Páginas

26 de fev. de 2013

Os Habitantes dos nossos Pesadelos

   Enquanto eu tomo coragem para fazer um post sobre The World Ends With You decidi fazer algo diferente... de novo. 
   Pois bem, a bola da vez são os meus monstros favoritos na ficção. Vou citar alguns que tenho que admitir que possuo um estranho fascínio acerca. Ou pelo o fato de serem criativos e originais ou simplesmente por serem bizarros e assustadores (aspecto que deveria ser o mais levado em conta).
   Vou começar com uma criatura que não é necessariamente um monstro (Não vou explicar o que é aqui porque é muito complicado e eu daria um spoiler muito grande se explicasse), este é Frank. O coelho gigante do filme Donnie Darko que é um dos meus filmes favoritos. 
   Não, o filme não é de terror,  mas não pude evitar de sentir um certo calafrio na primeira vez que vi Frank. Ele parado, olhando, sem dizer nada... Quero dizer, olha só para ele!
   Mas é legal saber que ele na verdade não é um vilão e chega até ajudar o protagonista. Aliás, recomendo o filme.

         
   Enfim, continuando...
   Eu gosto bastante de Scooby Doo (Tirando aquele que tem o Scooby Loo), pra mim é um dos melhores desenhos da Hanna-Barbera. 
 Tá, tudo bem, os episódios repetiam sempre a mesma fórmula e a Daphne era uma inútil, mas eu gostava de acompanhar os episódios para ver como mistério seria resolvido e principalmente ver qual seria o monstro que iria botar o Salsicha e o Scooby pra correr. Admito que os monstros de Scooby Doo não são assustadores (Apesar de a caveira do espaço ter uma risada um tanto desconfortante), mas são bem criativos. Eu sei que não é muito justo colocar mais de um monstro, mas vou colocar aqui os que eu mais gostava quando criança.    




    
   Próximo. 
   Eu sei que eu já fiz um post sobre o lado negro da Disney, então não vou colocar o Horned King aqui, mas o próximo da lista vai ser um que eu esqueci de falar sobre no citado post. (Mensão honrosa também para a forma de dragão de Malificent e a baleia Monstro do Pinnochio) 



   Chernabog para mim ganha fácil como o demônio mais assustador da Disney. Seu passatempo favorito é invocar almas penadas apenas para matá-las novamente com suas chamas infernais... Fantasia é um filme para crianças... Claro Disney... Claro... Mas tenho que admitir que é um dos filmes mais "tira-fôlegos" já feitos, nem vou começar a falar da animação e da trilha sonora.

   Eu também já fiz um post sobre Coragem o cão covarde faz um tempo e tenho a impressão que já mencionei o próximo competidor da lista (estou com preguiça de me certificar).

    Os fantasmas do moinho apareciam quando o moinho que ficava ao lado da casa de Coragem parava de girar, pois estava amaldiçoado (Não lembro como era essa maldição). Mas o que mais me assustava não eram os monstros em si, mas sim o ambiente e a música de fundo que tocava quando eles apareciam. Lembro que a música de terror tocava quando o moinho parava e de como o céu ficava vermelho, tudo aquilo proporcionou que Os Vândalos do Moinho fosse o episódio mais assustador de Coragem, pelo menos nas minha opinião. 
   
   Bom, vamos passar para o videogame agora. É claro que não poderia ficar de fora!


   O Pyramid Head para mim é e provavelmente sempre será o monstro mais Badass de toda história de Survival Horrors. Só pelo fato de não podermos ver o rosto dele e ele carregar uma lâmina maior que ele mesmo já dá arrepios. Pyramid aparece em Silent Hill 2 (lindo, lindo) e seu passatempo favorito é estuprar... Sem zuera.

   O próximo é um personagem do meu conto de terror favorito. Como tem filme também você não pode chorar dizendo que eu não coloquei nada do Tim Burton nessa lista.

  
   A lenda do cavaleiro sem cabeça (The Legend of Sleepy Hollow) foi um conto escrito por Washington Irving publicada pela primeira vez em 1820. A história conta sobre a maldição de Sleepy Hollow, um bosque localizado perto de uma pequena cidade. Este bosque é famoso por ser extremamente silencioso (por isso tem Sleepy no nome) e é amaldiçoado pelo famoso espírito do cavaleiro sem cabeça, que teve sua cabeça arrancada por uma bola de canhão durante uma batalha na Guerra Revolucionária Americana e que vaga pelo bosque de madrugada procurando por sua cabeça. Tim Burton deu a vida a história no longa-metragem de 1999 estrelado por Johnny Depp (novidade). Pronto, aí está seu Tim Burton. 

   Como acho que isso aqui já está ficando longo e já gastei uma quantidade razoável de tempo, vou dizer logo o primeiro lugar. Senhoras e senhores, sem mais delongas eu dou a vocês



   Ctulhu!!! 
   Ctulhu exala caos, destruição e terror. Um ser maligno tão antigo que é dito ter surgido ao mesmo tempo que o universo e até mesmo governar o mesmo. 
   Ctulhu de longe é o ser mais colossal e grandioso e aterrorizador que já ameaçou o ciclo de vida na Terra mais do que qualquer Godzilla conseguiu. Tão maligno que apenas saber de sua existência pode significar danação.
   Deixando a veneração de lado, Ctulhu foi criado pelo mestre H.P Lovecraft no conto The Call Of Ctulhu escrito em 1926. O conto narra as descobertas de um cara sobre o tal monstro em umas pesquisas deixadas de herança pelo seu tio-avô. 
   Ctulhu mora na cidade de pedra R'lyeh, localizada em um ponto distante no meio do oceano pacífico e perturbá-lo do seu sonho pode não ser uma boa ideia. Johansen, o navegado que o diga.  
  O que mais me assusta  em monstros que habitam os oceanos é o fato de eles viverem em um local que te deixa completamente exposto e vulnerável. No meio do mar, você não pode pedir por socorro e praticamente  sua sobrevivência depende da boa vontade ou da fome da criatura que está a sua frente. 
   
   Fun Fact: Eu ouvi falar que existe cultos ao Ctulhu até hoje, mas não posso afirmar a veracidade do boato.
    "In his house at R'lyeh dead Ctulhu waits dreaming"
   

   Anyway, acho que o post vai ficando por aqui, espero que tenham gostado e até a próxima!

6 de fev. de 2013

Quando Pixels Valem Mais Que Mil Palavras

Bom, antes de ir direto ao assunto, acho que preciso falar sobre algumas coisas antes.
Existe um fórum/site muito conhecido chamado 4Chan, nele pessoas do mundo todo estão livres para postarem seus desenhos, se apresentarem com nomes falsos para debater sobre exatamente tudo o que quiserem e também para contar histórias como fan-fics e outras coisas do tipo.
Geralmente o material que se retira do 4Chan não pode ser considerado uma coisa saudável na maior parte do tempo, afinal de contas pessoas que contam com o anonimato geralmente demonstram seus lados mais obscuros, no entanto até mesmo em um lugar cheio de más intenções como o 4Chan coisas realmente boas e únicas podem aparecer, como é o caso de Katawa Shoujo.


No japão existe um tipo específico de jogo que foi batizado de Visual Novels, são jogos em que praticamente o jogador assiste mais do que qualquer outra coisa, fazendo decisões que mudam o rumo de sua historia em momentos chave da jogatina. Na maioria das vezes esses jogos são como simuladores de encontro onde se deve praticamente conquistar uma pessoa com o tempo de forma que uma amizade se torne algo colorido e possivelmente transpasse a friend-zone.
Então você aí deve estar pensando: -o Augusto vai mesmo fazer um post sobre um jogo de encontro com personagens de anime? Mas que coisa mais escrota!
E em minha defesa eu digo: -sim e não. ^^

Depois de um caso contado no 4Chan (aparentemente) verídico sobre a adoção de uma garota que ficou deficiente e sozinha após um grave acidente, pessoas do mundo inteiro decidiram se reunir para criar uma Visual Novel que contasse uma historia sobre pessoas com deficiências físicas e que consequentemente lançasse dúvidas para diversos jogadores anônimos por trás de seus pcs, como: você veria problema em se aproximar de alguém que tivesse alguma deficiência?
Ou então: você NAMORARIA com uma pessoa que tivesse algum tipo de deficiência?

E antes de continuar eu quero agradecer ao grande blogueiro Amer H. e seu fantástico blog sobre cultura popular nerd por fazer uma postagem exatamente sobre este jogo (que diga-se de passagem estava soterrada no meio das outras que surgiram posteriormente) e que me deixou com uma certa curiosidade para jogá-lo e ver como era. Vou deixar o link para quem quiser ver a postagem dele e conhecer melhor seu primordial trabalho como blogueiro e logo depois vou descrever minha experiencia com um dos games que mais me marcou. clique para ler a postagem do Amer.

 

Por algum motivo eu me senti curioso por testar esse game, mesmo que ele seja em um estilo que eu geralmente procuro passar longe, principalmente porque no princípio pensei que não era nada mais que um simples simulador de encontros banal.
Ha! Eu estava enganado!
Logo no início somos apresentados a Hisao Nakai, o protagonista do jogo, ele está de pé em meio a neve esperando por uma garota da qual gosta ha muito tempo. O frio vai se intensificando e o tempo passando até que Iwanako aparece, e no meio de uma conversa bem cativante a menina se declara para Hisao, que descobre da pior maneira que possui um grave problema no coração ao sofrer um ataque cardíaco e desmaiar no gelo.
Hisao fica quatro longos meses internado em um hospital tendo apenas os livros servindo como porta para a liberdade, seu estado aos poucos vai deixando de ser tão grave, no entanto as chances de que ele nunca mais possa fazer esforços prolongados e consequentemente não consiga mais ter uma vida como estava acostumado ainda continuam muito altas. Aos poucos, todas as pessoas que eram próximas dele o vão deixando, até mesmo Iwanako troca pouquíssimas palavras com Hisao. É quando seus pais começam a levar em conta a ideia de o colocar em um colégio interno para deficientes físicos. Quando fazem a proposta para Hisao, o garoto tem apenas duas opções que são ir para o colégio Yamaku ou fazer seu último ano letivo em casa, tendo que ficar atento constantemente com sua saúde.
Cansado de estar preso e com saudades de ver outro quarto que não seja o de um hospital, Hisao decide ir para Yamaku e tentar a sorte ainda como um estudante e não como paciente.



Desde o começo, o jogador começa a acompanhar a vida de Hisao dia após dia depois que ele chega a Yamaku. Os gráficos do jogo se resumem a imagens do cenário onde está se passando a historia no preciso momento e os avatares dos personagens que sempre vão ocupar um canto da tela quando estão aparecendo no campo de visão do protagonista, é tudo muito simples e as vezes cansa a vista. No entanto um dos pontos interessantes sobre os gráficos é a direção de arte, pois ela é feita por diversos artistas diferentes com estilos diferentes, isso por um lado é meio chato porque podemos ver grandes diferenças dos avatares que foram feitos por uma pessoa específica e os quadros em tela cheia feitos por outra, no entanto é bem divertido se impressionar com certos desenhos que vamos abrindo ao longo do jogo. Todos eles vão para uma galeria que pode ser visitada a qualquer momento.
Todo o jogo pode render até quatro atos: o primeiro será sempre o mesmo e se escolhas erradas forem tomadas, Hisao pode morrer e o jogo termina logo com menos de uma hora, existem cinco garotas das quais o jogador poderá se aproximar, cada uma tem uma rota e cada rota é dividida pelos outros três atos que faltam. Apenas uma pode ser investida de cada vez, isso quer dizer que (mesmo sem querer) uma vez que o jogador cai na rota de uma personagem ele deve jogá-la até o fim, seja fazendo o final bom, o final neutro ou o final ruim, caso queira entrar em outra rota o jogo deve ser recomeçado. Felizmente uma vez que os textos foram liberados a opção de acelerar o script é ativada, logo é possível passar todas as partes que já foram vistas em segundos e chegar na parte nova ou diferente do roteiro sem nenhum problema. Assim como as imagens em tela cheia do jogo, as musicas e capítulos que forem desbloqueados poderão ser acessados a qualquer momento.



Quanto ao romance... bom... essa é a parte mais interessante do jogo. Cada menina possui uma personalidade única que foi extremamente bem trabalhada, Hisao narra absolutamente tudo o que está acontecendo ao seu redor, então podemos saber exatamente como são seus jeitos de se comportar em determinadas situações. As garotas são:
 Emi Ibarazaki, provavelmente a guria mais animada de Katawa Shoujo, ela perdeu suas pernas em um grave acidente e é a única que consegue tirar proveito disso para correr mais rápido que as outras alunas, sendo uma campeã de corrida praticamente invicta;

Hanako Ikezawa, teve metade de seu corpo queimado quando sua casa pegou fogo, com oito anos, Hanako foi mandada pra um orfanato, onde nunca conseguiu fazer amigos de verdade por causa de sua aparência, motivo provavelmente pelo qual também nunca fora adotada. Tem um comportamento extremamente tímido, beirando a sociopatia;

Shizune Hakamichi, representante da classe de Hisao, Shizune nasceu surda e muda, por isso precisa constantemente de sua melhor amiga interprete Misha para se expressar, com um comportamento dominador e um espírito de liderança inabalável, Shizune é a personagem mais extrovertida do jogo;

Rin Tezuka é uma jovem pintora considerada um prodígio por seu professor de arte, teve seus braços amputados devido a uma má formação de nascença, Rin passa por constantes problemas por não conseguir se expressar direito usando palavras, por isso sempre usa metáforas em suas conversas, sua melhor forma de comunicação é através de pinturas, das quais infelizmente são abstratas;

Lilly Satou, meio japonesa e meio escocesa, é a representante de sua classe, sempre com um sorriso gentil no rosto, muitas vezes faz o fato de ser cega passar despercebido, Lilly adora tomar vários tipos de chás, o que aparentemente veio como costume do outro lado de sua família, ela é conhecida como amazona loira, provavelmente pelo fato de ter a estatura de uma mulher ocidental, o que a faz uma giganta entre as japonesas.

A partir do momento em que você cai na rota de uma delas, a trama do jogo aos poucos começa a girar em torno da garota em questão e Hisao, cada dia-a-dia passado é retratado de forma extremamente realista, de forma em que os sentimentos descritos por Hisao começam a afetar o jogador, então é muito comum você se pegar sorrindo, chorando ou simplesmente sentindo raiva por conta de alguma cena. Um fato curioso é que cada personagem tem um problema, que nem sempre é algo que esteja relacionado ao preconceito, um exemplo disso é a rota de Rin, que com toda a certeza é a mais angustiante e (na minha opinião) a mais intensa, afinal de contas Hisao é um só, ele aprende e muda com as personagens mas sempre será ele mesmo, você consegue perceber claramente que não existe conexão de idéias entre ele e Rin, no entanto eles se amam, Rin não tem a menor ideia de como lidar com isso e Hisao não sabe como alcançá-la, isso faz com que eles fiquem distantes mesmo estando lado-a-lado.
E levando isso em conta, eu concluí que cada uma delas precisa de algo diferente. Hanako pode se sentir inútil se a única coisa que o jogador mostrar ser dó e superproteção, Emi não quer algém que a veja vencer, ela quer alguém que vença junto com ela, talvez Rin não precise que a entendam, apenas que a aceitem e assim por diante. Durante o gameplay o jogador deve estar atento ao padrão de vida dos outros personagens.
Depois de um tempo, quando você se da conta de que já se acostumou com todos os personagens, fica claro perceber que suas deficiências sempre vão os deixar marcados, mas que também os marcam como humanos com valores imensuráveis, valores que só quem sabe apreciar momentos e não condições consegue ter.

No final das contas, toda vez que se termina uma rota, algo mais nos é acrescentado. Uma historia nova, uma personalidade nova que conhecemos, e isso nos faz entender porque personalidades nos cativam tanto, mesmo sendo claramente um amontoado de idéias e pixels, ainda vemos a intenção por trás do jogo, vemos o quanto cada personagem recebeu sua dose de humanidade de seus criadores e o quanto eles queriam que tudo fosse tratado como muito mais do que diversão e entretenimento.

Se você ficou com vontade de jogar Katawa Shoujo, eu já vou avisando que é melhor saber o básico de inglês antes, não saber o que está acontecendo vai tirar 100% do valor do jogo. Também não recomendo ao pessoal que não consegue se apegar a personagens fictícios e também aos sem paciência.
No final das contas, acho que Katawa Shoujo é um jogo que agrada um público abrangente, mas que não se alcança com tanta facilidade.

Um abraço a todos vocês, eu realmente queria falar sobre isso, divulgar minha experiencia sobre os bons momentos que passei assistindo a essa historia e o quanto fiz parte dela também. Quem quiser baixar pra matar a curiosidade eu vou deixar o link do site bem aqui.

Se for baixar a versão completa esteja ciente que tem cenas de sexo. Então não se impressione se de repente perceber que está em um jogo adulto.
http://www.katawa-shoujo.com/ 






















30 de jan. de 2013

Terror Bonitinho, o Que Não Necessariamente o Torna Leve

   Ultimamente, tenho reparado uma nova "moda" entre os jogos de terror. Praticamente uma mistura de horror, anime e RPG maker que não possuem um nome específico ainda, mas tenho certeza que vão inventar algum apelido quando essa onda realmente "pegar". Provavelmente popularizados pelo Youtube Gamer, Pewdiepie, dono de um dos canais com mais subscribers no youtube (passando da faixa dos 4 milhões atualmente), esses jogos possuem algo em comum (mesmo sendo produzidos por equipes diferentes), o que os tornam possíveis de serem categorizados como um tipo específico de horror game (que como citei acima, não possui um nome definitivo, mas marquem minhas palavras, logo logo inventam um). Pois bem, hoje vou falar sobre alguns deles, os que mais fizeram sucesso.
   Não quero ensebar demais sobre cada jogo pra não deixar este post monótono demais. Vou começar com Ib, que para mim é o melhor de todos. Ib conta a história de uma menina de nove anos (chamada Ib) que se perde no museu, que se transforma de uma maneira assombrosa. No caminho, Ib conhece o enigmático Garry, os dois criam uma amizade que se torna necessária para possibilitar os dois de saírem daquele pesadelo. Meu aspecto favorito do jogo são os personagens, como Garry, que desenvolve uma afeição protetora em relação a Ib. 


 O próximo da lista é The Witch's House, provavelmente esse é o que mais faz sucesso atualmente. Acho que pelo fato de ele se parecer com um conto de fadas macabro e você poder morrer de diversas maneiras. Esse provavelmente é o que possui os puzzles mais divertidos. Conta a história de uma menina chamada Viola que encontra uma casa bizarra no meio de uma floresta. Não é surpresa dizer que essa casa possui muitos perigos e mistérios e que o jogador vai precisar de muita astúcia para poder sair de inferno.
Agora vou falar de um mais recente que se parece mais com Witch's House do que com Ib. Ele se chama Mad Father. Este narra a história de Aya, uma garota cuja mãe é falecida e que mora com seu pai e sua ajudante em uma enorme mansão. O que Aya não sabe, é que o seu pai esconde um mórbido segredo. Ele atrai diversas pessoas para a mansão, com as quais realiza as mais sádicas experiências científicas. No jogo, Aya sai em uma busca para descobrir a verdade sobre o seu pai,  se encontrando com os mais diversos e peculiares personagens. Lembrando que tudo isso se passa dentro da enigmática mansão.


   É claro que existem outros jogos deste estilo, mas gostaria mesmo de citar estes três, que para mim, são os que mais chegam perto de definir este novo gênero de terror. Pelo fato de possuírem garotas como protagonistas, puzzles bem bolados, mortes bizarras e vário finais diferentes. O legal é que com uma rápida pesquisa no google, vocês podem achar os três para baixar gratuitamente. Então se você é fã de RPGs e animes de terror, estes jogos são uma boa pedida.





O

15 de jan. de 2013

Lendários E Quase Anônimos

Olá leitores queridos! Estou de volta com a primeira postagem relevante de 2013, e com um bom-humor renovado vou começar fazendo uma lista!
Não é um top, é apenas uma lista, nela vão estar grandes mangakás que foram escolhidos por mim como uns dos melhores desenhistas do gênero de HQ mais querido do oriente.
Lembrando que todos os nomes postados aqui foram escolhidos por mim, portanto não significa que você precise concordar com nenhum deles aqui, eu escolhi levando em conta também apenas seus traços pois se fosse levar em conta roteiro e personagens eu teria de passar noites filtrando essa lista.

Começando então com Tetsuo Hara, desenhista de Hokuto no Ken. Hara tem um traçado totalmente carregado, o que lhe dá a habilidade de criar personagens masculinos terrivelmente feios e ameaçadores, tendo seu principal trabalho em uma história que transborda testosterona. As hachuras (linhas escuras usadas para criar sombra) são com certeza seu ponto mais forte (aliás, vai ser o ponto forte de muitos dessa lista), ele consegue destacar absolutamente qualquer coisa em seus desenhos com o sombreado. Mesmo com seu traçado mais retrô, posso afirmar com toda a certeza que ele é um dos mestres que mais respeito e admiro, tanto por desenhar que nem um monstro quanto por criar um dos poucos mangás 100% sem frescura que eu conheço, e, pode ter certeza isso é uma grande proeza... pensando bem... seria bom se de repente mais mangás assim surgissem e tomassem o lugar dos heróis andrógenos e delicados que ficam cada vez mais comuns no Japão.
Lembrando que Hokuto no Ken é um mangá seinen, o que significa que sua faixa etária é para maiores de 16, logo, não é o tipo de trabalho que tem uma série exibida no Sábado Animado.

_________________________________________________________________________________

O próximo da lista é Hiroya Oku (que coisa feia servidor!), mundialmente famoso graças ao seu mangá escatológico e pervertido Gantz. Oku teve... Hiroya teve a brilhante idéia de fazer cenários em computação gráfica para depois inserir seus personagens feitos a mão no quadro, parece que ele tem uma facilidade que a maioria não tem, mas na verdade é muito mais difícil fazer cenários em um modelo 3D em um PC. A grande diferença geral no trabalho de Hiroya é que ele é o ÚNICO que consegue fazer seus desenhos se parecerem com fotos quando vistos de longe ou rapidamente, seus personagens com proporções mais humanas (OK, as mulheres que o cara desenha tem proporções inumanas, mas eu vou ignorar isso, em agradecimento por ele te-las criado).

_________________________________________________________________________________

Certo, eu juro que pensei muito antes de colocar Megumu Okada aqui, isso porque ele tem o hábito de desenhar os personagens dele da última forma como eu ousaria desenhar os meus, totalmente anorexos, com olhos tão brilhantes que parecem estar constantemente fazendo a viagem astral, tão frágeis que parecem que vão quebrar com o peso das roupas e consequentemente afeminados ao ponto em que você não sabe mais se são homem, mulher ou criança.
Mas então se eu detesto tanto assim seus desenhos, porque afinal de contas coloquei ele na lista? Você deve estar perguntando.
Lembra que eu disse que vou avaliar por habilidade no traço e não por personagens ou história? Então. Okada desenhou (mas não terminou) a Saga G dos Cavaleiros do Zodíaco (que cá entre nós, tem uma historia muito melhor do que a trama principal), e é nesse mangá que conseguimos ver... (clique na imagem do mangá e veja ela maior)
O cara é praticamente um deus dos desenhos! Eu simplesmente não consigo descrever como são bonitos os cenários que Okada desenha, não apenas isso, as armaduras também, o efeito de luz, tudo. E graças a uma técnica chamada Hiper-Detalhismo.

_________________________________________________________________________________

Agora vou falar de Hiroaki Samura (não encontrei foto), conhecido por seu grande trabalho Blade-A Lâmina do Imortal.
Hiraoki consegue se destacar por sua simplicidade na escolha das técnicas, ele usa apenas hachuras para sombrear as páginas, representar movimento e criar texturas, se procurar pelo nome dele ou de alguns de seus mangás no google vai presenciar um show de técnica e arte sanguinolenta de suas obras, provavelmente um dos mangás que mais passam a sensação de dor e decadência de seus personagens é Blade, cada ferimento ou mutilação é feito de uma forma absurdamente realista, suas páginas-duplas são tão bem detalhadas que queremos arrancá-las e transformar e posters, e como não poderia deixar de destacar, as expressões de seus  personagens são provavelmente as mais realistas que já vi em um mangá.

_________________________________________________________________________________
       
Masashi Tanaka criou Gon. O que mais dizer? Tenho vontade de colocar todas as imagens de Gon feitas por ele que encontrei no google aqui nessa postagem.
Tanaka é o maior mestre de hachuras do qual eu já ouvi falar. Todo o seu trabalho são hachuras.
Seus mangás geralmente mostram formas realistas e totalmente convincentes que mesmo sendo mudas conseguem passar mais informação do que amontoados de falas, tanto que seu pequeno dinossauro/dragão Gon foi um dos personagens convidados de Tekken 3 do Play Station 1(aaaahhhhhh bons tempos em que se podia peidar e cuspir fogo no calcanhar de seus adversários).
O que mais impressiona é que a cada quadrinho ficamos imaginando quanto tempo ele levou para desenhar tudo, e como ele conseguiu colocar um bicho tão surreal quanto um dinossauro anão cabeçudo interagindo com animais existentes do nosso mundo sem parecer tosco.

_________________________________________________________________________________
            
                                                                                     
E então eu falo dele, Katsuhiro Otomo, criador de AKIRA e o autor que eu mais pago pau sem ter medo de ser feliz, provavelmente ele, Masashi Tanaka e Megumu Okada são (até agora) os autores hiper-detalhistas da lista. Cada pedacinho de Neo-Tóquio e posteriormente de suas ruínas foi desenhado a mão, as feições exageradas de seus personagens, os movimentos e tudo aquilo que viriam a chamar de futurista-realista mais tarde.
Não há tanto para se falar do de Otomo, praticamente todos os seus trabalhos obtiveram sucesso, curiosamente seus desenhos são carregados, porém de uma forma diferente, pois ele não abusa das hachuras e muito menos das retículas, todo o desenho é feito de linhas brancas e pretas e nada mais além disso e talvez esse seja o segredo de seus quadrinhos cheios de ação e correria e mesmo assim de uma interpretação fácil.     

_________________________________________________________________________________

E, por último, Kentaro Miura, famoso graças ao seu sucesso Berserk.
Miura consegue ser de tudo um pouco, e como consegue.
Seu estilo era considerado a frente de seu tempo e com certeza era tão denso e detalhado que lhe garantiu em vários tops tanto relevantes quanto amadores o título de melhor desenhista de mangá do mundo, de certa forma eu deixei ele por último como um meio de dar mais destaque  mesmo.
Seus desenhos são forrados de hachuras assim como os do Masashi Tanaka, porém menos realistas. Miura é conhecido também por criar os demônios mais bizarros e hediondos dos quadrinhos, Berserk tem tudo de melhor que o autor podia fazer, desde desenhos brutais e/ou lindos até uma historia fulminante que se desenrola da forma mais imprevisível possível.
Outro ponto característico forte em seu trabalho é a frequência de cenas cheias a ponto de travar o cérebro de quem está lendo. Sério, você precisa de um certo tempo para digerir tudo e ainda perde mais um tempo boquiaberto com a arte final.

_________________________________________________________________________________

Kouta Hirano quase se tornou uma menção honrosa aqui, mas cheguei a conclusão de que não há motivos para isso, pois seus desenhos são simplesmente... hum.... CABULOSOS.
Ah qual é! O cara criou Hellsing, e eu amo Hellsing como minha vida!
Personagens desproporcionais, sangue desproporcional, armas desproporcionais e uma historia quase que conceitual, isso é Hellsing e praticamente enquadra tudo o que Hirano gosta de fazer, e, meu deus eu realmente admiro isso. Todo o sombreado, as roupas manchadas de sangue e as sombras em formato de gavinha retorcida tornam os traçados desse gordinho um dos melhores que eu já vi. 

_________________________________________________________________________________

Então pessoal, isso é tudo, espero que tenham gostado do post, ele foi meio cansativo de se fazer por conta das imagens que tive que ficar procurando, mas no final estou bem satisfeito com o resultado.
Até a próxima.




















  



  

3 de jan. de 2013

Um Novo Começo Mais Uma Vez Novamente De Novo


O ANO ACABÔ. EU NUM MORRI. SOBREVIVI A MUITA MERDA E MUITA MERDA ESTÁ POR VIR.

Olá meus queridos leitores, como estão vocês? Eu queria fazer uma postagem especial de ano novo, mas confesso que não me passou nada pela cabeça :(
Sei lá, acho que podia ter feito uma postagem especial sobre Muppets, mas não ia ficar legal como abertura de 2013. Por isso decidi apenas falar, falar e falar... isso provavelmente vai sair bem pessoal, pode pular logo para o último parágrafo eu não ligo ^.0

Não sei se é porque deixei de ser criança há uma vida de diferença, mas quase todas as coisas que eu gostava em tempos de comemoração acabaram perdendo a magia, o Carnaval nunca foi lá alguma coisa relevante, a menos que você goste de sambar ou bancar o macho-alfa assistindo desfiles chatos só pra ver as "gostosas" sambarem, mesmo que possa ter toda a pornografia do mundo apenas navegando pela internet. A páscoa se tornou pra mim apenas uma desculpa para comer mais chocolate do que o normal, como sou ateu, o fato de representar a ressurreição de Cristo não significa nada pra mim (aliás, Natal e Páscoa deixaram de representar Jesus Cristo há mais de séculos para darem lugar ao consumismo desenfreado).
 Depois da Páscoa, o que resta ao longo do ano é simplesmente o mesmo feriado que é repetido freneticamente, mudando apenas de nome, afinal de contas ninguém liga pra saber quem é o santo ou visionário responsável pelo seu dia de folga (isso foi sarcasmo... não queria ter que avisar mas, vai saber né...). O Natal ainda é uma data importante para mim, afinal de contas as pessoas estão mais gentis e boas (só em algumas partes do mundo... ou do meu bairro) nessa época sempre paira no ar um clima mais nobre (falso, porém reconfortante), atualmente eu não ligo mais para os presentes, tudo o que ganho, por mais útil que seja não me faz ficar alegre e saltitante como certas pessoas ou como eu mesmo costumava ficar.
Depois o ano finalmente acaba, e eu posso observar os belos fogos-de-artifício cortando o céu como maravilhosos disparos de mágica, e então os inevitáveis pensamentos sobre o futuro começam, junto com leves balbuciados de "feliz ano novo, seja onde você estiver agora" que fazemos para pessoas que estão fora dos limites de nossas palavras ou em dimensões onde a TIM não cobre.

O que eu espero de 2013?
Bom, antes é melhor eu tentar me lembrar do que realmente esperava de 2012, fora o fim do mundo (sério... só eu fiquei triste do mundo não acabar?) que todos sabíamos no fundo que não ia acabar coisa nenhuma. Eu queria ser reconhecido como um desenhista, prometi desenhar além da conta, disse que tentaria emagrecer, comecei a prestar mais atenção nas pessoas e sempre esperei que 2012 fosse o ano em que ficaria bem comigo mesmo (isso não é tão pessoal quanto parece, acreditem).
Sabe... eu consegui cumprir algumas dessas coisas, meio que na sorte, mas consegui. Não me senti realizado e nem mesmo satisfeito o suficiente com elas, isso porque no final eu não esperava tanto de mim mesmo nesse ano que passou. Por que será?
Não posso prometer nada para 2013 exatamente porque não estou com a corda toda, pra falar a verdade tudo parece estar se movendo a passos muito curtos, é como se antes o que estava muito claro no fim da estrada de repente se tornasse meio desfocado, não tem haver com meus sonhos apenas na consistência deles. 2013 está de portas abertas pra mim, mas será que não vai ser como 2012? Acho que sou eu que garanto isso... nah!

Mas o verdadeiro sentido de eu ter feito este post  é para desejar um ano enérgico para vocês, afinal de contas este blog é feito para a diversão e entretenimento, uma excelente terapia pra mim e algum motivo para quem lê ver um ponto de vista meio diferente das coisas. Um ano novo é sempre mais uma chance para fazer tudo diferente, tanto pra mim quanto pra vocês, por isso estou desejando um feliz-ano-novo (meio atrasado) para todos que leem o blog e esperem grandes postagens também, provavelmente mais sobre filmes do que sobre desenhos.

Até mais! Longa vida ao Guardião.

















21 de dez. de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Mais Que Esperada

Como vão meus caros? Espero que estejam todos bem.
Fui assistir O Hobbit nessa segunda-feira e infelizmente só estava disponível dublado, mas vou deixar pra falar da dublagem mais para o final ou meio da  postagem.

Certo, eu nunca falo de filmes que estão em cartaz aqui no blog, talvez porque raramente vou no cinema e sempre escrevo sobre coisas mais antigas porque tenho total liberdade para falar delas sem parecer que estou tendo opiniões tortas, mas no caso de uma adaptação de um dos meus livros preferidos eu não poderia deixar passar a chance de fazer um post.
Como não sou crítico de cinema e este blog não é sobre críticas mas sim sobre análises, eu já deixo claro que vou fazer spoilers, principalmente quando for comparar alguma coisa com o livro, neste momento deixarei a palavra SPOILER escrita em amarelo para marcar o começo e o fim deles, no entanto, não tem como falar do filme sem entrar em detalhes sobre algumas coisas então se não sabe exatamente nada sobre a historia sugiro que não leia a postagem.

Vamos por partes então.
Peter Jackson é sem sombra de dúvidas um dos maiores cineastas do mundo, ele não apenas fez uma maravilhosa adaptação da Trilogia do Anel como também do clássico King Kong, conseguindo torná-lo contemporâneo sem precisar estragar toda a ambientização da história.
Uma das melhores características do diretor, com certeza é sua capacidade de fazer adaptações capazes de tornar cenas que deveriam ser cansativas ou até mesmo bobinhas em sequências dinâmicas e tensas, vimos muito disso em O Senhor dos Anéis e agora podemos ver em o Hobbit: An Unexpected Journey (Uma Jornada Inesperada).

A historia nos mostra um hobbit como qualquer outro chamado Bilbo Bolseiro (este que viria a ser o tio de Frodo na historia que se passa 60 anos depois), ele é preguiçoso, pacífico, alegre e satisfeito com sua vidinha confortável no Condado. Isso até que Gandalf o Mago-Cinzento lhe faz uma visitinha e o convida para uma aventura, da qual Bilbo claramente faz questão de não participar. Depois de algumas desculpas desajeitadas, o hobbit consegue despistar Gandalf e torce para que o mago não o procure mais, não sabendo ele que sua porta fora marcada com um sinal mágico.
Naquela noite Bilbo começa a receber a visita inesperada de alguns anões que logo formam um enorme grupo de 12 e também uma inusitada aparição de Gandalf (o curioso é que na historia do livro Gandalf se auto-convida para um chá da tarde na toca de Bilbo, mas não comenta nada sobre os anões, neste filme ele entra de penetra). Os anões se esbanjam de comida, cantam, contam piadas e por fim arrumam a louça, é quando o mais importante deles bate na porta. Thorin Escudo de Carvalho é conhecido como Rei Sob a Montanha, mesmo que a montanha tenha pertencido ao seu pai até ser morto pelo último dos grades Dragões-de-fogo Smaug, a criatura cobiçava o ouro e assim massacrou vários anões para poder invadir seu reino e se enterrar na pilha de tesouro. Thorin precisou reinar com o que sobrou de seu povo em outro lugar, mas não se esqueceu de toda a glória que sua grande montanha (agora chamada de Montanha Solitária) empregava aos anões, tendo em mente sempre recuperar seu antigo lar. Depois de ouvir uma boa parte da história daqueles anões, Bilbo logo percebe que eles estão pretendendo tomar de volta a Montanha Solitária de Smaug e pra isso precisam de um ladrão... isso mesmo... Gandalf indicou o próprio Bilbo como Ladino para a jornada, agora cabe ao hobbit decidir se vai recusar a proposta e continuar sua vidinha pacata no Condado ou aceitar partir em uma viagem mortal em busca de ouro e glória.

Começando a análise com a aparência do filme.
Uma das primeiras coisas que pude notar quando o filme começa a nos apresentar o Bilbo Bolseiro de 60 anos atrás é que toda a atmosfera do filme está mais leve e ágil do que em O Senhor dos Anéis. Nada de diálogos longos e complexos, apenas um bom humor coerente e cenas ágeis. Todo aquele clima tenso que já pairava no primeiro filme da primeira trilogia foi abandonado, afinal de contas o mundo AINDA não corre perigo. Peter Jackson sabe muito bem como cada filme deve parecer, como O Hobbit é um livro para crianças seria realmente estranho se ele tivesse feito um filme todo dramático e carrancudo, mas por incrível que pareça, tudo ficou muito equilibrado, as cenas tensas são realmente tensas, a ação é simplesmente maravilhosa, o filme roda a 48 quadros por segundo, o que no início faz parecer que está acelerado mas quando nos acostumamos tudo parece mágico e vivo até demais da conta. O humor é realmente engraçado e simples, muitas vezes um pouco negro mas não tira o realismo e veracidade de toda a Terra Média, aqui mostrada com muito mais detalhes e variedade que nos três filmes anteriores.

Talvez por se tratar de uma aventura que seja pelo menos simples no início, todo o filme me remeteu a uma clássica jornada de RPG, mais especificamente D&D, as criaturas da Terra Média são mostradas com mais importância agora, todo o design delas foi refeito, um grande exemplo disso são os orcs que aparentam ser menos nojentos e deformados e mais semelhantes aos monstros clássicos dos livros, os Wargs não se parecem mais com hienas, agora lembram uma mistura de lobo, rato e gato e toda a arquitetura das cidades foi refeita. Quando vemos a cena um pouco antes da invasão do dragão fica claro o quanto todo o ar de O Hobbit é diferente de O.S.D.A.
E eu sei que é irritante ficar comparando um com o outro, mas nesse caso acho que estas comparações são até bem vindas, afinal de contas estou falando de filmes produzidos pelo mesmo diretor, não é como comparar GTA com Sleeping Dogs.

As adaptações também foram um ponto muito importante para a versão cinematográfica, quem leu o livro sabe que mesmo ele sendo pequeno e destinado á um público infantil ainda conta com partes maçantes e descrições cansativas sobre coisas e lugares dos quais não queremos saber como são. Desta vez a variedade de cenários é bem maior, e olha que este é apenas o primeiro filme de uma nova trilogia, quem assistiu e se maravilhou com os sets pode esperar muito mais dos próximos dois.
Um detalhe curioso no livro é que a maioria dos animais presentes falam. Quando eu estava indo para o cinema comecei a pensar nessa possibilidade na versão cinematográfica e logo constei que seria ridículo, e para o meu alívio... os animais não falam! Imaginem só seria como assistir Nárnia na Terra Média. SPOILER Eu só espero ouvir a voz do rei das Águias no próximo SPOILER.

Quanto aos efeitos sonoros e trilha do filme... bom como já era de se esperar eles são fascinantes, a canção Misty Mountains Cold adaptada diretamente do livro causa arrepios insanos e podemos ouvir algumas adaptações clássicas para nos arrepiar ainda mais, SPOILER como quando Bilbo encontra o Um Anel na caverna do Gollum e toca por alguns segundos o tema One Ring to Rule Them All SPOILER. Os sons ambientes são maravilhosos e assim como o resto do filme beiram o hiper-realismo.

De alguma forma que não consigo explicar, O Hobbit me prendeu a atenção como poucos filmes antes conseguiram, eu não me senti cansado, desconfortável e muito menos entediado em momento algum, e o fato de ser apenas uma de três partes que ainda estão por vir mostra o quanto a aventura de Bilbo foi épica (coisa que só conseguimos perceber com clareza além da metade do livro).
Tolkien escreveu O Hobbit com muita simplicidade e esta simplicidade também foi passada para o filme, eu sempre percebi que quanto mais ele descrevia os detalhes do cenário menos eu realmente conseguia imaginar a grandeza deles, quando assisti A Sociedade do Anel, me impressionei com os efeitos visuais. Pois bem, acabei me impressionando de novo, pois tudo é exatamente diferente do que imaginei ao ler o livro (e começo a pensar que se Tolkien ainda estivesse vivo ia se impressionar também... mesmo ele sendo um fresco... fãs de Senhor dos Anéis me odiando em 3...2...1...) e mesmo assim tem aquele ar de fim-de-tarde. Tudo, mas absolutamente TUDO é rápido, fácil de entender e ainda consegue ser épico.
Lembrando que quem for assistir e nunca leu o livro para não esperar nada comprometedor como a trilogia original e nem por isso imaginar o filme como fraco.

Entrando no assunto da dublagem.
A dublagem de O Hobbit (agora eu aproveito e peço desculpas por ter cometido a heresia de assistir um filme como esse dublado, mas como disse antes eu não tive opção) está, por incrível que pareça, muito decente. O maior problema é que algumas vozes simplesmente não combinaram... AS MALDITAS VOZES NÃO COMBINARAM!!!! COMO UM ESTÚDIO DE DUBLAGEM DUBLA UM FILME TÃO ESPERADO E IMPORTANTE COMO ESSE E NÃO TOMAM O TRABALHO DE ENCAIXAR CADA VOZ DIREITO?!!!
OK, não são todos, na verdade apenas Bilbo e Gandalf ficaram estranhos, mas eles são dois dos personagens mais importantes! Sem falar que trocaram muitas vozes SPOILER  um exemplo é Frodo, que aparece no início, assim como o Bilbo velho porque a introdução do filme é uma cena que não aparece em A Sociedade do Anel mas que está presente no livro... então... Frodo teve seu dublador trocado,é uma pena porque antes  ele que tinha a voz do Gohan SPOILER.
Mas a verdade é que isso aconteceu porque O Hobbit foi dublado no Rio de Janeiro enquanto a trilogia do anel foi dublada em São Paulo, então não podemos exigir que seja a mesma equipe.
De qualquer forma, acredito que Alexandre Moreno não foi uma boa escolha para fazer a voz de Bilbo.
Hã? Por que?
PORQUE ELE FAZ A VOZ DO ADAM SANDLER!
O cara é um tremendo dublador, mas a voz dele é tão conhecida que acabou deixando o Bilbo marcado, se você fecha os olhos durante a sessão, parece que está assistindo Dois Homens e Meio (kkkkkkkk um Hobbit e 13 anões haushaushhaush ¬ ¬ chega de internet por hoje).
As canções foram dubladas. Nada mais a declarar.

Então, minhas declarações finais sobre este filme. Como se pudessem ser diferentes. Assistam é o que eu digo, a sessão deve estar legendada, em 3D e com qualidade IMAX, se tudo estiver de acordo, a experiência será tão fenomenal quanto AVATAR, e para os fãs de Tolkien com certeza vai ser melhor que este.
O filme é praticamente um tour pela Terra Média, mais leve, mais descontraído mostrando um lado mais D&D do qual o cinema nunca fez funcionar direito antes.

Trailer do filme logo abaixo, até mais meus caros.