Ultimamente, tenho reparado uma nova "moda" entre os jogos de terror. Praticamente uma mistura de horror, anime e RPG maker que não possuem um nome específico ainda, mas tenho certeza que vão inventar algum apelido quando essa onda realmente "pegar". Provavelmente popularizados pelo Youtube Gamer, Pewdiepie, dono de um dos canais com mais subscribers no youtube (passando da faixa dos 4 milhões atualmente), esses jogos possuem algo em comum (mesmo sendo produzidos por equipes diferentes), o que os tornam possíveis de serem categorizados como um tipo específico de horror game (que como citei acima, não possui um nome definitivo, mas marquem minhas palavras, logo logo inventam um). Pois bem, hoje vou falar sobre alguns deles, os que mais fizeram sucesso.
Não quero ensebar demais sobre cada jogo pra não deixar este post monótono demais. Vou começar com Ib, que para mim é o melhor de todos. Ib conta a história de uma menina de nove anos (chamada Ib) que se perde no museu, que se transforma de uma maneira assombrosa. No caminho, Ib conhece o enigmático Garry, os dois criam uma amizade que se torna necessária para possibilitar os dois de saírem daquele pesadelo. Meu aspecto favorito do jogo são os personagens, como Garry, que desenvolve uma afeição protetora em relação a Ib.
O próximo da lista é The Witch's House, provavelmente esse é o que mais faz sucesso atualmente. Acho que pelo fato de ele se parecer com um conto de fadas macabro e você poder morrer de diversas maneiras. Esse provavelmente é o que possui os puzzles mais divertidos. Conta a história de uma menina chamada Viola que encontra uma casa bizarra no meio de uma floresta. Não é surpresa dizer que essa casa possui muitos perigos e mistérios e que o jogador vai precisar de muita astúcia para poder sair de inferno.
Agora vou falar de um mais recente que se parece mais com Witch's House do que com Ib. Ele se chama Mad Father. Este narra a história de Aya, uma garota cuja mãe é falecida e que mora com seu pai e sua ajudante em uma enorme mansão. O que Aya não sabe, é que o seu pai esconde um mórbido segredo. Ele atrai diversas pessoas para a mansão, com as quais realiza as mais sádicas experiências científicas. No jogo, Aya sai em uma busca para descobrir a verdade sobre o seu pai, se encontrando com os mais diversos e peculiares personagens. Lembrando que tudo isso se passa dentro da enigmática mansão.
É claro que existem outros jogos deste estilo, mas gostaria mesmo de citar estes três, que para mim, são os que mais chegam perto de definir este novo gênero de terror. Pelo fato de possuírem garotas como protagonistas, puzzles bem bolados, mortes bizarras e vário finais diferentes. O legal é que com uma rápida pesquisa no google, vocês podem achar os três para baixar gratuitamente. Então se você é fã de RPGs e animes de terror, estes jogos são uma boa pedida.
Olá leitores queridos! Estou de volta com a primeira postagem relevante de 2013, e com um bom-humor renovado vou começar fazendo uma lista!
Não é um top, é apenas uma lista, nela vão estar grandes mangakás que foram escolhidos por mim como uns dos melhores desenhistas do gênero de HQ mais querido do oriente.
Lembrando que todos os nomes postados aqui foram escolhidos por mim, portanto não significa que você precise concordar com nenhum deles aqui, eu escolhi levando em conta também apenas seus traços pois se fosse levar em conta roteiro e personagens eu teria de passar noites filtrando essa lista.
Começando então com Tetsuo Hara, desenhista de Hokuto no Ken. Hara tem um traçado totalmente carregado, o que lhe dá a habilidade de criar personagens masculinos terrivelmente feios e ameaçadores, tendo seu principal trabalho em uma história que transborda testosterona. As hachuras (linhas escuras usadas para criar sombra) são com certeza seu ponto mais forte (aliás, vai ser o ponto forte de muitos dessa lista), ele consegue destacar absolutamente qualquer coisa em seus desenhos com o sombreado. Mesmo com seu traçado mais retrô, posso afirmar com toda a certeza que ele é um dos mestres que mais respeito e admiro, tanto por desenhar que nem um monstro quanto por criar um dos poucos mangás 100% sem frescura que eu conheço, e, pode ter certeza isso é uma grande proeza... pensando bem... seria bom se de repente mais mangás assim surgissem e tomassem o lugar dos heróis andrógenos e delicados que ficam cada vez mais comuns no Japão.
Lembrando que Hokuto no Ken é um mangá seinen, o que significa que sua faixa etária é para maiores de 16, logo, não é o tipo de trabalho que tem uma série exibida no Sábado Animado.
O próximo da lista é Hiroya Oku (que coisa feia servidor!), mundialmente famoso graças ao seu mangá escatológico e pervertido Gantz. Oku teve... Hiroya teve a brilhante idéia de fazer cenários em computação gráfica para depois inserir seus personagens feitos a mão no quadro, parece que ele tem uma facilidade que a maioria não tem, mas na verdade é muito mais difícil fazer cenários em um modelo 3D em um PC. A grande diferença geral no trabalho de Hiroya é que ele é o ÚNICO que consegue fazer seus desenhos se parecerem com fotos quando vistos de longe ou rapidamente, seus personagens com proporções mais humanas (OK, as mulheres que o cara desenha tem proporções inumanas, mas eu vou ignorar isso, em agradecimento por ele te-las criado).
Certo, eu juro que pensei muito antes de colocar Megumu Okada aqui, isso porque ele tem o hábito de desenhar os personagens dele da última forma como eu ousaria desenhar os meus, totalmente anorexos, com olhos tão brilhantes que parecem estar constantemente fazendo a viagem astral, tão frágeis que parecem que vão quebrar com o peso das roupas e consequentemente afeminados ao ponto em que você não sabe mais se são homem, mulher ou criança.
Mas então se eu detesto tanto assim seus desenhos, porque afinal de contas coloquei ele na lista? Você deve estar perguntando.
Lembra que eu disse que vou avaliar por habilidade no traço e não por personagens ou história? Então. Okada desenhou (mas não terminou) a Saga G dos Cavaleiros do Zodíaco (que cá entre nós, tem uma historia muito melhor do que a trama principal), e é nesse mangá que conseguimos ver... (clique na imagem do mangá e veja ela maior)
O cara é praticamente um deus dos desenhos! Eu simplesmente não consigo descrever como são bonitos os cenários que Okada desenha, não apenas isso, as armaduras também, o efeito de luz, tudo. E graças a uma técnica chamada Hiper-Detalhismo.
Agora vou falar de Hiroaki Samura (não encontrei foto), conhecido por seu grande trabalho Blade-A Lâmina do Imortal.
Hiraoki consegue se destacar por sua simplicidade na escolha das técnicas, ele usa apenas hachuras para sombrear as páginas, representar movimento e criar texturas, se procurar pelo nome dele ou de alguns de seus mangás no google vai presenciar um show de técnica e arte sanguinolenta de suas obras, provavelmente um dos mangás que mais passam a sensação de dor e decadência de seus personagens é Blade, cada ferimento ou mutilação é feito de uma forma absurdamente realista, suas páginas-duplas são tão bem detalhadas que queremos arrancá-las e transformar e posters, e como não poderia deixar de destacar, as expressões de seus personagens são provavelmente as mais realistas que já vi em um mangá.
Masashi Tanaka criou Gon. O que mais dizer? Tenho vontade de colocar todas as imagens de Gon feitas por ele que encontrei no google aqui nessa postagem.
Tanaka é o maior mestre de hachuras do qual eu já ouvi falar. Todo o seu trabalho são hachuras.
Seus mangás geralmente mostram formas realistas e totalmente convincentes que mesmo sendo mudas conseguem passar mais informação do que amontoados de falas, tanto que seu pequeno dinossauro/dragão Gon foi um dos personagens convidados de Tekken 3 do Play Station 1(aaaahhhhhh bons tempos em que se podia peidar e cuspir fogo no calcanhar de seus adversários).
O que mais impressiona é que a cada quadrinho ficamos imaginando quanto tempo ele levou para desenhar tudo, e como ele conseguiu colocar um bicho tão surreal quanto um dinossauro anão cabeçudo interagindo com animais existentes do nosso mundo sem parecer tosco.
E então eu falo dele, Katsuhiro Otomo, criador de AKIRA e o autor que eu mais pago pau sem ter medo de ser feliz, provavelmente ele, Masashi Tanaka e Megumu Okada são (até agora) os autores hiper-detalhistas da lista. Cada pedacinho de Neo-Tóquio e posteriormente de suas ruínas foi desenhado a mão, as feições exageradas de seus personagens, os movimentos e tudo aquilo que viriam a chamar de futurista-realista mais tarde.
Não há tanto para se falar do de Otomo, praticamente todos os seus trabalhos obtiveram sucesso, curiosamente seus desenhos são carregados, porém de uma forma diferente, pois ele não abusa das hachuras e muito menos das retículas, todo o desenho é feito de linhas brancas e pretas e nada mais além disso e talvez esse seja o segredo de seus quadrinhos cheios de ação e correria e mesmo assim de uma interpretação fácil.
E, por último, Kentaro Miura, famoso graças ao seu sucesso Berserk.
Miura consegue ser de tudo um pouco, e como consegue.
Seu estilo era considerado a frente de seu tempo e com certeza era tão denso e detalhado que lhe garantiu em vários tops tanto relevantes quanto amadores o título de melhor desenhista de mangá do mundo, de certa forma eu deixei ele por último como um meio de dar mais destaque mesmo.
Seus desenhos são forrados de hachuras assim como os do Masashi Tanaka, porém menos realistas. Miura é conhecido também por criar os demônios mais bizarros e hediondos dos quadrinhos, Berserk tem tudo de melhor que o autor podia fazer, desde desenhos brutais e/ou lindos até uma historia fulminante que se desenrola da forma mais imprevisível possível.
Outro ponto característico forte em seu trabalho é a frequência de cenas cheias a ponto de travar o cérebro de quem está lendo. Sério, você precisa de um certo tempo para digerir tudo e ainda perde mais um tempo boquiaberto com a arte final.
Kouta Hirano quase se tornou uma menção honrosa aqui, mas cheguei a conclusão de que não há motivos para isso, pois seus desenhos são simplesmente... hum.... CABULOSOS.
Ah qual é! O cara criou Hellsing, e eu amo Hellsing como minha vida!
Personagens desproporcionais, sangue desproporcional, armas desproporcionais e uma historia quase que conceitual, isso é Hellsing e praticamente enquadra tudo o que Hirano gosta de fazer, e, meu deus eu realmente admiro isso. Todo o sombreado, as roupas manchadas de sangue e as sombras em formato de gavinha retorcida tornam os traçados desse gordinho um dos melhores que eu já vi.
Então pessoal, isso é tudo, espero que tenham gostado do post, ele foi meio cansativo de se fazer por conta das imagens que tive que ficar procurando, mas no final estou bem satisfeito com o resultado.
O ANO ACABÔ. EU NUM MORRI. SOBREVIVI A MUITA MERDA E MUITA MERDA ESTÁ POR VIR.
Olá meus queridos leitores, como estão vocês? Eu queria fazer uma postagem especial de ano novo, mas confesso que não me passou nada pela cabeça :(
Sei lá, acho que podia ter feito uma postagem especial sobre Muppets, mas não ia ficar legal como abertura de 2013. Por isso decidi apenas falar, falar e falar... isso provavelmente vai sair bem pessoal, pode pular logo para o último parágrafo eu não ligo ^.0
Não sei se é porque deixei de ser criança há uma vida de diferença, mas quase todas as coisas que eu gostava em tempos de comemoração acabaram perdendo a magia, o Carnaval nunca foi lá alguma coisa relevante, a menos que você goste de sambar ou bancar o macho-alfa assistindo desfiles chatos só pra ver as "gostosas" sambarem, mesmo que possa ter toda a pornografia do mundo apenas navegando pela internet. A páscoa se tornou pra mim apenas uma desculpa para comer mais chocolate do que o normal, como sou ateu, o fato de representar a ressurreição de Cristo não significa nada pra mim (aliás, Natal e Páscoa deixaram de representar Jesus Cristo há mais de séculos para darem lugar ao consumismo desenfreado).
Depois da Páscoa, o que resta ao longo do ano é simplesmente o mesmo feriado que é repetido freneticamente, mudando apenas de nome, afinal de contas ninguém liga pra saber quem é o santo ou visionário responsável pelo seu dia de folga (isso foi sarcasmo... não queria ter que avisar mas, vai saber né...). O Natal ainda é uma data importante para mim, afinal de contas as pessoas estão mais gentis e boas (só em algumas partes do mundo... ou do meu bairro) nessa época sempre paira no ar um clima mais nobre (falso, porém reconfortante), atualmente eu não ligo mais para os presentes, tudo o que ganho, por mais útil que seja não me faz ficar alegre e saltitante como certas pessoas ou como eu mesmo costumava ficar.
Depois o ano finalmente acaba, e eu posso observar os belos fogos-de-artifício cortando o céu como maravilhosos disparos de mágica, e então os inevitáveis pensamentos sobre o futuro começam, junto com leves balbuciados de "feliz ano novo, seja onde você estiver agora" que fazemos para pessoas que estão fora dos limites de nossas palavras ou em dimensões onde a TIM não cobre.
O que eu espero de 2013?
Bom, antes é melhor eu tentar me lembrar do que realmente esperava de 2012, fora o fim do mundo (sério... só eu fiquei triste do mundo não acabar?) que todos sabíamos no fundo que não ia acabar coisa nenhuma. Eu queria ser reconhecido como um desenhista, prometi desenhar além da conta, disse que tentaria emagrecer, comecei a prestar mais atenção nas pessoas e sempre esperei que 2012 fosse o ano em que ficaria bem comigo mesmo (isso não é tão pessoal quanto parece, acreditem).
Sabe... eu consegui cumprir algumas dessas coisas, meio que na sorte, mas consegui. Não me senti realizado e nem mesmo satisfeito o suficiente com elas, isso porque no final eu não esperava tanto de mim mesmo nesse ano que passou. Por que será?
Não posso prometer nada para 2013 exatamente porque não estou com a corda toda, pra falar a verdade tudo parece estar se movendo a passos muito curtos, é como se antes o que estava muito claro no fim da estrada de repente se tornasse meio desfocado, não tem haver com meus sonhos apenas na consistência deles. 2013 está de portas abertas pra mim, mas será que não vai ser como 2012? Acho que sou eu que garanto isso... nah!
Mas o verdadeiro sentido de eu ter feito este post é para desejar um ano enérgico para vocês, afinal de contas este blog é feito para a diversão e entretenimento, uma excelente terapia pra mim e algum motivo para quem lê ver um ponto de vista meio diferente das coisas. Um ano novo é sempre mais uma chance para fazer tudo diferente, tanto pra mim quanto pra vocês, por isso estou desejando um feliz-ano-novo (meio atrasado) para todos que leem o blog e esperem grandes postagens também, provavelmente mais sobre filmes do que sobre desenhos.
Como vão meus caros? Espero que estejam todos bem.
Fui assistir O Hobbit nessa segunda-feira e infelizmente só estava disponível dublado, mas vou deixar pra falar da dublagem mais para o final ou meio da postagem.
Certo, eu nunca falo de filmes que estão em cartaz aqui no blog, talvez porque raramente vou no cinema e sempre escrevo sobre coisas mais antigas porque tenho total liberdade para falar delas sem parecer que estou tendo opiniões tortas, mas no caso de uma adaptação de um dos meus livros preferidos eu não poderia deixar passar a chance de fazer um post.
Como não sou crítico de cinema e este blog não é sobre críticas mas sim sobre análises, eu já deixo claro que vou fazer spoilers, principalmente quando for comparar alguma coisa com o livro, neste momento deixarei a palavra SPOILER escrita em amarelo para marcar o começo e o fim deles, no entanto, não tem como falar do filme sem entrar em detalhes sobre algumas coisas então se não sabe exatamente nada sobre a historia sugiro que não leia a postagem.
Vamos por partes então.
Peter Jackson é sem sombra de dúvidas um dos maiores cineastas do mundo, ele não apenas fez uma maravilhosa adaptação da Trilogia do Anel como também do clássico King Kong, conseguindo torná-lo contemporâneo sem precisar estragar toda a ambientização da história.
Uma das melhores características do diretor, com certeza é sua capacidade de fazer adaptações capazes de tornar cenas que deveriam ser cansativas ou até mesmo bobinhas em sequências dinâmicas e tensas, vimos muito disso em O Senhor dos Anéis e agora podemos ver em o Hobbit: An Unexpected Journey (Uma Jornada Inesperada).
A historia nos mostra um hobbit como qualquer outro chamado Bilbo Bolseiro (este que viria a ser o tio de Frodo na historia que se passa 60 anos depois), ele é preguiçoso, pacífico, alegre e satisfeito com sua vidinha confortável no Condado. Isso até que Gandalf o Mago-Cinzento lhe faz uma visitinha e o convida para uma aventura, da qual Bilbo claramente faz questão de não participar. Depois de algumas desculpas desajeitadas, o hobbit consegue despistar Gandalf e torce para que o mago não o procure mais, não sabendo ele que sua porta fora marcada com um sinal mágico.
Naquela noite Bilbo começa a receber a visita inesperada de alguns anões que logo formam um enorme grupo de 12 e também uma inusitada aparição de Gandalf (o curioso é que na historia do livro Gandalf se auto-convida para um chá da tarde na toca de Bilbo, mas não comenta nada sobre os anões, neste filme ele entra de penetra). Os anões se esbanjam de comida, cantam, contam piadas e por fim arrumam a louça, é quando o mais importante deles bate na porta. Thorin Escudo de Carvalho é conhecido como Rei Sob a Montanha, mesmo que a montanha tenha pertencido ao seu pai até ser morto pelo último dos grades Dragões-de-fogo Smaug, a criatura cobiçava o ouro e assim massacrou vários anões para poder invadir seu reino e se enterrar na pilha de tesouro. Thorin precisou reinar com o que sobrou de seu povo em outro lugar, mas não se esqueceu de toda a glória que sua grande montanha (agora chamada de Montanha Solitária) empregava aos anões, tendo em mente sempre recuperar seu antigo lar. Depois de ouvir uma boa parte da história daqueles anões, Bilbo logo percebe que eles estão pretendendo tomar de volta a Montanha Solitária de Smaug e pra isso precisam de um ladrão... isso mesmo... Gandalf indicou o próprio Bilbo como Ladino para a jornada, agora cabe ao hobbit decidir se vai recusar a proposta e continuar sua vidinha pacata no Condado ou aceitar partir em uma viagem mortal em busca de ouro e glória.
Começando a análise com a aparência do filme.
Uma das primeiras coisas que pude notar quando o filme começa a nos apresentar o Bilbo Bolseiro de 60 anos atrás é que toda a atmosfera do filme está mais leve e ágil do que em O Senhor dos Anéis. Nada de diálogos longos e complexos, apenas um bom humor coerente e cenas ágeis. Todo aquele clima tenso que já pairava no primeiro filme da primeira trilogia foi abandonado, afinal de contas o mundo AINDA não corre perigo. Peter Jackson sabe muito bem como cada filme deve parecer, como O Hobbit é um livro para crianças seria realmente estranho se ele tivesse feito um filme todo dramático e carrancudo, mas por incrível que pareça, tudo ficou muito equilibrado, as cenas tensas são realmente tensas, a ação é simplesmente maravilhosa, o filme roda a 48 quadros por segundo, o que no início faz parecer que está acelerado mas quando nos acostumamos tudo parece mágico e vivo até demais da conta. O humor é realmente engraçado e simples, muitas vezes um pouco negro mas não tira o realismo e veracidade de toda a Terra Média, aqui mostrada com muito mais detalhes e variedade que nos três filmes anteriores.
Talvez por se tratar de uma aventura que seja pelo menos simples no início, todo o filme me remeteu a uma clássica jornada de RPG, mais especificamente D&D, as criaturas da Terra Média são mostradas com mais importância agora, todo o design delas foi refeito, um grande exemplo disso são os orcs que aparentam ser menos nojentos e deformados e mais semelhantes aos monstros clássicos dos livros, os Wargs não se parecem mais com hienas, agora lembram uma mistura de lobo, rato e gato e toda a arquitetura das cidades foi refeita. Quando vemos a cena um pouco antes da invasão do dragão fica claro o quanto todo o ar de O Hobbit é diferente de O.S.D.A.
E eu sei que é irritante ficar comparando um com o outro, mas nesse caso acho que estas comparações são até bem vindas, afinal de contas estou falando de filmes produzidos pelo mesmo diretor, não é como comparar GTA com Sleeping Dogs.
As adaptações também foram um ponto muito importante para a versão cinematográfica, quem leu o livro sabe que mesmo ele sendo pequeno e destinado á um público infantil ainda conta com partes maçantes e descrições cansativas sobre coisas e lugares dos quais não queremos saber como são. Desta vez a variedade de cenários é bem maior, e olha que este é apenas o primeiro filme de uma nova trilogia, quem assistiu e se maravilhou com os sets pode esperar muito mais dos próximos dois.
Um detalhe curioso no livro é que a maioria dos animais presentes falam. Quando eu estava indo para o cinema comecei a pensar nessa possibilidade na versão cinematográfica e logo constei que seria ridículo, e para o meu alívio... os animais não falam! Imaginem só seria como assistir Nárnia na Terra Média. SPOILER Eu só espero ouvir a voz do rei das Águias no próximo SPOILER.
Quanto aos efeitos sonoros e trilha do filme... bom como já era de se esperar eles são fascinantes, a canção Misty Mountains Cold adaptada diretamente do livro causa arrepios insanos e podemos ouvir algumas adaptações clássicas para nos arrepiar ainda mais, SPOILER como quando Bilbo encontra o Um Anel na caverna do Gollum e toca por alguns segundos o tema One Ring to Rule Them All SPOILER. Os sons ambientes são maravilhosos e assim como o resto do filme beiram o hiper-realismo.
De alguma forma que não consigo explicar, O Hobbit me prendeu a atenção como poucos filmes antes conseguiram, eu não me senti cansado, desconfortável e muito menos entediado em momento algum, e o fato de ser apenas uma de três partes que ainda estão por vir mostra o quanto a aventura de Bilbo foi épica (coisa que só conseguimos perceber com clareza além da metade do livro).
Tolkien escreveu O Hobbit com muita simplicidade e esta simplicidade também foi passada para o filme, eu sempre percebi que quanto mais ele descrevia os detalhes do cenário menos eu realmente conseguia imaginar a grandeza deles, quando assisti A Sociedade do Anel, me impressionei com os efeitos visuais. Pois bem, acabei me impressionando de novo, pois tudo é exatamente diferente do que imaginei ao ler o livro (e começo a pensar que se Tolkien ainda estivesse vivo ia se impressionar também... mesmo ele sendo um fresco... fãs de Senhor dos Anéis me odiando em 3...2...1...) e mesmo assim tem aquele ar de fim-de-tarde. Tudo, mas absolutamente TUDO é rápido, fácil de entender e ainda consegue ser épico.
Lembrando que quem for assistir e nunca leu o livro para não esperar nada comprometedor como a trilogia original e nem por isso imaginar o filme como fraco.
Entrando no assunto da dublagem.
A dublagem de O Hobbit (agora eu aproveito e peço desculpas por ter cometido a heresia de assistir um filme como esse dublado, mas como disse antes eu não tive opção) está, por incrível que pareça, muito decente. O maior problema é que algumas vozes simplesmente não combinaram... AS MALDITAS VOZES NÃO COMBINARAM!!!! COMO UM ESTÚDIO DE DUBLAGEM DUBLA UM FILME TÃO ESPERADO E IMPORTANTE COMO ESSE E NÃO TOMAM O TRABALHO DE ENCAIXAR CADA VOZ DIREITO?!!!
OK, não são todos, na verdade apenas Bilbo e Gandalf ficaram estranhos, mas eles são dois dos personagens mais importantes! Sem falar que trocaram muitas vozes SPOILER um exemplo é Frodo, que aparece no início, assim como o Bilbo velho porque a introdução do filme é uma cena que não aparece em A Sociedade do Anel mas que está presente no livro... então... Frodo teve seu dublador trocado,é uma pena porque antes ele que tinha a voz do Gohan SPOILER.
Mas a verdade é que isso aconteceu porque O Hobbit foi dublado no Rio de Janeiro enquanto a trilogia do anel foi dublada em São Paulo, então não podemos exigir que seja a mesma equipe.
De qualquer forma, acredito que Alexandre Moreno não foi uma boa escolha para fazer a voz de Bilbo.
Hã? Por que?
PORQUE ELE FAZ A VOZ DO ADAM SANDLER!
O cara é um tremendo dublador, mas a voz dele é tão conhecida que acabou deixando o Bilbo marcado, se você fecha os olhos durante a sessão, parece que está assistindo Dois Homens e Meio (kkkkkkkk um Hobbit e 13 anões haushaushhaush ¬ ¬ chega de internet por hoje).
As canções foram dubladas. Nada mais a declarar.
Então, minhas declarações finais sobre este filme. Como se pudessem ser diferentes. Assistam é o que eu digo, a sessão deve estar legendada, em 3D e com qualidade IMAX, se tudo estiver de acordo, a experiência será tão fenomenal quanto AVATAR, e para os fãs de Tolkien com certeza vai ser melhor que este.
O filme é praticamente um tour pela Terra Média, mais leve, mais descontraído mostrando um lado mais D&D do qual o cinema nunca fez funcionar direito antes.
Trailer do filme logo abaixo, até mais meus caros.
Saudações amigos, parece que foi ontem que fiz a última postagem (não pra vocês eu acho, né).
Eu quero fazer um post especial sobre o game clássico de Hack and Slash (retalhe e fatie) originalmente criado pela Capcom como um bom substituto para seus lendários jogos do Megaman... ok isso nunca foi dito, mas eu acho que ficou bem na cara, vejam só:
*É um jogo de fases;
*Dante me lembra o Zero, ele tem a vestimenta vermelha, cabelo longo, é fodão, luta com uma espada e usa os tiros apenas como complemento (essa é meio pessoal, não precisa levar em conta);
*Você ganha uma arma nova a cada chefe que mata;
*A jogabilidade depende de manha e destreza, não tem como jogar apenas andando pra frente e atacando com o mesmo golpe sem parar (apesar de que o máximo que se faz no Megaman é pular pra se esquivar e carregar o buster pra tirar mais dano, mesmo assim não tem como terminar sem manha);
*Ambos são da Capcom, não há nenhum tabu nisso, todo mundo sabe como a Capcom adora reciclar suas fórmulas (o que eu acho muito bom, quem se arrisca a dizer que não da certo?).
Eu quero comentar todos os jogos da série aqui, desde o primeiro até o polêmico DMC que sai em 2013 e vou dar minha opinião pessoal sobre todos eles, então se você é um fã xiita/fanboy/paga pau do Dante original ou algo parecido, aconselho a parar de ler este post, eu vou dizer tudo o que penso e nem todas a minhas opiniões sobre a série são positivas, logo se vir com quatro pedras na mão aqui nos comentários vai ser ignorado.
Vamos a análise do primeiro jogo:
Devil May Cry foi lançado em 2001, a intenção era que fosse mais uma sequencia de Resident Evil, mas acho que por aparentar ser muito diferente do proposto os desenvolvedores decidiram criar uma nova franquia.
Dante é um conhecido caçador de casos sobrenaturais cujo sangue híbrido de humano com demonio o dão poderes além da compreensão, é curioso que mesmo que nunca tenha ficado em evidência a reação das pessoas com relação a ele entende-se que o tratam como louco. Dante tem um consultório chamado Devil May Cry próximo a um beco abandonado, o lugar é sujo e sombrio tanto por dentro quanto por fora do estabelecimento, suas dívidas estão em alta e Dante é desleixado demais para se preocupar em levantar o astral de sua pequena agência, é quando surge Trish, uma bela moça de longos cabelos loiros que invade o lugar em uma moto, Dante não demonstra espanto e nem irritação por causa da mulher, mesmo com o enorme buraco feito na sua parede. Depois de bancar o folgado com Trish, Dante recebe uma bela surra e descobre da pior maneira que sua adversária possui poderes elétricos, então ele decide virar o jogo e demonstra um pouco de sua habilidade demoníaca, quase matando Trish e se espantando ao perceber que a moça se parece muito com sua falecida mãe humana Eva, ao vê-la sem os óculos escuros que usava quando chegou.
Trish então pede desculpas e diz que aquilo era apenas um teste para ter certeza de que ele realmente era o poderoso filho do lendário cavaleiro negro Sparda, um demonio mercenário que traiu seu senhor Mundus em prol dos humanos. Ela então oferece uma missão a Dante, falando sobre o malévolo rei demonio Mundus e como seu poder tem crescido mais e mais em uma desolada ilha chamada Mallet.
Aceitando até rápido demais a missão por motivos que seriam revelados posteriormente, Dante parte para a tal ilha em busca de uma forma de impedir que Mundus venha para esta dimensão.
Certo, agora eu vou fazer minha análise sobre o jogo.
o primeiro DMC é uma relíquia, isso porque os que vieram posteriormente simplesmente ofuscaram ele (mesmo o segundo título sendo péssimo), é muito difícil encontrar imagens dele no Google que não sejam da capa, mesmo que você procure especificamente por Devil May Cry 1 a maioria faz referência ao 4.
Se uma pessoa que nunca viu esse jogo antes assistir as cutscenes dele hoje pode até dar risada, mas para a época ela eram maravilhosas, os personagens mal mexiam a boca para falar, era como se a pele deles fosse de plástico e a movimentação chega a dar vergonha, mesmo assim isso já foi um avanço inestimável nos games. Porém, diferente das cutscenes, o gráfico em geral do game era lindo, para ser sincero até hoje eu acho eles muito bonitos, tando do personagem jogável quanto dos inimigos e obviamente os cenários góticos e sombrios.
Algo que eu nunca poderia deixar de ressaltar é o visual de Dante e a temática deste jogo. O nosso protagonista tem um jeitão todo vadio e canastrão, visual extremamente cafona e conta com um senso de humor bem sem graça, no entanto para a época (2001, acreditem se quiser isso já foi há muito tempo) ele era completamente inovador pois até então ninguém jamais havia jogado com um personagem que fosse um zé fodão que de fato fosse fodão, não bastava Dante fazer movimentos loucos com a espada e disparar em velocidade sobre-humana com suas automáticas, ele ainda parecia fazer tudo isso com muita facilidade e ainda tirava sarro dos chefes... EM UM JOGO DE TERROR!
Sim, Devil May Cry era um jogo com temática terror, diferente dos títulos que foram surgindo depois, os demonios deste game de fato se pareciam com demonios, o visual do castelo que fica na ilha é amedrontador, a trilha sonora é linda quando não se está lutando, aliás, isso eles nunca corrigiram, as músicas de luta de DMC sempre foram uma merda, era como um Rock eletrônico com vocal que parecia que o cara tava cochichando no microfone com uma voz "do mal" genérica, mesmo assim, no primeiro a trilha sonora de luta era mais eletrônica do que qualquer coisa, nunca embalou as lutas, mas era tão genérica que também não atrapalhava.
Vá em frente, dê play no vídeo e curta enquanto lê o post, vai perceber que não embala um combate, mas parece que era "exitante" em 2001, só não entendi por quê a Capcom nunca investiu em sons de combate mais decentes.
Continuando a falar da temática, Dante, como eu disse antes se vestia de um jeito que consideramos bem cafona hoje em dia, mas ele se enquadra perfeitamente nos cenários do jogo e mais tarde o visual dele se tornaria um ícone, tanto que o personagem teve que passar por várias atualizações com o passar dos anos porém sempre se vestindo com um sobretudo vermelho e tendo uma espada gigante nas costas. Uma das coisas boas que DMC nos mostrou era a sensação de estar em um jogo de horror e não sentir um pingo de medo porque estamos no controle do ser tão forte quanto os inimigos.
Por fim, não sei exatamente porque, o primeiro jogo tem um final feliz do tipo "e eles chutaram traseiros para sempre" e mostra um Dante mais emotivo e preocupado com os outros, talvez sua personalidade definitiva ainda não tivesse sido definida, a questão é que eu considero esta a segunda melhor história da franquia.
Em 2003 saiu a sequência que todos esperavam. Mas não se iluda pela capa, este não só é de longe o pior Devil May Cry da história como também não acrescenta nada de inovador a série. Não quero entrar muito em detalhes sobre este porque eu o joguei com pressa apenas para entender a historia e para poder dizer que tinha zerado todos os jogos na época. OK, pra começar, eu acho que no final das contas o que inventaram pra esse jogo não foi uma má ideia, o problema é que não souberam dar vida a ela, tudo parece superficial, fraco, feito as pressas. A partir do momento em que vi Dante lutando contra Tanques-de-Guerra e Helicópteros "possuídos" eu perdi todas as esperanças no game. Lucia é uma moça (muito sem graça e claramente invetada por designers preguiçosos) de cabelos vermelhos e habilidades especiais que após quase fracassar em proteger um artefato num museu e ter seu pescoço salvo por Dante, decide levá-lo até sua mãe, a velha conta para o nosso meio-demonio que já se aliou ao seu pai Sparda para proteger a ilha em que vive do ataque de vários seres do submundo. Ela então pede a Dante que seja heroico assim como seu pai era e impeça um poderoso empresário chamado Arius, (que por alguma razão que eu esqueci, se é que existe uma razão, consegue conjurar forças demoníacas) de dominar o mundo... isso, mais uma vez. Dante então confia na sorte (sua própria sorte) e parte em uma perigosa missão para impedir que Arius reencarne numa poderosa criatura chamada Argosax.
Esse DMC tem uma marca forte na historia da franquia original porque ele se enquadra por último na ordem cronológica, o que seria depois do 4. Dante está no auge de seu poder pois tecnicamente ficou mais velho desde seus primeiros feitos importantes em Devil May Cry 3 (sim, o primeiro na ordem cronológica) e agora é um homem mais sério e vivido. O que não agradou muito aos fãs. Como eu disse antes, o primeiro Dante demonstrava uma certa emotividade no jogo original, mas temos que levar em conta que o cara tava resolvendo um problema familiar com o responsável pelo sofrimento de sua mãe e do sacrifício de seu pai, quer dizer, deixar o personagem puramente poderoso e sério no segundo título não foi uma doa ideia, mesmo assim o personagem possuía um bom carisma, diferente dos coadjuvantes que são muito rasos e se não fosse o tal lance sentimental eles não passariam de massas de pixels falantes (não que TODOS os personagens de vídeo-game não sejam isso), mas o que realmente mata são quatro coisas:
* O design do jogo é terrível, o primeiro era todo retrô, porém propositalmente e com a melhor ambientização possível, nesse, vemos muitas coisas que simplesmente não parecem se encaixar, o visual de Dante está bem bacana mas não basta, todo o resto foi feito com muita preguiça. Isso sem falar que eles opinaram em usar CGIs ao invés de cutscenes in-game, o que sempre foi muito legal na série;
* A história exerce um papel importante na cronologia, pois é a ultima coisa que temos sobre o Dante clássico, mas ela é retratada da pior forma, corre quando precisa ser mais bem detalhada, da pouca atenção ao que precisa de profundidade e principalmente... não da um bom fim á lenda de Dante;
* A jogabilidade é toda mastigada, não tem upgrades, adicionaram um botão de esquiva, chefes fracos, sem desafios interessantes, enfim, de longe o DMC mais fácil de todos, eu passei as fases apenas para saber o que vinha depois na historia;
* Uma espécie de romance surge entre Dante e Lucia, mesmo que fique meio nas entrelinhas que ele namora Trish (ou tem um caso com ela), o fato é que os dois mal se conhecem e Lucia nem sequer demonstra uma personalidade interessante, Dante é muito sério e drástico, tudo é maçante quando os dois se encontram. Ressaltando que não rola nada, apenas o clima surge, principalmente quado (SPOILER) eles estão discutindo em frente ao portal para o inferno sobre quem vai descer e nunca mais voltar, impedindo assim que mais merdas aconteçam no nosso mundo, Lucia chora porque teme se tornar um demonio e matar seu povo, nesse momento Dante limpa sua lágrima e decide jogar sua moeda da sorte para ver quem desce... e mesmo que não seja bem feito, confesso que me senti meio triste nessa parte.
Como eu não me lembro das músicas que compunham a OST (com excessão dos toquinhos de batalha) não tem como criticar a trilha sonora do game, mas ficou mais do que evidente que ele foi apenas um Caça- Niqueis, acho até que a própria equipe que o fez não negaria isso hoje se perguntassem.
Certo, agora a capa muito doida pode sim dizer algo sobre o jogo.Em 2005 saiu Devil May Cry 3: Dante's Awakening (o despertar de Dante) que contava a historia de como Dante se tornou um caçador de demonios.
Dante é um jovem e esquisito micro-empresário que quer mais do que tudo fundar sua humilde lojinha de assassinatos de demonios a domicílio, o problema é que exatamente nessa época, seu irmão gêmeo Vergil ressurge com a intenção de romper o selo que guarda todo o poder de seu pai Sparda a fim de tomá-lo para si. Logo depois da visita de um misterioso homem chamado Arkham, o protótipo de agência de Dante é atacado por vários demonios. Sua loja acaba caindo e Dante sai putão em busca de satisfações com seu irmão, que invocou uma torre gigantesca no meio da cidade chamada Tamen-Ni-Gru. Basicamente essa é a introdução da trama, ela pode ser simples, mas com certeza é muito bem contada e diferente do seu antecessor, DMC 3 teve um elenco de personagens muito bem trabalhado. Claro que depois que Dante entra na torre a historia começa a se mostrar muito mais complexa do que realmente parece no início. Temos como principais chaves para o desenrolar da história: um Dante jovem e imprudente que quer apenas evitar que seu irmão tome o poder se seu pai, Lady (apelido dado por Dante, seu verdadeiro nome é Mary) uma humana caçadora de demonios que se infiltra na torre para matar Vergil, Arkham, um misterioso homem que partilha das mesmas intenções de Vergil e obviamente o próprio Vergil, claramente muito mais poderoso que seu irmão, tem pensamentos egoístas voltados para o poder supremo que pode adquirir como herança.
Graficamente falando este é o mais bem feito para o Play Station 2, com uma riqueza de detalhes bem alta e ambientização excelente. O design do jogo é perfeito, desde a aparência de Dante e Vergil até os variados chefes que não só proporcionam uma boa diversão como também são interessantes.
A jogabilidade é considerada por muitos a melhor já feita, Dante agora pode usar estilos específicos em batalhas, mesmo que apenas um de cada vez.
* Trickster/Trapaceiro (foca em velocidade e esquiva);
* Swordmaster/Mestre Espadachim (foca em habilidade com a espada);
*Royalguard/Guarda Real (foca em defesa)
* Gunslinger/Pistoleiro (foca na habilidade de tiros), e posteriormente também;
* Quicksilver/...algo como Pensa Rápido... (para o tempo limitadamente quando ativado)
* Doppelganger/Alter Ego (ativa um clone que luta junto de Dante)
Todos os movimentos são assustadoramente fluídos, os combos dão aquela sensação gostosa de que a espada está realmente cortando pedaços (mesmo que não corte) e é estupidamente divertido retalhar inimigos! Mantendo a tradição, Dante ganha uma arma nova a cada Boss que derrota, e diferente dos dois anteriores, elas de fato fazem alguma diferença (com excessão da guitarra elétrica/foice) e como podem ser trocadas a qualquer momento (isso foi implementado no segundo jogo... que droga eu esqueci de falar isso)
os combos podem alcançar números bem mais altos.
A trilha sonora, como sempre consiste em maravilhosas músicas ambiente e horríveis composições para as lutas.
É engraçado ver que o Dante de mais ou menos 21 anos desse jogo é muito mais habilidoso do que o que aparece nos jogos anteriores, ele não causa tanto dano de uma só vez nos inimigos, mas tem ataques arrasadores e ainda por cima se diverte durante as batalhas, seja fazendo seus oponentes de skate ou surfando em um míssil.
As coreogr....... ...... ......
O CARA SURFA EM UM MÍSSIL! Imaginem minha cara quando vi isso pela primeira vez!
Como ia dizendo, as coreografias são tão fantásticas durante as cutscenes (in-game, vale ressaltar) e começamos a pensar que a Capcom atingiu um novo patamar em jogos de ação, o que não é uma mentira, pelo menos não completa. Quando você começa a terminar o jogo nas diversas dificuldades, assim como é uma tradição nos jogos da Capcom, novos "brindes" são destravados, entre eles temos alguns vídeos de como as coreografias dos personagens foram feitas usando atores reais com pontos de sensores em uma roupa especial, saltando com fios nas costas que os puxam para cima, e sinceramente aquilo é fenomenal pois tornou a ação surreal mas ao mesmo tempo realista e fluida.
O jogo foi um sucesso estrondoso e ganhou muitos novos fãs para a franquia, muitos o consideraram absolutamente melhor do que o primeiro e o mais desafiador de todos, ponto em que discordo, acho o primeiro terrivelmente difícil, não apenas isso, também considero um dos jogos mais difíceis que já joguei. Quer ter uma ideia? Se você colocar o primeiro no nível hard, vai ter uma porcentagem de chance de encontrar um sub-chefe toda vez que abre uma porta. Lembrando que existe um nível de dificuldade acima ainda.
Mas isso não muda o fato de que sim, DMC 3 é um jogo difícil pra cacete e a dificuldade Dante Must Die é simplesmente ridícula de tão difícil, pois o jogador tem um tempo estimado para matar os monstros que estão no nível hard, se ele não conseguir a tempo eles se regeneram e ficam três vezes mais resistentes e fortes (três vezes mais resistentes e fortes, ou seja, três ataques e você morre), sem dúvidas jogadores não-hardcore devem passar longe dessa dificuldade.
No final, Devil May Cry 3: Dante's Awakening é um excelente jogo que adiciona personagens bem legais a série, justifica a existência de um dos chefes do primeiro jogo e ainda mostra o passado de Dante e como ele decidiu dedica sua vida a matar monstros.
Se quiser pode ver um dos vídeos de coreografia em live-action do jogo logo abaixo, é bem divertido
E enfim chego no último Devil May Cry feito pela Capcom lançado em 2008, este que conseguiu uma ótima nota nas revistas e sites, mas que não trouxe quase nenhuma inovação para a franquia.
Nero é um rapaz que possui um braço de demonio e faz parte de uma ordem religiosa que segue os mesmos caminhos de Sparda com o intuito de eliminar o mal da Terra, mas os problemas começam a se formar quando um cara de sobretudo vermelho entra pelo teto, assassina o Papa que eles chamam de Sanctus e começa a retalhar com uma espada gigante os membros da ordem, Nero então decide tirar sua namoradinha Kyrie do salão antes que ela também seja retalhada e parte para enfrentar Dante (sim é o Dante, acho que ja tinha ficado bem claro né). Depois de uma falsa vitória, Dante deixa Nero no meio do combate para desaparecer por onde veio. Nero começa então a desconfiar que ele seja mais do que apenas um maníaco e sai pelo lugar em busca de respostas, principalmente para o surgimento de tantos demonios naquele lugar.
Só pela sinopse, ja percebemos que a trama tem muito para se descobrir, só que eu acho que o pessoal responsável pelo roteiro esqueceu de um detalhe: Dante não é mau, pode ser meio insensível as vezes mas nunca é mau, logo de cara ja conseguimos saber quem é vilão e quem é mocinho, Nero é inocente na historia toda então presumimos que ele cedo ou tarde se tornará amigo de Dante, isso é um tremendo fail e acaba tirando muito a graça, sem falar que o roteiro é bem fraquinho por si só.
Mas calma, eu tenho mais qualidades do que defeitos para ressaltar nesse jogo, a primeira delas é que os personagens são bem legais, como tem um elenco maior que no jogo anterior, é compreensível que nem todos sejam profundos, mas pelo menos parecem bem trabalhados. Um exemplo disso é a namorada de Nero, Kyrie. A guria tem a menor quantidade de falas do roteiro, é bonitinha e doce, mas não agrada muito. Se não fosse o amor incondicional de Nero por ela a maioria não se importaria se ela morresse. Dante está muito parecido com o que foi mostrado em DMC 3, o que eu acho meio estranho, já que esse jogo vem depois do primeiro na ordem cronológica, ou seja ele deveria ser mais sério. Isso em si não é um problema, as cutscenes com ele são bem divertidas e sua luta com Nero no início é demais, mas a personalidade de crianção o deixou com cara de ferramenta de roteiro, impressão essa que aumentou quando eu finalmente pude jogar com ele, já que você tem que voltar todas as fases de Nero e enfrentar os mesmos chefes, e mesmo que a experiência seja diferente ainda sim se torna maçante, Parece que colocaram o personagem apenas para os fãs irritantes pararem de chorar, tanto que seus movimentos são exatamente os mesmos de DMC 3.
A jogabilidade está ótima, como sempre, movimentos fluídos e ataques arrasadores, Nero se parece com Dante em vários aspectos, mas pessoalmente, gosto de jogar mais com ele. Isso porque Nero possui aquele braço demoniaco, é como se ele tivesse a força de um capeta fodão 24 horas por dia no seu braço direito, ele pega monstros com dez vezes ou mais o tamanho dele e bate eles no chão que nem o primo do Jerry fazia com o Tom e depois atira como se não fossem nada, o braço também se estica e puxa seus oponentes pra perto no melhor estilo Scorpion, os combos, diferente de Dante não são tão rápidos e nem machucam tanto os inimigos, mas atingem mais monstros de uma só vez, posso dizer que Nero é maus "brutal" do que Dante. Quanto á aparência e personalidade, além do braço chamado de Devil Bringer, Nero possui uma espada customizada, e como eu me amarro em armas customizadas acabei adotando a espada como uma das minhas armas favoritas. Se a Gunblade sempre foi a arma que mais venerei, a RedQueen de Nero não fica muito atrás, pois ao invés de um revólver, sua espada é hibrida com um guidão de motocicleta.
Girando o cabo, uma espécie de combustível é liberado, a espada ronca romo uma moto e a lâmina brilha com uma energia avermelhada, isso aumenta a velocidade e o estrago que a arma faz. Mas pra mim acabou sendo um valor puramente estético, porque nunca achei conveniente parar no meio da luta pra "acelerar" a espada. E não me pergunte para que serve o freio.
Nero adota a personalidade de um jovem durão e sarcástico, sua atitude irreverente e seus poderes o tornam uma pessoa perigosa, principalmente quando decide descobrir qual é a real da ordem que segue e a de Dante. A única coisa chata sobre ele é que suas cutscenes são menos divertidas =/.
Os gráficos eram fenomenais pra época e são considerados muito bonitos hoje, mesmo que você esteja acostumado com gráficos atuais ainda vai se impressionar com os desse DMC a trilha sonora segue o mesmo padrão que citei anteriormente.
Mas agora eu vou falar dos porquês do jogo não ter conseguido ser um sucesso lucrativo como seu antecessor.
Primeiro que a mudança de console parece ter servido apenas para melhorar os gráficos, aquela conversa de que "time que está ganhando não se mexe" não cola aqui, console novo, tem que ter inovações, ideias novas e interessantes, esse jogo não só poderia ter se aguentado muito bem no Play Station 2 como também apresenta uma historia totalmente dispensável, porque acontecendo ou não ela não altera eventos futuros e nem sequer justifica feitos passados, um outro problema que vinha acontecendo com toda a franquia era sua identidade, Devil May Cry parecia que era formado apenas por seus personagens e sua jogabilidade, não temos nada que seja muito palpável no mundo do jogo (que aparentemente é fictício) e as influências orientais apenas estragaram tudo. Agora muitos fãs podem me criticar, mas eu nunca suportei aquele apelo de Tokusatsu que DMC sempre teve, desde a aparência de Sparda até o jeitão de anime dos personagens. Se você acompanha o blog sabe que eu adoro amines e mangás, mas acho que tem um limite para se incorporar isto. Quando eu joguei o primeiro, pensei que a série fosse manter aquele ar gótico e macabro até o final, me enganei, mas tudo bem porque adicionaram ação em dobro e tornaram os personagens mais intensos, mas ao mesmo tempo ia se tornando uma série de porradaria do que de fato um jogo com demonios. Pra piorar surgiu um anime horrível que continuava a trama do primeiro e fazia uma pequena ligação visual ao 4,nele temos um Dante sério, preguiçoso e viciado em Pizza e Sunday de Morango, agora imagine o Dante caminhando á luz do dia vestido a carácter, entrando um uma lanchonete e pedindo um SUNDAY DE MORANGO! Parece que ninguém percebeu que Dante só comia Pizzas porque ele não precisava de carboidratos para se manter forte, o sangue demoniaco já fazia esse serviço, logo pedir Pizza era bem fácil, o sabor era bom e ele pagava pouco, entendam como um detalhe pode fazer toda a diferença entre um personagem que vive matando e não se preocupa com coisas complexas como o que ele vai almoçar hoje e uma mera tentativa de mostrar ele como um "cara mau" que gosta de comer Sunday só pras pessoas terem uma ideia totalmente santa sobre ele. Não apenas isso, o anime fez questão de estragar muitas outras coisas sobre os jogos, mas não quero me aprofundar nisso, até porque... o anime funciona bem como... bem... como anime.
No quarto título eles elevaram tudo isso ao cubo, Devil May Cry 4 é tão colorido, brilhante e seus monstros são tão parecidos com inimigos de Final Fantasy que toda a seriedade e tensão do jogo se esvai, pra piorar Dante parece que foi colocado na historia só pra fazer "fodices".
A equipe de coreografia parece que nem sequer deu as caras dessa vez, diferente do título anterior, DMC 4 não tem nenhuma cena de luta memorável além dos rápidos confrontos entre Nero e Dante, todo o resto se resume a monstros novos fazendo pose e simples ataques com efeitos luminosos das lâminas atingindo seus inimigos.
E isso faz de Devil May Cry 4 um jogo ruim? Com certeza que não, pelo contrário, até quem nunca jogou antes pode se sentir atraído pelo game, mas o problema é que como um todo ele foi fraco demais para uma sequência, o que provavelmente desestimulou o pessoal da Capcom e principalmente o criador de Dante (Hideki Kamiya) a continuar com a franquia, o que levou este último citado a abandonar a empresa e ir criar Bayonetta para a Sega.
E agora (rufam os tambores) vou citar o novo Devil May Cry e o quanto a Ninja Theory estragou a franquia criando um jogo completamente ridículo e este Dante aviadado... só que NÃO.
O jogo ta LOCO! MUITO LOCO!! Tudo bem só saiu a demo ainda, mas ja tem como saber como vai ficar e... caramba, eu me lembro que quando vi a foto desse novo Dante em 2010 tive náuseas e me perguntei durante dois dia por que a Capcom havia feito aquilo com a franquia. A resposta está na crítica ao DMC 4.
Pra começo de conversa, a Ninja Theory fez um reboot do jogo, isso significa que eles pegaram a idéia principal, misturaram ela e recomeçaram a franquia colocando as coisas de forma diferente.
E antes de falar do novo Dante, vou falar do mundo do jogo.
Inferno, essa palavra no velho DMC com jeitão de anime remetia a uma dimensão paralela onde criaturas com visuais de tokusatsu andavam pra lá e pra cá enquanto diziam de forma pomposa como seres humanos eram vermes miseráveis e que mereciam ser esmagados. Inferno no novo DMC remete literalmente ao INFERNO, um mundo paralelo terrível, com criaturas grotescas, nojentas e boca-sujas que matam com requinte de crueldade qualquer ser vivo que encontram. O outro mundo se mescla ao nosso como uma cortina, Dante é um dos poucos a poder vê-lo, os demonios se escondem em diversas formas, entre elas câmeras de vigilância para poder nos espionar, reduzem a saúde das pessoas através de produtos porcarientos. Dante entra na historia como um adolescente rebelde e agressivo que caça estas criaturas e é quem pode impedir que elas assumam o controle. Logo no início, Dante é convidado por seu irmão Vergil (sim, aparentemente eles não tem rivalidade desta vez) para se juntar ao seu grupo de oposição á tentativa de controle mundial que os demonios sempre almejaram.
Só eu sinto um cheiro de reviravolta e traição no ar?
Pois bem, pelo que deu para perceber aqui, a série voltou a ter o bizarro como seu ponto de iniciativa, mesmo que não seja um jogo de terror ele ainda tem criaturas que parecem ter saído dos piores pesadelos, como eu só assisti a vídeos de gameplay acho que não posso afirmar nada sobre a jogabilidade, mas todos que jogaram afirmam que está mais fluída do que nos antigos e os combos logo de cara já são bem variados e estilosos, já fico imaginando com os upgrades, e... adivinha só! A trilha sonora das lutas é boa! O novo Dante não agradou aos fãs de Devil May Cry clássico porque ele perdeu o que a nova série inteira perdeu em comparação com a original que é o apelo oriental. Nada nesse DMC se parece com anime, e eu nunca pensei que diria uma coisa dessas, mas eu fico não apenas aliviado como também muito feliz com esse reboot. Quanto ao protagonista não ter nada a ver com o original por causa de seu visual americanizado e sem toda a sua "fodeza" eu estou pouco me importando. A imagem clássica do Dante da Capcom nunca vai ser manchada pra mim, assim como esse novo Dante que faz parte de um universo mais sério, sombrio e decadente nunca vai me parecer um erro. Será que é tão difícil aceitar uma história que se passa em um universo paralelo? O Dante clássico nunca se encaixaria nesse novo jogo, o protagonista agora precisa ser foda, só que sem se parecer com um desenho. O curioso é que se esse fosse o primeiro jogo, ele já estaria sendo considerado por muitos o melhor lançamento de 2013, mas eu temo um pouco que a Ninja Theory acabe arcando com prejuízos por causa de fãs xiitas que vão ignorar esse lançamento mesmo que ele seja ótimo porque não querem jogar com um Dante que não seja o clássico.
Então pessoas, esta foi minha postagem especial sobre Devil May Cry, uma das séries de games que eu mais respeito e amo, espero que tenham gostado e que venha DMC 2013 \o/.
ATENÇÃO!! Esta postagem foi atualizada, se você já leu ela saiba que eu esqueci um vídeo, se ainda não leu isso não vai fazer a menor diferença porque eu encaixei ele nessa escala
Como vão meus amigos?! Eu me sinto muito bem (não sei exatamente porque, mas logo logo passa).
A postagem de hoje contará com vídeos em ordem sequencial, ela será simples e mais dinâmica que de costume.
A Shonen Jump possui um número gigantesco de desenhistas de elite, estes são os abençoados Mangakás que conseguiram um lugar ao sol depois de tanto tentarem até que a editora finalmente lhes deu uma chance de escravizar suas almas na frente de uma prancheta e com a cara suja de nanquim.\o/ Eu serei o próximo!
Mas ja falei demais sobre isso não é?
Bisbilhotando no You Tube como de costume, eu achei alguns vídeos do que parece ser um evento que a Jump fez questão de dar as caras lá no Japão, com destaque (óbvio) para estes Mangakás de elite, os vídeos são bem curtos e cada um mostra um desenhista diferente fazendo algum trabalho autografado para um fã.
Eu vou comentar os vídeos e colocá-los aqui abaixo numa ordem decrescente, levando em conta apenas seu nível de traço, pois não tem como julgar suas séries em si, já que todas tem milhares de fãs com gostos diferentes.
Começo então com o melhor dos piores, literalmente. Eiichiro Oda é o autor de One Piece.
Francamente... eu adoro One Piece e acho que Oda é um dos melhores desenhistas atuais, o traço do cara é caricato e por causa disso muita gente acha que ele desenha mal, mas a verdade é que os desenhos dele são muito, mas muito criativos mesmo.
Ele ficou em último lugar aqui simplesmente porque o que eu vi nesse vídeo foi um ESCULACHO, mas não tenho que cobrar nada porque ele fez ao vivo e em questão de segundos. Para os fãs, o que importa é que no final temos um desenho do Luffy feito pelo Eiichiro Oda!
Certo. Agora, em penúltimo fica o atual mais famoso de todos, Masashi Kishimoto, o criador de Naruto.
Kishimoto tem um dos traços mais bonitos dos profissionais atuais, ele desenha personagens bem simples, mas com proporções bem mais distribuídas do que as que estamos acostumados a ver por aí, isso ajuda a reconhecer os desenhos dele de longe.
O busto do Naruto que ele desenhou nesse evento ficou muito massa, é impressionante a facilidade com que ele faz os traços (também, depois que se desenha o mesmo personagem por quase quinze anos acho que sua mão faz todo o trabalho como se fosse um tique-nervoso). Mesmo estando bem simples, ainda sim é um ótimo trabalho.
Quem diria que eu deixei escapar um vídeo xD. Este é de Mitsutoshi Shimabukuro, ele é criador de um Mangá do qual eu nunca ouvi falar, mas que está fazendo o maior sucesso lá no Japão, ele se chama Toriko. Uma olhadinha rápida na Wikipédia e eu descubro que o tema da revista dele é... CULINÁRIA. Tipo assim... caramba, quando eu penso que já vi Mangás Shonen de todos os tipos, descubro que existe um sobre culinária. Mas é claro que não é um negócio que nem o programa da Palmirinha, aparentemente a história dele é recheada de aventura e comédia, além de se passar em um mundo imaginário onde tudo tem algum sabor exótico. Deixei o vídeo nessa colocação porque achei bem merecida, assim como todos, Shimabukuro desenha com uma facilidade impressionante, e eu adorei a arte meio Old-School dele, quem sabe no futuro não falo sobre Toriko aqui no blog.
Agora, em segundo lugar, fica quem completa o trio lendário, Tite Kubo, criador de Bleach.
É curioso como os personagens de Kubo tendem a ser magrelos e algumas vezes esticados, me lembro que no início eu estranhei bastante o estilo dele, mas depois que me acostumei foi simplesmente o máximo, mesmo que destes três, Bleach seja o que eu menos curto, ainda sim confesso que já brisei muito nas lutas. Sem dúvida alguma, o autor mostrou muito bem seu talento no vídeo abaixo.
E em primeiro lugar, Takeshi Obata, desenhista dos três grandes sucessos: Hikaru no Go (do qual ele também é roteirista), Death Note e Bakuman.
Eu não tenho muito a falar dele, Obata sempre foi pra mim o melhor desenhista da Jump, e, ver o cara desenhar os dois protagonistas de Bakuman sem tremer ou deixar linhas soltas é muito legal, por isso, sua performance merece ficar em primeiro lugar nessa postagem. Lembrando que isso não quer dizer que ele seja melhor do que os outros acima, apenas que seu desenho foi o mais profissional de todos.
Então é isso meus caros. Com certeza poderiam ter muitos outros artistas aí, alguns da velha guarda também, mas já que só esses quatro receberam o destaque, é com eles que vamos nos contentar por enquanto. Até a próxima!