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16 de abr. de 2012

O Mundo do Autor Pt. 2

De volta e em frente com a continuação de uma postagem, se você não leu O Mundo do Autor Pt. 1 (o que não faz tanta diferença, já que esse assunto é diferente) clique aqui.

Depois de um certo tempo desenhando meu Mangá em folhas físicas, eu senti uma enorme vontade de finalizá-lo de uma vez por todas, pois esta seria a quarta ou quinta vez que o refaço, fico tão farto disso as vezes que tenho vontade de chamar esta versão de Trick 3.0.

Mas o que importa é que estou fazendo tudo DE NOVO no PC, com a diferença que agora as páginas estão sendo completamente finalizadas (com balões, retículas e cenários prontos) e prontas para serem lidas. Até agora estou com 16 terminadas e no final da postagem vou deixar o link para lê-las online.

Esperem futuramente um outro Blog ou Site apenas focado na HQ, no entanto estou pensando em um Site mais robusto e por isso não sei se vou contar com o Blogger ou Sites em Flash mas sim com algo feito no Dreamweaver e hospedado em algum lugar por aí.

Acho que nada melhor agora do que uma introdução ao meu trabalho aqui.
éééé... que vergonha, Ifritt...
Trick narra a historia de uma terra semelhante a nossa, com a pequena diferença de que 80% do mundo ainda é selvagem e as pessoas se abrigam em grandes cidades cercadas por muros colossais. Se o mundo do lado de fora é assustador por causa das criaturas violentas que o habitam, do lado de dentro da civilização o sistema é opressor e mal-desenvolvido, levando pessoas a se tornarem submissas ao controle religioso que se mistura ao político. 
Axel Lancelott é um rapaz que herdou o dom do qual a Igreja lutou durante 450 anos para eliminar: o poder de controlar forças naturais e espirituais através de Mana, em outras palavras, magia.
Vítima de uma maldição raríssima, o garoto ainda corre extremo perigo ao se deparar com o último membro dos temidos guerreiros assassinos de magos treinados pelo rei conhecidos como Royal Knights. Agora, com sua vida ameaçada e seus planos futuros comprometidos, Axel precisa descobrir um modo de sobreviver do lado de fora dos muros, assim como já fazia no passado junto de sua adorada e massacrada família, cuja as pistas do assassinato levam a seu desaparecido avô Jach B. Lancelott, portador de diversas respostas sobre o passado se sua família.


A historia passou por várias mudanças desde de quando a criei em 2009, ganhando e perdendo detalhes que faziam uma boa diferença, no entanto, por se tratar de uma HQ a trama não fica apenas linear como em um filme, o que me da a vantagem de poder explorar cada personagem e faze-lo crescer junto com a historia.
Quando comecei a pensar na primeira versão desse Mangá, ele era sobre magica e não sobre magia, daí o título meio que inspirado nos "truques" que os mágicos fazem. A ideia era promissora, porém não me senti tão bem desenhando aquilo pois queria falar de magia. E... apenas constando... se eu encontrasse estas folhas hoje e tivesse como escaneá-las com certeza iria preferir comê-las do que postar em público... meu traçado... como eu desenhava daquele jeito!!?  Exijo cada vez mais dos meus desenhos e acho que nunca vou me considerar tão bom quanto gostaria de ser... mas aquilo...

Como o Axel é o único personagem que vai receber destaque no primeiro volume, é sobre ele que quero falar um pouco.
Ele foi uma das coisas que menos mudaram com as "atualizações" que tenho feito no meu projeto. A princípio eu queria um personagem durão com pinta de roqueiro que simplesmente passasse por uma historia meio confusa e pronto. Mas como o tempo passa depressa e eu fui percebendo que ele merecia um destaque maior comecei a reimaginá-lo, e foi quando percebi que adorava o jeitão que ia tomando.
O Lancelott que aparece na imagem aí de cima é uma versão de 14 anos que deveria ser a oficial da trama, mas como personagens muito jovens pipocam em mangás tanto antigos quanto atuais, decidi apenas fazer uma introdução usando essa versão dele, já que na maior parte do tempo Axel será mostrado com 19 anos.
Seu temperamento foi deixando de ser durão para se tornar agressivo e meio irracional, assim como um lobo  selvagem perdido em um espaço urbano.
Quanto a magia... bom eu nunca quis que Lancelott fosse um prodígio, na verdade longe disso, em todas as versões da historia Axel usa seus poderes apenas quando é muito necessário, mesmo que a trama me obrigue a colocar mais combates com o passar do tempo, fãs de lutas de Mangá colossais que destroem penhascos e montanhas poderão ficar decepcionados com a desenvoltura dos combates.


Levando em conta agora a ambientização da HQ, quem está acostumado com um universo no estilo Final Fantasy que mistura tecnologia e cidades enormes com locais inexplorados e feras mitológicas pode se sentir confortado, mesmo que a tecnologia mostrada aqui não seja muito maior que a nossa. Uma característica de FF que tive de manter, tanto pelo lado "climático" da coisa quanto por estilização é o fato de que todo mundo anda armado na rua, variando desde uma espada longa até uma shotgun pois as diferenças lá são resolvidas na base do cacete, mesmo porque, as cidades não são totalmente seguras.

Longe de querer comprometer minha criação, não vou escrever mais nada que não possa ser percebido com o passar da historia em si. Talvez este seja um dos posts mais curtos que já escrevi, mas não era de se esperar tanto de uma referência paralela ao que realmente importa.

Eu deixei as primeiras 16 páginas hospedadas na biblioteca virtual Issuu, se você tiver uma conta lá é só clicar no link direto e fazer login.

Se já tem conta na Issuu apenas clique para chegar lá. (Tive uns problemas na hora de atualizar essa droga... desculpem mas a pagina foi removida, então nem se de ao trabalho de clicar, o jeito é esperar mesmo)

E para quem quer ler e precisa de uma conta eu deixo o link da página de cadastro, você pode se conectar direto do Facebook também apenas clicando no ícone do lado de First Name.

Para se cadastrar clique aqui (é de graça)

Então leitores... tenho esperanças de que gostem desta introdução, as páginas demoram um pouco para ficarem prontas, mas assim que tiver os primeiros capítulos completos disponibilizo para download.
Torçam pelo meu progresso ^^.

7 de abr. de 2012

Aliens e Predadores, a Deturpação das duas Raças

Olá a todos. Quero falar de um assunto mais variado hoje, sem me centrar necessariamente em uma obra específica.

Hoje vou fazer uma análise geral sobre as fatalidades cinematográficas que foram transformando meus dois alienígenas favoritos em jogadas furadas de marketing.

Para quem também gosta destes dois ícones de poder da 20th Century Fox, sabe que o que menos sofreu com o tempo foi o Predador, mas o Alien... bom... o Alien agora é digno de pena, e é por isso que vou falar dele depois, já que vai levar a maior parte da postagem.

Predador

O primeiro filme foi simplesmente sensacional, o protagonista Alan Dutch foi interpretado por Arnold Shwarzenegger em sua melhor forma. Dirigido por John McTiernan e roteirizado por Jim e John Thomas, a historia era simples mas interessante, mostrando os apuros de um pelotão de Boinas Verdes para sobreviver em uma floresta da América Central enquanto eram perseguidos por um monstrengo de outro planeta perito em caça e armado até os dentes com tecnologia muito mais avançada que a nossa.
Dutch então mostra pro caçador supremo quem é que manda e declara guerra contra o invasor, passando a fugir e a enganá-lo até que sua armadilha fique pronta para acabar de vez com o bicho. Claro que não foi tão fácil quanto parece, o Predador quase o trucidou.

Como disse antes, este personagem quase não foi deturpado, porém passou por seus maus bocados em certas bombas de Hollywood.
O segundo filme veio para o Brasil com o título de Predador 2: A Caçada Continua. Se no primeiro viamos uma espécie de Predador chamada de Jungle Hunter (caçador da selva), no segundo presenciávamos um City Hunter (caçador da cidade). O humano durão da vez era Danny Glover, e mesmo não sendo nem metade do que o personagem do Arnold era ainda conseguiu vencer o caçador, mesmo que de forma estranha e forçada.
O segundo filme não foi uma bomba, diferente do que todos pensavam na época, mesmo que não tenha chegado nem aos pés do primeiro. Porém, coisas novas foram mostradas, coisas da qual começaram a transformar a imagem do monstro em um ícone, elas eram: a nave de onde a criatura vinha, outros predadores (ideia de comunidade), a revelação de que eles caçam humanos e outras raças há milhares de anos e a mais marcante de todas que era um crânio de Xenomorfo (Alien) em seu quadro de troféus (crânios).

Com até então apenas dois filmes, o caçador das galáxias era um monstro querido por muitos adoradores de ficção científica, porém alvo de discussões sobre o fato de já ter matado Aliens, o que fazia uma dúvida crescer cada vez mais: quem era mais poderoso?
Vendo que daria um lucro avassalador, o primeiro Aliens vs Predator para maquinas de Arcade lançado pela Capcom em 1994 trazia em fabuloso jogo de ação no estilo Final Fight. Infelizmente apenas os jogos de tiro em primeira pessoa um pouco mais atuais conseguiram fazer frente ao sucesso do Arcade de 94, o resto simplesmente é fraco demais.
E a ruína do Predador chega somente depois de tudo isto com o lançamento do filme Alien vs Predador de 2004, tentando dar mais um passo na briga entre as duas raças, o filme não conseguiu ser nem metade do sucesso que cada série era separada.
Pessoalmente eu gosto deste Alien vs Predator, acho que faltou muita coisa e ainda fico confuso quando vejo um Predador ajudando uma humana apenas porque viu coragem nela e depois marcando-a com um sinal de honra entre sua raça, mas isto não é o que deixa o filme ruim, a fotografia está muito bonita, os efeitos especiais são dos melhores, a historia mesmo tendo furos e tentando nos convencer de coisas absurdas ainda é bem bolada e os personagens humanos são bem legais, eles não chegam a ser carismáticos ao ponto de sentirmos dó deles em certos momentos, mas pelo menos podemos nos preocupar com eles.

Em 2007, os irmãos Strause nos presentearam com uma das obras mais estúpidas de todos tempos, e não bastava simplesmente destruírem a historia dos Aliens, eles ainda tinham de acabar com a historia do Predador. Acreditem quando eu digo que o caçador é o personagem mais carismático do filme, e olha que ele só consegue rugir e fazer estalidos de caranguejo com as presas, no entanto seu visual é muito bacana e sua atitude é mais digna de um legítimo Predador do que o do filme anterior. Mas e se esse fosse o único ponto positivo no filme? Porque é exatamente isso que se salva nessa bomba.
O primeiro erro que os diretores fizeram foi mostrar o planeta dos Predadores. Acredito que este deveria ser mostrado apenas em um filme solo da criatura, pois eles não tinham o menor direito de fazer uma revelação dessas em um filme tão medíocre e que ainda por cima não fazia jus a nenhuma das raças.
Os humanos são tão desprezíveis e estúpidos neste filme que ficamos torcendo para que eles morram rápido e não sobre nenhum para que possamos pelo menos acompanhar todo o resto da trama pelos olhos do Predador (mas é claro que isso não acontece).        
Toda a trama se passa em uma cidadezinha do interior onde os caipiras nem sabem que o que está matando a população são alienígenas, o que nos faz lembrar daqueles filmes Trash de carnificina onde surgem monstros do nada e dizimam a população do Texas em meia hora e no final resta apenas um único sobrevivente canastrão que fuma compulsivamente e solta piadinhas infames sobre os monstros.
Diferente do primeiro, a fotografia deste parece amadora, com uma iluminação quase nula e os piores ângulos que se possa imaginar.
E foi justamente em Aliens vs Predator Requien que o maior caçador do universo sofreu sua pior humilhação, entrando instantaneamente nesta postagem que se fosse feita a quatro anos atrás aqui (ignorando o fato de que o blog não existia) estaria tratando apenas do Alien.
Em 2010 lançaram um projeto que estava arquivado ha anos, Predadores, eu ainda não assisti, mas soube que não é ruim, mesmo que um dos predadores seja morto por um cara usando uma Katana, e para uma raça que peitou o Arnold Shwarzenegger ser morta por uma espada tem que estar passando por uma época difícil mesmo.

  


E agora falando do lado mais prejudicado da historia.
Começo falando que Alien é prejudicado desde seu segundo filme Aliens ou Aliens: O Resgate no Brasil.
Quando Ridley Scott teve vontade de criar o primeiro filme em 1978, ele queria algo mais próximo de uma obra de arte viva, por isso se impressionou com os trabalhos do misterioso e excêntrico H.R Giger que desenhava em um padrão do qual o diretor quis colocar em todo seu filme. A ideia deu certo e se compararmos desde os cenários até o próprio Alien podemos perceber que são como um quadro do Giger em vida e movimento.
O primeiro filme narrava a historia de sete tripulantes e um gato que estavam a bordo do cargueiro Nostromo em curso para o planeta Terra, durante a viagem, a nave recebe um chamado desconhecido de algum canto do universo e os tripulantes decidem averiguar para saber se não se trata de um S.O.S, descobrindo assim um planeta chamado LV-426. Ao explorar este planeta, um dos passageiros é impregnado por uma criatura que se abrigava dentro de um ovo encontrado nas ruínas de uma nave alienígena. Uma vez de volta a Nostromo, o infectado acorda depois de algum tempo e acaba morrendo quando um ser semelhante a uma serpente destrói seu tórax ao nascer. A criatura cresce rapidamente se tornando um ser terrivelmente forte e inteligente que começa a matar um a um os tripulantes da nave... exceto Sigourney Weaver... mas quem não sabe que assista ao filme, ele é tão bom (pessoalmente acho melhor) quanto Predador.   

O flagelo de Alien começa logo no segundo filme, e mesmo que metade dos fãs estejam divididos entre estes dois a continuação dirigida por James Cameron é inegavelmente diferente ao ponto de ser mais um filme de ação do que de terror.
Nunca vou dizer que Aliens: O Resgate é um filme ruim, só o Alien é ruim neste filme. Se você conhece os Aliens como criaturas anorexas que correm em quatro patas, morrem com qualquer coisa, burros pra cacete, devotos a Rainha Alien e que são vistos como uma praga que vem aos milhares então você conhece o padrão de Xenomorfo criado por James Cameron, não apenas isso, temos também os Fuzileiros Coloniais (Marines), a Weyland-Yutani Corporation, Rainha Alien, Alien Warrior, Rifle de Pulso e muitas outras coisas que serviram de ícones para a franquia e que simplesmente encobriram o trabalho mórbido e claustrofóbico de Ridley Scott, mantendo da arte do H.R Giger apenas o próprio Alien, que fora reduzido a uma espécie de animal insetóide que age como um zumbi extremamente ágil.
Em Aliens: O Resgate o que mantém o filme como uma obra prima são os personagens, todos são muito bem explorados e a ação não deixa nem um pouco a desejar. Destaco como um dos maiores ícones da série a personagem de Sigourney Weaver, tenente Ellen Ripley com a pequena Newt agarrada a seu pescoço enquanto segura um Rifle de Pulso e usa um cinto de granadas.

O segundo filme popularizou os Xenomorfos de uma forma incrível, mesmo destruindo a atmosfera criada por seu autor original, mas então tudo aquilo que a franquia Alien representava começou a desmoronar de uma forma devastadora, começando pela imagem do Alien que foi se tornando a de uma criatura cada vez mais patética, e, Alien 3 veio para estragar a bela historia do segundo e tornar Ripley motivo de dúvidas e até piadas, sendo esta "mãe" de um alienígena que ainda estava para nascer. De acordo com a historia, Ripley havia sido estuprada por um Facehugger (criatura semelhante a uma aranha que libera o embrião de Alien no hospedeiro pela garganta) e no final se suicida para não ser capturada e estudada.

Ignorando tudo o que já havia sido mostrado, a série Alien continuou em 97 de forma esculachada e mal feita.
Ripley é clonada sem razão nenhuma (e sem sentido... ela se joga em uma caldeira de ferro derretido em Alien 3) e junto do clone o alienígena que estava em seu ventre vem junto (WTF?), mas como a clonagem não é perfeita, parte dos DNAs são trocados e Ripley vem com sangue ácido e instinto de predadora e a Rainha que estava em seu tórax (sim era uma Rainha) nasce com um feto, que da a ela a capacidade de ter filhos.
Os efeitos especiais deste filme são muito bacanas e impressionam até hoje, tirando os ovos de Aliens que parecem feitos de pudim, a movimentação das criaturas ficou bem legal e temos a chance de ver alguns nadando, o que vale muito a pena, a cena é bonita e angustiante.
Quanto aos personagens... a Ripley ta uma porcaria, toda a sua humanidade foi tirada, ela é sádica, vazia e sem graça, o que decepciona os fãs da personagem, deram um jeito de colocar Winona Ryder no elenco, o que não ajudou muito pois a moça fez uma atuação no máximo aceitável, os outros personagens acabam sendo extremamente secundários e cansativos, os Xenomorfos não estão de todo burros, mais ainda sim bem longe do que foi mostrado em 78.

E agora o assunto entra em dois filmes citados acima, porém de uma visão diferente, esta é mais suja...

Com a chegada de Alien vs Predador, vários fãs puderam presenciar os tão amados Xenomorfos sendo tratados como animais burros de uma forma jamais vista. Cães de caça dos Predadores? Teste para o caçador provar sua força? Serpentes? Que merda é essa?
Não importa se um único Alien consegue matar dois Predadores (o que é impossível), o bicho se tornou apenas uma praga mais uma vez, agora povoando uma piramide soterrada, os Aliens parecem ser apenas um estorvo para os Predadores, um empecilho para os humanos ao longo do caminho (mesmo que a maioria morra por ataques de Aliens) e a Rainha foi transformada em um T-Rex. Mais nada a declarar.

Aliens vs Predator 2
Não há muito a se dizer sobre a continuação deste filme na parte dos Aliens, tudo de ruim que poderia ter acontecido já aconteceu.
Mas vou citar o híbrido que aparece, chamado de Predalien, a criatura é praticamente uma afronta as duas séries. Eu sei que o Predalien é um personagem dos videogames, porém não podemos comparar um personagem de um jogo de tiro que visava criar motivos para o jogador sair metendo bala em Xenomorfos e Predadores e vice e versa com um filme que deveria ser fiel ao máximo as séries de origem (aliás os jogos SÃO mais fiéis do que os filmes). O Predalien aqui pode colocar embriões de Aliens em humanos usando a boca retrátil, visando mulheres grávidas para que as criaturas possam se alimentar e nascerem mais fortes, o que torna uma Rainha totalmente dispensável. Quer dizer... os diretores tiveram a coragem de levar a diante um filme cheio de defeitos e ainda por cima tornar o que deveria ser apenas uma variação mais forte em uma substituição prática e conveniente da Rainha Alien, sua aparência é mais voltada para a de um Predador do que para a de um Alien, o que é estranho já que os Xenomorfos não desenvolvem traços faciais e nem cabelo de seus hospedeiros.

Os dois monstros ainda me agradam como o que representam, seus visuais ainda são bons, quanto ao Predador, ele apenas foi reduzido a um monstro qualquer com o passar do tempo, porém sua imagem ainda impressiona e passa coragem e fúria. O Alien simplesmente se deteriorou e distanciou do que foi um dia, mesmo que ainda seja meu favorito, a única coisa que parece ter esperança é a atmosfera e a ambientização, Ridley Scott está de volta com um filme que promete trazer revelações por um lado que ainda não fora mostrado de Alien, porque até então a trama acorreu apenas no espaço, o planeta de origem e as outras espécies possíveis ainda não foram mostradas, muito menos a origem das criaturas (entendeu o que eu quis dizer com "mostrar o planeta dos Predadores foi um erro"?), agora ainda podemos esperar que os cenários voltem a ser a obra de arte que já foram um dia.
Espero não ter enchido o saco com o post, mas acho que não sou o único que pensa assim, os fãs destes dois seres sabem o quanto suas séries de origem foram bem feitas e agora veem no que se tornaram.

Até a próxima, com a resenha de mais um filme estranho.

For Fun!!
















Mais legal que o filme...   

31 de mar. de 2012

Skyrim: Do Passado ao Presente

Olá leitores!
Indo direto ao assunto, eu disse que provavelmente faria uma postagem sobre The Elder Scrolls V, e foi procurando a OST(Original Sound Track) para ouvir que acabei me inspirando a seguir em frente com uma matéria mesmo não sendo bom para falar de jogos.

Começando por um resumo da Main Quest, ou historia principal se você preferir. Mas antes, dê um play na musica que deu origem ao nome do artigo aqui a baixo, pode ser meio difícil prestar atenção nela enquanto lê, mas eu garanto que a musica cria um clima muito bom, mas vou deixar para falar da trilha sonora mais pro final.








De acordo com os pergaminhos antigos (Elder Scrolls) o continente de Tamriel deve enfrentar uma desgraça jamais vista quando um de seus mais importantes reis for morto sem deixar descendentes, gerando assim conflitos entre as várias facções que se misturam entre as demais províncias do continente.

De forma inusitada e inquestionavelmente terrível, as antigas inscrições começam a se cumprir quando um dos imperadores é assassinado, seus protetores conhecidos como Blades se dissiparam sem deixar rastros e uma guerra civil compromete o futuro não apenas da província de Skyrim, como de toda Tamriel. Para piorar, boatos sobre avistamentos de Dragões começam a correr por todo o reinado.

E é no meio desta situação que o personagem do jogador entra na historia, como um prisioneiro prestes a ser decapitado, porém salvo, mesmo que não intencionalmente por Alduin, o deus da destruição também conhecido como Devorador de Mundos. Mencionado em canções de bardos antigos, o grande Dragão Negro viria para por um fim no reinado dos mortais após escapar de sua prisão no mundo dos mortos.
Enquanto o vilarejo é atacado, o jogador tem a missão de escapar com a ajuda de um companheiro e se refugiar na cidade mais próxima.
Depois de um tempo, como uma das poucas pessoas que viram um dragão e sobreviveram, o personagem do jogador tem a missão de ajudar os soldados da cidade de Whiterun a acabar com uma destas criaturas em uma torre abandonada não muito distante.
Não é esta torre, mas se parece...
É quando o jogador mata, sem muitos esforços o Dragão e acaba absorvendo sua alma que uma suspeita começa a surgir de que ele possa ser o famoso Dragonborn ou Dovhakiin na língua antiga dos Dragões.
O Dragonborn até então era apenas um personagem fictício, tão citado nas antigas canções quanto Alduin, um Dragonborn é um tipo de guerreiro ou guerreira praticamente extinto do mundo há muitos anos, quando os últimos representantes desta raça se sacrificaram para selar Alduin e acabar assim com uma guerra que envolvia Dragões e os habitantes de Skyrim, os únicos que ainda se lembrariam deles como pessoas reais eram os Greybeards moradores do templo de High Hrothggar e novo destino do jogador.
Passando alguns dias com os Barbas Grisalhas, o personagem do jogador descobre que sendo o último dos Dragonborns tem o poder de usar o dialeto dos Dragões a seu favor, lançando grandes emissões de puro poder através de gritos na lingua antiga conhecidos como Thu'um.
Dotado de uma habilidade única e o poder do livre arbítrio, o jogador agora tem em mãos o destino de Skyrim e de todas as províncias de Tamriel por ser o único capaz de impedir os planos de Alduin.


Este é o roteiro da Main Quest do jogo, em segundo plano fica a guerra civil e em terceiro são historias avulsas envolvendo outros personagens.
A Main Quest não chega a ser muito longa, na verdade com apenas 40 horas de jogo ja conseguimos concluí-la, mas a questão é que absolutamente TUDO em Skyrim tem vida própria, enquanto você joga, as pessoas no game estão fazendo alguma coisa, bandidos estão assaltando velhinhas inocentes, lobos estão caçando cervos, clãs resolvem suas intrigas pessoais... enfim Skyrim parece uma província viva, cheia de historias das quais o jogador pode ou não participar, você escolhe interferir durante um roubo ou simplesmente ser um bandido, salvar pessoas ou ignorá-las.
Infelizmente não foi incluído um sistema de carma na jogatina, o que significa que se você faz algo bom, nada necessariamente bom vai acontecer com você, a única coisa que funciona (e até bem demais) é o sistema de punição. Se o jogador matar uma galinha e algum morador da cidade ou vilarejo ver aquilo, ele será perseguido por guardas e eles o farão pagar, ou com dinheiro, ou passando alguns dias (no tempo do jogo) encarcerado ou simplesmente o matando se ele resistir, o mesmo acontece com pessoas e outros animais. A única regra que existe quanto a atitude de punição é: quem começou a briga está com a culpa. Ou seja, se alguém partir para cima do seu personagem com intenção de machucá-lo os guardas te ajudarão a matá-lo.
Isso não chega a decepcionar, existem muitos mais pontos positivos em Skyrim do que negativos e como isto vai para a lista de homenagens eu não vou simplesmente falar de todos os defeitos e ignorar o que o game tem de melhor, que é a imersão e a diversão, coisa que os jogos eletrônicos só voltaram a ter valor recentemente.
A inteligencia artificial individual dos personagens pode ser pouca, em compensação, esta mesma voltada para as batalhas é bem mais complexa, os inimigos são capazes de guardar seu arcos e sacar desde espadas até adagas para enfrentar um adversário que chegou perto demais, alguns correm quando estão muito fracos, outros usam o cenário para se esconder de feitiços e flechas enquanto outros simplesmente partem para cima, independente se estão em desvantagem ou não simplesmente porque são destemidos e bravos (ou imbecis).


Uma das coisas que mais impressionam em Skyrim são, sem dúvida alguma os cenários. Muita gente reclamou e ainda reclama que esperavam gráficos mais bem elaborados e fortes, porém o que conta neste game é a profundidade em que as coisas são levadas, o jogador pode olhar em uma mesa de perto e ver espalhadas por ela: poções, espadas, moedas, comida, utensílios domésticos e depois olhar para o horizonte e enxergar montanhas cobertas de neve, campos verdejantes, cidades ao longe e simplesmente caminhar ou correr até elas, o clima sempre está mudando, variando entre dias mais quentes e frios, noites com garoa, céu estrelado, aurora boreal(se você estiver nas montanhas) e tempestade.
Cada calabouço (dungeon) do jogo foi criada com um estilo próprio, isso significa que nenhum lugar repete corredores ou paredes de pedra, com excessão de algumas torres e fortes que tem um padrão de construção parecido, mas mesmo assim os ambientes internos são customizados de acordo com quem ou o que costuma abrigar o local. É simplesmente ótimo poder invadir um forte tomado por bandidos, matar sozinho ou acompanhado de um(a) parceiro(a) do jogo, encontrar coisas especiais e raras entre baús ou estantes e ainda por cima descobrir o que aquela facção fazia para se sustentar, como retirando dentes de mamutes para vender, comendo a carne e assaltando pessoas desavisadas durante a noite.      

Como você é o último dos Dragonborns da história, cabe ti a tarefa de matar quantos Dragões virem para cima, no entanto apenas um surge de cada vez. Existem três padrões de Dragão em Skyrim e estes são:
Dragões de nome: Se o Dragão tiver um nome, pode ter certeza de que é importante, o que não implica que ele deva ser forte.

Dragões sem nome: Estes variam com o nível do jogador, aparecem de forma aleatória e podem ou não ser fortes. No início temos apenas Dragons, depois Blood Dragons e Frost Dragons, por fim os mais poderosos Elder Dragons.

Dragões NPCs: Estes são Dragões que tem uma importância ainda maior na história, não vou citá-los e nem dizer quantos são para não tirar a graça de quem ainda está jogando ou vai jogar.

Ao todo são 150 Dragões que vão aparecendo quando você menos espera, caso ache algum túmulo destas criaturas ele é identificado no mapa com o ícone da cara de um, e mesmo que a maioria não tenha um túmulo, vale a pena explorar para encontrá-los.

Falando um pouco da exploração em Skyrim agora.
Além das dungeons encontradas ao decorrer da exploração, também vemos ruínas de antigas cidades e templos, cada vez que o seu personagem se aproxima de algum ponto em especial no mapa, ele ganha instantaneamente uma marcação nova no mesmo, para que possa viajar para o lugar apenas com um clique em cima de lua localização para que não perca horas correndo até lá novamente. Com um pouco de paciência e curiosidade, podemos ver coisas únicas pelo terreno da província em destaque, eu pessoalmente encontrei um Mamute preservado no gelo com algumas flechas em seu corpo.
O mapa de Skyrim, mesmo não chegando a ser tão grande quanto o de San Andreas ainda é um dos maiores que já vi, podendo ser explorado por horas e ainda guardando boas surpresas, muitos jogadores pararam de jogar em uma parte bem avançada e ainda não abriram todo o mapa, isso porque muitas localizações são pequenas demais ou meio escondidas.

Levando em conta agora a cultura presente no jogo, Skyrim foi o título com mais referência Nórdica de todos da série, desde o cenário até os costumes e armaduras, afinal de contas a raça predominante nesta província são os Nords (inspirados claramente nos Nórdicos), e mesmo assim vemos as mais variadas raças e culturas espalhadas pelo jogo, destaco agora algumas bem variadas que são: os homens felinos Khajiit, os homens lagartos Argonian, os humanos Redguard e todas as subespécies de Elfs. Cada raça tem um sotaque próprio e um jeito de se vestir e de agir, os Nords são os mais bárbaros, algumas vezes mal educados e sempre prontos para a batalha, da mesma forma que os Khajiit sempre estão mais calmos e atentos a novos conhecimentos. O personagem criado pelo jogador poderá ser de qualquer uma das raças dominantes em Skyrim, muitas mais além das citadas aqui, mesmo que a maioria sejam variações de Elfos e Humanos.

O sistema de evolução de personagem precisou passar por algumas mudanças meio forçadas para que o jogo conseguisse agradar a novos públicos, isto decepcionou muitos fãs dos antigos Elder Scrolls. Anteriormente, praticamente tudo que o personagem fazia lhe atribuía níveis, como correr, nadar e saltar, a medida que o jogador praticava qualquer coisa seus níveis relacionados aquilo melhoravam instantaneamente e fazendo com que sua evolução seguisse conforme suas necessidades.
Em Skyrim a evolução continua atendendo mais as necessidades do jogador, porém de uma forma muito mais simplificada e "limitada", pois agora temos um sistema de distribuição de pontos por habilidade, estas são representadas por pequenas constelações, a cada nível que elas vão subindo vão sendo desbloqueados novas regalias e facilidades para as tais, para ativar estes desbloqueios o jogador sobe níveis pessoais, ganhos através da subida de niveis de habilidade, ou seja, a cada vez que uma habilidade usada sobe level, o jogador ganha experiência até subir seu próprio level. Com estes níveis, ganha-se um Perk, usado para ativar a nova etapa da habilidade. A grande diferença nisso é que enquanto antigamente tínhamos que ficar exercitando conhecimentos que mais nos favoreciam até que chegassem a níveis épicos, agora é só ativar com um Perk as regalias que as constelações proporcionam.

Mesmo sendo muito mais limitada a forma de evolução do personagem, ela diverte e proporciona níveis profissionais muito mais rápido, o único problema é que não sabemos no que investir depois que nossas habilidades favoritas chegam no máximo e o jogador tem vontade de crescer mais no jogo.

Finalizando agora com uma descrição da trilha sonora de Skyrim.
Ela é simplesmente ÉPICA, e eu pessoalmente a comparo com OSTs de peso como a das Crônicas de Nárnia e até mesmo Senhor dos Anéis.
A coisa mais linda em Skyrim é se sentir andando a cavalo ou simplesmente explorando a pé um mundo totalmente original e cheio de referências da cultura Nórdica enquanto ouve arranjos orquestrais que simplesmente parecem terem sido compostos para aquela cena e aquele momento.
Existem músicas para dias certos, ações certas e situações certas, todas começam de repente e fazem com que a experiencia pela qual o jogador está passando seja ainda mais realista.
E algo que não poderia deixar de citar aqui é o tema tocado as vezes quando um Dragão aprece. Se trata de uma música composta especialmente para o Dovhakiin, o que significa que ela está sendo tocada para o jogador. A inspiração que vem quando enfrentamos um monstro mitológico ouvindo um coral de mais de cinquenta vozes Nórdicas é realmente mais do que necessário para nos dar coragem de encarar o bicho (mesmo que nem sempre ele seja forte).

E aí está... mais uma homenagem feita a algo que conseguiu me tirar do mundo real por mais de uma semana, espero que tenha gostado e, como de costume deixo um vídeo para encerrar o post.

Ele se trata da canção do Dovhakiin adaptada direto do jogo pela encantadora You Tuber conhecida como Malukah. Ela ainda encerra o vídeo cantando um trecho na língua dos Dragões do tema principal do jogo.


   

26 de mar. de 2012

O Labirinto da Magia do Tempo

Mais um tempinho sem postar e aqui estou de volta. Alduin está morto e agora posso descansar sabendo que os mortais não correm mais perigo, mesmo que uma guerra civil esteja perto de eclodir...

Quero falar de um filme antigo desta vez... a propósito, me dedicar a falar mais de filmes vai ser minha meta agora, não tenho acompanhado nenhuma série recentemente, a única coisa que tenho lido é um livro e como não costumo falar de livros por aqui vou levar mais em conta os longa metragens.

Vamos a introdução então.
O assunto será um filme de 1986 que marcou a vida de muita gente:

                                                  Labirinto: A Magia do Tempo

Antes de realmente começar a falar da historia quero ressaltar o seguinte: foi este filme que realmente me deixou do jeito que sou hoje, e provavelmente eu não seria tão fascinado por fantasia quanto agora.

Sarah Williams é uma moça que adora peças teatrais com temas fantasiosos, ela está em um parque lendo um livro teatral chamado Labyrinth quando uma tempestade ameaça cair, ela volta para casa, vemos então que a  situação com sua madrasta não anda muito bem, as duas discutem e Sarah fica com a responsabilidade de cuidar de seu meio-irmão recém nascido Toby enquanto seus pais saem.
Enquanto está em seu quarto ouve o choro da criança e percebe que ele está com medo da tempestade, ao entrar no quarto encontra seu ursinho no berço do irmão e fica revoltada com o fato de seu pai e sua madrasta não terem respeito por suas coisas.
Sarah então decide contar uma historia para fazer a criança dormir e calar a boca logo, ela começa a interpretar trechos de Labyrinth, contando sobre uma menina que é feita refém por sua família egoísta que a faz cuidar do irmão mas novo, a menina então evoca o rei dos Duendes (ou Goblins, como preferir), um poderoso mago chamado Jareth e oferece o garoto a ele. Ao terminar de falar, Sarah deixa Toby ainda mais assustado, saindo do quarto irritada com a choradeira da criança, ela deseja que Duendes levem seu irmãozinho para que ele a deixe em paz, neste momento o choro é interrompido, a luz inconvenientemente acaba e ao voltar para o quarto e verificar o berço, Sarah descobre que Toby desapareceu.
É quando uma enorme coruja branca começa a acertar a janela com força até esta se abrir, avançando sobre a menina, o animal toma a forma do rei Jareth (apenas por curiosidade, ele é interpretado pelo músico andrógeno David Bowie), ele diz a Sarah que Toby agora vive com ele em seu mundo infestado de Duendes e que em breve a criança também se tornara um. Em troca disto, Jareth a presenteia com uma pequena bola de cristal, capaz de conceder qualquer desejo, exceto trazer Toby de volta.
Sarah então se desespera, pois descobre neste momento que teme pelo destino do irmão e se arrepende de ter feito o desejo contra a criança.
Dizendo então a Jareth que não quer abrir mão do pequeno, o mago a da uma segunda chance de recuperá-lo, que é atravessar o monstruoso labirinto que cerca seu castelo. Sarah deve atravessar todo o percurso em apenas treze horas, tendo de sobreviver a armadilhas e inimigos inimagináveis.


Agora que terminei a introdução, fiquei um pouco perdido sobre como começar a falar deste filme, então vou dizer o seguinte: quero ver algum diretor destes modernos criar uma história de fantasia tão boa e tão original quanto a de Labirinto.
Isso é sério, não apenas Labirinto mas também Historia Sem Fim são filmes onde os seres fictícios são feitos inteiramente com marionetes, mas no caso deste em questão as marionetes são estupidamente reais, de longe vemos que são bonecos mas mesmo assim são estupidamente reais, tanto suas articulações quanto atuação deixam muitos monstros de CGI no chinelo.

Já deu pra perceber que eu não aceito muito bem a substituição dos Animatronics por Computação Gráfica, mas a verdade é que nem todos os filmes ficam bons com isso, principalmente filmes de terror. Muitos podem discordar mas na minha opinião CGI nunca vai chegar ao ponto de parecer real.

A historia de Labirinto é bem simples e as vezes pode soar infantil de certos pontos de vista, mas a verdade é que o filme não foi feito mesmo para um público tão maduro, a grande diferença que vemos deste para filmes modernos é que ele leva bem mais em conta o valor interno de cada personagem, como seus conflitos pessoais, objetivos, amor e coragem, o que sempre é mostrado uma hora ou outra da forma mais imprevisível. Não sei muito o que as crianças aprendem hoje em dia, mas acho que não tem tanto valor quanto tinha a uma década e meia de diferença. A protagonista Sarah por exemplo, provavelmente você não foi com a cara dela ao ler sobre a forma como ela trata seu irmãozinho, mas a verdade é que muitas ou muitos adolescentes da idade dela detestam seu irmão mais novo, ou porque ele veio de um ventre diferente ou porque recebe mais atenção e vai crescer tendo uma família perfeita enquanto o/a mais velho(a) vai se sentir em uma família diferente.
Sarah não parece uma garota detestável por não gostar de Toby, e depois, quando vemos seu arrependimento a ponto de trocar todos os desejos do mundo por uma segunda chance de recuperá-lo passamos a gostar bastante dela enquanto a acompanhamos correr contra o tempo para corrigir seu erro.

Mas nem todas as criaturas do labirinto são inimigas de Sarah, umas simplesmente a ajudam apenas quando cruzam seu caminho, como é o caso de uma minhoca falante que a avisa sobre uma parede secreta no início enquanto outras a seguem até o fim de sua jornada como Hoggle, um duende rabugento mas que tem um bom coração e acaba se tornando o melhor amigo da garota.


Agora falando um pouco sobre a produção, o diretor foi Jim Henson, o criador dos Muppets, então deduzo que os movimentos dos monstros de marionete foram feitos por ele e, sinceramente, o cara é um gênio.
Como produtor temos nada mais nada menos do que George Lucas, e provavelmente todo o design tanto dos cenários quanto dos seres do filme foram responsabilidade dele.
A participação de David Bowie não ficou apenas como o vilão da trama, o filme também conta com cenas de musicais, que muito bem feitos conseguem passar muita diversão ou momentos belos, David compôs ótimas músicas para a trilha sonora de Labyrinth que são marcadas na carreira do músico até hoje.

Claro que comparar Labirinth com alguns filmes modernos de hoje em dia como Stardust fica meio injusto, afinal o projeto envolvia grandes mestres como foi mostrado acima e se fracassasse seria uma queda épica para os envolvidos.

Para finalizar o post deixo minha recomendação para quem quer ver um belo filme das antigas mas não sabe o que procurar, Labyrinth tem os requisitos básicos e os mais importantes para deixar um filme de fantasia marcante e épico.

Esta é uma das cenas de musical do filme, graças a Disney eu simplesmente detesto musicais, porém abro uma excessão para os de David Bowie (mesmo não sendo fã do cantor).
Repare no movimento de cada marionete no set, se não achar Jim Henson genial depois disto é porque já viu coisa muito melhor, o que é meio complicado já que o cara é o criador das marionetes mais famosas do mundo.  



    

21 de mar. de 2012

O Mundo Surreal é Mais Perto do que Parece

Olá a todos... fiquei muito tempo sem postar e peço desculpas, mas a culpa não foi minha... pelo menos não a maior parte dela.
Acontece que fui amaldiçoado com o pior dos encantos do mundo virtual:

Fus Ro Dah!!!!!!
Se a foto não foi auto-explicativa para você não se preocupe. Quero dar uma pequena explicação, mesmo que o post não seja sobre isso.

Skyrim é o quinto título da espetacular série The Elder Scrolls, e mesmo tendo certas "podadas" no desenvolvimento do personagem em comparação aos anteriores ainda consegue ser o melhor título da franquia.
Não quero falar do roteiro, talvez mais pra frente, mesmo que não tenha o costume de falar de jogos aqui, acho que Skyrim vale a pena.
Basicamente falando então, é um game onde criamos um personagem mais ou menos ao nosso gosto, andamos por um mundo imaginário nórdico de 22km quadrados enquanto enfrentamos todos os tipos de perigos como animais selvagens, ladrões, assassinos e até mesmo Dragões. Aliás os dragões tem um papel importantíssimo no desenrolar da história, que vai sendo descoberta através de missões primárias que o personagem vai fazendo, contando ainda com ótimas missões secundárias e infinitas terciárias.

Me pergunto a cada dia como vou matar o Alduin (imagem acima), já que o maldito parece ser indestrutível.

Mas falando de outro assunto agora, jogar Skyrim me fez lembrar de um tema que sempre me intrigou e também me interessa muito que é: viver em um mundo paralelo artificial

E não... eu não estou falando de alienação

O assunto desta postagem será um filme que remete a este tema, provavelmente um filme considerado péssimo para pessoas que procuram "significado" em tudo e consideram o cérebro apenas uma máquina de processar informações lógicas, mas que com certeza é amado por fãs de coisas abstratas e "imaginárias".

                                                   Sucker Punch - Mundo Surreal


Quem nunca imaginou o mundo como um lugar mágico e cheio de ação quando era criança? Vendo algumas coisas se transformarem em outras e criando situações exageradas cheias de risco em uma simples brincadeira de esconde-esconde?
Mas o que aconteceria se uma pessoa criasse um lugar tão complexo e muito mais legal em sua mente do que esse em que vivemos? E se a vida real desta pessoa fosse um verdadeiro inferno? Em qual dos dois lugares seria melhor ficar?
Neste filme maluco criado por Zack Snyder (o mesmo de 300) os personagens não tem um nome lógico, mas sim uma espécie de apelido criado pela protagonista Babydoll (o nome dela também não é revelado).
O filme começa com o padrasto da garota tentando abusar de sua irmã mais nova, Babydoll pega um revolver no quarto do velho e em um surto de raiva atira nele ao vê-lo se aproximando de sua irmã, o problema é que a menina nunca atirou na vida e está muito nervosa. Errando o tiro e assim matando sua irmãzinha, o padrasto vê uma grande oportunidade única de por as mãos na fortuna que sua falecida esposa deixou para Babydoll e a interna em um sanatório no dia seguinte.
Os problemas apenas começam para a pobre menina, que está com os dias contados para passar por uma sessão de lobotomia (praticamente uma operação que leva a pessoa a um estado forçado de vegetação) agendada pelo próprio padrasto.
Sem saída ou qualquer outra alternativa concreta, Babydoll se fecha em sua própria mente, criando um mundo paralelo e transformando suas emoções e vontades em objetos ou até mesmo pessoas.

Para começar, o sanatório se transforma em um bordel (não me pergunte por que) e ao invés de paciente, Babydoll se torna uma menina abandonada obrigada a ser aspirante a prostituta, que até atingir idade para trabalhar como as outras meninas terá apenas que dançar e agradar os clientes como em um show de entrada.

Até então o filme é apenas confuso, a impressão que temos é que a mente da garota não é uma válvula de escape tão precisa, mas é quando percebemos que Babydoll tem um plano para escapar daquele lugar que notamos que o bordel é apenas uma espécie de bloqueio mental que ela precisa superar para aproveitar um mundo novo e livre fora das paredes do sanatório. Mas é durante o primeiro ensaio de dança da menina que vemos o que sua mente é capaz de fazer. Ela curiosamente, por estar transformando uma realidade em outra dentro de sua cabeça, não pode alterar a dificuldade das coisas, apenas suas aparências, então se o teste é dançar, Babydoll apenas cria uma outra camada de imaginação por cima, como por exemplo uma missão de invasão a um castelo com o intuito de roubar um ovo de dragão, se a missão é concluída com êxito, ela apenas se vê parada com pessoas aplaudindo sua fabulosa performasse de dança, no entanto entendemos que os erros durante a missão são como passos errados e se ela falhar sua ação no mundo do bordel e consequentemente no mundo real também falha.

Junto de Babydoll vemos quatro meninas, todas vistas no início pela protagonista ao entrar no sanatório, estas são: Rocket, Blondie, Sweet Pea e Amber, provavelmente pessoas que Babydoll quer muito ver livres também. Com a ajuda de uma espécie de protetor misterioso que se manifesta em cada "set" da imaginação de Babydoll as cinco garotas tentam a todo custo se libertar de seu destino cruel no hospício.

Agora com uma boa introdução a trama, quero falar um pouco sobre o filme em geral e o que achei dele.
Lição de moral o filme não passa nenhuma, e se passa é bem leve, tudo o que vemos nele faz relação apenas as personagens mostradas e nada mais, todas as situações que elas vivem são extremamente improváveis até mesmo para loucos. No entanto isto não significa que ele passa todo em vão, ao contrário, ele serve principalmente para nos mostrar como nossa imaginação é preciosa e como pode chegar a níveis extremos, é só prestar atenção nos detalhes (e assistir mais de uma vez, porque o final é meio confuso), as personagens protagonistas são muito carismáticas e/ou profundas, curiosamente com exceção da Babydoll, que propositalmente ficou meio superficial, não falando uma única palavra até uma certa altura do filme e mais curiosamente ainda é impossível tirar os olhos dela, não apenas por sua beleza, mas por seu papel na trama ser tão importante, as vezes penso que se Babydoll fosse muito carismática ela iria ficar deslocada no meio de tudo aquilo.
A produção é simplesmente de tirar o fôlego, a historia se passa na década de 50 e começa com um clima sombrio que depois se torna mais padrão, isso até vermos a primeira cena de ação entre Babydoll e uns Samurais zumbis gigantes (homenagem a Onimusha) que simplesmente esbanja efeitos especiais da melhor qualidade.
Um ponto que não consegui deixar de notar são as referencias a outros filmes e até mesmo games que foram simplesmente homenageados da melhor maneira pelo diretor como Medal of Honor, Onimusha, Star Wars, Senhor dos Anéis e eu até ouvi alguma coisas sobre Dragon Ball, embora não tenha percebido nada (pena).
Muitas vezes ficamos pensando se o que Babydoll está fazendo realmente tem algum sentido, e isto não apenas os espectadores pensam como também as outras personagens do filme, principalmente Sweet Pea, que nunca acredita no sonho de liberdade da jovem.

O visual das personagens varia, tirando as camisas de força que usam no mundo real, seus vestuários vão de trajes sensuais de dança e roupas casuais até uniformes customizados, como é o caso da Babydoll na foto ao lado que usa uma roupa de colegial que não fornece a menor proteção e me fazendo mais uma vez me lembrar de personagens de anime.
Cada uma das quatro é especialista em algum tipo de arma, variando de lança-foguetes a katanas e metralhadoras, o que parece ser o equipamento mais eficaz contra nazistas armados até os dentes, aviões portando bombas, robôs programados para matar e dragões enfurecidos com hálito de fogo.

Acho que tudo o que tinha de dizer sobre este filme já foi dito aqui, o resto é apenas vendo para entender. Em nenhum momento Sucker Punch me decepcionou, o roteiro foi completamente imprevisível do começo ao fim, as cenas de ação simplesmente me fizeram vibrar com adrenalina e as atuações foram impecáveis, no entanto repito o que disse antes, não é recomendável para quem gosta de ver sentido em tudo, podemos perceber com clareza que tudo o que é mostrado neste filme veio da mente do diretor e nada mais, ele com certeza estava louco de vontade de fazer algo relacionado ao psicológico e nos mostrar o quanto a imaginação pode ser impactante a ponto de prender alguém do começo ao fim na cadeira apenas com o imaginário.    

E deixo aqui por fim a cena da primeira luta de Babydoll... até mais!


10 de mar. de 2012

Absorvendo e Sobrevivendo

Olá leitores!
Da última vez falei de um anime inspirado em um jogo e hoje será a vez de uma HQ inspirada em um jogo.
Para quem curte este game e não sabia que isso existia, eu apresento:


Sim... sim... Prototype ganhou uma série de seis volumes em Comics um pouco depois de seu lançamento em 2009. Segue uma pequena descrição do game.

Prototype, para quem já havia jogado qualquer um dos jogos de mundo aberto (sandbox) do HULK não impressionou como devia, afinal de contas ele reprisava toda a ação e liberdade das franquias anteriores, porém, todos os movimentos e combos eram diferentes, com direito a muito sangue e vísceras sem falar que agora jogávamos com um personagem da estatura humana em uma história muito interessante e intrigante. Mesmo que o jogo tenha grandes falhas tanto gráficas quento técnicas, ainda sim conseguiu ser muito original e acima de tudo divertido, digo mais ainda, divertidíssimo.
Todos os movimentos do protagonista Alex Mercer lembram os de um adepto do esporte Parkour, mas ao invés de saltarmos por bancos e corrimões fazemos isso com prédios, carros em movimento e tanques de guerra, tudo para escapar de tiros ou monstros quando não temos paciencia para enfrentá-los.
Ser nojento e poderoso nunca foi tão legal...
Sem sombra de dúvidas, Prototype fica ainda mais legal quando descobrimos que Alex pode absorver outras formas de vida, fundindo suas células com as de suas vítimas, adquirindo assim suas formas e memórias, exatamente como o alienígena do filme The Thing do John Carpenter, mas o processo, mesmo sendo rápido não consegue nos livrar da sensação mista de satisfação e repulsa ao ver veias e tendões saírem do corpo de Mercer enquanto destroçam e se fundem com os infelizes que servem de "alimento" pra ele.

A historia do jogo gira em torno de um vírus experimental desenvolvido por uma empresa chamada Gentek, de alguma forma Manhattan está infectada e as pessoas começaram a agir feito animais selvagens, isso sem falar nas mutações que começam a surgir por todos os lados, Alex Mercer é um indivíduo que perdeu a memória, ressuscitou em uma mesa de autópsia, descobriu que está infectado pelo vírus mas este lhe dá super poderes e agora vai matar quantos forem necessário para adquirir suas memórias de volta e descobrir quem foi o culpado por sua morte e libertação do vírus.

E é exatamente no começo desse pandemônio que entra a história da HQ, mostrado do ponto de vista de dois policiais Mcklusky e Ella, que tentam sobreviver e descobrir algumas coisas durante a confusão, podemos ver também como ficaram as áreas mais remotas da cidade e alguns esquadrões sofrendo para conter ataques de mutações de animais (que não existem no jogo) entre outras cositas más      
Curioso é que o Alex Mercer mesmo aparece só nas capas e de vez em quando no meio da historia, tudo o que precisamos saber sobre ele na HQ é que pode ser o responsável pelo alastramento do vírus e que precisa ser detido o quanto antes, nem mesmo personalidade chegamos a ver direito no anti-herói mesmo que em algumas vezes vemos ele se importando com pessoas que não estão atrapalhando seu caminho.
Quanto ao fato do protagonista do jogo não ser centrado na historia do Comics eu não me importo muito, já que temos coisas até interessantes para ver que com certeza são melhores do que ficar vários quadrinhos acompanhando o sujeito saltar prédios e coisa e tal. 
No entanto, não tem como deixar de notar que muitas coisas ficaram muito mais legais com os efeitos do jogo do que com os desenhos de Darick Robertson e Matt Jacobs, que mesmo sendo muito bem feitos as vezes deixam a desejar, podemos ver por exemplo personagens que ficam bem legais de perto e com belos efeitos, já em certas cenas estes mesmos ficam deformados e parecem ser até outras pessoas, o cenário recebe poucos cuidados de vez em quando, o que resulta em alguns pontos tortos. Os poderes de Alex poderiam ser desenhados com mais cuidado também, ora ficam bacanas, ora parecem genéricos e simplificados.

Se você achou estranho o fato de ter apenas seis volumes, como eu disse la em cima, acredite, eu também fiquei pensando em como eles iriam concluir uma historia com tão pouco material. A resposta é mais simples do que parece: eles não concluíram, tudo simplesmente fica na mesma e deixa uma impressão de -se você quiser saber como tudo termina jogue Prototype-. Exatamente porque no final não resta mais nenhum vínculo com os personagens criados para a HQ e a trama principal.

Concluindo, depois de tantos pontos negativos citados... eu pessoalmente gostei da HQ de Prototype, a historia consegue pelo menos cumprir com o papel de não deixar o leitor boiando sem entender o que está acontecendo. O universo do jogo foi bem retratado, mesmo que muito simples e conseguimos identificar os aspectos do jogo. 
Para quem não conhece Prototype, ainda há uma boa chance de diversão com o Comix, para os fãs de historias em quadrinhos americanas esta tem todos os parâmetros de uma típica.  
Mas é inevitável sentir pena ao pensar que estas revistas poderiam ter uma continuidade ou simplesmente serem melhores do que foram, talvez com uma historia paralela de algum personagem pouco aproveitado no jogo, como a Elizabeth Greene que, mesmo mostrada, não acrescentou nada a trama e apenas reafirmando tudo o que os jogadores já sabiam e retratada apenas como mais um personagem perigoso.

Andei lendo algumas coisas sobre Prototype 2 ganhar uma versão em quadrinhos e tenho visto imagens bem legais pelo Google. Parece que desta vez podem criar algo mais intenso sobre a franquia. No momento não penso em procurar nada, afinal de contas não sei muitas coisas sobre o segundo título da série.
 Se você é fã do jogo, recomendo esta HQ, no entanto não estou muito certo se não conhecedores vão gostar, o clima as vezes lembra Resident Evil, o que parece ser uma boa, mas de resto, não tem muita coisa a acrescentar.


Até a próxima.