, o arcanjo Miguel, repudiando os humanos que seu criador tanto prezou ao ponto de presentear com o livre arbítrio tentou matá-los de várias maneiras, como a destruição de Sodoma e Gomorra e o dilúvio (na versão original fora Deus mesmo que matara a todos), no entanto nunca conseguia causar medo suficiente ou eliminar todos de vez.
Cansado de tudo aquilo, Ablon convocou uma reunião com todos os generais e todos aqueles que aceitaram a ideia de que Miguel estava indo longe demais, e para a surpresa do Querubim, o arcanjo Lúcifer também decidiu se juntar ao grupo. No entanto, no momento em que a reunião deu início, Lúcifer traiu os demais e incitou uma rebelião, o que resultou em sua expulsão junto com todos os seus seguidores, e ao banimento dos generais Querubins, tarjados agora como renegados.
Vivendo na Terra agora, Ablon não tem muitas escolhas a não ser esperar que o sétimo dia acabe e que a batalha do apocalipse comece, para que os dois mundos se tornem um só e podendo assim alcançar o paraíso novamente para ter o direito de morrer lutando por sua causa, no entanto, ele descobre muito mais coisas junto com os humanos do que poderia um dia imaginar quando estava em sua glória eterna.


OK esse não é exatamente o prelúdio da trama, mas serve bem como introdução, a primeira coisa que vou falar sobre o livro é a narrativa.
Eduardo Spohr sem sombra de dúvidas tem muito talento como escritor, ele consegue descrever cenários com uma complexidade incrível, a narrativa é em terceira pessoa, mesmo que em uma parte em específico  ela fique em primeira. Da forma mais Tolkeniana possível, Spohr gosta de enriquecer sua historia com a mais detalhada ênfase, nos fazendo sentir mergulhados na atmosfera do ambiente, a única coisa que realmente enche o saco nesse ponto é que em vários momentos a historia começa a se arrastar exatamente por causa disso, é comum em alguns momentos em que você está curioso pra saber o que vai acontecer logo no final de uma parte mas nesse momento o personagem chega em uma nova cidade, e ai vai uma página inteira descrevendo os pormenores de como é esta cidade e como ela funciona. Mas deixando este detalhe de lado, eu afirmo que as vezes tem até mesmo como sentir os cheiros descritos no livro, só é uma pena que raramente o autor menciona maravilhosas refeições, assim como é costume nos livros de literatura fantástica.

Os personagens que ao mesmo tempo são formidáveis também deixam um pouco a desejar, quem gosta de Cavaleiros do Zodíaco vai notar uma certa referência a série, os Arcanjos usam armaduras de ouro completas, conseguem sentir e controlar átomos assim como o cosmo, a energia que todos os anjos usam para manifestar seu poder é chamada de Aura Pulsante, da qual queima quando eles precisam lutar. Eu pessoalmente gosto disso porque não acho que estes detalhes estraguem os personagens, pelo contrário, acredito que esse padrão se encaixou perfeitamente aos anjos da história, cada anjo apresenta tanto aparências distintas como também personalidades, no entanto, assim como os humanos que nos são mostrados eles perdem muito em carisma, o protagonista Ablon é um bom personagem, mas não consegue nos motivar nem quando está ganhando e muito menos quando está prestes a perder algo importante, ele simplesmente faz as coisas com a velha desculpa de que segue seus instintos e nunca parece estar lutando por sua própria vontade. Apesar de tudo isto, tanto ele quanto sua companheira humana, a necromante Shamira não chegam a ser irritantes e passam longe do desprezo dos leitores.

A história é simplesmente épica, sem mais palavras.

O grande e sem sombra de dúvidas mais problemático ponto em todo o livro, são os momentos de flash back que o autor nos empurra, eu pessoalmente gostei de todos, porém não posso negar que eles são exageradamente extensos e muitas vezes adicionam fatos desnecessários a trama principal. Imagine dessa forma: você está lendo o livro em um certo ritmo, gostando muito da história e ficando cada vez mais empolgado, o capítulo está acabando e um grande clímax começa a se formar... de repente, em um virar de páginas a história te lança para 1500 anos no passado em uma situação que não tem absolutamente nada a ver com a atual.
Isso significa que toda aquela expectativa acumulada foi por água a baixo, pois agora é necessário um fôlego completamente novo para começar uma história dentro da outra, da qual sabe-se lá quantas páginas pode durar. Claro que nem tudo nisso é ruim, pois nessas tramas paralelas alguns personagens muito bem trabalhados nos são apresentados, e os flash backs tem histórias tão legais quanto a principal.

Finalizando agora a postagem e deixando minha impressões finais sobre o livro.
Eu realmente gostei DEMAIS de A Batalha do Apocalipse, mesmo que os personagens não estejam guardados pra todo o sempre nas minhas melhores lembranças (diferentes de tantos outros), toda a trama e reviravolta apresentada no livro com certeza me marcou de forma especial, cada grande feito, cada batalha, cada informação passada a respeito do universo fantástico que Spohr criou. Eu recomendo muito esse livro para os adoradores de uma boa literatura épica, fãs de RPG (principalmente D&D, porque eu pude perceber que o autor usou o sistema de evolução de personagem do jogo em seus anjos) e também aqueles que sempre sonharam em ler um trabalho brasileiro que se compare as espetaculares aventuras que os gringos inventam. O autor conseguiu criar em cima de histórias antigas, lendas e religião, um clima único e um mundo próprio e original, sem agredir conceitos ou idéias, apenas mostrando uma outra face um pouco mais... nerd.    
        
  

24 de jul. de 2012

O Mundo do Autor Pt. 4

Olá leitores! Como prometido, eu estou de volta com a postagem especial sobre Tale of the Grim Reaper, e, indo direto ao ponto... o Mangá não foi aceito na editora...
Mas como era de se esperar, o editor levantou uma pequena lista de coisas que tornaram o Mangá não-aceitável, uma delas foi realmente a minha arte, acho que não sou bom o bastante.
No entanto, eu tenho a capacidade de aprender rápido com meus erros, e sim, se eu começar a desenhar de novo posso não cemetê-los mais e também posso desenhar melhor que da última vez (o lado bom de ser desenhista é isso, você melhora por vontade e não apenas por treino), quando certas mudanças no roteiro forem confirmadas por mim e por Carlos, o primeiro capítulo será reescrito, e se mesmo assim não aceitarem, ele será reescrito de novo, pois eu não levo desaforo pra casa, e se o que separa meu sonho de uma vidinha normal e comum é um NÃO eu vou fazê-lo se tornar um SIM custe o que custar.



Tale of the Grim Reaper é um mangá Shonen que conta a história de Shadow, um rapaz que se distancia das pessoas por não ser compreendido e subestimado por elas, ele sofre bullyng no colégio e não tem amigos... quer dizer, ele tem um único amigo, Shindo, que curiosamente é o cara mais bonitão e forte do colégio, os dois são tão unidos quanto irmãos e sempre que pode, Shindo salva Shadow de encrencas.
Apesar de tudo isso, Shadow sempre inveja o amigo, desde sua aparência até mesmo sua namorada, Emi, pela qual o garoto é apaixonado.
Durante um período em que Shindo se distancia de todos com quem convive, Shadow começa a desconfiar de algo que o melhor amigo possa estar tramando, mesmo que tenha conhecimento de seus treinamentos intensos e de suas capacidades de combate sobre-humanas. Decidindo segui-lo para ver o que acontece depois da saída do colégio, Shadow descobre que seu camarada se envolveu com algo muito mais do que perigoso e arriscado, algo além da simples compreensão de um estudante do colegial, algo que colocaria não apenas Shindo, mas a si mesmo em um conto escrito pelo próprio Ceifeiro.  


Como eu já disse ha um tempo atrás, a historia teve uma boa recepção, ela é do tipo que começa simples e até mesmo previsível e que depois vai se tornando algo muito maior que tende a crescer cada vez mais.
Durante o processo de criação, eu estive pensando em como seria a aceitação do Mangá praticamente o tempo todo, tenho que admitir que fico triste em pensar que o projeto que me deu mais trabalho tenha sido barrado na editora, quando olho pra trás, não vejo tantas coisas boas que tenha feito, no entanto me sinto feliz ao mesmo tempo, já que esse tiro no escuro que dei errou o alvo, mas pelo menos iluminou o caminho até ele, agora eu só preciso de uma mira a laser.

Enquanto desenhava os personagens andando pra lá e pra cá neste primeiro capítulo, percebi que não estava conseguindo uma boa sincronia entre eles, a história e principalmente os diálogos, o que resultou em algo semelhante a construção do Titanic, ao todo estava tudo sobre controle e muito bonito, mas por dentro a base estava frágil e simples demais, eu ignorei isso e deixei passar, pra minha sorte não afundei junto com o "navio" e agora posso criar outro, desta vez todo em português e sem ter outra HQ como base (me refiro a antiga versão do mangá que eu usava como guia), criando tudo do zero e passando depois para o japonês, desta forma eu posso dar a minha cara para o projeto e desenhar com aquele ar familiar com que costumo fazer.
Entre vários pontos citados pelo editor, um deles foi a falta de atenção que o protagonista (Shadow) recebeu, o que levou a ocultar o mesmo entre os outros dois personagens (Shindo e Emi), isso foi exatamente por causa da base e dos diálogos prontos que usei, foi como desenhar ás cegas, mesmo que eu conhecesse os personagens, não tinha como deixá-los "a vontade" na historia porque não estava controlando as ações deles, apenas tentando adaptá-las.


Então, pessoas, é isso, nós não vamos desistir e muito menos reclamar, isso seria inaceitável. Aguardem mais postagens deste tipo, mas não agora, o processo para refazer o primeiro capítulo vai demorar, então estarei em silêncio sobre o Mangá até lá. 


Em breve eu volto com outra postagem normal, uma boa semana a todos ^^ se cuidem





23 de jul. de 2012

Slender...


Slender Man ou "Homem Esguio" para leigos, é uma creepypasta criada no fórum americano http://www.somethingawful.com/ em um concurso de photoshop chamado "paranormal creatures" e se trata de uma criatura descrita como um tipo de humanoide alto e magro que usa um terno negro e possui um rosto sem feições. De acordo com a lenda, ele pode esticar seus membros a distâncias inumanas e possui vários "tentáculos" negros que saem de suas costas que servem para paralisar e hipnotizar suas vítimas.
De acordo com as lendas, Slender Man gosta de capturar crianças ou pessoas que exercem grande fascínio sobre sua figura. A ideia do concurso era alterar uma foto de aparência normal com manipulação digital, tornando-a bizarra e/ou assustadora. Uma lenda foi criada dizendo que crianças que estavam presentes na foto em que o Slender Man aparecia no fundo desapareceram misteriosamente.
Como toda boa lenda urbana, não tardou a ocorrerem boatos de avistamentos na vida real, muitos deles descrevendo Slender em lugares com neblinas densas ou florestas de grandes extensões.
Aparentemente, a lenda ficou muito mais famosa do que esperado, pois logo logo começou a surgir várias diversificações da lenda, fanarts, jogos e até mesmo mockumentaries no youtube retratando a figura estranha. Tenho que admitir que eu mesmo possuo um estranho fascínio sobre a criatura e sempre achei que ela daria um bom filme de terror. 
Enfim, agora vou falar um pouco da minha web-series favorita que se chama Marble Hornets, que conta a história de Jay, um estudante de cinema que possui um amigo chamado Alex que estava trabalhando em seu primeiro longa metragem. Alex some depois de um tempo e Jay decidi visitar seu amigo em resposta do súbito sumiço dele. Alex responde vagamente e entrega todas as suas fitas de seu projeto intitulado Marble Hornets para Jay, dizendo que nunca mais quer ver aquilo novamente. Jay então, decidi analizar as fitas sem fazer ideia no que iria se meter. Lógico que ela é sobre o Slender. Os vídeos são postados no canal do youtube gradativamente, e nunca foi mencionado que era fake. Isso pra mim é o charme da série. Vou postar aqui o primeiro entry pra quem quiser ver, mas vou avisando que não tem legenda e é preciso entender inglês perfeitamente para entender. Esse é só uma introdução, a história começa de verdade no Entry #1, todos os vídeos pode ser localizados no canal oficial da série.


A série já possui mais de 60 vídeo e não tenho idéia de quando vai acabar, alguns são bem curtos e outros já são mais longuinhos, podendo atingir até 10:00 min ou mais. Também foi lançando um joguinho chamado Slender em que é possível fazer o download de graça no baixaiki http://www.baixaki.com.br/download/slender.htm

Eu  tenho que admitir que existem várias creepypastas idiotas (acho eu por culpa da modinha que isso se tornou) mas tem algumas que como a de Slender Man, que são realmente interessantes de se pesquisar. Talvez eu até faça outro post sobre isso. Enfim espero que o post tenha ficado bom.




20 de jul. de 2012

O Rock é do Diabo? Sem Problemas, se o Derrotarmos Podemos Pegá-lo só pra Gente

Olá a todos, espero que estejam muito bem, dia 23/07 (segunda feira) finalmente ficarei sabendo o que a Shonen Jump achou do mangá que eu estive desenhando estes meses, (e que meses demorados, diga-se de passagem) se tudo der certo, eu e meu chapa Carlos vamos ter nosso primeiro trabalho publicado no Japão, mas mesmo que eles não gostem, eu prometo que semana que vem farei uma postagem falando sobre nosso projeto Tale of the Grim Reaper e postarei algumas imagens da nova versão feita por mim.

O post de hoje é sobre um velho filme de comédia do qual todo bom rockeiro (ou não) já deve ter visto e provavelmente dado muita risada.


                   TENACIOUS D: THE PICK OF DESTINY / UMA DUPLA INFERNAL






OK, acho que muitos ja assistiram algum filme que tivesse o Jack Black no elenco, ele é um ator bem carismático, com uma voz bem bacana (o dublador brasileiro dele também é ótimo) da qual emprestou para "Po" o panda de Kung Fu Panda.

Jack também é o vocalista-guitarrista/violonista de sua banda Tenacious D, que tem como único membro oficial (além dele mesmo, é claro) seu grande amigo Kyle Gass (vocalista-guitarrista/violonista... WTF), sendo que todo o resto da banda é contratado.
Em 2006, o filme da banda entrou em cartaz nos cinemas americanos e provavelmente foi lançado diretamente em DVD aqui no Brasil.
Antes de mais nada, é bom ressaltar que parte da trama mostrada no filme (de preferencia o que é mais facil de se acreditar) é baseada de fato na história real da banda.

Jack é um garoto gordo e porra-louca que vive deslocadamente com sua família religiosa, o que significa que seu gosto por Rock'n Roll é visto com maus olhos.
A trama começa com Jack cantando um som completamente sujo e obsceno para seus pais e seu irmão na hora do jantar, resultando em um castigo clássico dos pais americanos (sem telefone, sem TV, sem Posters de bandas etc.), Durante uma oração para o Poster do mítico Ronnie James Dio (curiosamente o único que sobrou), Jack vê a imagem de seu ídolo se mover e lhe revelar uma grande profecia. Completamente inspirado e cheio de coragem, o garoto foge de sua casa e parte em uma jornada em busca de alguém que o ensine o verdadeiro Rock'n Roll.
Alguns anos mais tarde (não me pergunte como), Jack, agora um adulto chega em Hollywood e durante uma passeata acaba se esbarrando com Kyle Gass, que trabalha de músico de rua para conseguir alguns trocados. Jack fica impressionado com a performance do homem com o violão e começa a acompanhá-lo.
Conversa vai, conversa vem, os dois acabam descobrindo que tem uma marca de nascença semelhante, só que em nádegas diferentes, e ao juntá-las (sim isso mesmo) as marcas (que se parece com uma tatuagem) formam a palavra Tenacious D, então os dois acreditam que devem criar uma banda com esse nome e decidem tentar se tornar músicos famosos, mesmo que não tenham praticamente talento nenhum.
Vendo algumas revistas antigas, Jack percebe que todos os grandes Rockeiros que conseguiram entrar para o Hall da Fama usavam a mesma palheta, o que gera uma grande dúvida- seria possível que o Rock'n Roll apenas surtiu efeito por causa de um objeto mistico usado por certos "gênios" da historia da música?-
Jack e Kyle vão descobrir.

Cogumelos!!...


Não é o segredo do Rock, mas com certeza é a fórmula do filme. Nada parece ter sentido, a realidade e a ficção se misturam de forma tão descarada e cínica que é impossível não se deixar levar pela receita repleta de "orégano" do longa. Os dois protagonistas conseguem ser extremamente carismáticos, e como eles são amigos na vida real também a sincronia entre os dois fica muito bem interpretada ao longo da história.
É curioso ver que, mesmo que Jack Black e Kyle Gass sejam mostrados como músicos ruins, a trilha sonora do filme é simplesmente demais, claro que toda feita pela "dupla infernal".
No final das contas, Tenacious D: The Pick of Destiny é um filme que não passa uma lição de moral nem boa nem má, sendo classificado apenas como besteirol, pois até mesmo os pontos que deveriam ser fortes acabam resultando em palhaçada depois. Por isso eu o recomendo para quem quer apenas dar boas risadas, ouvir boas músicas e ver o grande Ronnie James Dio demonstrando todo seu poder vocal em uma cena memorável... R.I.P Dio.


Para terminar o post, deixo aqui a música Kickapoo que praticamente abre o filme e conta com a já mencionada cena de Dio, até a próxima.


       

16 de jul. de 2012

Água, Terra, Fogo, Ar... Desprezo?

Olá meus caros errantes (ou não) leitores, hoje me deu vontade de falar de um desenho (Anime, tanto faz), que passou há alguns anos na globo e também já foi um trunfo para a Nickelodeon na TV a cabo. E é claro que estou falando de Avatar: Alenda de Aang/The Last Airbander.

Uma das coisas que mais me irritam na internet é ficar lendo comentários escrotos de pessoas se lamentando  que os desenhos de hoje não são mais tão bons quanto antigamente, isso faz com que esta postagem não seja exatamente sobre Avatar, ela pode servir para falar de modo geral sobre como desenhos bons ainda circulam por aí e a maioria não faz a menor ideia que existam ou simplesmente detona.

Os desenhos de hoje estão em decadência, isso é fato, mas esta é uma verdade que abrange apenas o mundo dos cartoons, pois tanto séries animadas quanto longa metragens com Super-Heróis e afins sempre pipocam por aí, o problema é que o nosso público perde mais tempo reclamando sobre o que já passou que não consegue nem mesmo olhar para o que seria interessante passar.

Avatar: The Last Airbander é uma das melhores animações que existem, e esta afirmação apesar de parecer exagerada da minha parte é a melhor que consigo encontrar para esta série. Juntemos alguns fatos importantes que contribuem para isso:

*Personagens diferenciados, tanto no caráter quanto na aparência e filosofia de vida;
*Uma trama simples mas envolvente, que não se prende a um motivo tolo e batido, não tenta popularizar estilos diferenciados, tudo se passa de forma natural e ainda sim nos mostra um grande conflito envolvendo governo e opressão;
*Tem um humor extraordinariamente original, sem apelações e sem forçar a barra;
*Cada personagem cresce de alguma forma diferente, sem exageros e sem precisar adquirir poderes novos para se sentirem mais capazes (mesmo que consequentemente acabem adquirindo);
*Passa muitas belas lições de respeito, trabalho em equipe, amizade, força de vontade e caráter sem forçar para o lado emocional.

Eu poderia citar uma lista com mais itens aqui, mas acho que não é necessário. Quando eu assistia esta série, eu realmente vibrava durante as lutas, aprendia um bocado com os personagens e me maravilhava o tempo todo com a genuinidade dos cenários. Conheci muitas pessoas que gostavam da mesma forma que eu, mas depois que Avatar acabou, a maioria parece simplesmente ter esquecido de como foi legal.
O grande problema nisso é que não são os desenhos atuais que estão ruins, pelo contrário, existem séries tão boas atualmente quanto as que passavam no final da década de 80 e durante a de 90, mas todos estão tão apegados a elas que esquecem de dar uma chance ao que pode ser um grande sucesso aqui no Brasil. Certo dia eu estava comentando com um amigo meu que o Anime que mais chegou perto de Dragon Ball Z em questão de lutas foi o Bleach, meu amigo concordou, mas disse que Bleach nunca chegaria aos pés de Dragon Ball Z porque não tem personagens tão carismáticos. Mas ele tem razão, não é?... Claro... QUE NÃO!!!!

E por que eu afirmo isso também? Simples, porque Dragon Ball Z não tem nada além de visual, os personagens não só são extremamente rasos como também se tornam inúteis a cada saga, depositando sua fé e esperança nas costas de um único homem, do qual não parece estar nem aí com o futuro de p**ra nenhuma, mas sim fazendo o que qualquer um com tais poderes faria pela Terra. Super, mega fãs de DB me desculpem, este Anime fez a minha infância também e eu devo muito a ele, tanto que fiz uma homenagem no blog. Mas essa é uma verdade que a maioria omite ou simplesmente nunca se deu conta, se você não está convencido disso, pare e reflita sobre estes fatos:... por que tudo em DBZ é tratado de forma tão vulgar? Desde a morte de pessoas comuns até a de personagens importantes e a destruição de um planeta inteiro para que depois tudo seja trazido de volta por um desejo, por que todos os vilões tem planos e objetivos semelhantes e obtusos? Por que... ah esquece, não é pra isso que fiz o post, mas o que quero dizer é que DBZ não é melhor que Bleach e nem vice e versa, mas Dragon Ball Z não ganha pontos por mostrar homens bombados atirando massas de Ki para fazer uso de toda sua "*odeza" salvando um mundo onde só algumas cidades são mostradas e todas as pessoas que aparecem são as mais imbecis e vazias possíveis.
Apenas para parar de falar de Dragon Ball.... Akira Toriyama, escreveu diversos mangás, e eu posso perceber com uma grande facilidade que o foco do autor sempre foi o humor, quando a primeira parte de DB ainda passava na TV eu podia perceber que Goku, apesar de pequeno tinha muito mais personalidade e objetividade do que sua versão adulta das sagas Z e GT, provavelmente por insistência da editora e dos fãs, Toriyama transformou sua divertida aventura por um mundo cômico atrás das sete esferas em uma ladainha repetitiva de "vilão do MAU tentando dominar o mundo" e "guerreiro aposentado (sim, porque ele até se casou com a mulher mais insuportável da face da terra e constituiu família) tentando aumentar o poder para deter o MAU e salvar a humanidade..." again, and again, and again...

Minha infância a parte, não gosto de me queixar do que aparece de novo, mas como disse antes, os cartoons sofreram demais com essa modernização das coisas, eu pessoalmente fico triste de ver as versões mais atuais de Tom & Jerry ou Pica-Pau. Parece que toda a malícia do desenho foi drenada, os  personagens se tornam vazios, chegando a parecer palhaços que levam a mais ridícula pancada apenas para fazer o mais discreto grupo de crianças bobas darem pequenos sorrisos.


Os canais de TV atualmente tem deixado de lado o entretenimento para o público infantil, consequentemente as animações que sempre agradaram aos de idade mais avançada acabam sendo cortadas sem dó nem piedade. Mas isto, em grande parte também é culpa do pessoal que reclama demais. Nós podemos chegar a uma conclusão de que, enquanto houver internet, boa parte das coisas que fizeram nossa infância ainda estarão disponíveis para serem revistas e nos proporcionar aquela nostalgia maravilhosa, claro que não é a mesma coisa que assistir na Televisão, mas mesmo assim é ter o conteúdo ali, pronto para ser assistido.
Será que aqui, no nosso país, um remake de Thundercats (ou até mesmo um reprise do original) conseguiria uma audiência parecida com a de épocas remotas? Quem assistiria? As crianças de hoje em dia estão acostumadas com outros padrões de animações e o pessoal que sente tantas saudades está trabalhando, cursando ou os dois em períodos proporcionais. Por isso emissora nenhuma vai se dar ao trabalho de tentar resgatar algo que tenha se tornado relíquia  e pela falta de interesse dos mais jovens de agora, as programações da TV aberta estão cada vez mais fracas e as da TV a Cabo cada vez mais limitadas a seriados bobos (nem todos), cartoons extremamente sem sal e animes mal dublados.

Mas mesmo assim... e quando surge uma série como Avatar? A maioria ignora, dizem que não é tão bom quanto "qualquer outra coisa que passava na década retrasada", e ainda existem os pais que dizem que por envolver batalhas violentas, o desenho se torna impróprio para menores, ignorando qualquer lição de carácter que aquilo possa ensinar. Com isso é mais um ponto negativo que a animação recebe, e por isso não se acha mais entretenimento de qualidade na Televisão... além de certos programas de humor, mas isso é uma outra história.

Para encerrar o post, apenas avisando (como se ninguém soubesse) que não vai tardar muito para a Nickelodeon lançar a continuação de Avatar, desta vez intitulado a Lenda de Korra, é uma sequela diferente da animação original, eu vi alguns trailers e a proposta realmente me empolgou, agora... se a TV brasileira, tanto aberta quanto a cabo (da qual tenho quase certeza) passarem essa série e mais uma vez for mais um desenho esquecido... bom, aí minhas palavras serão apenas confirmadas, mesmo que isso não dependa dos marmanjos que podem assistir online mais tarde, mas sim do pessoal que chega da escola e senta na frente da TV enquanto espera o almoço.