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24 de nov. de 2013

O Mundo Do Autor Pt.6



Como vão meus caros? Espero que bem, essa postagem talvez seja grandinha (TALVEZ), e serve exatamente para postar minhas ultimas atividades relacionadas ao meu progresso como desenhista.

Eu fiquei uma quantidade considerável de tempo sem escrever o mundo do autor, talvez uma atualização ou outra poderia ter sido feita, mas no final das contas está tudo aqui... e agora.

Começando etão que eu fui no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ) e conheci muitos artistas fantásticos, alguns autores de webcomix, outros de mídia física e recebi diversas críticas construtivas sobre meus trabalhos, para a minha felicidade, o TRICK teve uma quantidade razoavelmente alta de elogios, e foi em BH que eu tive a ideia de alterar o nome para Black Dog, essa é a nova capa:


A outra novidade a respeito do meu mangá é que agora ele se tornou um webmangá, e pode ser lido no Calaméo, eu cheguei a conclusão de que preciso conseguir a atenção de um público antes de tentar vender o meu trabalho, então cliquem aqui e leiam a historia até agora. É sério... LEIAM. Isso deu trabalho e quero que a maior quantidade de pessoas possíveis conheçam, e me digam o que acharam.

Quanto ao blog, eu decidi transformar o nome O Guardião das Páginas em uma marca minha, começando com essa página do Facebook : Guardian of Bitches. Deem uma curtida.... por mim ^^. Lá também vai ser o local principal onde o Black Dog terá seus links de leitura postados.

Envolvendo ainda a página do face, o Guardião também é um canal no Youtube. Um canal de desenho! Mais precisamente um canal de speed draw.


Eu sou um mega fã de Doctor Who, na verdade eu troco muitas coias por um episódio inédito de Doctor Who... e eu perdi a estréia do Day of the Doctor... :( sabe, eu vou acertar minha testa contra a parede, e não sei quando vou parar.


Então... eu estou melhor! Com um pouco de náuseas e uma dor-de-cabeça forte m-... sangue... (limpa com um pano)... mas eu me sinto realmente melhor, o próximo vídeo é de Devil May Cry (o clássico e o novo), não sei se você aí tem paciência de ver estes 3 vídeos que vou postar, mas garanto que o próximo é o mais legal deles!



Miniatura

Sim, isso é uma foto, você não clicou antes de ler aqui ne?
O Blogger tem alguns problemas com vídeos recentes e tals, então vou ter que colocar o link do vídeo pra ver no Youtube mesmo. AKIRA <------------------clica br="">

E por fim, mas não menos importante, Tale of the Grim Reaper... eu não sei se já falei como foi o trabalho com a segunda tentativa de fazer esse projeto meu e do roteirista Carlos, mas tudo foi ó... uma merda... não, brincadeira, na verdade temos um mangá em japonês que precisa ser refeito de novo, mas quem já leu alguns mundo do autor anteriores sabe que isso faz parte do meu padrão de desenvolvimento. Pelo menos posso saber que essa será melhor do que a anterior assim como a anterior era melhor do que a primeira versão. E quando estiver pronta... adivinhem só.... Shonen Jump de novo! Mesmo que a nossa amiga tenha desistido de encarar o editor por nós. Mas acho que dessa vez vamos entrar no torneio, como todo bom mangaká ¬ ¬ ....

Então, acho que é isso, no final das contas ate que foi curta a postagem, eu estou empolgado com as novas investidas, esperançoso com o futuro e ardendo em chamas infernais por ter perdido a estreia do especial de 50 anos.

Até a próxima meus caros.




26 de out. de 2013

Top 5 - Mídias Populares Supervalorizadas

Hoje é dia de Top! Então preparem-se para ficarem putos comigo e para ver sua série/livro/game favorito aqui e espumar de raiva :D

Mas antes de começar, o que é supervalorização?
É quando alguma coisa ou até mesmo alguém é posto em um pedestal de valorização, recebendo uma aclamação muito maior do que de fato deveria receber por conta de estar na moda ou por ter adquirido alguma fama de "intocável".

Então vamos a lista, lembrando que não é porque eu considero algumas coisas aqui supervalorizadas isso signifique que eu não goste delas.

                                                                      5° Lugar:
Pokémons são adoráveis, todo mundo sabe disso, principalmente aquele nerd que coleciona fitas desde o Game Boy clássico e um dia vai mostrar com muito orgulho para o seu pimpolho como a série não mudou em praticamente nada desde 1996. Mas e os outros? Já percebeu que o que resta é o público que apenas defende Pokémon cegamente só porque se simpatiza com essas criaturinhas ou o resto do pessoal que se pergunta frequentemente: Por que essa porra não inova?
É óbvio que a resposta é simples, assim como o 3° lugar dessa lista, Pokémon é uma fonte inesgotável de dinheiro, é potencialmente ilimitada até, a Nintendo consegue se sustentar com mais do mesmo desde que foi criada (eu admiro muito isso, ao mesmo tempo detesto, mas também já me diverti muito com os clássicos então não posso dizer que a Nintendo é uma vadia), a base de fãs de Pokémon é muito vasta, e por mais que a franquia esteja desgastada, vamos ter colecionadores e supervalorizadores enriquecendo os cofres da Nintendo e da Game Freak porque "Pokémon é sagrado". 


                                                                    4° Lugar
Ok ok, eu sei que é comum hoje em dia todo mundo descer a lenha em RE, mas uma das coisas que eu mais vejo também são comentários do tipo "a Capcom devia voltar a fazer RE como antigamente, aquilo sim era jogo de terror".
Ah sério.... isso não é nenhuma brincadeira por parte dos velhos fãs? Quando Resident Evil saiu, ele era um divisor de águas no gênero do terror em jogos, ele tinha gráficos, trilha sonora e terror muito acima do esperado, quando saiu Silent Hill um novo padrão de terror surgiu e não importa o quanto alguém goste mais de RE do que de SH, este segundo sempre vai dar mais medo. Mas a questão é que muitas coisas boas foram sendo aproveitadas em Resident, todo mundo adora o 1, 2 e 3, mesmo que eles só deem alguns sustos hoje em dia. Mas diferente do terror nos cinemas, nos jogos o processo de qualidade parece inverso, enquanto Hollywood sofre com filmes de horror que mais parecem blockbusters, temos games cada vez mais realistas e perturbadores saindo. Agora me responda, como tornar Resident Evil um game de terror em 3ª pessoa de novo vai fazer dele algo melhor do que Outlast? O único motivo pelo qual MUITAS pessoas jogariam é porque... porque é Resident Evil... é por causa do nome da franquia, que já devia ter acabado à muito tempo com o 4° título, mas esse nome (ou Biohazard) sempre será supervalorizado, por exemplo, veja o sucesso que os filmes ridículos conquistaram.

                                  
                                                                           3° Lugar
No Japão, a meritocracia é levada muito a sério, o que faz de Masami Kurumada um monstro.
É curioso o fato de que ele zerou a vida apenas por criar CDZ, seus desenhos são feios e suas historias são entupidas de valores morais, praticamente nenhum mangá do Kurumada foi um estouro, mas só o fato de ele render milhões a Shonen Jump todo ano com a revenda de Cavaleiros faz dele um dos mangakás mais importantes de todos os tempos, não importa o quanto o mercado esteja saturado de produtos do Seiya e sua turma, sempre tem lugar para mais, e mais e mais e mais e mais and over and over and over again.
E sabe porque isso acontece? É uma mistura de certos detalhes que indiretamente tornam as coisas a favor dessa franquia. Uma delas é o apelo de colecionador, sim aquela vontade que você tem de estar mais próximo da obra que você tanto admira, e olha só... tem uma caralhada de cavaleiros diferentes representando constelações diferentes com armaduras diferentes, cor de cabelo diferentes e muitos com condutas diferentes, todo mundo tem o seu preferido e aposta alto nele. Assim como Pokémon, CDZ é potencialmente ilimitado e pode viver para sempre com a certeza de que seus fãs ou simpatizantes vão consumir mais do mesmo sem se importar com isso pois o fato de ser uma franquia antiga automaticamente a torna melhor do que todas as porcarias que lançam hoje em dia.  


                                                                        2° Lugar
HA! Eu acho que to pedindo pra ser apedrejado!
O que o Tolkien e o Lovecraft tem em comum?
Ambos criaram livros de sucesso que são mais divertidos de serem debatidos do que lidos.
Se não fosse pelos filmes do Peter Jackson, a saga do anel seria apenas uma série de livros muito famosa, mas agora ela é uma franquia arrasadora que nunca vai sair de nossos corações e almas, passando por gerações e inspirando novos autores que poderão, com muito esforço tentar chegar aos pés de J.R.R. Tolkien.
O problema disso é que O Senhor dos Anéis é um exemplo de como você não deve escrever um livro hoje em dia. Eu diria que 4/10 de toda a população que leu essa saga fez isso porque constava em seu currículo nerd, e não porque realmente acharam que seria uma experiencia que valeria o esforço. 
O primeiro livro da saga saiu em 1954, e naquela época era comum os livros serem extremamente cultos e enjoativos, curiosamente com pouca informação sobre o que realmente interessa.
A Terra Média é uma das invenções literárias mais grandiosas que eu conheço, Tolkien criou muitas coisas que enriquecem esse mundo como pucos que eu poderia imaginar, mas além disso... o que é que tem em LotR que o torna tão único entre os demais livros? Seria o fato de ter ganhado 3 filmes de puro sucesso? Acho que não né... bobagem... todos sabemos que uma simples historia do bem vencendo o mal é o que torna essa saga tão épica!


                                                                        1° Lugar

E enfim chegamos ao primeiro colocado deste top!
Dragon Ball Z era o meu desenho preferido quando eu era criança e eu cresci tendo ele como uma das coisas mais legais que eu já vi na TV.
Mas então eu percebi, que DBZ é a mídia mais supervalorizada de todos os tempos e independente de eu considerá-lo ou não uma desenho ruim (o que não é o assunto do post) é assustador o amor exagerado que muitos dedicam a ele.
Certo, começando com o fato de que Akira Toriyama sempre gostou de escrever historias com humor e fantasia, DBZ não fazia parte de seus planos inicialmente, tanto que era impossível deduzir que Goku era um alienígena na série clássica, simplesmente porque ele não era, não precisava de uma explicação pra sua cauda ou para as transformações em Oozaru, mas então veio o sucesso, e Toriyama decidiu exagerar tudo.
Mas a verdade é que DBZ ainda é cômico em vários aspectos e as vezes se parece com uma paródia, cheia de explicações que não fazem sentido nem mesmo na trama e clichês internos.
O problema disso é que os fãs (TODOS!) levam DBZ a sério, totalmente a sério, acham de fato que Goku é o melhor protagonista que um anime ja teve, mesmo que ele não faça nada além de lutar e seja burro como uma porta, comparam os personagens da série com os de outros desenhos e dizem que estes são melhores por serem mais fortes e não admitem que alguém não goste de DBZ, dizendo que é um anime de macho.
Eu penso que uma parcela dos fãs dessa série fazem parecer que os amantes de Dragon Ball são trogloditas sem educação, detalhe que não me incomodaria nem um pouco se eu não tivesse que lidar com posts estúpidos no Facebook sobre como Dragon Ball Z é o melhor e ponto final.
E por essas e outras, eu o considero a mídia popular mais supervalorizada da atualidade.


Caso você discorde de alguma colocação (ou de todas) ou concorde, deixe um comentário, como sempre, comentários ofensivos ou sem base de argumento serão apagados.    







                        





3 de out. de 2013

O Mundo Perdido (1998) - Encontrar o Platô é Mais Fácil do que o Filme

Olá vocês, tudo bem? Esses dias me lembrei que quando era criança eu costumava alugar um VHS com uma certa frequência, tratava-se de um filme B chamado Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World, ou apenas conhecido como O Mundo Perdido.



Quem assistiu a série homônima que passava na Record pode estar se perguntando se não falo da mesma obra (principalmente porquê ambos tem o mesmo professor Summerlee). Mas eu realmente me refiro a um dos vários filmes que o livro do Conan Doyle recebeu.
Eu poderia falar de muitas outras coisas mais famosas relacionadas ao Mundo Perdido, mas quero ressaltar que esse filme tem um valor muito grande pra mim, ele tem péssimos efeitos especiais, atuações simplórias e uma história que parece faltar alguma coisa, mas mesmo assim eu gosto demais dele, era um dos meus filmes de dinossauros preferidos, talvez por ter um ar mais sinistro que os outros do gênero.

Vamos ao roteiro:
Maple White era um cientista (eu acho) que depois de meses de viagens e pesquisas duras finalmente descobriu a localização de um planalto que fica nas geladas terras mongóis, a muralha natural do lugar de dificílimo acesso foi explorada pelo homem e seu companheiro nativo, e, não tardando muito Maple encontrou o que parecia ser um ovo de Pterodáctilo, mas durante sua comemoração enquanto ouvia música clássica no gramofone e ignorava seu amigo temeroso um bando de morcegos pré-históricos acordaram e os atacaram, Maple caiu do planalto e sobreviveu por algum tempo depois, mas só o suficiente  para ter uma última conversa com seu amigo George Edward Challenger, e despertar-lhe uma obsessão pelo lendário elo perdido.
Challenger então retorna para a Inglaterra e mesmo se tornando alvo de chacota insiste na existência do planalto e de seus habitantes preservados no tempo, durante uma conferência ele termina propondo uma expedição até a Mongólia novamente, nesta expedição estão presentes o caçador John Roxton, o jornalista Edward Malone, o antropologo Arthur Summerlee e a filha de Maple, Amanda White.

Todo o começo do filme segue com uma boa fidelidade ao livro original, os personagens e seus motivos são os mesmos, a primeira personagem inventada na expedição é Amanda, assim como a Marguerite Krux do seriado, elas existem apenas nessas mídias e não existe nenhuma menção sobre ambas no livro (o que poderia fazer alguma diferença, já que o livro é chato pra cacete). A segunda acompanhante do grupo que foi inventada pra história é a Djena, uma garota mongol que mais tarde acaba virando a paquera de Malone, diferente da Veronica do seriado, Djena é bem inútil e só serve pra ser atacada e desmaiar logo depois, mas isso não a torna uma personagem irritante, ela só não é uma loira selvagem que anda semi-nua e senta porrada nos dinos.
Mas por quê eu estou comparando o filme com a série de 1999?  
Porque ele serviu de inspiração pra mesma, até mesmo o nome do Conan Doyle no título, mas a questão é que esse filme só passou na TV e depois foi publicado em VHS, ele não tem nem 1/30 da fama que o seriado que veio depois dele ganhou, o que o faz uma raridade.

Depois que os personagens chegam na Mongólia, as coisas começam a seguir seu rumo próprio para o filme, começando que, essa é a única adaptação do livro em que o platô não fica no Brasil escondido na Floresta Amazônica.
Os habitantes da região são Neandertais, uma tribo de humanoides extremamente agressiva e que cultuam um bizarro Tiranossauro que tem ponto de caça próximo ao local onde o balão da expedição cai, aqui não tem nenhum homem-macaco, muito menos índios vivendo no planalto.

A trama do filme segue bem interessante até a metade, depois disso começa a ficar meio sem foco, a falta de dinossauros também acaba se tornando um problema e o lugar perigoso em que o grupo se encontra passa a não parecer tão ameaçador, até o final a trama já não lembra mais em nada a historia original, isso não é um problema, eu mesmo gosto bem mais do desfecho deste filme do que do livro, mas não da pra evitar a sensação de vazio e que o filme poderia oferecer muito mais.

Quanto a trilha sonora, o filme tem uma quantidade pequena de músicas, porém o tema principal dele é ótimo, pena que eu não encontrei a intro em nenhum lugar (nem procurando pelo nome do  compositor).

Os efeitos são realmente precários, o uso de computação gráfica foi um tanto quanto mal utilizado, principalmente porque nessa época era uma técnica ainda em desenvolvimento. O resultado disso é que temos algumas misturas de dinossauros animatrônicos muito simples que de um corte de cena pro outro se tornam feitos de CGI com modelos muito diferentes, alguns detalhes de design são estranhos também, como os braços grandes de Dromeossauro do T-Rex ou os espinhos na cauda do Brontossauro.

Por fim, a versão de 1998 de The Lost World deve ser a mais odiada pelos fãs do trabalho do Conan Doyle, mas por alguns motivos pessoais acabou se tornando um dos meus filmes favoritos de dinossauros, eu não sei se gostaria dele se o visse pela primeira vez recentemente, mas uma coisa é certa, ele consegue manter um clima bem interessante, mesmo nas partes que poderiam ser melhores. Essa postagem é quase um favor que faço a mim mesmo por guardar aqui as minhas informações sobre essa pérola meio rara. A versão menos conhecida no entanto, acredito que seja a de 1992, essa nem mesmo o Google acha muita coisa (o que me deixou com muita vontade de assistir).

Por fim deixo um trailer meio cafona, mas que foi o único  que consegui abrir no blog, até a próxima!

  
 
 
















24 de set. de 2013

Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth

Olá meus caros, mais uma análise de jogo hoje, não sabia que teria tantas dessas pra fazer quando voltasse a escrever (ainda tenho Rayman Origins e talvez o Legends), isso porque esse jogo não só me pareceu muito interessante como também é pouco conhecido (eu adoro falar de coisas pouco conhecidas).


                                           

OK, pra quem não sabe, Call of Cthulhu é a história mais famosa do lendário escritor americano Howard Phillips Lovecraft (H.P. Lovecraft), graças a este conto, Cthulhu, o deus com cabeça de polvo e corpo de dragão acabou virando um ícone da cultura popular, sendo referenciado em vários tipos de mídias mundo afora. De acordo com os mitos criados por Lovecraft, nosso mundo já fora habitado por criaturas extraterrestres, estes seres são chamados de Os Antigos (Ancients Ones) e exercem um grande poder sobre o mundo, mesmo a maioria estando em estado de suspensão, suas consciências ainda podem vagar, invadindo sonhos e podendo alterar a realidade com sua influência, Antigos geralmente não se importam com humanos e o próprio Cthulhu um dia será nossa ruína, pois quando ele acordar de sua moradia em R'lyeh, todo o mundo será mudado, e isto inclui a extinção da raça humana.

No entanto, esse jogo não se trata exatamente de Cthulhu, mas sim de um de seus conterrâneos (e se não me engano irmão, mas não me lembro bem), o senhor dos mares Dagon, que por sua vez é casado com Hydra. Dagon é o representante do oceano, ele pode trazer todo tipo de riqueza, desde que ela venha da água, mas depois de um tempo começa a transformar seus súditos em monstros marinhos (entidades lovecraftianas nunca são confiáveis).

Totalmente inspirado no conto A Sombra Sobre Innsmouth, Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth conta a historia de Jack Walters, um detetive da polícia que após se encontrar com um estranho culto em uma mansão cheia de loucos, acaba perdendo sua razão por conta das coisas que vê e é internado no Sanatório Arkhan, onde fica seis longos anos, após voltar a ativa como investigador particular, suas memórias estão confusas e ele não consegue assimilar muito bem o que realmente o deixou tão perturbado naquele dia, no entanto uma obsessão pelo sobrenatural o faz coletar todo tipo de informação sobre cultos a deuses possíveis.
Mesmo se sentindo péssimo em uma certa noite e com vontade de encerrar seus serviços por algum tempo, Jack aceita investigar um caso de desaparecimento em Innsmouth, uma cidadezinha costeira com um povo ignorante e xenofóbico.
Logo quando chega, Jack percebe que o povo da cidade esconde algo, as pessoas não querem falar sobre nada envolvendo o rapaz desaparecido e muitos parecem estranhamente agressivos. Não demora muito para Jack sentir uma forte influencia religiosa no lugar, o clima de conspiração apenas o instiga a bisbilhotar mais os assuntos dos quais deveria se afastar, o que cada vez mais o levam a uma verdade assustadora e impossível.


Esse jogo saiu em 2005 pra XBox, eu me lembro de procurá-lo ingenuamente pra PS2 e nunca achar, isso sem falar que eu sempre passava vergonha tentando pronunciar Cthulhu pro pessoal das lojas de games. Eu me lembrei dele só esse ano e decidi procurar, descobrindo assim que saiu apenas pra XBox e posteriormente pra PC. Curiosamente ele foi publicado pela Bethesda (a mesma da serie The Elder Scrolls), e eu vejo gente comentando hoje sobre The Evil Within como se fosse o primeiro game de terror onde a empresa está envolvida, mesmo que agora ela seja a desenvolvedora e não apenas distribuidora.

Os gráficos são bem fraquinhos, mesmo o jogo sendo antigo, eles se parecem mais com um PlayStation 2, tanto na versão do XBox quanto do PC, e ambos já sustentavam gráficos muito melhores nessa época.
No entanto, lembrando que este é um jogo de terror com uma historia inspirada em um conto do H.P. Lovecraft, o que significa que o gráfico é o de menos, porque o jogo tem atmosfera. Innsmouth é horrível (no bom sentido), tudo é decadente, os habitantes são pálidos e asquerosos, tem uma voz grotesca e o jogador se sente ameaçado por eles o tempo todo, pois todo lugar que você vai eles estão por perto, torcendo pra que Jack desista do caso ou imaginando o que vão fazer com ele se ele descobrir demais.
Basicamente, 60% do game é bisbilhotagem, resolução de puzzles e furtividade, só depois da metade é que conseguimos armas e na reta final os monstros aparecem.

Terror, terror mesmo, eu diria que esse game não proporciona, você fica desesperado em certos momentos porque tem partes de perseguição, e por ser em primeira pessoa, a sensação de que aquilo que acontece é com a gente acaba intensificando o medo. Lembrando também que não temos uma lanterna porque os cenários são bem iluminados, mesmo que sombrios.

Pra 2005, acredito que ele podia ser bem assustador, mas levando em conta que nenhuma desenvolvedora de grande nome tem feito bons jogos desse tipo ultimamente, acho Call of Cthuhu uma pérola em uma época que rumava para a quase extinção dos bons games de horror.

Tanto pra quem curte um bom jogo com "temática" de terror / fã de H.P.Lovecraft quanto pra quem gosta de jogos de coletar pistas, resolver enigmas e apreciar uma ótima historia eu recomendo esse clássico que quase nunca é lembrado e um pouco dificil de ser achado (nesses casos torrent ta aí pra isso).

Me despeço agora com o otimo trailer do jogo, até mais!



 







15 de set. de 2013

Silent Hill: Sad Revelation

Uhul! Sou eu de novo, e pretendo voltar mais vezes porque tenho temas para abordar! Temas felizes! Temas épicos! Temas emocionantes!

E agora que disse isso, apenas pra mostrar que sou sádico, vou falar sobre o novo filme de Silent Hill.....


Eu ja citei a um tempo atrás que não gostava de fazer postagens detonando coisas porque a intenção aqui era falar de tudo o que gosto e tals... mas e quando a continuação (ingenuamente) bem aguardada de um grande filme acaba se tornando uma bomba pra lá de ruim? Eu quis falar desse filme desde quando ele ainda era só um rumor pela internet, nessa época as coisas eram meio diferentes, e rolavam boatos de que seria o próprio diretor do primeiro filme a trabalhar nesse, mas no caso, o diretor foi Michael J. Bassett.


O que O Filho do Máskara, A série de filmes Resident Evil do 2 em diante e Silent Hill Revelation tem em comum?
Eles são filmes que não se limitam apenas a serem mal-produzidos, são filmes que não tem a necessidade alguma de existirem.

Eu costumo me interessar bastante por esse negócio de adaptação, é verdade que poucas adaptações são bem trabalhadas e na maioria das vezes acabam virando vergonhas para um bom título original. Mas o próprio filme Silent Hill lançado em 2006 (do qual você pode ver uma velha postagem falando sobre ele bem aqui) foi o melhor nesse tipo de coisa. Quase 7 anos depois sai uma continuação muito aguardada por vários fãs da série de jogos incluindo a mim, no entanto eu simplesmente parei de gostar de sequencias para historias das quais não foram criadas para tal, isso quando esse filme ainda tava em cartaz no exterior, alguma coisa me dizia que era só mais um caça-níquel hollywoodiano.
Felizmente eu assisti ele online, o que me poupou o esforço de pagar um ingresso estranhamente caro com a desculpa de que o filme está em 3D e por isso vale a pena.

Mas quem não viu ainda e gostou muito do primeiro me pergunta:
-É tão ruim assim mesmo?
E eu respondo:
-Seria mais um filme tosco de 2013, se não fosse continuação oficial do bem dirigido SH de 2006 e  também a impressão de que o diretor está rindo da sua cara enquanto você assiste.

A história é uma distorção da trama de Silent Hill 3 do PlayStation 2, assim como a do primeiro filme foi uma distorção do SIlent Hill do PlayStation, mas a diferença fica muito clara depois de alguns minutos de filme, quando percebemos que ele copia na cara dura detalhes do jogo apenas pra não ter que desenvolver nada novo, por exemplo, Sharon da Silva (sim, ela saiu da dimensão paralela onde ela e sua mãe Rose estavam) vive uma vida cheia de correria com seu pai para fugir das influências da cidade amaldiçoada, quando a historia do filme se passa, seu nome falso no momento é Heather enquanto o do pai dela é Harry Mason, coincidentemente muitos dias antes do aniversário da moça, "Harry" a presenteia com.... UM COLETE EXATAMENTE IGUAL AO DO JOGO! Sério!, porquê você daria um colete branco de presente pra sua filha? Mas isso não importa, não importa porque agora temos uma Heather Mason que é morena mas tem o cabelo curto e tingido de loro que usa um colete que faz com que ela se pareça com uma cosplayer do 3° jogo! Quem o diretor quer agradar com isso? Os fãs? Fãs imbecis talvez...

Os personagens não são originais, isso tanto no sentido de serem versões malfeitas do jogo quanto no sentido de serem mal trabalhados, a Claudia Wolf é irmã da vilã Cristabella do primeiro filme, mas onde ela "morava" então já que todos os humanos se refugiavam na igreja? Por quê ela quer fazer um culto a Samael se este demônio nem existia no filme anterior e as pessoas da cidade eram retratadas como crentes devotos?

Vincent Wolf aqui é um garoto da mesma faixa etária da Heather, e adivinha só, o filme tem um pouco de romance adolescente, pois quem ajuda a moça em Silent Hill não é o detetive Douglas, que aparentemente era velho demais para ser um personagem interessante na trama e morre.

Os monstros não tem impacto, nada de nojeiras, nada de ruídos estranhos, nada de escuridão perturbadora. Tudo é corrido, apressado, Heather simplesmente atravessa cada cenário como se fosse um jogo de fase, pega qualquer item e vai para o próximo estágio, a trilha sonora é a mesma do 3° jogo, mas isso apenas faz você se sentir chateado de ouvi-las numa produção tão desleixada.
Os efeitos especiais se limitam a uma maquiagem pouco convincente de perto e muita CGI de longe, a cena do monstro manequim parece um filme de ação.


Eu achei a cena, pode assistir a vontade, não dá medo, a menos que você seja facilmente impressionável (o vídeo contém cena de nudez parcial... ¬¬ antes que algum(a) engraçadinho(a) diga qualquer abobrinha a respeito disso).

E além disso até mesmo o mundo alternativo tem uma boa iluminação, o que significa em termos técnicos uma má iluminação.

O Pyramid Head também aparece aqui, mas assim como no Silent Hill Homecoming ele não faz nada, é apenas fanservice (por quê eu não estou impressionado?), ah não... espera... ele faz alguma coisa sim...

SPOILER Ele luta pela Heather no final contra a Claudia como se fosse um Pokémon SPOILER

Enquanto o filme chega em sua conclusão, é dificil não se sentir enganado, perceber que tudo não passou de uma colcha de retalhos do 3° jogo, emendada de forma grosseira, com atuações medianas e um desfeixo forçado. Eu só consigo imaginar adorando esse filme aquela pessoa fanática por Silent Hill, que coleciona tudo o que vê pela frente relacionado a franquia e não se importa que o filme tenha uma trama medíocre desde que mostre cenários e monstros do jogo.
Eu fiquei triste com o resultado disto, principalmente porque sempre achei que seria tão bom quanto o filme sério de 2006.

Ah! E se preparem, porque um filme inspirado e Silent Hill Downpour seguindo estes mesmos passos pode estar a caminho.






Amnesia: A Machine for Pigs - O que eu achei do jogo

Quando cheguei ao fim da postagem sobre Outlast, ja estava terminando Amnesia: AMfP, e agora vou fazer uma análise do jogo e explicar o porquê, na minha opinião, de ele ter ficado na sombra do primeiro.


Quando Amnesia: The Dark Descent saiu em 2010, ele foi um divisor de águas do gênero terror, tendo algumas semelhanças com o jogo Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth por conta de ser em primeira pessoa, possuir o comando de inclinar a cabeça para os lados para observar corredores sem se expor completamente e o clima Lovecraftiano dos cenarios. 
O que mais chamava a atenção no entanto é que Amnesia havia sido desenvolvido para proporcionar uma experiencia assustadora nunca vista antes, com um sistema de sanidade e a necessidade racionar óleo para a lanterna, fósforos e raros frascos de bálsamo para nos curarmos.
A historia era realmente interessante e contada de forma quase invertida através de papéis que conseguíamos espalhados pelo castelo, você começava lendo sobre os experimentos de Alexander, depois sobre a esposa dele, por fim eram as anotações de Daniel e como o plano de Alexander funcionava. No final, com um pouco de atenção a trama se fazia redonda e bem trabalhada.

Eu não queria comparar A Machine for Pigs com o The Dark Descent, mas percebi que seria necessário, já que este segundo jogo não compensou certos elementos que perdeu do primeiro, mas manteve detalhes que o fazem parecer mais uma DLC do que uma sequencia.

Oswald Mandus é um genioso homem dono de uma industria de carne, depois de acordar ainda se recuperando de uma doença que pegou enquanto viajava a negócios para o México, percebeu que estava sozinho em sua mansão, e seus filhos haviam desaparecido, Mandus então é frequentemente contatado por um homem que o dá informações através dos telefones da casa, ele lhe diz que seus filhos estão no subsolo, quase afogados em uma das câmaras da máquina que descansa lá em baixo, reativando os motores da máquina (que aparentemente foi sabotada), ela volta a funcionar e utilizar esta água, assim Mandus poderá resgatar suas crianças. 


Agora, vou começar falando dos prós:

*Graficamente falando o jogo ainda é ruim, o que não me incomoda nem um pouco, já que a ambientação é fantástica e isso é o que importa.
Ambientes escuros e cheios de ruídos macabros, névoa em algumas partes e o grande estrondo da máquina trabalhando no subterrâneo, não é difícil entrar no clima noir do jogo.  


*Os controles são os mesmos que o do primeiro jogo, simples e de boa resposta, você pega o jeito em 3 minutos e nunca mais tem problemas.
Andar, correr, se abaixar, andar abaixado, pular, mover objetos e espiar para os lados (Tio Zangado Style).

*A historia é comovente em certos pontos, e faz o jogador refletir um pouco sobre arrependimento e perdão.
A dublagem ta melhor do que no primeiro, e não da pra evitar ficar meio triste com algumas frases poéticas do protagonista.

*Trilha sonora fantástica!
As musicas assustadoras continuam no mesmo nível brilhante, mas agora temos algumas canções líricas que arrepiam a nuca.

*A parte industrial do cenário é toda steampunk.
Steampunk é vida.

Contras (e os porquês de serem tão negativos):

*A historia do jogo é toda mastigada e jogada da cara do jogador.
Enquanto o primeiro era um jogo onde os mais eufóricos não entendiam nada por necessitar de paciência e concentração, A Machine for Pigs vai bater na mesma tecla várias vezes, o jogador encontra cartas e mais cartas explicando de forma pomposa como tudo funciona, sem dar chance para nenhum mistério que não seja fácil de se decifrar já na metade da campanha, e o protagonista vai fazer uma anotação sobre tudo de novo que encontrar, isso faz com que não precisemos tentar descobrir detalhes nem nada do tipo.

*Obsessão por porcos.
Se eu ganhasse um centavo a cada vez que a palavra porco, um trocadilho com porco ou uma referencia a porcos fosse feita nesse jogo, eu ja teria mais de um real... ..... >.< (bela merda). A questão é que isso fica muito estranho, é como se estivessem fazendo propaganda de alguma coisa, não soa natural, nem mesmo vindo de Mandus, que de fato tem(ou tinha) uma obsessão por porcos.

*O terror fracassa miseravelmente, e na melhor das hipóteses ele é... bom.
Eu não sei qual foi a ideia da desenvolvedora (The Chinese Room) em colocar inimigos tão fracos no jogo. O que você encontra aqui são criaturas semelhantes ao Grunts e Brutes, a diferença é que são homens-porcos, e... são bonitinhos... BONITINHOS!. Eu senti pena das criaturas o jogo inteiro, elas não te perseguem, apenas ficam patrulhando alguns cenários e caso o jogador as ilumine elas avançam em sua direção, mas basta correr e se agachar em qualquer canto escuro que eles já desistem, sem falar que são menores do que Mandus e precisam de uns 4/5 golpes para matá-lo. Mesmo assim, você pode levar alguns sustos com eles quando ve suas silhuetas ou quando fica esperando um passar por você sem que te veja. Aqui, não existe um mau maior também, apenas os homens-porcos.

*O jogo tenta te assustar de forma barata e fútil.
Depois de um tempo, você percebe que a presença dos monstros causa interferência na iluminação do cenário, isso foi um truque muito legal por parte da desenvolvedora, mas claramente não foi bem utilizado. Imagine que você está andando cautelosamente por túneis cheios de ruídos sinistros e antes de virar em qualquer direção ou subir uma escada sua lanterna começa a oscilar como louca. Você pensa: -tem um monstro por perto, é melhor eu me agachar e andar com todo o cuidado possível-. Mais então, depois de um tempo, você percebe que não é nada, foi apenas o jogo te trollando, e provavelmente você vai repetir isso umas três vezes antes de perceber que nunca dá em nada e vai começar a ignorar quando a lanterna oscilar antes de virar corredores ou subir/descer escadas. 

*A The Chinese Room tentou criar uma historia mais comovente do que assustadora, mas a falta de profundidade dos personagens faz com que nenhum dos dois funcione corretamente.
Como citei lá em cima nos prós, o jogo tem momentos tocantes, ele se trata principalmente sobre um amor paterno, o problema é que tudo o que sabemos sobre Mandus é o que lemos nas cartas do jogo, e tudo o que o personagem faz em termos de interação na história é dizer o quanto ele quer resgatar seus dois filhos e vai descer até o inferno se for preciso para isso. Mas nós não sabemos quem é Mandus, mesmo até o final do jogo quando já sabemos todos os segredos da trama, ele ainda nos parece um completo estranho, resta apenas ficar triste por ver o quanto ele realmente se esforçou por seus pequenos e o quanto isso prova que ele os ama. Psicologicamente, os cenários não dão medo, a menos que você tenha medo de canos, não vai achar nada pesado como equipamentos de tortura, cadáveres dependurados ou uma quantidade insana de sangue, apenas escuridão, máquinas e sangue, ao todo ainda é bacana, mas não dá medo.

*Não há sobrevivência e nem nervos-a-flor-da-pele.  
Sua sobrevivência se resume a avançar pelo jogo, nada de insanidade, nada de óleo para a lanterna, nada de fósforos para acender tochas ou velas, nada de interação com móveis grandes para se esconder, nada de inventário (consequentemente nada de misturar itens) e nada de preocupação. No final é isso, você apenas avança, levanta alguma coisa usando o mouse e sai levando ela até outra parte do cenário. Fique no escuro (que nem é tão escuro assim) o quanto quiser, enrole em certas partes o quanto quiser e não tenha medo de ser perseguido.


No final, eu ressaltei tantas coisas negativas quanto a esse jogo... mas isso aconteceu porque o comparei com o primeiro, as revews mundiais deram notas altas pra ele, isso porque avaliaram como um jogo diferente, mesmo que tenha o mesmo motor gráfico e jogabilidade semelhante, depois de terminar A Machine for Pigs, a conclusão que cheguei é que se não tivesse jogado The Dark Descent, provavelmente teria considerado ele um grande jogo de terror, mas agora o melhor que posso dizer é que ele é bom.
Se você conseguiu terminar o primeiro numa boa, esse aqui vai ser um passeio no parque e se você se cagou de medo do primeiro, esse aqui vai dar bons sustos, simples assim.