Páginas

20 de nov. de 2011

Live Action de Primeira

                            Olá leitores... hoje vai ser dia de postar um vídeo em evidência!!
Estava eu, navegando pelo You Tube e procurando minhas nerdices diárias quando achei um vídeo um tanto quanto chamativo, mas não tão inesperado chamado Live Action Naruto x Rock Lee. Como sou muito fã de Naruto fui clicando e assistindo o vídeo.
A primeira coisa que percebi é que não se tratava de uma simples brincadeira de fãs usando Cosplays mal feitos e truques de computação baratos, mas sim um projeto muito bem dedicado feito por uma empresa  novata chamada Thousand Pounds Action Co. que conseguiu recriar com muita fidelidade a atmosfera do Anime Naruto Shippuuden, tanto nos jogos de câmera quanto na ação dos personagens, o cenário varia de uma floresta para um campo aberto (entendo que seria necessário recursos muito altos para reproduzir Konoha-a vila oculta da folha e seus "figurantes"), que foram muito bem escolhidos, fazendo parecer um filme com uma produção ainda maior.
Segue abaixo o tão falado vídeo... espero que gostem e apreciem a dedicação desses caras que se deram ao trabalho de falar tudo em japonês e por legenda apenas para se aproximarem do original. Não estou dizendo que ficou perfeito, mas agrada mais que Dragon Ball Evolution (fato).

      

15 de nov. de 2011

O Tempero que Sobe Direto ao Nariz

Segundo filme comentado... Silent Hill não foi tão ruim, por isso minhas críticas sobre filmes receberam um selo de aprovação do ex-presidente...
Pode ler. O Lula aprova
...parei...

Existem muitos filmes que são bem a minha cara, na verdade posso falar de qualquer filme antigo de monstros (principalmente Lobisomens) ou qualquer aventura maluca que exceda os limites da imaginação sem o menor problema.
No entanto... me passou pela cabeça falar de um filme marcial. Isso mesmo, de lutas, mas este é diferente de muitos. Não é só na pancadaria que ele se destaca, mas também na historia centrada no relacionamento de pai e filha.


Uma das poucas vezes que vou comentar um filme marcial... mas assim como o Velozes e Furiosos- Desafio em Tókio, é uma obra para se assistir mesmo que não seja o tipo de filme preferido, simplesmente por que a historia vicia (Japão... sei lá... eu piro).

                                                                    WASABI


Jean Reno é um dos melhores atores que já ouvi falar (me assustei quando vi ele no Onimusha 3) e com certeza fez toda a diferença na história deste filme, que mesmo tendo muitos confrontos (excelentes e engraçados, diga-se de passagem), não tem estes como tema, o que acontece na maioria dos casos.

Antes de mais nada, quero avisar que este blog tem como objetivo informar sobre historias, autores e criticar tanto animes quanto mangás e outros tipos de quadrinhos. Não faço ficha técnica de atores e atrizes que estão na trama, a menos que seja necessário ou me de vontade... portanto é apenas uma análise não oficial, feita para ir direto ao assunto.Então...


Hubert Fiorentini é um policial  francês durão que simplesmente resolve tudo na base do cacete (uma das coisas mais bizarras nesse filme é que as pessoas que ele acerta com seus socos simplesmente saem voando e vão parar a metros de distancia), mas sua última missão não teve tanto sucesso por causa de seus métodos peculiares. 
Hubert então recebe férias de seu trabalho duro, e sem nada pra fazer, começa a pensar em seu abandonado amor Miko, uma bela oriental que conheceu enquanto trabalhava no Japão 19 anos atrás, mas que se afastou dele por motivos mal explicados.
Não tarda para que Hubert receba então uma carta vinda da terra do sol nascente explicando que Miko havia falecido e deixado uma herança para ele.
Se sentindo estranho e com muito pesar, o policial viaja para o último lugar que, agora, mais do que nunca gostaria de visitar.

Neste momento, a historia começa a ficar interessante, quando Hubert chega no Japão e ao receber a herança que está dentro de uma caixinha, é informado de que tem uma filha chamada Yumi, e como se não bastasse a surpresa, a garota estava perto de se tornar de maior, o que dava a ela o direito de sacar uma fortuna de 200 milhões de dólares. Ao conhecer a jovem de até então 17 anos, Hubert se sente em uma situação difícil, decidindo não contar a garota que é seu pai.
Aliando-se a seu velho companheiro de ação Momo, Hubert percebe que não vai ter que ficar apenas do lado de sua filha até que ela se torne de maior como também terá de protege-la da máfia japonesa (Yakuza) que, de uma forma tão suspeita quanto a morte de Miko, sabe que a garota tem direito a uma grande fortuna.
  



O roteiro é bom, mesmo que não tenha nenhuma carta na manga, o que torna Wasabi tão legal é o jeitão de cada personagem, porque apesar de ser uma trama um pouco triste, é recheada de momentos engraçados e bem bolados, a ação começa do nada e, quando percebemos estamos adorando ver aquilo.
A relação entre Yumi e Hubert com certeza é um dos grandes alicerces que seguram a historia. A menina tem um jeitão todo mimado e rebelde de ser, mas também demostra uma grande preocupação com seu pai, que se apresenta a ela como um velho amigo de Miko que ficou encarregado de cuidar dela como favor.
Momo é um excelente personagem, boa parte das cenas engraçadas estão sob a responsabilidade dele, mesmo que o resto seja apenas carisma, não há momentos desperdiçados em cenas com ele.
A Yakuza é retratada de forma bem perigosa, capaz de fazer qualquer coisa para cumprir seu objetivo, assim como são temidos na vida real, porém este filme leva bem mais em conta o quanto Hubert Fiorentini é um Chuck Norris da vida e vemos ele dando olé na maioria dos capangas enviados para capturar sua nova amada e protegida filha.

Wasabi merece ser lembrado como um ótimo filme marcial, mesmo que existam outros tão bons quanto ele, confesso que nunca me envolvi tanto com um roteiro desse tipo quanto o desse filme, talvez seja porque gosto de historias que envolvem amor de pais e filhos mais do que gosto de romances entre duas pessoas sem laços sanguíneos.

Quem escreveu e produziu este filme foi Luc Besson, não tão conhecido, mas também responsável por bons títulos como O Quinto Elemento e O Profissional (este também com Jean Reno), Wasabi foi lançado em 2001 e recebeu críticas razoáveis na época.

Bom... para o pessoal que gosta de filmes de luta, com certeza esse filme não é novidade, mas para quem não conhece, mesmo que não seja fã deste gênero (como eu) ainda sim recomendo.
Minha próxima postagem será sobre outro filme de terror. Este não é famoso, mesmo com duas continuações, mas não direi nada agora.

Deixo aqui o trailer de Wasabi:

Espero que tenha gostado do post, se quiser deixar um comentário, fique a vontade, apenas deixo claro que  comentários de trolls não serão permitidos.




12 de nov. de 2011

Vamos Conquistar... as Esferas do Dragão!!

OK pelo título da postagem já da pra perceber sobre o que vai ser o assunto desta vez... mas antes de tudo, dê um play no vídeo abaixo:


Pronto? Tornei seu dia um pouco mais feliz? Se a resposta é sim fico contente com essa nostalgia toda. Afinal de contas... se você assistiu este desenho... você teve uma infância de ouro. Não estou falando que hoje em dia não existam mais bons animes, mas é que o nível de dublagem decaiu de forma inacreditável ultimamente, e até as aberturas que eram um ponto alto acabaram ficando toscas e sem sentido. O jeito é virar Otaku e assistir tudo o que vier pela frente em japonês mesmo, já que o Brasil não investe mais tanto em cultura Nipônica.

Decidi falar de Dragon Ball pelos seguintes motivos:
* Ultimamente o pessoal só se lembra da saga Z e GT; 
* Dragon Ball é um ponto de referência para qualquer anime do tipo Shonen antigo e atual, por isso nunca deve ser esquecido;
* Tava com vontade de escrever sobre algo mais descontraído e repentino, mas com conteúdo bom.

A história de Dragon Ball é bem simples se levarmos em conta as sagas Z-Cell/Majin Boo e GT(da qual não gostei tanto, mas que vale a pena pelo final emocionante). Basicamente se resume as aventuras de um menino selvagem e grotesco (foi mal Goku adulto... mas é a pura verdade *____*) que viaja pelo mundo ao lado de uma garota ousada e reclamona (a Bulma foi assim por muito tempo) para coletar as lendárias sete Esferas do Dragão, que dão o direito de invocar o grande deus Dragão Sheng Long e realizar qualquer desejo (desde que não seja desejos infinitos... ele não quer trabalhar escravo). Depois de um tempo, no entanto, a história muda para um treinamento rigoroso que Goku vai se submetendo e bandidos poderosos que ele vai derrotando em sua constante evolução que mais tarde o daria o título de homem mais forte do universo.

Mesmo sendo simples... Dragon Ball conta um a bela historia, impressiona e nos faz querer vive-la junto do protagonista (quem nunca tentou soltar um Kame-Hame-Ha?). 


O mangá de Dragon Ball foi criado pelo mestre Akira Toriyama em 1986, muitos não sabem, mas Akira se inspirou em uma velha lenda chinesa conhecida como Jornada ao Oeste (existe um filme com Jet Li e Jack Chan baseado nessa lenda chamado O Reino Proibido), esta historia tem uma versão Japonesa e nela os personagens receberam nomes diferentes (talvez eu conte sobre ela mais tarde), principalmente o rei macaco Sun Wukong teve seu nome adaptado para Son Goku. Daí já temos como fazer uma relação entre o personagem Son Goku de Akira Toriyama e Son Goku-Rei Macaco.

Futuro Herói do Univérso
Por falar em macaco, parece que não foi só no nome e na habilidade de se tornar um Oozaru que o autor se inspirou, Goku quando era criança (pela primeira vez) se parecia em todos os aspectos com um primata, principalmente quando estava de perfil.
Mais tarde, ao crescer no fim de Dragon Ball, sua aparência começa a ficar mais humana, exceto pela cauda.

A pergunta que ainda faço constantemente é se ele tinha toda a história preparada em mente quando começou a fazer o roteiro de sua "galinha dos ovos de ouro". Quem assistiu Dragon Ball com certeza se fez a mesma pergunta, já que ninguém conseguiria imaginar Super Sayajins e todo tipo de ataques arrasadores no início da trama. Já era um milagre o jovem garoto macaco conseguir lançar o seu tão famoso Kame-Hame-Ha (mesmo assim apenas de vez em quando) que tornava tudo ainda mais surreal e mostrava um pouco do quanto Akira podia brisar. Eu acredito que a partir do momento em que surge Pícolo, com todo seu poder de destruição, a série deixa de ser apenas um conto sobre esferas e lutadores que combatem por motivos pessoais, para um tremendo épico de combates mortais pelo destino do planeta e da vida que habita nele.



Se você refletir por um segundo, verá que hoje em dia são poucas coisas que um Anime de ação tem que não lembre DB, claro que muitos outros temas e características surgiram depois, mas pense em:
Um personagem comilão, choque de dois ataques poderosos, canalizar energia ao redor do corpo, gente tarada e pervertida, monstros gigantes, personagens que se transformam para ficar mais fortes, cenas de voo com nuvens e montanhas por todo lado, a morte de alguém que volta mais tarde ainda mais poderoso (?) entre outras porradas de incentivos para futuros mangakás criarem trabalhos excelentes.   
Com isto, podemos concluir que Akira Toriyama estava a frente de seu tempo quando pensou algo no estilo de Dragon Ball e criou uma marca registrada no traço de sua arquitetura e monstros que poucos outros conseguiram igualar.

Agora, tanto seu Dr. Slump quanto DB e DBZ (não cito o GT porque foi dirigido por outra pessoa, embora tenha a historia feita pelo Toriyama) estão velhos e muitos os consideram até mesmo mal desenhados e infantis em comparação com o que se tem hoje. Eu não julgo estas pessoas, afinal eu também admito que existem coisas cansativas e ultrapassadas na primeira fase de Dragon Ball, já que estou acostumado com uma interação entre personagens mais "rápida", coisa que não existia em desenhos tão antigos como este. Mesmo assim, falar mal deste Anime é como falar mal do Senhor dos Anéis do Tolkien, é tão clássico que mesmo que se passem cem anos (o que não falta muito para O Senhor dos Anéis) ainda sim vai ser bom começar tudo de novo.  
   
E para encerrar o post, que não ficou grande como o do Wolf's Rain, mas que me satisfez bastante... deixo minhas boas memórias e memórias de Akira Toriyama que se transformaram neste maravilhoso mundo de Dragon Ball. Eu me lembro de assistir este Anime no SBT junto de Mega Man (que aliás, acho que merece um post aqui no Guardião) e ficar triste toda vez que o episódio acabava.



2 de nov. de 2011

O Menino Com a Chave

Para os fãs de Kingdom Hearts, o assunto desta vez não poderia ser melhor...


                                                       Kingdom Hearts-Mangá

Já faz algum tempo que venho tendo vontade de ler o Mangá do K.H, mas sempre me esquecia de conferir. A culpa talvez seja da desconfiança que tinha de ver apenas uma cópia do jogo em preto e branco e com algumas falas trocadas, porém, da mesma forma que não se pode julgar um livro pela capa, também não se deve menosprezar um Mangá por ser uma "versão" da obra original. 
Digo isto porque a primeira coisa que vi é que tudo está com o toque do Mangaká responsável pelo projeto, logo, o traçado dos personagens é completamente diferente do jogo original e suas personalidades receberam um certo... exagero, com direito a SDs (super-deformed, o personagem fica todo distorcido em situações exageradas e engraçadas) e até mesmo falas mais "expressivas" vindo de personagens que ficaram meio apagados no jogo. Um exemplo disto é que Sora (protagonista) é bem mais criança do que no jogo, porém menos bobo e extravagante, ele fala de forma mais displicente e age mais por instinto, dando até mesmo apelidos para certos personagens (como é o caso de Cid, do FFVII que ele chama de "vovô" ou quando encontra um mais velho e chama de "senhor").
Quanto ao pessoal da Disney, não ha muito o que destacar, eles estão até mesmo mais bem feitos do que em muitos quadrinhos que já vi por ai, mas confesso que é bem legal ver o Donald e o Pateta lutando de forma séria e sendo mostrados com ângulos de quadrinhos mais dinâmicos. 

Pode conferir o quanto ficou diferente
Para quem não sabe, Kingdom Hearts é um jogo de Play Station 2 que foi lançado no começo de 2002 pela famosa Square Enix (Square Soft na época). O jogo conta a história de três amigos, Sora, Riku e Kairi, eles vivem em um mundo sem nenhum atrativo fora do comum (tipo o nosso) e decidem construir uma jangada para sair da ilha onde Kairi mora (no jogo, fica claro que há uma espécie de vilarejo não muito longe da ilha, Sora mora neste com sua mãe, que nunca foi mostrada, quanto a Riku não é revelado nada a respeito de sua vida normal), explorando, assim outros mundos que estão espalhados por aí.
Uma noite antes da viagem das três crianças, Sora acorda em casa ouvindo ruídos estranhos vindos da direção do mar,bem na região em que se encontra a ilha em que Kairi vive. Sora corre desesperado para o lugar e descobre que está havendo o que parece ser uma espécie de "apocalipse" particular na ilha, criaturas feitas de sombra surgem por toda parte e por mais que Sora as ataque com sua espada de madeira elas não sentem dor. No meio do caos, o menino corre para uma caverna que gostava de se esconder desde que era pequeno, esta caverna sempre despertou sua curiosidade por ter uma porta de madeira em seu final, no entanto, ela não tinha maçaneta e nem fechadura. Ao entrar na caverna, Sora se depara com Kairi, ela está em frente a porta misteriosa e, ao ver seu amigo de infância se inclina para frente como se estivesse caindo, neste momento a porta se abre e uma enorme corrente de ar a empurra em direção ao garoto, mas na hora de agarrá-la seus corpos se transpassam como dois fantasmas. Kairi desaparece.
Sora volta para a ilha e encontra Riku em seu habitual lugar, olhando para o horizonte, ele não parece se importar com o céu rodando em turbilhão e os monstrinhos de sombra que aparecem por toda parte, Sora se aproxima e grita seu nome, Riku apenas se vira e estende a mão em sua direção, dizendo que as trevas não vão machucá-lo se o seu coração não sentir medo delas. Enquanto fala, Riku é engolido pelas sombras, e o mesmo processo começa a acontecer com Sora, ele resiste bravamente,  e quando está completamente soterrado na escuridão, a voz de Kairi o reanima, criando uma luz dourada em sua mão direita.
Sora se vê em pé novamente na praia e com o que parece ser uma chave gigante em sua mão direita, a palavra "Keyblade" ecoa no ar. Rapidamente, o menino descobre que pode fazer dano as criaturinhas de sombra com sua nova arma e começa a se defender.
Sora não sabe quanto tempo mais aquilo vai durar, até que as pequenas sombras recuam para depois surgir um enorme monstro negro, com um buraco no peito em forma de coração, Sora o enfrenta, mas acaba sendo sugado por um portal que se abre no céu.

Esta é a introdução da historia do protagonista, em alguns momentos enquanto ela passa, temos alguns flashes em um castelo chamado "Disney" em que o rei misteriosamente desapareceu e deixou seus dois servos de maior confiança na tarefa de encontrar o portador da chave que poderá trazer paz e equilíbrio entre os mundos.

Quando joguei Kingdom Hearts pela primeira vez, já sabia o que ia encontrar, porém não sabia como ia encontrar, a surpresa do primeiro jogo foi até mesmo boa, mesmo que meio irritante as vezes.
Assim como o jogo, o Mangá conta a mesma historia, que consiste na trajetória de um garoto que além de querer desesperadamente reencontrar seus amigos, precisa restabelecer a ordem nos mundos da Disney que foram invadidos por esta força negra que são os Heartless (sem-coração), comandados por um grupo de vilões antigos de contos-de-fadas, liderados por um pesquisador louco por poder e verdade chamado Ansem.
O jeitão do Sora ficou bem engraçado
(página tirada do site Central de Mangás)
O que mais agrada na série K.H, sem dúvidas é a participação dos personagens dos jogos Final Fantasy, mesmo que eles apareçam só de vez em quando e haja apenas mundos da Disney com alguns outros inventados para se visitar.
O Mangá pode ser mais interessante em termos de história do que o jogo simplesmente porque sua dinâmica é bem melhor e os personagens convencem mais do que com aquele jeito certinho que a Disney obrigou a Square a seguir. A leitura desta vez é feita da esquerda para a direita como no estilo ocidental.


Além do primeiro, existem Mangás de K.H Chain of Memories e K.H II, que contam a continuação na ordem cronológica da historia, destaco que o K.H II é, de longe muito mais sério do que os dois primeiros, tanto o jogo quanto o Mangá, talvez por ter a inclusão de novos personagens mais sérios na trama.

O responsável pela adaptação desta obra é Shiro Amano, certamente a melhor coisa que ele podia fazer foi dar um toque pessoal a Kingdom Hearts, que merece, com certeza, ir mais além do que o jogo (que não é pouca coisa) e ganhar mais versões. Quem sabe mais tarde não somos presenteados com um Anime? Não seria nada mal.

30 de out. de 2011

Sekirei... temos que pegar...?

E aqui estou eu de volta, depois de algum tempo sem postar nada, voltei pra falar de um anime meio inusitado que assisti durante as férias de Julho.

                                                                   SEKIREI

Sekirei é um anime feito quase que completamente de idéias tiradas de outros trabalhos onde tem pessoas que fazem parceria com alguma outra raça e partem em aventuras, enfrentando adversários semelhantes em termos de força ou até mesmo superiores. Posso citar Pokémon e Digimon como os mais influentes desse tipo infantil (Kodomo), porém, a última coisa que Sekirei vai ser é para crianças.

Imagine um sistema de mestre e ajudante, como em Pokémon, agora pense que os monstros de luta são na verdade garotas gostosas com poderes sobre humanos que lutam entre si para conseguir alcançar a glória junto de seu parceiro, igual a Zatch Bell!, elas precisam ser "pegas" assim como os pokémons, mas no lugar de pokébolas usa-se um... beijo.   



É clima de Halloween e eu aqui falando de amor..., mas não tenho do que me arrepender muito.

Se não houvesse esse clima romântico e sensual em Sekirei, com certeza esta série teria sido um fracasso total, mas do contrário, o que as vezes parece ser um plágio acabou por dar um toque único a historia sem pé nem cabeça desse anime.


Minato Sahashi é um rapaz que apesar de muito esperto (e sortudo) foi reprovado duas vezes no teste para entrar para a faculdade. Meio desiludido e se achando um fracassado, Minato anda olhando para baixo, o que o impede de ver uma linda garota caindo em sua direção...
Fim da vida normal de Minato.

Começo de uma historia louca.
A garota parece estar fugindo de duas mulheres com poderes de relâmpago, ela tem uma enorme força e agarra Minato, levando-o junto dela na fuga desesperada. Sem um motivo aparente a jovem começa a ficar eufórica perto do rapaz, e quando eles chegam em um beco, encurralados por suas perseguidoras, a menina avança sobre Minato e lhe dá um beijo, despertando assim seu poder total e espantando as adversárias que parecem perder o interesse em lutar.
Sem entender nada, Minato acorda no dia seguinte em seu apartamento e encontra a garota da noite anterior do seu lado, a memória retorna trazendo a lembrança do beijo e da pequena batalha no beco. Ao acordar, a menina se apresenta como Musubi, Sekirei N° 88 e diz que Minato é seu Ashikabi e que os dois devem ficar juntos para sempre. Sem suspeitar de nada Minato já estava sendo vigiado por câmeras escondidas de uma organização chamada MBI, conhecida em todo o mundo por ser responsável por aparatos tecnológicos da última geração e por controlar a cidade de Tókio inteira, tendo sua cede bem no centro desta.
O presidente da MBI, Minaka Hiroto entra em contato com Minato através da TV (e interage com ele) e lhe explica que o rapaz agora faz parte do "Plano Sekirei", sendo Musubi apenas uma das 108 Sekireis espalhadas por Tókio. O plano consiste em uma espécie de torneio entre as Sekireis, onde elas terão de encontrar seus Ashikabis e despertar seu poder por completo, o Ashikabi que conseguir sobreviver com sua Sekirei ao fim do torneio poderá "ascender" junto com ela para o céu.


Parece um desses contos folclóricos que as velhas civilizações gostavam de acreditar e ficar contando para seus jovens. Mas o que importa aqui é se Minato vai conseguir dar conta de uma situação dessas.
Mesmo tendo 108, um Ashikabi pode conseguir quantas Sekireis ele quiser (conseguir beijar), mas para isso elas precisam sentir algo por ele, senão vão fugir ou atacar (mesmo que a maioria goste de humanos).
Com o passar do tempo, Minato vai conseguindo mais Sekireis para perto dele, sempre respeitando-as e as tratando como parceiras, não como armas, isto faz com que ele sonhe em viver com todas para o resto de sua vida, no entanto até mesmo ele sabe que chegará um dia em que suas próprias Sekireis terão de se enfrentar para poder ascender junto dele, e isso se elas sobreviverem as batalhas contra outros Ashikabis e suas respectivas parceiras. Mesmo depois de tantas Sekireis aparecerem na historia e o clima pouco a pouco começar a lembrar Love Hina, é impossível não se apegar a todas as belas e variadas Sekireis (mesmo tendo alguns homens dessa espécie) e imaginar as do Minato derrotadas ou lutando entre si é algo que definitivamente ninguém que assiste a esta série vai querer ver.

Apenas esclarecendo algumas coisas... bem... Minaka Hiroto, fundador da MBI é um Nerd Otaku que conseguiu, sabe-se lá tanto respeito e com sua grande descoberta (as Sekireis) decidiu fazer um "MMLRPG"
(Massively Multiplayer Live RPG-acabei de inventar) em Tókio. O curioso nisso tudo é que quando uma Sekirei perde uma batalha, a marca que aparece em sua nuca ao beijar pela primeira vez seu Ashikabi desaparece e esta fica inconsciente, logo depois os helicópteros da MBI aparecem e levam o corpo para "reiciniá-lo" ou "reprogramá-lo", a Sekirei é instantaneamente removida do jogo e seu Ashikabi nunca mais a vê.

Até agora o anime tem apenas duas temporadas que são Sekirei e Sekirei Pure Engagement, não ha previsão para o lançamento da terceira.

Vejamos um pouco sobre Minato e suas Sekireis na primeira temporada:

Sahashi Minato: Protagonista da série, não tem nada em especial, considerando-se no começo um desafortunado e possível fracassado. Ao conhecer Musubi, começa a ver a vida de forma diferente, porém demora adquirir confiança em si próprio.Minato tem uma personalidade calma, ele é envergonhado e tenta ao máximo evitar confusões, nunca se aproveitou de suas Sekireis (o que eu acho que qualquer um já teria feito) e sempre evita qualquer aproximação furtiva das garotas, mesmo gostando delas, talvez se sinta envergonhado ou ache poligamia meio bizarro. 
Musubi: A mais simpática, ingênua e alegre das Sekireis do Minato. Por ser muito simples, tem o dom de encorajar o rapaz, pondo muita fé nele e vendo-o como um grande homem. Musubi tem como poder a sua força e agilidade, é péssima em ataques de longo alcance, adora lutar e colocar suas habilidades a prova. Por ser a primeira Sekirei alada por Minato, é a mais querida por ele, mesmo que isso não seja claramente mostrado. Musubi tem um sonho e um plano além de "ascender" junto de seu Ashikabi um dia que é libertar as Sekireis presas no laboratório da MBI para que elas possam viver junto de seus "donos" em paz e sem correr o risco de ter de lutar entre si por este propósito novamente. Musubi é a sekirei n° 88
Kusano: Esta é apenas uma criança, chama Minato de Irmãozão. Kusano estava presa dentro de uma floresta nos arredores da MBI, ela era conhecida como "Garota Verde", por ter o poder de controlar a natureza, conseguiu salvar Minato e Musubi durante uma queda fatal através de uma velha árvore. Mais tarde a menina usou a mesma para contatar a mente de Minato e pedir ajuda. Depois de uma inesperada batalha  contra outra sekirei que queria levar a menina para seu mestre, Minato resgatou Kusano de dentro da floresta que fora criada por ela mesma para se proteger de ser alada pelo Ashikabi da sekirei que a estava perseguindo. Kusano é alada mais tarde por Minato com um selinho que rouba dele. Mesmo sendo criança tem uma personalidade forte e é muito corajosa. Sekirei n° 108

Matsu: Provavelmente a mais pervertida das 108 Sekireis, seu poder é a inteligencia, que,  muito bem aplicada aos computadores transforma a garota em uma Hacker extremamente habilidosa. Além disso ela pode fazer armas, cálculos em velocidades inacreditáveis e consertar aparatos tecnológicos de ultima geração. Matsu ficou um bom tempo observando Minato de seu "esconderijo" e mesmo chegando a conclusão científica de que ele seria uma pessoa destinada ao fracasso, também concluiu que o amava. Dando um jeito de ficar a sós com ele, Matsu tenta se aproveitar de Minato, mas é interrompida pela proprietária da pensão onde eles estão hospedados. Sem desistir, ela faz uma outra visita surpresa ao seu quarto e lhe rouba um beijo, tornado-se assim mais uma de suas Sekireis.
Matsu, mesmo não tendo nenhum poder sobrenatural, provou ser uma das mais úteis Sekireis da trama. Ela é a n° 02

Tsukiumi: A Sekirei da água, é a mais durona já mostrada, no começo tinha raiva de Ashikabis porque achava errado uma Sekirei "pertencer" a alguém, seu objetivo era provar que podia vencer sem ter um amor pelo qual lutar. Ao descobrir que estava reagindo ao Minato, decidiu que ia matar o rapaz, mas na hora acabou sendo salva por ele do ataque de Sekireis inimigas. Relutante, Tsukiumi chega a conclusão de que precisa amar também e aceita ser alada por Minato.
Vive de cara amarrada, tem ciúmes das outras Sekireis e replica que Minato é seu "marido", graças a ela as Sekireis de Minato começam a ficar competitivas pela atenção do garoto e não dão nem um segundo de paz pra ele. Mas mesmo com isso, Tsukiumi é mais uma Sekirei indispensável na historia, pois até mesmo ela tem seu lado delicado e gentil. Sekirei n° 09




Sekirei acaba viciando com o tempo, mesmo não sendo tão conhecido por aqui, já se tornou um dos meus favoritos. Depois que você se apega aos personagens é impossível esquece-los.
Este anime, assim como a maioria, foi inspirado em um mangá, do qual eu ainda não procurei, mas sei que é escrito por uma mulher chamada Sakurako Gokurakuin que é especialista em Yaois (mangás que tratam de assuntos homossexuais, na maioria das vezes o público alvo são meninas), ela simplesmente decidiu fazer um mangá para homens e acertou em cheio. Eu também sei que o anime saiu um pouco (ou muito) da historia original, mas ainda quero esperar a terceira temporada sair para depois ler o mangá de uma só vez.
E para terminar... assista Sekirei, não só por que você é pervertido ou pervertida, mas porque vale a pena conhecer esta historia e estes ótimos personagens e ver no que vai dar o Plano Sekirei.

Pra fechar com chave de ouro
Comente... comente...comente...

   










  

18 de out. de 2011

Silent Hill... Lá e de Volta Outra Vez

Esta é minha primeira postagem sobre um filme!!!! YEEEEEEEAAAAAAAHHHHH!!!
Mas não sei se isso é bom....portanto.... chega de comemoração e vamos a análise.


O tema de hoje é:                                Terror em Silent Hill


Para os gamers e apreciadores de Silent Hill em particular que passarem por aqui, sei que vão achar esta análise ultrapassada ou até mesmo desnecessária, já que este filme é meio velho (2006 se não me engano) e a  maioria das pessoas o viu, mas por ser uma das adaptações mais bem feitas de que tive conhecimento, me sinto na obrigação de fazer uma postagem inaugurativa sobre ele.

OK então... Silent Hill primeiramente, é um jogo muito bem feito pra época em que foi lançado, começando uma série de muitos outros jogos que seguiram a mesma formula de terror psicológico. Porém, nenhum dos outros títulos lançados conseguiu ser tão assustador e empolgante quanto o primeiro. E foi historia deste que o diretor Christophe Gans usou como rascunho para dirigir a melhor adaptação já feita de um game para as telas de cinema.



A historia começa com a jovem Sharon tendo uma espécie de crise de "pesadelos noturnos" em que ela se sente atraída para uma cidade infernal. Durante os pesadelos, a garota sai perambulando e gritando o nome de Silent Hill, em uma destas crises, Sharon chega perto da morte e sua mãe Rose decide procurar por esta cidade, mesmo sem o consentimento de seu marido Christopher para encontrar uma possível cura para os problemas da filha.
Depois de uma longa viagem, o carro com as duas sofre um acidente e, ao acordar, Rose se vê sozinha em uma cidade completamente deserta e enevoada por cinzas que caem do céu como neve. Deste ponto em diante, ela começa uma busca desesperada pra encontrar sua filha que está desaparecida nesta macabra Silent Hill.


Esta resenha que fiz é o suficiente para poder comparar detalhes entre o filme e o jogo. E sim. Esta era a minha intenção desde o princípio, mesmo que a maioria das mudanças significativas sejam no roteiro em si , vale a pena compará-las e entender o quanto cada uma funciona muito bem em seus respectivos lugares.


Apenas por curiosidade... a garota que aparece no primeiro jogo e se perde na cidade fantasma se chama Cheryl e a mesma personagem no filme se chama Sharon. Pode parecer bem diferente, mas a pronuncia é
parecida.

Cheryl
Mas não posso culpar a maioria por não notar esta mudança, pois ninguém
Sharon
deixou de se surpreender ao ver uma mulher chamada Rose da Silva (da Silva?) como protagonista no lugar do papai Harry Mason do jogo de Play Station 1.
No entanto, depois dos primeiros minutos com Rose dentro da cidade, começamos a ver que o papel de Harry fica muito mais bem retratado na figura de uma mãe. É muito mais crível que uma mãe consiga passar por tantos obstáculos para poder reencontrar sua protegida filha do que um pai (não estou dizendo que um pai não seria capaz de enfrentar monstros e fanáticos religiosos para salvar sua filha amada, mas no caso do filme... uma mulher parece menos forçado).

O que vemos ao decorrer da trama realmente impressiona, para quem já jogou SH por uma hora que seja entende como os efeitos de mudança de cenário e até mesmo a própria cidade enevoada ficaram fiéis ao jogo da Konami, e o melhor de tudo é que não parece um Live Action, o diretor conseguiu dar uma marca pessoal a sua versão cinematográfica, então não passa a sensação de estar vendo "mais do mesmo" e sim "outra versão do clássico".
É fascinante ver como Rose se vira na cidade, ela recebe ajuda em alguns momentos, mas isto nunca significa que ela vá se apegar a qualquer pessoa só por que está com medo, ao contrário, mesmo morrendo de medo, ela se aprofunda cada vez mais nos mistérios da cidade e nem por um segundo hesita em expor sua vida para ter uma pista de onde esta Sharon.
Mas agora, vamos comparar... (ATENÇÃO!!! DESTE ANUNCIO PARA BAIXO COMEÇAM OS SPOILERS)

No primeiro Silent Hill, Cheryl foi capturada por uma velha louca chamada Dahlia, de acordo com uma lenda, a menina era uma metade separada da filha desta senhora, Alessa, que deveria dar a luz ao deus que levaria o povo da cidadezinha para o paraíso, elas foram separadas por um motivo desconhecido no jogo (mas que é revelado no quinto título) e Dhalia não pode completar o ritual, por isso deu um jeito de trazer Harry e Cheryl a Silent Hill, a fim de obter a garota e continuar seus planos. A Alessa desta historia realmente tem poderes paranormais e por mais maluca que seja esta ideia, a menina começa a entrar em trabalho de parto com 8 anos depois de ser queimada viva (o fogo purifica a carne) por sua mãe e cultistas fanáticos. A aparência assustadora da cidade é consequência dos poderes de Alessa que "colocou" seu mundo pessoal para fora depois de ser separada em duas almas e dois corpos.

No filme, Dahlia ainda é mãe de Alessa, mas esta é apenas uma personagem secundaria, sendo que por sua culpa a garota foi queimada viva por uma fanática religiosa chamada Christabella, a menina foi salva antes que seu corpo carbonizasse, mas mergulhada em desejos de vingança, jogou uma maldição na cidade, prendendo todos os religiosos que estavam envolvidos naquele culto dentro em uma dimensão semelhante a real, porém decadente e cheia de monstros.
A explicação dada para a separação da verdadeira Alessa em Alessa e Sharon foi que para adquirir poderes e se vingar, Alessa precisou fazer um pacto com um Ceifador e assim, todos seu lado bom se esvaiu para um outro corpo, nascendo então sua metade boa Sharon.

É claro que existem várias outras diferenças entre as duas criações, como o ano em que se passa a historia ou até mesmo a personalidade de algumas figuras tiradas do jogo que foram alteradas de forma brusca, como é o caso da policial Cybil Banett que ficou mais séria e profissional que o normal, mas como eu disse antes, não é um Live Action. Portanto estas mudanças foram muito bem adaptadas, mesmo que o jogo seja mais sombrio e assustador do que o filme, que a propósito, ganha uma continuação em 2012. Este aparentemente será inspirado no terceiro jogo que é uma continuação do primeiro.

O pior de todos... No SH 2 se chama Head Pyramid e no filme Red Pyramid
Mas ele é bizarro em qualquer lugar, com qualquer nome....


Então é isso caros leitores. Foi a primeira análise (de muitas eu espero) sobre um filme postada aqui. Espero que gostem.
Quem quiser me mandar uma sugestão é só ir em "Contato" e me enviar o título do mangá, anime ou filme do qual quiser que eu escreva.