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5 de mar. de 2012

Coragem, Criatividade e Sorte nos Dados

Desculpem não ter feito esta postagem ontem, mas acho que não fará tanta diferença, a não ser o fato de que não é mais aniversário de morte do Gary Gygax (isso mesmo, eu ia fazer uma postagem no dia de aniversário de morte do velho... DE MORTE!... bela homenagem a minha), mas seu legado continua firme e forte, e, com certeza nunca vai acabar.


E ta aqui a foto do "aparentemente"(e por que não seria) gente boa Gary Gygax

Mas é claro que o crédito pelo RPG que temos hoje não vai só pra ele como também para o homem que o incentivou e deu novas idéias para que seu jogo expandisse e se tornasse a melhor simulação de realidade e fantasia que existe, este é Dave Arneson e graças a estes dois senhores, temos o Dungeons & Dragons.

Ele também parece ser legal pra c**alho 

Desta vez não vou explicar o que é o tema. Acho que não joguei tantas partidas para passar uma ideia tão complexa de como funciona um RPG, por isso vou deixar aqui o vídeo de um Vlogger que admiro muito Erik Fillies (aliás esse foi um dos videos mais vistos dele, uma pena, já que os outros assuntos de que trata são tão bem abordados ou ate mais importantes quanto esse). Eu sei que o vídeo é longo, mas peço que assista pelo menos até um pouco mais da metade, afinal de contas não é tão difícil assim. 

  
Quem quiser conferir o canal dele é só clicar aqui


OK... conseguiu entender mais ou menos como funciona? 
Jogar RPG se tornou uma prática extremamente comum ao redor do mundo, isso porque é a válvula de escape perfeita deste "mundo sem graça" que vemos ficar cada vez mais sem graça com o passar dos tempos. Durante uma partida (principalmente de Dungeons & Dragons), tudo pode acontecer, mesmo que o narrador tenha uma historia pronta em mente, isso porque a complexidade das planilhas permite feitos extremamente realistas (ou não...) vindos dos jogadores e a sorte nas jogadas de dados na maioria das vezes traz um resultado surpresa, como uma ação muito bem executada para os padrões de um personagem iniciante ou até mesmo a falha de uma habilidade de nível alto de um sujeito veterano (claro que veteranos quase não precisam de sorte).

Algumas pessoas acreditam (incluindo a mim mesmo) que o responsável pela inspiração de tantos designers de jogos baseados em cultura medieval foi J. R. R. Tolkien, pois ele foi o primeiro homem a popularizar a fantasia de forma tão complexa. Levando em conta que graças a ele os Dragões deixaram de ser apenas uma lenda esquecida (com excessão do oriente) para serem lembrados e usados até os dias de hoje em outras obras literárias como também em filmes e animações.
Curiosamente, muitas criaturas que fazem parte não apenas do D&D mas também de outros RPGs foram tanto inspiradas quanto simplesmente adaptadas dos trabalhos de Tolkien, como os Entes, Worgs (Warg no universo Tolkien), e uma raça nanica que, mesmo sendo diferente dos Hobbits, ainda guarda certas semelhanças chamada de Halfing.  

E como falei algumas vezes outros sistemas de RPG foram sendo desenvolvidos como versões simplificadas (e nem por isso menos legais) de D&D, o que não implicava que elas deveriam ser igualmente de fantasia medieval.
Foi graças a editora White Wolf com sua temática voltada para o terror que hoje não apenas temos duas grandes pérolas do mundo dos RPGs que são Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse como as duas lendas mais antigas da humanidade foram revitalizadas e salvas para sempre na forma de um sistema próprio e único de jogo.     
Aqui no Brasil temos o famoso roteirista faz tudo Marcelo Cassaro, responsável pela Revista Dragão e o pequeno sistema que acompanhava a revista e instruía o jogador a cada volume chamado Tormenta, um pouco depois Cassaro desenvolveu o criativo 3D&T-Defensores de Tóquio, que encobria um sistema muito simples e surrealista, excelente para narrar aventuras que lembrassem historias de anime, mais tarde veio o mais complexo 4D&T.
Com o avanço da tecnologia e o surgimento dos primeiros consoles 16 bits(principalmente o SNES) muitos jogos foram lançados com base nos RPGs convencionais, tendo como propósito a evolução do personagem controlado pelo jogador de forma que pudesse enfrentar inimigos mais poderosos e progredir na história. A internet também foi se tornando o espaço de muitos jogadores quando jogos como Ultima Online e Tibia foram surgindo, e recebendo a sigla MMORPG (Massive Multiplayer Online Role-Playing-Game) como uma descrição única.
É um tanto estranho hoje vermos pessoas que sentem preconceito por jogadores de RPG assim como que por roqueiros, tatuados e rappers. 
Do mesmo jeito que outros tipos de jogos, RPG também gera viciados, o que não significa que seja um jogo ruim (na verdade se for jogado de vez em quando faz muito bem para a mente), tudo depende da forma como se vai "mergulhar" nesse mundo. Não há nada de errado imaginar boas historias para se narrar na próxima partida enquanto faz qualquer outra coisa durante o dia, ou ter uma quedinha por qualquer coisa que esteja relacionada ao universo retratado durante as campanhas de jogatinas, afinal de contas cada um de nós vive entre o que mais gosta, e se não vive com certeza não é feliz ou ainda corre atrás desta conquista. Algumas pessoas usam drogas para se desprender desse mundo e viver uma aventura, jogadores de RPG fazem isso sem a ajuda de drogas e vivem aventuras muito mais emocionantes.

O RPG já foi citado em vários outros cenários, como em livros, teatros, filmes, desenhos etc. 
No momento só consigo me lembrar do filme Shakma, em que um pessoal de uma faculdade de medicina ficava preso no prédio enquanto jogavam Live-RPG e um babuíno assassino se soltava e saia pelo lugar matando um nerd atrás do outro... (desculpem... não lembrei de mais nada... mas Shakma é legal...).
Posso lembrar também que muitos filmes e desenhos tem se inspirado em jogos de RPG para desenvolverem suas tramas. De onde você acha que veio a ideia de fazer Anjos da Noite?  
Já alguns filmes que tentaram adaptar o próprio jogo acabaram se tornando bombas terríveis, como o bizarro Dungeons & Dragons: A Aventura Começa Agora, ou a sofrível versão do jogo de computador Dungeon Siege para o cinema chamada Em Nome do Rei (só se salva uma ou duas musicas do Blind Guardian no filme).

Se você ainda não conhece RPG, já está mais do que recomendadíssimo para jogar, sugiro que comece por algo simples e fácil de aprender como o Defensores de Tóquio tanto na versão 3D&T quanto 4D&T, se conhece alguém que narre, combine uma cessão ou se quiser se tornar narrador(a) procure o material necessário que são o livro ou "livros" do jogo (compre usado no Mercado Livre porque alguns são bem caros) e os dados necessários para executar os ações dos jogadores, o livro principal sempre vem com a planilha em alguma das últimas páginas, é só tirar cópias e distribuir para os membros da cessão, o resto vai depender da historia contada pelo narrador e da interpretação de cada personagem.
Se for narrar lembre-se de entender pelo menos como o básico do sistema funciona para não confundir os jogadores e nem faze-los levar vantagem ou desvantagem desnecessariamente.   

Eu sei que o que escrevi aqui não é o bastante para abordar um tema destes, mas acho que uma introdução assim é mais do que suficiente para mostrar pelo menos o meu respeito por este jogo, homenagear os responsáveis por sua origem e ajudar a propagar um tema que vem crescendo de uma forma meio underground aqui no Brasil por causa do medo de certos pais ou até mesmo por intolerância da sociedade.


Espero que tenham gostado. Até a próxima! 
       



3 de mar. de 2012

Coração de Luz Solar e as Diferenças Entre Mangá e Anime

Semana passada comecei a ler o Manga de uma série que conheci há um bom tempo. Mas tenho que admitir que a versão em quadrinhos é bem melhor do que a animada e vocês já saberão porque.
AH! E lembrando que talvez eu faça uma postagem especial sobre RPG amanhã, já que será aniversário do homem que praticamente criou o protótipo de jogo que mais tarde seria aperfeiçoado ao que temos como base hoje.


Para começar o post vou falar de:            Busou Renkin

Por isso o começo do título...
Mas vamos por partes.
Este Manga foi escrito, dirigido e na maioria das vezes desenhado por Nobuhiro Watsuki, o mesmo criador de Rurouni Kenshin ou Samurai X como você preferir.

Podemos entender que Nobuhiro teve vontade de criar uma historia que não fosse tão "realista" como seus trabalhos tinham sido até então, desta forma ele pensou em algo mais engraçado e que envolvesse uma trama mais voltada ao surreal.
Não quero me aprofundar demais na historia pois ela é um tanto quanto simples e seria muito chato se eu acabasse dando spoilers irritantes sobre ela.

Mutou Kazuki é um estudante (sempre um estudante) risonho e de personalidade forte que se importa sempre em primeiro lugar com sua irmãzinha Mahiro e com seus amigos de escola que sempre estão por perto.
Uma certa noite, Kazuki acorda com uma dor forte no peito após sonhar que uma enorme serpente espreitava para perto de uma garota desprevenida que caminhava nos terrenos mal-falados da velha fábrica abandonada próximo ao seu colégio. Heroicamente, o jovem se atira na direção da moça e tem o coração perfurado pela cauda do monstro.
Pensando ter tido apenas um pesadelo, sua vida parece correr normalmente, porém não muito fácil. Após chegar tarde para a aula, Kazuki assume a culpa pelo atraso de sua irmã que começava seu primeiro dia naquele colégio. Um professor estranho pune Kazuki com uma detenção no final do dia.
Enquanto Kasuki termina suas tarefas no quintal da escola, o professor surge de repente mostra sua verdadeira forma, que não é nada mais nada menos do que a grande cobra que o rapaz havia visto em seus sonhos, neste momento a garota que estava na fábrica a noite anterior telefona para ele e começa a explicar a situação. Quando Mutou Kazuki percebe, está envolvido em uma encrenca maior do que poderia imaginar, pois seu sonho não poderia ter sido mais real, já que seu coração realmente foi atravessado pela criatura, porém a jovem que na verdade estava se fazendo de isca, como gratidão por ter sido salva colocou no lugar do coração de Mutou uma liga que mistura vários tipos de metais especiais criados por alquimia chamada Kakugane, no entanto, o pequeno objeto prateado não serve apenas como revitalizador, pois se usado com instinto de batalha pode se tornar uma arma única que varia do carácter de pessoa para pessoa. Kakuganes são as únicas armas capazes de matar Homunculus (seres criados artificialmente através da alquimia).

Então vou parando por aqui com a apresentação...
Sério, não vai ter graça se eu contar mais, mas apenas para justificar uma coisa que disse lá em cima. Busou Renkin é o nome da arma que se forma através da Kakugane, e a arma de Kazuki assume a forma de uma lança com uma faixa enorme que se parece com um cachecol saindo do cabo, quando Kazuki usa alguma técnica com a lança, ela emite uma luz semelhante a emanada pelo Sol, recebendo mais tarde o nome de Sunlight Heart.


Agora a postagem muda um pouco de quadro, como eu disse antes, comecei a ler a versão em manga de Busou Renkin e redescobri uma velha verdade que sempre tornou (na minha opinião) a versão impressa não melhor, mas sim um tanto quanto mais atraente que a animada.
  
Sabe aquela garotinha chata com voz de miado de gato que fala pelos cotovelos e que quando aparece não importa a cena, ela estraga tudo? Pois é... adivinha só... ela tem a voz e timbre que você imaginar pra ela no manga, e o melhor de tudo: você não tem que ficar olhando para uma imagem por sete segundos esperando um indivíduo apenas repetir o nome da pessoa que acabou de lhe revelar a verdade mais clichê da história dos quadrinhos japoneses.
Na verdade, eu não sei se os autores imaginam as cenas como elas realmente vem a ficar mais tarde no anime, mas no meu ponto de vista, certas piadas realmente funcionam muito melhor no papel do que na tela, como os famosos trocadilhos ou nas besteiras abusivas que ouvimos dos personagens mais inusitados.
O outro ponto em que se difere e que todo mundo já ta careca de saber é que... simplesmente não existem filers, alterações bruscas no roteiro, censura (depende do gênero) e/ou cenas de enrolação com cenário mostrado de todos os cantos antes de uma cena simples de luta, e mesmo se tiver, você pode muito bem  passar os olhos rápido por elas.
Mas é claro que eu não estou desmerecendo nenhum anime, há quem goste mais da versão animada do que da versão em quadrinhos e vice e versa, não é fácil para um país que tem hábitos tão diferentes da maior parte do mundo criar algo que se encaixe perfeitamente nos padrões gerais, mas basta prestarmos um pouco de atenção no filme do Final Fantasy que podemos ver que não existem momentos clichês e nem falas desnecessárias, todo o filme é dinâmico e consegue passar toda a sua informação perfeitamente bem sem precisar apelar para cenas lentas e arrastadas para criar tensão. Qual seria o problema em criar uma série animada com esses requisitos?

E eu que já falei sobre tantos títulos pelo blog... agora pareço um traidor do movimento Otaku, mas a verdade é que sempre gostei e sempre vou gostar de animes e mangas, porém existem coisas que sempre me frustram, como o fato de as vezes pegar uma cena avulsa de qualquer título e ter a sensação de ja ter visto aquilo antes, sem falar que a animação parece ter chegado ao seu limite, mesmo faltando muita coisa para evoluir.
Então por estas e outras prefiro ler muito mais um mangá do que sair assistindo tudo o que é lançado hoje em dia, afinal de contas gosto pacas do desenrolar das historias que os japas criam, mas os clichês muitas vezes acabam estragando tudo. Pelo menos lendo eu ainda posso contornar estes detalhes colocando um pouco do meu jeito de ver as coisas nos olhos e nas expressões dos personagens.

Dentro da animação no estilo anime, ainda posso destacar obras que considero incríveis simplesmente por mostrarem suas histórias de um jeito leve e sem apelações emocionais que todos já sabem onde vão dar como:
Ghost in the Shell, Akira, Todos os filmes do Hayao Myazaki e Hellsing Ultimate

De seriados mesmo, consigo pensar apenas no pessoal do estúdio Bones, que conseguem criar episódios com um alto grau de detalhes. Entendam, quando digo isto não quero me referir a textura do desenho, mas sim aos detalhes expressivos como movimento das bochechas ou quando os personagens fazem coisas simples enquanto alguém fala.
Agora você que ja viu vários títulos de animes diferentes me responda, quantas vezes um personagem simplesmente ficou completamente estático na tela enquanto apenas sua boca se movia no mesmo momento que rolava um pequeno distúrbio em seu cabelo bor parte do vento que chacoalhava as folhas da árvore atrás na mesma direção repetidas vezes.

Quanto a animação, acho que disse tudo o que pensava, espero não ter ofendido ninguém, esta foi apenas minha opinião a respeito de quando as pessoas destacam o Japão como o melhor país em termos de animação (que, acredito eu se deram mais por causa de alguns trabalhos que citei acima), o que pode ser até verdade, mas que tem faltado muito esmero.      

Como citei Busou Renkin no início do post vou dizer algumas coisas a respeito do manga desta série.
OK, ele não recebeu muitas alterações e a que foram feitas não causaram muita diferença, no entanto, devo citar a já mencionada irmã caçula de Kazuki, a guria é simplesmente....CHAAAAAAAATTAAA no anime, isso porque a voz da dubladora transpassa toda sua personalidade, e eu confesso que na época em que assisti Busou Renkin simplesmente a odiei pois não consegui achar uma personalidade forte e interessante nela, parecia mais uma mocinha irritante que só servia para ficar em apuros de vez em quando e ferrar a vida de Kazuki. E qual foi a minha surpresa quando comecei a ler o manga e me vi gostando da personagem, não ao ponto de considerá-la especial, mas que parecia merecer toda a atenção que o herói dava a ela.
Culpa da dubladora? Claro que não. Com certeza a escolheram porque foi a voz que mais se encaixou nos padrões deles, mas sinceramente, não consegui encontrar sua personalidade porque a Mahiro falava com VOZ DE MIADO DE GATO!!

Enfim, sinto se escrevi um artigo muito grande para uma postagem sem muitas informações, mas talvez eu não seja o único a pensar assim. Então, até a próxima (que talvez seja amanhã), não deixe de comentar e deixar sua opinião.

29 de fev. de 2012

Unidos pelo ódio, divididos pela verdade...



Este vai ser um post curto e bem diferente dos qual eu costumo fazer. Um pouco mais sério também.
A Outra História Americana é um filme de drama estreado em 1998, dirigido por Tony Kaye. A história se passa nos EUA e conta a vida de Derek (Edward Norton: "Clube da Luta", "O Ilusionista", etc.) e Daniel Vinyard, (Edward Furlong: "Exterminador do Futuro 2", "Caminho de Pedras") dois irmãos neo-nazistas que compartilham um ódio mútuo por negros desde que o pai deles, um bombeiro, foi assassinado por um traficante. Derik lidera um grupo de neo-nazistas, sendo idolatrado e tratado como um Deus por eles.
A coisa toda muda de figura quando Derek, em uma crise de raiva, assassina três negros que tentavam roubar a caminhonete do seu pai, parando na prisão. Lá, Derik descobre que sua filosofia de vida vira de ponta-cabeça, quando faz amizade com um negro e é estuprado pelos seus amigos nazistas depois de parar de andar com eles, vendo que estes negociavam com hispânicos e negros. Enquanto isso, o professor de história de Danny que é um negro, fala que ele deve fazer uma redação sobre o irmão, (após este ter feito uma sobre o Mein Kampf) no qual ele começa a refletir e ver pelos dois lados, mas ao mesmo tempo, é interferido pelo seu tutor e líder dos neo-nazistas Cameron Alexander.

Enfim, o filme continua com a saga dos irmãos através deste submundo de crimes e ódio. É uma história interessante que mostra como uma convicção que gira em torno da violência e da vingança pode sucumbir se você abrir os olhos para os dois lado da verdade e como a violência gera mais violência. Não vou falar mais sobre o filme porque acho que já fiz mais spoilers do que o necessário. Só quero adicionar alguns detalhes que acho importante, como a aplaudível atuação de Edward Norton (que para mim é um dos melhores atores da atualidade). Sim, é um filme violento e inapropriado para menores e contém algumas cenas bem chocantes. Mas eu acho que é assim que deve ser, a verdade nua e crua retratada em sua forma verdadeira, como um tapa na cara. Tanto porque uma verdade disfarçada não é uma verdade de verdade. Isso sim é uma verdade kkkk. É um dos meus filmes favoritos, recomendadíssimo. Se tiver a oportunidade de assistir, não pense duas vezes.


26 de fev. de 2012

Holy Avenger Rádio Teatro

Olá meus bons leitores! Não quero fazer algo muito grande hoje, mas acho que não posso evitar ocupar um bom espaço nesta postagem, então de qualquer jeito apenas vou escrevendo o que for necessário.
Depois de citar um número considerável de mangás por aqui, seria estranho se eu não fizesse nada relacionado ao mais famoso mangá brasileiro de todos os tempos:


                                                                Holy Avenger
Mas desta vez não quero que o assunto seja o mangá em si, mas sim uma espécie de rádio teatro que foi feita a um tempo atrás com dubladores de primeira interpretando os principais personagens desta história.
Mas antes acho que tenho que dar uma introdução ao mundo de Holy Avenger.
O roteiro é do gênio brasileiro dos RPG's Marcelo Cassaro, responsável pelo jogo Defensores de Tóquio que funciona com o sistema de 3D&T criado pelo próprio (se não conhece RPG não se preocupe, ainda faço uma matéria falando sobre o assunto, mas isso será mais tarde, precisamente dia 04 de Março), Holy Avenger era patrocinado pela revista Dragão (pertencente a Marcelo) e por causa do jogo brasileiro que era febre na época Tormenta recebeu uma ambientização neste mundo (que era evidentemente paralelo a Dungeons & Dragons). Era possível ver criaturas típicas de D&D por todos os lados e muitas referências tanto a RPG clássico quanto a animes que são famosos até hoje como Pokémon.

A história se passa no mundo fictício de Arton, repleto de monstros e criaturas misticas, onde muitos se aventuram por terras desconhecidas, adentram misteriosas cavernas e calabouços (dungeons) a procura de tesouros e glória. A trama nos reserva um Ladino (Sandro Galtran), uma Maga(Niele), uma Druida(Lisandra) e um Troglodita-Anão Bárbaro(Tork).
Tudo começa quando Lisandra, uma garota que foi criada por animais em uma ilha selvagem chamada Galrasia e "civilizada" pelo Troglodita-Anão Tork sai para o mundo dos homens a procura de um Ladino que possa roubar uma preciosa joia conhecida como Rubi da Virtude, ela chega a uma cidade acompanhada de um lobo do qual trata por primo, o animal arruma confusão com os guardas e depois de atacar um deles é executado na frente de Lisandra. A garota é presa e depois salva por Sandro, que diz ter ouvido falar que alguém precisava dele.
Já no templo a ser invadido, Sandro conta a Lisandra que a fama de ladrão vem do nome Galtran de seu pai, que é considerado o maior Ladino do mundo e ele é apenas um novato querendo provar ser tão bom quanto seu pai. Lisandra fica um pouco decepcionada, mas logo percebe que o jovem é muito valente e heroico.
Depois de uma desesperada fuga de um Dragão, o Rubi da Virtude finalmente é de Lisandra e Sandro volta para sua cidade ainda pensando na jovem Druida, mas aos poucos vai descobrindo que existe mais de um Rubi da Virtude, e como desculpa para ver a garota novamente decide roubar a joia da famosa Niele, conhecida como maior Maga do mundo, sua invasão a casa da elfa é completamente desastrosa e a garota acaba interrompendo seu banho para sair voando pela cidade pelada e atirando bolas de fogo no pobre Ladino. Após a breve confusão Sandro descobre que Niele não é uma pessoa arrogante e vingativa como é do costume dos Magos, na verdade Niele é boazinha até demais, porém muito excêntrica concordando em ajudar Sandro apenas porque está entediada e porque achou ele "bonitinho", então ambos partem ao encontro de Lisandra em Galrásia.
Já a Druida, revela ter motivos muito sérios para procurar estas pedras tão raras, sendo que em sua caverna repousa o corpo do lendário Paladino de Arton, conhecido como "O maior herói do mundo". Todas as vezes que dorme, Lisandra tem pesadelos terríveis em que o Paladino sempre morre do formas diferentes no final. Com o intuito de tirar o ser de seus sonhos, ela procura desesperadamente os Rubis, que com certeza poderão trazer de volta a vitalidade e poder do herói.



A historia de Holy Avenger não é ruim, poderia ser melhor, motivo pelo qual a revista praticamente se arrastou até o último volume para depois continuar com edições especiais que não tinham absolutamente nada a acrescentar, muitas pessoas odeiam esta HQ, mas ao mesmo tempo ela conquistou muitos fãs não apenas no Brasil, o triste é saber que poderia ter capacidade de conquistar o mundo, mas deixou muitas pontas soltas.
Eu pessoalmente gosto muito de Holy Avenger, principalmente no design dos personagens que são da nossa ilustre desenhista Érica Awano, que se não me engano nem no Brasil trabalha mais.

Uma das coisas mais legais que Holy Avenger proporcionou aos fãs sem dúvida foi um Rádio Teatro feito, como eu já disse, com excelentes dubladores que conseguiram vozes que combinam ao máximo com os personagens (com excessão da guria Petra, que acabou com uma voz muito esquisita), no entanto, para conseguirem dar uma boa dose de humor na trama, certas personalidades foram alteradas, como a de Niele, que pareceu meio folgada e desleixada, quando deveria estar lutando para salvar sua melhor amiga. Mas mesmo assim, tenho que ressaltar que o conteúdo é puramente humorístico, então não há necessidade de esperarmos uma fidelidade excessiva ás personalidades dos personagens.      
Segue abaixo a lista de nomes dos dubladores e links em seus nomes para sua Wikipédia. E em seguida os players com o Rádio Teatro (Eu peguei as partes mais legais, algumas coisas como erros de gravação ficaram de fora).

Narrador: Márcio Seixas
Sandro: Guilherme Briggs
Lisandra: Marisa Leal
Niele: Miriam Ficher
Tork: Mauro Ramos
Petra: Petra Leão

     










E hoje fico por aqui, espero que tenham curtido, não se esqueça de comentar para dar um incentivo. 

22 de fev. de 2012

Em nome do Rei dos Monstros

De volta mais uma vez, mas não com apenas uma análise, agora a coisa será um pouco diferente, simplesmente porque ao invés de criar um "review", eu vou simplesmente FALAR SOBRE.

E sobre o que vou falar sobre?
Talvez o título ja signifique alguma coisa pra você, se assim como eu é um devoto fã do grande rei:


GODZILLA


 O Guardião das Páginas não é um blog feito especialmente para a cultura japonesa... na verdade eu o criei para falar de tudo o que gosto, mas também levar conhecimento de trabalhos que admiro muito para quem quiser dedicar um tempo aqui nesse espaço, no entanto a cultura da terra-dos-olhos-puxados sem sombra de dúvidas é a que mais me agrada, tanto que meus desenhos são no estilo Mangá (aliás, tenho que começar a postar os desenhos que prometi no dia em que inaugurei essa bagaça), e é claro que um dos ícones mais cultuados da cultura pop japonesa não poderia ser deixado de lado (apesar de que eu só estou fazendo isso porque realmente adoro Godzilla) aqui na minha coleção de "filmes estranhos"

Então dê play na música abaixo e entre no clima desta homenagem que faço a este clássico do cinema Kaiju 

Godzilla/Gojira apareceu pela primeira vez em 1954, em um filme homónimo, ele representava todo o medo que os japoneses passaram durante a 2° Guerra Mundial e uma ameaça Atômica.
O monstro, por incrível que pareça, fez um sucesso tão grande quanto sua própria altura (50 metros na época) e ganhou a atenção de todo o Japão, que pareceu sentir uma espécie de apreço pelo gigante devastador e sua rajada radioativa que não poupava nada nem ninguém pelo seu caminho.
O visual de Godzilla sempre foi o mesmo, no entanto a cada dez anos a Toho Co. sempre mandava novos designers "reinventarem" o monstro, ao todo são 28 filmes que são divididos em três temporadas, elas são: Showa, Heisei e Millennium.
Godzilla era realmente mal feito na primeira temporada, tanto seus movimentos quanto o próprio design eram extremamente escrotos, no entanto com a chegada da era Heisei ele ganhou novos ares e uma personalidade mais animalesca e por fim quando Millennium estreou em 2000 víamos um Godzilla muito mais mal encarado e grotesco. 
Showa
Além disso, para certos filmes ainda foram criados novos modelos do monstro, como é o caso do último título Final Wars.
Godzilla talvez tenha se tornado um grande ícone por ser quase indestrutível mais por sua persistência do que por seus poderes, ele era um vilão que tinha um grande orgulho da terra que destruía, por isso não deixava nenhum outro monstro destruir em seu lugar.
Heisei
Durante a era Showa, Godzilla acabou se tornando muito bonzinho, ele só aparecia para matar o monstro que estava destruindo o Japão e depois retornava para o MT. Fuji ou para o oceano, para o bem da criatura, dez anos depois o Godzilla que todos viam era muito mais parecido com um animal mal-humorado e ranzinza do que aquele velho herói que todos conheciam, tanto que muitas vezes dois ou mais monstros tinham que se unir para derrotá-lo antes que sua ira levasse o país as cinzas. E adivinhem... não só os japoneses como também o resto do mundo aprovou isto, afinal de contas o nosso querido lagartão rabugento ainda não havia se vingado por seu destino cruel e atormentador.
Millennium
 Aliás, seria meio estranho falar de Godzilla sem contar pelo menos a origem do monstro, pois bem... estima-se que Godzilla tenha vindo de um Tiranossauro, mas que por não terem muita certeza da espécie acabaram apelidando de Godzillasaurus, ele era um dinossauro pacifista e patriota que acabou sendo vítima da radiação emitida pela bomba nuclear durante a Segunda Guerra Mundial, não se sabe muito bem porque ele desconta sua raiva no Japão desde então se os culpados pelo ataque foram os americanos, uma das teorias é que ele esperava não ser envolvido no ataque ou que talvez os japoneses que estavam lutando em sua ilha o tivessem ajudado depois de levar uma saraivada de tiros de canhão dos estrangeiros e sair todo f**ido do campo de batalha. Algum tempo depois, com o término da guerra, surge então uma criatura colossal do meio do oceano e começa a estraçalhar tudo o que vê pela frente. A verdade é que Godzilla sempre estará punindo o povo japonês por algum motivo que só ele sabe, mas que também será sempre o herói que protege a Terra de ameaças quase tão ou até mesmo muito mais destrutivas do que ele.


E por falar em ameaças, é claro que não podia deixar de citar os tão famosos e poderosos rivais de Godzilla, então vai aí uma pequena descrição de três de alguns mais famosos (lembrando que muitos monstros sofreram alterações e muitos tiveram um re-make tanto no visual quanto no seu filme de origem).




Começando pelo mais legal
King Ghidorah é um dragão tricéfalo que nasceu no lugar de Gdzilla em uma realidade alternativa em que Godzillasaurus foi substituído por três pequenas criaturas chamadas Drats graças a viajantes do tempo americanos que disseram que em 2204 o Japão seria maior potência mundial. Ghidorah começa a destruir tudo de novo e os japas não tem outra escolha a não ser expor o dinossauro a radiação para criar um novo Godzilla maior e mais forte para ter alguma chance contra o dragão. King Ghidorah depende praticamente de seus poderes para lutar, já que não possui braços, cada cabeça dispara raios amarelos, as asas criam tempestades e o corpo do monstro ainda consegue alterar a gravidade com campos eletro-magnéticos. Fora isto resta-lhe suas três bocas cheias de dentes, as duas caudas e as patas musculosas. Ele é de longe um dos monstros mais poderosos de Godzilla, quase matando-o em praticamente todas as suas aparições.


Gigan foi o primeiro monstro que conseguiu tirar sangue de Godzilla ao invés de faíscas, tudo graças a serra que ele tem na região do peito a da barriga. Gigan é o inimigo mais violento e desaforado de Godzilla, tem uma personalidade de mercenário, em seu primeiro filme faz parceria com King Ghidorah (que na época era mostrado como um monstro espacial assim como o Gigan) para atacar Tókio por ordem do pessoal de Nebulosa M, que tiveram seu planeta corrompido por poluição e não restava quase mais nenhum recurso. Godzilla precisou se aliar a um velho rival Anguirus para por um fim nos dois invasores.



Escolhi o Destoroyah (é isso mesmo) porque ele foi o inimigo mais perturbador da história de Godzilla, tendo várias formas que variam de centímetros para metros rapidamente, a única forma de pará-lo parecia ser iniciar uma batalha entre ele e Godzilla, no entanto o monstro que enfrenta o demônio é Godzilla Jr. (seria como o filho de Godzilla, só que menor e mais fraco). A criança faz de tudo para parar o monstro, mas seus esforços sempre parecem resultar em vão. Neste filme podemos ver Godzilla realmente enfezado, a ponto de usar seu raio atômico em aspiral vermelha (a forma mais poderosa do ataque) até fazer Destoroyah jorrar sangue, sem dúvidas a batalha mais cruel e agonizante para o grande G, pois ele sofre danos terríveis feitos pelo chifre que fica na testa de seu inimigo e também porque ele perde sua amada cria. Godzilla vs Destoroyah deveria ter sido o último filme de Godzilla, isso porque mesmo que no final não sobre pedra sobre pedra, a historia dele parecia ter finalmente chegado a um limite, mas depois ele foi estranhamente reencarnado no próximo filme e assim a saga continuou por mais um tempo até o Final Wars.
                              
28 filmes não são fáceis de se protagonizar, e Godzilla que o diga. Até ganhou uma estrela na calçada da fama... muito bem merecida na minha opinião.
Foram tantos monstros, batalhas e versões que fica difícil saber quantos inimigos o grande G teve. O curioso sobre essas rivalidades é que uma ora ou outra alguns monstros se aliavam a ele pelo bem do planeta, já que os tipos de criaturas eram classificadas entre: Defensores da Terra (monstros naturais que protegem o planeta por o considerarem sua casa como a Mothra e o Rodan), Mutantes (criaturas que surgiram por causa de experimentos ou resultados de radiação como o próprio Godzilla ou Destoroyah) e Alienígenas (vindos de outro canto do universo como destruidores ou mutantes de outro planeta como o antigo King Ghidora e Mogera). Ironicamente, Godzilla já chutou o traseiro de todos eles pelo menos uma vez e mesmo assim ja recebeu o título de defensor da terra mesmo sendo um mutante.
2012 já chegou e ainda paira entre os fãs uma esperança de que a Toho Company continue Godzilla usando CGI no lugar de maquetes e marionetes de borracha (o que eu acho muito mais criativo porém extremamente falso). Segue abaixo uma lista de curiosidades a respeito do universo criado pela Toho.

* Godzilla já morreu diversas vezes, mas mesmo assim voltou como outras versões ou até mesmo como vilão em Godzilla vs Space Godzilla (que embora todo mundo negue, eu tenho certeza de que foi o antigo Godzilla que estava "boiando" pelo espaço depois de sua luta contra Biollante);

* O primeiro Godzilla foi morto para sempre pelo exército, o monstro que vemos mais tarde enfrentando monstros inimigos é um filhote que nasceu do Godzilla original. A versão americana até fez uma homenagem no final de um último filhote eclodindo de um ovo;

* Quando o filme Godzilla foi lançado em 1954 era considerado uma produção com efeitos acima do esperado para a época;

* King Ghidorah voa mais por causa de seu poder de manipular gravidade ao seu redor do que por suas próprias asas, que são muito pequenas para o tamanho e formato de seu corpo que não tem aerodinâmica nenhuma;

* King Kong já enfrentou Godzilla;

* O rugido de Godzilla é o mais famoso do mundo, soando quase soberano sobre qualquer outro;

* Godzilla é um ser tanto aquático quanto terrestre, porém ele não nada, e sim anda em pé no fundo do oceano;

* Entrou para o Guiness Book como personagem que possui mais filmes da história;

* O primeiro filme é praticamente um re-make de uma raridade chamada The Beast of (insira um número) Photons;


Assim como conheço tiozões e até jovens que adoram Super Sentai, eu mesmo me declaro um super fã de Godzilla. Pretendo criar outras homenagens a filmes ou seriados que adoro, mas acho que não poderia começar de outra forma se não pelo querido Godzilla.
E se você não viu nenhum filme do grande G e quer se arriscar eu recomendo que comece pela temporada Heisei, a partir do momento que se acostumar com os "defeitos especiais" os filmes parecerão muito interessantes e divertidos.
Então até mais leitores... talvez eu poste algum desenho da próxima vez e dê uma introdução no meu primeiro Mangá.


10 de fev. de 2012

Você Acredita em Sereias?

Olá leitores... o blog ficou um tempo sem postagens novas, mas agora vou tentar dar uma pausa menor entre elas e torço para que o Lucols também arranje um tempo para postar com mais frequência.

O assunto de hoje é um filme que, ao meu ver deveria ser classificado como "Cult", mas que por não ter passado nos cinemas foi simplesmente ignorado e a maioria das pessoas não fazem nem a menor ideia de que ele exista.


                                         The Mermaid Chronicles Part1: She Creature 

E lá vou eu mais uma vez falar de um filme de terror desconhecido e provavelmente sem graça por se tratar de um tema tão batido e "desgastado" pela mídia que são as sereias.
Mas eu garanto pelo menos que não se trata de um filme qualquer, principalmente porque ele é, na verdade um re-make de uma película da década de 60 rodada em preto e branco chamada She Crature, este longa veio para o Brasil com o nome um pouco exagerado de A Criatura da Destruição.


Quando eu era criança, as sereias eram umas das criaturas mitológicas que mais me chamavam a atenção... no entanto, com o passar do tempo comecei a relacioná-las ao mesmo tipo de natureza das fadas: uma criatura que apesar de bela, não tem nada de especial a não ser uma característica animal que as difere dos seres humanos. Mas o re-make de 2001 de She Creature veio para mudar esta minha visão, porque a sereia mostrada na história se compara mais a categoria dos Dragões: Criaturas que estão acima da capacidade humana, mas que mesmo assim devem ser vistas como animais, com instintos e até mesmo uma certa maliciosidade herdada de séculos de existência, com certeza um animal a ser temido e acima de tudo, respeitado...
É interessante ver que mesmo sendo um filme de horror, é a imagem mais antiga e clássica que alguns povos tinham de sereias (tirando o fato de serem pássaros ao invés de peixes) que prevalece para tornar tudo meio macabro.
Começando pela aparência da nossa querida criatura... bom, ela se parece com uma bela moça de uns 21 anos que, ao invés de ser uma mulher perfeita da cintura para cima e um "peixe" da cintura para baixo mistura um pouco de cada, suas mãos tem membranas, de suas costas saem uma leve barbatana serrilhada e seu corpo simplesmente segue com uma cauda escamosa com barbatanas laterais e a ponta bifurca em duas nadadeiras gigantes que se assemelham a pés distorcidos, ao todo é um belo ser, mas que de longe podemos ver que de humano não tem nada.

Então, agora que ja temos uma pequena descrição da sereia, posso seguir com uma introdução:

Não sei exatamente em que ano a história se passa, mas tem como presumir que estão em torno do final de 1800 por causa da arquitetura e das armas.
Angus e Lillie são um casal circense que usam da criatividade para criar números teatrais envolvendo criaturas místicas com a intenção de enganar pessoas pela Irlanda a fora, mesmo para o casal e os funcionários que sempre fazem um bom número, o dinheiro que recebem não parece render muito.
Lillie faz o número da sereia durante o espetáculo, ela fica dentro de um aquário gigante e vazio com uma fantasia enquanto um dos funcionários faz funcionar um gramofone, tocando uma gravação que lembra um dos tão famosos cânticos que não poderia faltar em qualquer referência a estes seres.
Durante o vislumbre de Lillie, um velho parece mais encantado do que os outros ao ver a cena, voltando mais tarde e descobrindo que a moça na verdade é apenas uma pessoa comum que estava fazendo um número, ele fica indignado e parece passar mal de tanto desgosto, depois pede desculpas e diz que ja deve voltar para sua casa, Lillie então, por ter um bom coração convence seu noivo Angus a acompanhar o velho até sua moradia.
Ao chegar, descobrem que o homem mora de frente para o mar, em uma enorme mansão com aparência de castelo, ele os convida para entrar e beber alguma coisa, e, aceitando o convite, Angus e Lillie se veem dentro do que poderia se chamar de uma casa típica de filmes de terror, o velho revela que era marinheiro e começa a falar sobre sua maior fascinação, que são nada mais nada menos do que sereias.
O tempo passa e antes de deixar suas visitas partirem, o senhor decide mostrar seu maior troféu para o jovem casal, que, inexplicavelmente é uma sereia de verdade e ainda por cima viva. No momento em que a encara, Lillie pode jurar que vê a criatura balbuciar alguma coisa enquanto a fita de forma estranha. Mas quem mais parece obcecado com o ser é Angus, que pergunta ao velho marinheiro por que ele não tenta ganhar dinheiro com a sereia, o velho revela que ela é extremamente perigosa e que já quebrou o vidro do tanque e matou sua esposa, por isso a acorrentou e cercou seu aquário gigante com grades apenas para ter o prazer de vê-la morrer de fome ou por falta de liberdade.
Não conformado com a escolha do marinheiro, Angus decide voltar a mansão com dois de seus funcionários amigos e sequestrar a sereia, porém o velho os pega com a mão na massa e no meio de uma discussão e uma tentativa inútil de expulsar os intrusos ele acaba tendo um infarto, deixando tanto a mansão quanto a sereia a vontade para Angus e seus capangas. Eles apenas desmaiam a criatura com um dardo tranquilizante e a levam embora.
Angus então convence Lillie a viajar para as Américas logo no dia seguinte, e deixa para mostrar a sereia só depois que o navio zarpa alegando que o velho havia dado a criatura para ele, relutante mas sem escolha, a moça acaba aceitando a situação.
A viagem corre bem por alguns dias, até que coisas estranhas começam a acontecer, uma delas é o sumiço de um marujo que ocorreu bem na noite em que a sereia se soltou, porém os tripulantes não suspeitam que mesmo que o ser que eles carregam a bordo seja dócil e bonito, ao mesmo tempo esconde um instinto animalesco e um ódio mortal dos humanos que o cercam.



She Creature, mesmo sendo um re-make tem a história diferente do original (ainda bem) que se tratava de um homem que hipnotiza uma mulher e faz ela regredir para um ancestral primitivo que se parece com uma lagosta gigante.
O terror dado se refere mais ao clima e aos cenário que o filme proporciona, porque é um pouco difícil não torcer para a sereia, a qualidade da imagem é muito bonita e o ângulo de fotografia é muito preciso, como um todo, o longa é muito bem produzido, não pecando em nenhum termo técnico, a história é bem bolada e mostrada de uma forma que lembra um diário-de-bordo-visual feito por Lillie, que não sabe se sente medo, raiva ou compreensão pela sereia.
Quanto aos efeitos especiais... bom... o responsável por eles Stan Winston (responsável também pelo movimento de muitas criaturas famosas como os dinossauros de Jurassic Park ou o lendário Alien) fez um trabalho maravilhoso com Animatronics e maquiagem, a computação gráfica é quase nula, e quando aparece é apenas para quebrar um galho, já que não é das melhores. Eu pessoalmente não gosto (mesmo) de CG em filmes de terror e neste temos uma bela (trocadilho) surpresa no final que mostra a competência do designer deste filme.  


Por fim, vou citar o nome do diretor que é  Sebastian Gutierrez, até onde sei ele é considerado um bom diretor, embora não tenha muitas obras e eu não tenha visto nenhuma delas além desse filme. É uma pena que assim como sugeria o título The Mermaid Chronicles Part1 não teve uma continuação e aparentemente não vai ter mais, talvez pela falta de sucesso com o público por não ter tido uma divulgação melhor.


Deixo com vocês a gora o trailer do filme, infelizmente é muito difícil encontra-lo para download dublado ou legendado principalmente agora com o fechamento do Megaupload. Mas para os amantes de um bom filme Cult que sempre estão procurando uma boa obra pra assistir eu recomendo esse excelente Thriller.